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Fátima toma medidas apenas paliativas, diz Tomba Farias

Em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, na 96 FM do Natal à manhã desta terça-feira (28), o presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Tomba Farias (PSDB), disse que são medidas meramente paliativas as que vêm sendo tomadas pelo Governo Fátima Bezerra (PT), para conter crise no Estado.

Tomba quer venda de ativos e federalização da Uern como medidas urgentes (Foto: Assessoria)

Segundo ele, não são suficientes para mudar o cenário da economia do Estado, que há cinco meses não paga aos fornecedores que prestam serviços para a administração estadual.

Tomba Farias acredita que o estado não sairá da situação de crise, caso não sejam tomadas medidas que são urgentes e necessárias, como a venda de ativos como Aero Clube, Arena das Dunas, Centro de Convenções, Caern e Potigás, além da federalização da Universidade do Rio Grande do Norte (UERN). “Qual é a medida que o governo está tomando para conter a sangria?”, questiona o presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização da AL.

Na opinião do parlamentar, os chamados “recursos extras”, oriundos dos royalties, da venda da conta do Banco do Brasil, e que seriam destinados para o pagamento de servidores, são apenas uma forma de “adiar a dor”.

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A economia e o fisiologismo no “País de Mossoró”

Por Josivan Barbosa

Os municípios mudaram o sinal de seu resultado primário agregado e puxaram o avanço do superávit dos governos regionais no ano passado. Segundo dados do Banco Central (BC), os governos regionais contribuíram com superávit conjunto de R$ 7,5 bilhões, acima do resultado positivo de R$ 4,67 bilhões do ano anterior.

As prefeituras fecharam 2016 com déficit de R$ 2,12 bilhões, resultado revertido para superávit de R$ 601 milhões no ano passado. Já os Estados tiveram resultados muito próximos nos dois períodos, com superávit de R$ 6,79 bilhões em 2016 e R$ 6,9 bilhões no ano passado.

Mas, isto não se observa no “País de Mossoró”. Dificilmente a equipe econômica adota medidas técnicas ao invés do fisiologismo. E o resultado não poderia ser diferente. Inúmeros contratos em atraso, com maior impacto nas empresas de serviços terceirizados.

O melhor resultado dos municípios pode ser em parte explicada pelo ciclo eleitoral, com investimentos em alta no ano de eleições para prefeitos, em 2016, e recomposição de resultados no ano passado. É preciso destacar que o BC mede o resultado abaixo da linha, critério que reflete principalmente o nível de endividamento e é afetado pela ainda baixa liberação de aval para empréstimos aos governos regionais pelo Ministério da Fazenda. Os relatórios que os governos regionais enviam ao Tesouro Nacional podem indicar tendência diferente.

Neles é utilizado outro cálculo, no qual o superávit ou déficit resulta da conta de receitas e despesas primárias, sejam gastos correntes ou de capital.

Federalização da UERN

O cavalo passou selado. Conversei diversas vezes sobre o assunto com autoridades do governo do RN Sem Sorte, apontando o caminho para a negociação com o MEC e mostrando que era viável para a UERN e para o Rio Grande do Norte o início do processo de federalização. Mas, não houve em nenhum momento a disposição política do governo estadual para iniciar a discussão. Dessa forma, o Estado perdeu uma oportunidade ímpar de avançar no processo.

Durante o longo mandato de Fernando Haddad no MEC sempre houve abertura para que o Estado apresentasse uma demanda dessa natureza.

Agora, não vejo boas perspectivas para o projeto, mas, nos colocamos à disposição para discutir.

FPM

O ano começa com boas perspectivas de aumento de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Após queda de 3,24% no ano passado no total bruto de repasses, o FPM está previsto para atingir o patamar de R$ 100,86 bilhões em 2018. São R$ 5,78 bilhões a mais do que em 2017.

Em termos percentuais, a expansão projetada é de pouco mais de 6%, superior portanto ao reajuste do salário mínimo (1,81%) e à inflação projetada para este ano (3,95%). Mesmo assim, dificilmente as prefeituras de médios e pequenos municípios terão folga financeira este ano. A pressão sobre os cofres municipais vem, principalmente, do reajuste do piso do magistério e da demanda por serviços básicos, ampliada pelo quadro de necessidade de equilíbrio fiscal.

Embora relevante na esfera municipal, o reajuste do salário mínimo de R$ 937 para R$ 954 em 1º de janeiro deve ser considerado como fator localizado de pressão financeira sobre as prefeituras. O mínimo é um balizador importante para os municípios do Nordeste, mas perde importância quando comparado ao piso do magistério.

Negócios sociais

Já está passando da hora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mossoró incentivar em parceria com outras instituições ligadas ao empreendedorismo a realização de cursos voltados para os negócios sociais. Oferecer soluções escaláveis para problemas da população de baixa renda é o foco dos negócios sociais, modelo de empreendimento que cresce de forma acelerada no Brasil.

Um dos mais novos é o programa empreendedorismo social, cujo objetivo é dar uma nova visão de negócios a pessoas que estão buscando uma forma diferente de empreender.

Adeus ao parcelado sem juros

O setor de cartões de crédito prepara mais uma pancada nas costas do consumidor. Agora quer acabar com o chamado `parcelado sem juros`. O setor pretende substituir esta modalidade dos cartões de crédito por um modelo de crediário a ser oferecido ao consumidor. A mudança viria acompanhada de uma redução no prazo de pagamento aos lojistas.

Pela proposta, os consumidores fariam uma espécie de crediário para parcelar compras no cartão, com base em um limite concedido pelo emissor, que poderia ser usado em qualquer loja. Não seria um crediário de um determinado estabelecimento, como já foi comum no passado com a emissão de boletos.

O banco pagaria o lojista em até cinco dias após a operação (D+5) e assumiria o risco. Prestações e despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão no ato da compra.

No modelo atual, a decisão de oferecer o parcelamento, e com que prazo, é do lojista. O varejista recebe a primeira parcela após 30 dias e o consumidor vai pagando as demais na fatura do cartão. Como o Banco Central está sempre de lado do consumidor, é provável que mais uma vez o consumidor irá pagar a conta.

Mudança de direção da política econômica

Uma mudança de 180 graus na direção da política econômica do governo temista, quando comparado com aquela praticada nos quatro mandatos anteriores. Os programas vistos como “carros-chefes” dos governos Lula e Dilma registraram recuo de dois dígitos nos desembolsos e estão entre os maiores alvos de cortes.

Dentre as rubricas com queda mais intensa, está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pacote de investimentos criado ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva registrou queda de 32,2% nos gastos em 2017 – ou R$ 14,2 bilhões. Nessa rubrica estão também as despesas relativas ao Minha Casa, Minha Vida.

O programa habitacional lançado na era petista teve redução de 56,1% no ano, ou R$ 4,7 bilhões. No total, os dispêndios com esses dois itens ajudaram a derrubar o investimento público para 0,69% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa o menor patamar em ao menos 11 anos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

A balela da federalização da Uern; conta outra, vai!

O jornal Tribuna do Norte divulgou e houve repetição inconteste na imprensa potiguar, de uma informação que carece de consistência: a Universidade do Estado do RN (UERN) pode ser federalizada. O Tesouro Nacional teria apontado esse caminho em reunião com técnicos do estado, para reduzir custo do erário do RN.

Pura balela.

A Uern pode ser enxugada drasticamente, isso sim. Privatizada. “Desovada”, digamos.

A tese da federalização é um engodo, para desviar a atenção da própria comunidade uerniana e a opinião pública (que em boa parte a ignora, sem saber de sua importância).

Se houvesse sequer início de processo para federalização da Uern, isso provocaria efeito dominó em todo o país, para se dar igual destino às dezenas de instituições congêneres, quase todas cambaleantes.

Por que não a Uerj?

Começaria, por exemplo, pela Universidade do Estado do RJ (UERJ), que está em situação de penúria e sua privatização foi cogitada ano passado em parecer do próprio Tesouro Nacional. Só para lembrar: é o mesmo órgão do Governo Federal que teria apresentado a ideia de federalização da Uern ao Governo do RN.

Em setembro de 2017, em parecer assinado pela Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, foram sugeridas várias medidas para avanço no Regime de Recuperação do Estado do RJ, como aumento da alíquota de contribuição previdenciária, venda de ativos diversos e a privatização da Uerj.

Num tempo em que a União não para de contingenciar recursos, faz enormes acrobacias orçamentárias e financeiras, a notícia deveria ser no mínimo questionada, usando-se o raciocínio lógico – indispensável ao bom jornalismo.

Conta outra, vai!

Francamente!

Leia também: Sugestão para privatizar universidade ronda e assusta Uern – 02-11-17

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Vereadora Eleika acha ‘absurda’ autonomia financeira da Uern

Com larga atuação na área educacional e em seu segundo mandato consecutivo na Câmara Municipal do Natal, a vereadora Eleika Bezerra (PSL) é peremptoriamente contra qualquer arremedo ou projeto de autonomia financeira da Universidade do Estado do RN (UERN). Para ela, não é papel do governo estadual bancar a instituição.

Eleika tem larga trajetória na educação (Foto: CMN)

Nas redes sociais, Eleika diz que é “um absurdo a Uern querer autonomia financeira!”. Lembrou que “a competência dos Estados é com a educação básica (0 aos 17 anos) e especificamente com o ensino médio (15 aos 17 anos). Educação básica é tão básica que se chama básica! Quais as explicações para o Estado do RN oferecer ensino superior (graduação e pós graduação) se oferece o segundo pior ensino médio do Brasil?!”

Federalização

“A Uern há muito deveria ter sido federalizada.Será que o RN – sobretudo sua classe política – não enxerga o absurdo de um estado pobre manter uma universidade?!”, insistiu

A vereadora assinalou, que estudos mostram que “apenas 30% da população brasileira lê plenamente (interpreta, analisa, sintetiza)”. Acrescentou ainda que “esse absurdo também pode ser visto no município de Natal quando oferece bolsas para o ensino superior e submete a população infantil a um estranho sorteio.”

Trilha na educação

No segundo governo de José Agripino, entre 1990 a 1994, a professora Eleika exerceu o cargo de Secretária-adjunta de Educação. Na Prefeitura do Natal, ela esteve à frente da pasta da Educação em 1999 e da Ielmo Marinho em 2005. Foi eleita à  Câmara Municipal do Natal em 2012 (PSDC) e reeleita ano passado com 3.758 votos.

Ela adotou a doação integral dos seus subsídios de vereador para entidades filantrópicas e educacionais, como uma de suas referências de atuação política.

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