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Município terá que realizar concurso público para cargos efetivos

Foto ilustrativa
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Após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressar com uma Ação Civil Pública, a Justiça potiguar determinou que o Município de Assú realize concurso público para cargos efetivos.

A decisão judicial da 1ª Vara de Assú determina que o Município realize concurso público, no prazo de 12 meses, contados a partir do trânsito em julgado, para cargos de natureza permanente atualmente ocupados por contratados temporários, como, por exemplo, assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, fiscais sanitários e fiscal ambiental.

O Município deverá dispensar os servidores temporários irregulares, além dos celetistas e outras denominações que tenham sido admitidos sem prévia aprovação em concurso público.

A ação foi ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Assu e teve como base dois inquéritos civis que apuraram a ausência de fiscais na área urbanística/ambiental e a realização de diversas contratações temporárias em desacordo com os requisitos constitucionais.

Durante o processo, o Município de Assu realizou concurso público para os cargos de professor, engenheiro civil, arquiteto e assistente de serviços operacionais. Com a realização deste concurso e o início das nomeações, o juízo entendeu que houve perda superveniente do interesse de agir em relação ao cargo de professor.

A decisão ressalta que a contratação temporária deve ser exceção, e não regra, na Administração Pública. A sentença destaca a necessidade de observância do art. 37, II, da Constituição Federal, que estabelece a regra do concurso público para o preenchimento de cargos na Administração Pública.

Fiscalização apreende mais de meia tonelada de carne clandestina

O Serviço de Inspeção Municipal (SIM), em conjunto com a Polícia Civil, fiscais ambientais e a Guarda Civil Municipal, realizou nesta quinta-feira, 19, fiscalização a um abatedouro clandestino na zona urbana de Mossoró e apreendeu 510 quilos de carne imprópria para o consumo. A atividade ocorreu mediante denúncia da existência de um local de abate inadequado de animais.

Mais de meia tonelada de carne em condições precárias ao consumo humano (Foto: divulgação)
Mais de meia tonelada de carne em condições precárias ao consumo humano (Foto: divulgação)

Veterinária do SIM, Allany Medeiros explicou que a equipe encontrou no local vários animais sendo abatidos de forma irregular, em condições de higiene sanitária precárias, causando risco à saúde do consumidor.

“Chegamos ao local e nos deparamos de fato com a existência de um abatedouro clandestino com vários animais sendo abatidos de forma irregular, em condições de higiene sanitária precárias, de forma cruel e em desacordo com a legislação. Isso tudo causa um prejuízo enorme à saúde da população e consequente risco à saúde do consumidor que, por ventura, viesse a consumir aqueles produtos”, disse.

Aterro Sanitário

Allany Medeiros destacou que toda a carga apreendida foi descartada no Aterro Sanitário Municipal. “As carcaças dos animais que estavam lá no momento da fiscalização foram destinadas ao Aterro Sanitário Municipal por estarem impróprias para o consumo. Principalmente pela forma como foi produzida, desde o abate até a manipulação inadequada e a possível contaminação do alimento”.

Devido a gravidade encontrada no abatedouro clandestino, o proprietário precisou ser conduzido para esclarecimentos junto ao delegado e, consequentemente, encaminhado para um processo administrativo.

Nota do Blog – O cerco aos diversos abatedouros clandestinos (são dezenas na cidade e zona rural) é imprescindível à saúde pública. Também é uma forma indireta de viabilizar economicamente o Abatedouro Frigorífico Industrial de Mossoró (AFIM), empresa municipal que pode cumprir papel estratégico para qual foi criada ainda nos anos 80 do século passado, na segunda gestão Dix-huit Rosado.

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Prefeitura busca entendimento com fiscais ambientais

A Prefeitura Municipal de Mossoró está empenhada em avançar nas negociações com os 14 fiscais ambientais e urbanísticos que atuam na cidade. Isso é o que informa a municipalidade, através de sua área de Comunicação. A greve dos profissionais parece infindável.

Após recente reunião entre a categoria e o Executivo, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) assegurou melhorias para os servidores com o aumento no valor do salário-base, a implantação de gratificações e a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) específico para estes profissionais.

Foi encaminhada uma proposta ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) na qual é sugerida uma valorização de 60% no salário-base dos fiscais ambientais e urbanísticos, passando dos atuais R$ 850,00 para R$ 1.356,91 mensais, isso sem contar as promoções vertical e horizontal que valorizam o tempo de serviço e a capacitação dos servidores.

Além disso, a Prefeitura propõe um adicional de risco de vida sobre o salário-base de até 40%, que seria determinado por decreto, de acordo com a periculosidade na atividade de cada fiscal. Também foi sugerido um adicional de produtividade no valor de 10% a partir do salário-base que está na proposta.

Os fiscais ambientais e urbanísticos ainda passariam a receber adicional de mais 10% por plantões durante o dia e 20% pela disposição à noite.

Vale salientar que essas gratificações por risco de vida, pela produtividade e plantões não fazem parte, atualmente, da remuneração dos fiscais, tradando-se, então, de melhorias caso a proposta seja aceita pela categoria. A Prefeitura Municipal aguarda o retorno dos representantes dos fiscais ambientais e urbanísticos para que seja encerrada a greve, entendo que a paralisação dos serviços resulta em prejuízo para a população.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.