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PF prende general Braga Netto, ex-vice de Jair Bolsonaro

General Braga Netto recebeu quase um milhão de reais em dois meses (Foto: Marcelo Camargo)
General Braga Netto integrou chapa do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Arquivo)

A Policia Federal prendeu neste sábado Walter Souza Braga Netto, ex-vice de Bolsonaro na chapa de 2022. Ele é alvo do inquérito do golpe. A PF realiza buscas na casa dele.

Ele foi preso no Rio, em Copacabana. Será entregue ao Comando Militar do Leste e ficará sob custódia do Exército.

Braga Netto é general da reserva do Exército, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Bolsonaro e candidato a vice na chapa que perdeu a eleição de 2022.

A Polícia Federal indiciou Braga Netto, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid por tentativa de golpe de Estado.

Na lista, também estão ex-ministros do governo Bolsonaro, ex-comandantes do Exército e da Marinha, militares da ativa e da reserva e ex-assessores do ex-presidente.

De acordo com as investigações, Braga Netto atuou diretamente para financiar ações ilícitas, inclusive dando dinheiro em uma sacola de vinho para os golpistas.

Desde o início da investigação do golpe, a Polícia Federal se depara com o debate sobre se havia elementos suficientes para prender ou não Braga Netto.

Ao longo da apuração, a PF concluiu que Braga Netto era o arquiteto do golpe – que era a principal autoridade por trás do planejamento do golpe- e quem dava respaldo e credibilidade entre os oficiais e comandantes.

Era, nas palavras de um investigador, “a cabeça, o mentor do golpe- mas sob comando de Bolsonaro”.

E tudo sob comando de Jair Bolsonaro. Para a PF, Bolsonaro seria o principal beneficiado, mas a cabeça pensante em relação à operacionalização do golpe, juntos às Forças Armadas, seria Braga Netto.

E essas informações os investigadores acreditam terem alcançado com o avanço da apuração- inclusive, com informações da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Com o material em mãos, a PF decidiu agora que tinha elementos suficientes para prender Braga Netto, como fez neste sábado.

Poderia ter feito antes, mas havia a preocupação de que a data não coincidisse com o 13 de dezembro, data do AI-5, o mais duro dos decretos militares para não soar como provocação a militares.

Veja matéria completa AQUI.

Fábio Faria exalta Filho de Bolsonaro, de olho no lugar de vice

Do Poder 360

O ministro Fábio Faria (Comunicações) fez um “desabafo a favor do vereador e filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Deu a declaração em evento de liberação da liberação da ponte estaiada sobre o Rio Parnaíba, em Santa Filomena (PI), e chamou o “02” para o palco.

Apareça, Carluxo, não fique no Rio, não. Fique ao lado do seu pai em Brasília”, disse o ministro.

A fala de Fábio foi feita quando criticava a condução da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado.

Sabe o que a gente está vendo na CPI? Que o filho não pode ficar perto do pai. Se tiver alguma reunião ou almoço do Bolsonaro, e algum filho tiver perto, é crime, general Heleno. Quero ver se o senador Renan [Calheiros] não conversa com o filho dele em Alagoas. Quero saber se os senadores que estão na CPI não conversam com seus filhos”, declarou.

O ex-presidente da Pfizer no Brasil Carlos Murillo disse aos senadores em 13 de maio que a reunião para debater entraves de acordo da farmacêutica com o governo contou com a presença de Carlos Bolsonaro.

Segundo o ministro afirmou nesta 5ª feira, os opositores “fazem isso porque sabem que Carlos Bolsonaro foi responsável pela eleição de Jair Bolsonaro”.

Depois de elogiar o vereador, Fábio Faria o convidou para subir ao palco. Carlos cumprimentou o ministro e se sentou em uma cadeira.

Nota do Blog – Fábio Faria aposta todas as suas fichas e joga-se em incensos, ao clã Bolsonaro, para se viabilizar como nome a vice do presidente em 2022.

E ele sabe que “Carluxo” é o mais influentes dos nomes próximos a Bolsonaro.

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O Golbery do Paraguai

Heleno: o general (Foto: Sérgio Lima)

Por François Silvestre

Começo pedindo desculpas ao Paraguai. Deveria dizer, o Golbery do Brasil de hoje. A quem me refiro? Ao general Heleno, esse velhinho aparentemente suave, que era chefe de gabinete do Sílvio Frota, que foi defenestrado por Ernesto Geisel, ao tentar um golpe para evitar a distensão lenta e gradual proposta por Golbery do Couto e Silva e encampada pelo general presidente Geisel.

O aparentemente suave é uma cilada. O general Heleno é tudo, menos suave. Se pudesse já teria fechado o Supremo e o Congresso. É um fascista de carteirinha.

Golbery criou e chefiou o Serviço Nacional de Informação (SNI), que tinha a função de chafurdar a vida das pessoas; mandar investigar, prender, exilar, torturar e matar. Um dia, meio entre remorso e medo, ele declarou: “Criei um monstro”.

Pois bem. Seu sucessor de hoje é o general Heleno, de cujo primeiro nome esqueço, e o o antigo SNI virou Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Agência Brasileira de Inteligência. Que é agência, não se discute. Que é brasileira, também não. Mas, inteligência? Kkkkkkkkkkkk. Tão inteligente esse órgão que qualquer revista das que circulam por aí, consegue saber o que esses espiões do Heleno tramam. Bando de cagões.

Agora vazou uma atribuição do órgão que nem o 007 imaginaria. Inteligência para corrupção. Pois foi. Um trabalho minucioso para ajudar na defesa do senador Flávio Bolsonaro, aquele da corrupção do esquema Bolso Queiroz.

Os auditores do fisco federal declararam, numa nota, que é o maior escândalo dos novos tempos. Taí um trecho da nota:

“Se não bastasse a gravidade de se ter uma agência de inteligência mobilizada para defender o filho do presidente da República, acusado de atos ilícitos, como a “rachadinha” na Alerj, não se pode admitir que um órgão de governo busque interferir num órgão de Estado, protegido pela Constituição Federal, sugerindo afastamentos de servidores públicos”…

Leia também: Abin não fez relatórios para Flávio Bolsonaro; defesa confirma documentos.

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E haja traque!

Por François Silvestre

Os Estados Unidos esqueceram ontem as eleições para cuidarem de um novo e terrível perigo. Qual? O presidente Bolsonaro mandou um recado para o eleito, Joe Biden, curto e grosso.

Disse o nosso valente capitão de bravata, ou fragata, ou trotada, ou cagada, que se Biden insistir na Amazônia o assunto sai da saliva para a pólvora. Desse jeito.

Logo depois, o general Heleno botou o colete à prova de cuspe, convocou os militares do exército, os das boquinhas nos cabides comissionados e os que receberam os auxílio emergencial, para iniciar a fase de preparação armada.

E como é a preparação?

Todos mobilizados para juntar a pólvora guardada do São João, que não houve, e iniciar a fabricação de milhões, bilhões e trilhões de traques “peido de véia” para lutar contra os Estados Unidos.

Vai acabar o estoque de pólvora que sobrou em Campina Grande, Caruaru e Mossoró.

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Você sabe quem é?

Por François Silvestre

Foi cadete de Agulhas Negras e de lá saiu oficial. Alguém sabe quem era esse cadete? Não. Depois foi subindo, como sobem os balões, ao sabor das promoções sem qualquer sinal de ser conhecido.

Ninguém sabe quem foi o capitão, depois major, depois tenente-coronel, coronel, general de brigada, general de divisão, general de exército.

Até aí, um ilustre e opaco anônimo.

Bateu continência pra Sarney, pra Collor, pra Itamar, pra Fernando Henrique, pra Lula, pra Dilma, pra Temer.

Até que, juntamente com seu colega de frustrações, desde os idos da derrubada de Silvio Frota, que tentou emparedar Geisel, e eles estavam entre os enquadrados, chegou ao governo do capitão Bolsonaro.

De quem falo? (do verbo falar e não do substantivo) Do general Ramos, ministro da defesa. Tudo no diminutivo. Ele e seu colega Heleno. Helenistas de quintal.

Pois bem. Agora, esse general que passeou de óculos escuros, num helicóptero, custeado com dinheiro público, ao lado do seu capitão, sem senso do ridículo, faz um alerta à oposição. “Não estiquem a corda” (veja AQUI).

Cá de meu insignificante canto, eu replico. General, não engula corda. Quando seus culhões, em tempos remotos, ainda ativos, não se fizeram imponentes para conhecimento deles, imagine agora, deitados feito gatos de armazém nos sacos de tricoline dos seus pijamas.

Ah…General. Lamento não dizer: prazer em conhecê-lo. Continua um ilustre desconhecido.

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