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Cuidado redobrado quando o assunto é acusação de estupro

Do Blog Tio Colorauculpa-culpado-acusação-denúncia-

É bom ter cuidado redobrado quando se trata de acusação de estupro. Na semana tomei conhecimento de uma adolescente que denunciou o padrasto.

O inquérito foi aberto e a denúncia foi feita. O acusado sempre alegando inocência.

Na audiência em juízo, a adolescente, após cair em contradições, confessou que tinha inventado tudo, pois o padrasto não permitia que ela dormisse em casa com o namorado, por ser muito nova.

A acusação foi uma forma de vingança.

Situações assim existem, infelizmente.

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Policial é denunciado por estupro e homicídio de estudante

Zaíra foi vítima de violência bruta que teria sido cometida por Pedro Inácio (Fotos: redes sociais)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou à Justiça potiguar o policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria pelos crimes de estupro e homicídio quadruplamente qualificado pela morte da estudante Zaira Dantas Silveira Cruz.

O crime aconteceu na cidade de Caicó/RN, no dia 2 de março deste ano, durante o período do carnaval.

A denúncia foi protocolada no Juízo da 3ª vara da comarca de Caicó nesta terça-feira (2).

No documento, a 2ª Promotoria de Justiça de Caicó requer que o denunciado seja pronunciado pela prática do estupro consumado e homicídio quadruplamente qualificado, para submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular da comarca de Caicó, em que deverá ser condenado. Pedro Inácio continua preso no Comando-Geral da Polícia Militar.

Segundo o inquérito policial do caso, na madrugada do dia 2 de março de 2019, entre 2h14 e 4h, em local ainda não esclarecido, no interior do veículo, o Pedro Inácio constrangeu Zaira Cruz, mediante violência física extrema, com chutes, agressões e imobilização, e a estuprou.

Em seguida, o denunciado assassinou a vítima mediante asfixia por esganadura, com o objetivo de assegurar a ocultação do crime sexual, tendo agido à traição e movido por razões da condição do sexo feminino da vítima.

Leia a denúncia na íntegra clicando AQUI.

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A “cultura do estupro” que não nos cabe

Acho um equívoco se falar em “Cultura do estupro” no Brasil.

Sabemos do costume, até no ambiente prisional, de punição cruel a estupradores.

Fora desse submundo, o comum é também se execrar e até se reagir ferozmente contra esse crime humilhante.

Somos intolerantes em relação a essa barbárie.

Protesto na Índia de mulheres, que levaram país a adotar lei sobre estupro (Foto: Huffpost Brasil)

A sociedade não cultua o estuprador, também não é leniente em relação a essa prática abjeta.

No episódio que tem sido narrado, ocorrido há poucos dias no Rio de Janeiro, muita gente deixa em segundo plano certos “detalhes”: o ambiente, os personagens.

Uma jovem de 16 anos teria sido supostamente estuprada por 33 homens, a maioria deles armados, gente do tráfico.

A atmosfera de liberalidade sexual, de incenso a traficantes e a ausência da tutela familiar em relação aos jovens, criam esses monstros e suas vítimas quase sempre indefesas.

Ninguém compare a realidade brasileira com a cultura sim, real, do estupro coletivo promovido na Índia. Hoje, sob legislação punitiva, mas ainda assim longe de ser exemplar contra esses subprodutos humanos.

São dois mundos diferentes, não obstante com práticas similares.

A estúpida banalização da maldade

Por Gaudêncio Torquato

Qual a relação entre expansão da criminalidade e insatisfação social? Tudo a ver, seja na visão da corrente sociológica, seja na perspectiva da vertente econômica. A primeira argumenta que a queda da desigualdade entre classes diminui a insatisfação social, fazendo refluir a violência; a segunda levanta a hipótese de que o ganho com ações ilegais diminui ante o aumento da renda das famílias.

Vejamos os dados de fundo: entre 2001 e 2011 a renda dos 10% mais ricos cresceu 16,6% e a dos mais pobres, 91,2%. A numerologia abriga, ainda, 19 milhões de empregos com carteira assinada e a estatística de 35 milhões de brasileiros que nos últimos dez anos ascenderam à classe média, hoje somando 52%, ou mais de 100 milhões de pessoas.

Diante da evidência de que o País ganhou um dos maiores (e mais retumbantes) programas de distribuição de renda da contemporaneidade, restaria fechar o parágrafo com aplausos ao corolário: a violência diminui no Brasil graças ao aumento do Produto Nacional Bruto da Felicidade.

Verdade? Não. Sofisma.

A comunidade vive em clima de medo e insegurança. Por todo lado se multiplica a marca da violência. A viseira que embute satisfação não consegue esconder a coleção de crimes cometidos nos últimos tempos, que, pela inexcedível crueldade, puxam o Brasil para os primeiros lugares do ranking mundial da barbaridade.

Basta ilustrar com casos que borram o maior cartão-postal do País, o Rio de Janeiro: o estupro de uma americana dentro de uma van e a agressão a seu namorado francês, o assalto a três turistas argentinas nos Arcos da Lapa e, mais recente, o estupro de uma mulher dentro de um ônibus por um jovem de 16 anos, flagrado por uma câmera de vídeo.

Em São Paulo, expandem-se episódios de extrema violência, como o que vitimou há dias um empresário que meses antes tentara fazer um boletim de ocorrência sobre tentativa de assalto e foi tratado com descaso pelo delegado. Em Goiânia morreu a menina de 11 anos baleada ao tentar defender o pai durante briga numa pizzaria.

A série criminosa é tão povoada de absurdos que o Brasil começa a fazer parceria com a Índia, onde, recentemente, uma criança de 5 anos morreu após ser estuprada por dois homens.

O fato é que o roteiro de monstruosidades não combina com o retrato de bem-estar com o qual se procura apresentar o País. O que explica o clima de insegurança que permeia os mais diferentes espaços, das margens ao centro, quando as trombetas da administração fazem ecoar hinos ao conforto social resultante de um programa-símbolo de distribuição de renda? Ou será que, no caso da criminalidade, não se pode usar o termômetro da igualdade/desigualdade social para explicar o fenômeno? A questão causa polêmica e boa dose de contradição.

A PUC-Rio fez um estudo para o Banco Mundial em que mostra que a redução da desigualdade via Bolsa-Família foi a principal causa da diminuição da violência em São Paulo entre 2006 e 2009. A expansão do programa, segundo o pesquisador João Manoel Pinho de Mello, teria sido responsável por 21% do total da queda de criminalidade. Em 2012, porém, o número de homicídios em São Paulo cresceu 34% em relação ao ano anterior – 1.368 mortes versus 1.019.

No quadro geral da criminalidade em todo o Estado, o incremento foi de 15%. Já no primeiro trimestre do ano, a capital registrou um aumento de 18% no número de homicídios dolosos, numa expansão que vem ocorrendo há mais de oito meses.

Diante da aparente contradição entre mais igualdade social e maior taxa de criminalidade, faz-se necessário colocar no caldeirão da violência outros ingredientes, a começar pela obsolescência do Código Penal, que escancara o descompasso entre a brutalidade de crimes e as penas brandas atribuídas. O mesmo se pode dizer do Estatuto da Criança e do Adolescente, que carece de atualização para acompanhar os avanços tecnológicos e o instrumental formativo/informativo que eleva as condições dos jovens.

A par de problemas endógenos da estrutura policial – carência de casas de custódia e de presídios, mandados de prisão descumpridos, grau elevado de letalidade nas intervenções policiais, corrupção, etc. -, espraia-se pelo território o consumo de drogas e álcool, na esteira da massificação dos produtos identificados com diversão e ócio.

Também a morosidade da Justiça leva à sensação de impunidade. E as brechas do sistema normativo contribuem para a banalização de atos ilícitos, que encontram terreno fértil para prosperar nas camadas mais pobres, particularmente entre os jovens. A extrema pobreza atinge, hoje, 12,2% dos 34 milhões de jovens brasileiros, cujas famílias auferem renda per capita de até um quarto do salário mínimo.

A conclusão é inescapável. O Brasil prepara-se com muito temor para sediar os dois mais importantes eventos esportivos da era moderna, Copa do Mundo e Olimpíada.

A esta altura deveria empenhar-se para exibir a estética de seus estádios e cidades (como já faz a Rússia para 2018) e estender os braços do Cristo no Corcovado aos milhares de turistas que para cá se deslocarão, eis que feias nódoas mancham suas belas paisagens, gerando incertezas sobre a segurança dos visitantes.

Sejamos realistas. Daqui a um ano é pouco provável que tenhamos um ambiente social mais harmônico e menos turbulento. Continuaremos a ser o país que concentra 3% da população e 9% dos homicídios no mundo. E que nos últimos 30 anos registra mais de 1,1 milhão de vítimas de homicídio. Não é de espantar que a onda de crimes cada vez mais hediondos esteja banalizada.

Mataram mais uma criança? Ah! Estupraram mais uma moça? Oh! O pai assassinado deixou quatro filhos? Ih! Amanhã teremos mais.

Gaudêncio Torquato é jornalista, professor da USP, consultor político e de Comunicação

* Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de São Paulo.

Nauseante violência e compreensível desfaçatez

Vi há pouco entrevista de um menor de 16 anos que roubou passageiros de um ônibus no Rio e, de “lambuja”, estuprou uma mulher diante dos demais ocupantes do veículo.

Pasmem: tem consciência do mal que promoveu e está arrependido.

Cumprirá medida “sócio-educativa” e rapidinho poderá voltar às suas atividades.

Uma bala da polícia ou de bandidos, como ele, é que promoverá a punição final.

Da Justiça institucional não esperemos nada.

Protejamos nossas mulheres, filhas etc.

Veja o que esse moleque diz à imprensa clicando AQUI.