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A grandeza de um jornalista que não aceita ser garachué nem sabujo

Meu registro de desapontamento e lamento por um caso na imprensa do RN, que infelizmente, não é isolado ou único. O jornalista Diógenes Dantas, com 34 anos de atuação contínua na imprensa, foi demitido pela 97 FM do Natal nessa quarta-feira (18).

Haroldo Filho cumpriu ordens do pai, defenestrando Diógenes, jornalista de raras qualidades (Foto: arquivo)
Haroldo Filho cumpriu ordens do pai, defenestrando Diógenes, jornalista de raras qualidades (Foto: arquivo)

Motivo: não ter divulgado com grande destaque em programa que apresentava na emissora, a desistência de pré-candidatura ao governo (veja AQUI) do proprietário majoritário da empresa, empresário Haroldo Azevedo.

Grife-se, que a aspiração do dono seria que fosse alardeado algo de sofrível importância jornalística. Sob a égide da “hierarquia da notícia”, qualquer ‘foca’ (iniciante em redação) sabe que tudo ficou de bom tamanho. Dantas não topou, como sempre, ser garachué ou sabujo. Sofre uma queda para o alto.

Veja abaixo o que ele escreveu sobre o assunto:

Amigo Haroldo Filho,

Seu pai já tomou a decisão, e não se discute. Cabe a todos, respeitá-la.

Eu quero apenas explicar meu lado nessa história. Longe de mim tratar com desatenção qualquer assunto ligado ao Dr. Haroldo Azevedo, ainda mais uma pré-candidatura ao governo.

Tomei conhecimento da notícia ao chegar na rádio, por intermédio do jornalista Rô Medeiros.

Seu pai me mandou mensagens entre 5h49 até 6h46, justo no momento em que estou no banho, tomo café e me dirijo à emissora.

Neste momento não vejo celular, porque meu foco é me aprontar para chegar na rádio. Não foi desatenção da minha parte.

Logo que tomei conhecimento, priorizei a leitura do Agora RN. Recebi a capa do jornal e reprodução da entrevista, mas não tive tempo para ler as declarações e me aprofundar.

Coloquei-me à disposição para entrevistá-lo amanhã ou sexta-feira, apesar de já ter convidados agendados. Seriam desmarcados diante da relevância do assunto, e do interesse do Dr. Haroldo.

Infelizmente ele entendeu que fui desatencioso com ele, o que repilo com todo respeito.

Não gostaria de encerrar minha atuação na 97 FM sem dar estas explicações.

O episódio torna-se desgastante e vergonhoso para todos, em particular para mim, um profissional com 35 anos de jornalismo.

Lamento a interrupção de um trabalho que só estava em seu início, e que se mostrava promissor.

Um abraço e agradeço a atenção.

Diógenes Dantas.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Estou em Natal há vários dias e sempre ouço rádio, girando de uma emissora para outra, prestigiando os mais diversos programas e profissionais que gosto, respeito. Falei com o Diógenes. Assunto nosso. Já falei o que tinha de falar.

Inclusive, de minha admiração. Para frente, cara.

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“Monopólio do Êxito”, um fenômeno político caricato

Em Mossoró, um fenômeno político a ser melhor entendido adiante é o “Monopólio do Êxito”, que tem o peso de dogma.

Nesse lugar, tudo que ameaça ter sucesso na gestão pública ou deu certo, tem narrativa com nome e sobrenome obrigatórios.Se algo saiu errado, é culpa dos outros.

Garachués de gabinetes e proxenetas do jornalismo reforçam a construção dessa mitologia caricata.

Mas não são os únicos responsáveis por isso.

Tudo nasce da arrogância e ego doentios de quem não suporta a iniciativa, a competência e o valor alheios.

Mediocridade implícita.

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Ministro do STF, sob pressão desiste de perseguir imprensa

Moraes: mediocridade (Foto: arquivo)

Por Camisa Bonfim (Rede Globo)

Relator do inquérito que investiga ofensas e informações falsas contra magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes revogou nesta quinta-feira (18) a decisão que havia censurado reportagens da revista “Crusoé” e do site “O Antagonista”.

Na última segunda (15), Moraes determinou que o site e a revista retirassem do ar reportagens e notas que citavam o presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli. Na ocasião, o relator do inquérito havia estipulado multa diária de R$ 100 mil para o eventual descumprimento da ordem judicial e mandou a Polícia Federal (PF) ouvir os responsáveis do site e da revista em até 72 horas.

Moraes havia considerado a reportagem da “Crusoé” um “típico exemplo de fake news” porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que não havia recebido um documento que comprovaria que Toffoli era o personagem apelidado de “amigo do amigo de meu pai” em um e-mail trocado entre o empresário Marcelo Odebrecht e dois executivos da construtora, ao contrário do que afirmou a revista.

Recuo forçado pelo óbvio e pressão

A TV Globo confirmou que o documento de fato foi anexado aos autos da Lava Jato, no dia 9 de abril, e seu conteúdo é o que a revista “Crusoé” descreveu na reportagem censurada pelo STF.

Após ser alvo de críticas, inclusive, de integrantes do Supremo, Alexandre de Moraes revogou nesta quinta-feira a censura com o argumento de que ficou comprovado que realmente existe o documento citado pela reportagem do site e da revista.

Segundo ele, como a PGR e o Supremo tomaram conhecimento do conteúdo do documento anexado em um dos processos em que Marcelo Odebrecht é alvo na Justiça Federal de Curitiba, se tornou “desnecessária” a manutenção da medida que ordenou a retirada da reportagem do ar.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Que figura medíocre.

Na vida real, é Garachué do PSDB. Sem experiência judicante anterior, Moraes está longe de ter um papel digno inerente à magistratura. Levou para o STF um conceito cesarista de atuação, face que escondia em seus livros forenses.

Ele e Toffoli são pessoas que em nada representam os valores democráticos e o papel constitucional do verdadeiro STF.

Que gente pequena.

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“Garachué” com poder leva governo a ser “isso aí”

O Governo Robinson Faria (PSD) pecou muitos nos últimos tempos na gestão administrativa e também na articulação política.

O resultado é isso aí. Claro que não seria diferente.

Robinson e ex-prefeito: espaço para garachué mandar e muitos problemas a serem administrados (Foto: arquivo)

Dando espaço para “garachué (“Cabra” que faz mandado em casa de jogo, em cabaré. Moleque de recado) ser articulista, protagonista, dono de espaços e líder, o resultado não poderia ser outro.

Agora, faltando pouco mais de um ano para terminar seu mandato, o governador tenta o quase impossível: salvar a gestão e sua imagem.

Mas o governo continua infestado dessa espécie. Não falta garachué.

Lembra muito o ocaso do Governo Francisco José Júnior (PSD) na Prefeitura de Mossoró, engolido por exemplares de garachués poderosos.

O que ocorreu?

O então prefeito sequer conseguiu concluir uma campanha à própria reeleição.

Pelo menos garantiu boa vida pós-mandato. Ainda bem.

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