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Entidade cultural promoverá sessão solene sexta-feira

Presidente da ACJUS mostra posição firme da entidade (Foto: Redes sociais)
Presidente da ACJUS, Wellington Barreto, conduzirá sessão (Foto: Arquivo)

A Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS) vai realizar sessão solene. Será no dia 29 próximo, sexta-feira, para marcar os 10 anos de sua criação.

A sessão acontecerá às 18h30 horas, no Teatro Alpha Lyra da Escola Mater Christi.

Sob a presidência do acadêmico Wellington Barreto, a ACJUS definiu programação com atividades como lançamento do livro “Sátiro, uma jornada além da fé” – de Geraldo Maia, escritor e membro da entidade.

Também haverá entrega das medalhas Ruy Barbosa, Sátiro Cavalcanti Dantas e Maria Hélderi de Queiroz Diógenes Negreiros.

Ainda nessa mesma sessão solene, a ACJUS ofertará a Comenda Cultural e Social Acadêmico Milton Marques de Medeiros e o Certificado de Honra ao Mérito Magnífica Reitora Maria Gomes de Oliveira.

Canindé Queiroz é lembrado em Quinta Cultural da Uern e Amol

Evento ocorreu no pátio da Reitoria da Uern (Fotos: BCS e Uern)
Evento ocorreu no pátio da Reitoria da Uern (Fotos: BCS e Uern)

Na tarde dessa quinta-feira (29), a Academia Mossoroense de Letras (AMOL) realizou solenidade em homenagem ao ex-presidente da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FUERN) e membro da entidade, jornalista Canindé Queiroz, falecido em 7 de abril de 2022 (relembre AQUI).  O evento aconteceu no pátio da Reitoria.

A iniciativa fez parte do projeto “Quinta Cultural,” desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

O escritor e acadêmico da Amol, Geraldo Maia, discursou em exaltação ao homenageado, traçando sua biografia e papel como componente da entidade, além de desfiar sua longa atividade como jornalista e fundador do jornal Gazeta do Oeste.

O presidente em exercício da Amol, Filemon Pimenta, conduziu a sessão solene e abriu processo para inscrição de concorrentes à vaga deixada por Canindé Queiroz.

O vice-reitor da Uern, Chico Dantas, classificou a Quinta Cultural como um espaço de encontro e uma alegria prestar homenagem a Canindé Queiroz. “Estamos num espaço voltado para a cultura e a arte, além da comunicação, que era uma área muito importante para esse grande comunicador,” definiu.

O Quinta Cultural contou com presença de diversos acadêmicos da Amol e de outras entidades culturais, amigos de Canindé Queiroz, escritores, bem como representantes da Uern. Também ensejou a apresentação de poetas e outras atividades.

Nota do Blog Carlos Santos – Compareci à Quinta Cultural, uma iniciativa de extensão que interliga e conecta a Uern com o mundo – além de suas paredes. É extensão na prática, naquilo que talvez melhor represente nossa identidade, através das mais diversas manifestações de cultura, arte, inteligência e memória. Rebobinar o tempo, voltar anos e décadas, no fio da história de Canindé Queiroz, fez-nos bem.

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Uern e Amol fazem homenagem póstuma a Canindé Queiroz

Canindé Queiroz morre no Dia do Jornalista, deixando uma marca como iconoclasta, polemista e às vezes inconsequente Foto: arquivo BCS)
Canindé Queiroz criou e dirigiu o extinto jornal Gazeta do Oeste (Foto: arquivo BCS)

O projeto Quinta Cultural, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), recebe, na próxima quinta-feira, 29, às 16h, no pátio da Reitoria, os acadêmicos da Academia Mossoroense de Letras (AMOL). Será realizada sessão solene de homenagem póstuma ao jornalista, ex-reitor da Uern e acadêmico Francisco Canindé Queiroz e Silva, falecido em abril de 2022.

A sessão solene contará com a presença de acadêmicos, amigos e familiares do homenageado, e também com discurso especial do acadêmico Geraldo Maia do Nascimento. Na oportunidade, será oficialmente declarada vaga a cadeira 36 da Amol, ocupada anteriormente por Canindé Queiroz e que tem como patrono o imortal Manoel de Almeida Barreto. Com o rito, a Academia anunciará a abertura de inscrições para interessados(as) em ocupar a cadeira.

De acordo com o presidente em exercício da Amol, Filemon Rodrigues, realizar a sessão no pátio da Reitoria da Uern tem simbologia importante devido à relação histórica entre o homenageado e a instituição.

Canindé Queiroz

Fundador do jornal Gazeta do Oeste, Canindé Queiroz foi professor da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FURRN), e a presidiu no período em que os cargos de reitor e presidente eram ocupados por pessoas diferentes, sendo o primeiro responsável pela parte administrativa e o segundo pela pedagógica.

Canindé presidiu a Fuern entre fevereiro de 1973 e junho de 1975 durante o reitorado da professora Maria Gomes de Oliveira. Ele foi professor e diretor da Faculdade de Ciências Econômicas (Facem).

Fez história à frente do jornal Gazeta do Oeste e da coluna “Penso. Logo…”.

Foi vice-prefeito de Mossoró entre 1973 e 1977 e candidato a prefeito da cidade, em 1982. Morreu em abril de 2022, aos 79 anos.

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Evento vai focar em assistência técnica para habitação social

ARQUI-MOSSORO-CARROSEL-1-FEEDNa terça e quarta-feira (14 e 15) próximas, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Norte (CAU/RN) vai realizar, em Mossoró, o Arquitetando 2022.  Serão dois dias do evento, com intuito de disseminar a arquitetura, ampliar conhecimentos e interagir com poder público de municípios da região sobre assistência técnica à população de baixa renda.

O Fórum vai mostrar aos prefeitos e suas equipes (secretários e corpo técnico), por exemplo, como fazer para colocar em prática a Lei federal nº 11.888/2008, que trata da Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social (ATHIS).

Recursos

A lei da garante que famílias com renda de até 3 salários-mínimos recebam assistência técnica pública e gratuita para a elaboração, acompanhamento e execução dos projetos. Os serviços de assistência técnica previs­tos devem ser custeados por recur­sos de fundos federais, estaduais e municipais direcionados à habitação de interesse social, por recursos públicos orça­mentários ou por recursos privados.

Haverá também, no segundo dia, a “Caminhada Desenhada Passos & Traços”, que percorrerá os principais patrimônios históricos de Mossoró: Estação das Artes, Palacete Secretaria de Tributação, Palácio da Resistência, Igreja São Vicente, Memorial da Resistência e Praça da Convivência. A cada parada, o guia da caminhada falará sobre a edificação e os participantes terão um tempo para desenhar (sketch).

Programação:  

  • 14/6 – Terça-feira – Local: auditório do Sebrae

9h – Atendimento, biometria e consultas técnicas e jurídicas

14h – I Fórum de ATHIS do Oeste Potiguar

– Palestra sobre ATHIS – implementação

– Case de sucesso do ATHIS – Projeto Mãe Luiza Acessível

– Palestra do Ministério do Desenvolvimento Regional para as cidades.

  • 15/6 – Terça-feira – Local: auditório do Sebrae

9h – Atendimento, biometria e consultas técnicas e jurídicas

9h – Ciclo de palestras – Local: Centro Educacional Jerônimo Rosado

– Palestra: Arquitetura Modernista

– Palestra: Valorização e Conservação do Patrimônio

15h – Passos & Traços – Caminhada Desenhada

Trajeto: 1 – Estação das Artes

2 – Palacete Secretaria de Tributação e Palácio da Resistência

3 – Igreja São Vicente

4 – Memorial da Resistência

5 – Praça da Convivência

Guias da caminhada: Geraldo Maia – historiador

Alexandre Lopes – arquiteto e urbanista

Música: Severo Sanfoneiro Trio

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Os domingos

Por Marcos Ferreira

Enfim, apesar de uma semana tétrica e medonha, chegou o domingo. Coisa totalmente óbvia e inevitável, haja ou não pandemia. Portanto, prezado leitor e caríssima leitora, sem que eu me sinta obrigado a lhes apresentar justificativa, eis o meu dia favorito, ainda mais neste início de manhã, em meio à fragrância do café (que evapora com estrépito da cafeteira) e a uma playlist municiada com seis horas de blues.

Ao fundo, não menos agradável, há o trinado de pássaros de vários tipos na frondosa mangueira no quintal de uma residência por trás da minha.Café, caneca com café,

Além do blues, aprecio outros gêneros de música não muito populares, os quais não cito para que não soe esnobe. Só não tolero, por mais que digam que gosto não se discute (de mau gosto, no caso), esse dilúvio de excrementos sonoros da moda. Com especial repulsa ao forró pornográfico tão encontrável nos palcos deste país e ao sertanejo high-tech cheio de absoluto vazio.

Salvo exceções, felizmente há exceções, tudo bobajada, pieguice oca, melosidade enjoativa, chulice difundida aos quatro ventos. Uma indústria de berrantes e cuspidores de microfones que fatura alto à custa da indigência cultural do grande público ouvinte. Que falta nos faz um Luiz Gonzaga, um Dominguinhos ou uma dupla como Tonico e Tinoco.

Desculpem-me a rudeza, prezado leitor e caríssima leitora. Às vezes, ou quase sempre, certas coisas dessa ordem me dão nos nervos, desafiando os meus comprimidinhos estabilizantes do humor. Não é toda hora que os psicofármacos seguram as pontas, ou as rédeas, como acharem melhor. Bom, continuemos a falar sobre o domingo, que é o protagonista e a motivação desta crônica um tanto desgovernada, malnascida.

Costumo perder a unidade, o rumo, o foco. Dirceu Lopes, meu competente psiquiatra, é quem melhor lhes explicaria o que nem mesmo o senhor Sigmund Freud saberia explicar. Mas nem tudo se explica ou carece ser explicado.

Permitam-me, por gentileza, uma última consideração, um alegórico palpite sobre música. Em conúbio com a literatura, a música é um dos meus deleites. O célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, precocemente morto com trinta e cinco anos de idade, afirmou que a poesia é a filha obediente da música. Ouso dizer, sem modéstia, que sou um filho obediente de ambas. Há também a sétima arte, da qual não abro mão e estou sempre na plateia.

Pois bem, retomemos o assunto do domingo. Antes que o respeitável leitor e a caríssima leitora me deixem falando sozinho.

O DOMINGO, AO MENOS PARA MIM, é um bocejo de vinte e quatro horas. É o dia consagrado a não se fazer outra coisa exceto café e a prática do ócio criativo. É aí, puxando a brasa para a minha sardinha, que entra o exercício da escrita, da leitura, da criação artística de um modo geral. Nada de lavar roupa, cortar grama, limpar a casa, varrer quintal, sacudir tapetes, bater capachos, ir a supermercado, fazer a barba, limpar fogão nem cozinhar.

Um dia só a expensas da geladeira não mata ninguém. Digo isto, sobretudo, no tocante a mim mesmo, posto que moro sozinho há catorze anos. Mas, se o seu estômago é do tipo inconciliável, pode-se recorrer a um serviço de delivery da sua escolha. Existem para todos os bolsos e paladares. Julgo oportuno que até o sexo seja rolado para os dias com feiras ou para os sábados.

Quanto ao ócio criativo, prezado leitor e distinta leitora, nem precisa ser tão criativo assim. Porque a única regra a ser seguida num dia de domingo, segundo minha filosofia antissocial, é não estar obrigado a fazer coisa alguma. Você pode apenas ficar no bem-bom, estendido numa rede ou sofá curtindo um filme bacana na plataforma de streaming que porventura possua, livre de compromissos, coçando o saco (esta última dica não se destina à nobre leitora, evidentemente) ou dando um passeio pelos sites e blogues, jornais e revistas eletrônicos do estado.

Podemos, por exemplo, abrir o notebook, navegar pelo celular, como lhes aprouver, e conferir a Revista Papangu, os blogues do Carlos Santos, do Bruno Barreto, o caderno de cultura do jornal O Mossoroense, o portal Oeste em Pauta, entre outros endereços internéticos. Nesses espaços, mormente aos domingos, sempre encontramos as belas páginas dos cronistas Odemirton Filho, Honório de Medeiros e François Silvestre, estes no blogue do Carlos Santos.

Na Papangu, além das matérias culturais, deparamos com bons artigos, contos e crônicas de Ana Cadengue, Túlio Ratto, Clauder Arcanjo, David Leite e demais colaboradores.

Os dias de domingo na imprensa local, especialmente quando o mestre Dorian Jorge Freire estava em cena com sua coluna na extinta Gazeta do Oeste, mantêm um forte traço literário. O caderno Universo, do jornal O Mossoroense, cuja editoria de cultura esteve sob minha responsabilidade durante três anos, era uma vitrine de poetas e prosadores de Mossoró e região.

Tínhamos ali colaboradores semanais como Líria Nogueira Alvino, Kalliane Amorim, Cid Augusto, Caio César Muniz, Geraldo Maia, Kydelmir Dantas, Antônio Alvino, Margareth Freire, Rubens Coelho, Agnaldo Andrade, Ricarte Balbino e Francisco Nolasco.

Guardemos os domingos, prezado leitor e simpática leitora, para as coisas informais, livres de cabrestos ou agenda. Aproveitem para usar a roupa mais velhinha e confortável que possuam. Gastem alguns minutos ouvindo um pouco de boa música, lendo passagens de um bom livro — poemas, romance, contos ou crônicas. E quando isto lhes fatigar, deixem a preguiça entrar em campo.

Afinal de contas hoje é domingo, único dia em que ninguém deveria estar sujeito a nenhuma forma de labuta. Muito menos afazeres domésticos histórica e injustamente impostos às mulheres, enquanto a maioria dos marmanjos assiste a futebol na TV.

Ao contrário de mim, o passaredo na mangueira da residência aos fundos da minha está inspiradíssimo. Dá gosto ouvir essas criaturinhas canoras. Peço licença a B.B. King e baixo o volume do som. Apuro o ouvido e desconfio de que um bem-te-vi e um sabiá disputam a minha atenção ocultos entre a folhagem da grande árvore.

Abandono esta página sem brilho e vou ao quintal prestigiar esses compositores alados, sem pagar ingresso, bebericando uma caneca de café.

Marcos Ferreira é escritor

Os 100 anos da histórica Igreja de São Vicente

Por Geraldo Maia

A Igreja de São Vicente de Paula, que fica na Avenida Alberto Maranhão, no Centro de Mossoró-RN, foi  inaugurada no dia 20 de julho de 1919, e vem prestando serviços religiosos até os dias atuais. A ideia da sua construção surgiu mais ou menos no ano de 1915, no seio das confrarias vicentinas, sendo a sua pedra fundamental lançada a 3 de outubro de 1915, com ato oficiado pelo padre Elesbão Gurgel.

Os idealizadores da capela foram: Manoel Tavares Cavalcante, que era mais conhecido por Capitão Zeta, Francisco Borges de Andrade, Natanael Luz, Silvino Bernardino de Souza, Genuíno Alves de Souza, Antônio Francisco da Costa e Domingos Matias da Costa.

Igreja de São Vicente foi ponto decisivo da resistência de Mossoró em 13 de junho de 1927 (Foto dos anos 20: reprodução)

Dois fatos, no entanto, marcaram a existência daquele templo: a seca e o cangaceirismo.

Como já foi dito, o início da construção da Igreja de São Vicente deu-se no ano de 1915, ano esse em que o Nordeste brasileiro sofria com uma terrível seca. O historiador Raimundo Brito, em trabalho publicado sobre a Igreja de São Vicente diz que “os serviços da construção do templo serviram para amenizar o sofrimento das numerosas levas de retirantes que aqui chegavam tangidos pelo flagelo da grande estiagem”.

Das mãos fracas de famintos retirantes surgiram os tijolos e a cal que foram usados para erguer o templo.  O dinheiro que ganhavam, apesar de pouco, era o que amenizava a fome.

O professor Almeida Barreto, em um dos capítulos das suas memórias dizia: “Aquele templo é uma dádiva de suor, sangue e lágrimas dos retirantes de 1915. Merece um poema à memória de um êxodo forçado”.

E o próprio professor Barreto faria esse poema, quando apelava: “Mossoroenses, quando passardes diante da Igreja de São Vicente de Paula, prestai o vosso culto, não só ao orago do templo, como aos seus construtores, quase todos desaparecidos já, porém, ainda mais rendei o vosso preito àqueles humildes grandes, que fabricaram, de graça, o material para o citado templo”.

O templo permanece até hoje com o mesmo estilo idealizado pelo arquiteto Francisco Paulino. Quase nada mudou em sua arquitetura.

Um outro fato marcante é que em 13 de junho de 1927, quando a cidade de Mossoró foi atacada pelo bando de cangaceiros chefiados por Lampião, a Igreja de São Vicente serviu como trincheira para os defensores da cidade, sendo de sua torre que partiram os tiros que mataram o cangaceiro Colchete e feriram Jararaca, que posteriormente veio a ser justiçado em Mossoró.

A resistência encontrada pelos facínoras fez com que os mesmos fugissem no que ficou conhecida como sendo a primeira grande derrota de Lampião, derrota essa que fez com que até o fim dos seus dias, não mais perturbasse a paz no Rio Grande do Norte. Foi uma grande vitória do povo mossoroense, vitória essa que é lembrada até os dias atuais, e que teve como comandante maior o prefeito Rodolfo Fernandes.

Daí porque muitos se referem à Igreja de São Vicente como sendo a Igreja de Lampião, ou a “Igreja da bunda redonda”, por assim ter sido chamada pelo chefe dos bandidos.

Da luta dos flagelados da seca de 1915 para erguer o templo, nada se comenta. Esse fato a poeira do tempo apagou. Da importância da Igreja na defesa da cidade contra os cangaceiros, sim.

Esse episódio fez com que a Igreja se tornasse um ponto turístico da cidade de Mossoró. Sua imagem ficou associada a esse fato de tal maneira, que não se fala em cangaceiros em Mossoró sem se referir a Igreja de São Vicente.

Por tudo isso é que a Igreja de São Vicente de Paula é considerada um monumento histórico da cidade de Santa Luzia de Mossoró.

Geraldo Maia é escritor e pesquisador

* Texto originalmente publicado em O Mossoroense Online.

Rotary Clube tem sua história contada em livro

É nesta quinta-feira (4), às 19h, o lançamento do livro “Rotary Club de Mossoró – 76 anos de  história”.

Acontecerá na própria sede dessa instituição, à Rua Amaro Duarte, 375.

Fica no bairro Nova Betânia.

O livro é de autoria do escritor e pesquisador Geraldo Maia, também rotaryano.

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Rotary Clube terá sua história contada em livro

O Rotary Club de Mossoró terá sua história dissecada em livro.

O escritor Geraldo Maia vai lançar publicação com essa abordagem.

O lançamento do livro “Rotary Club de Mossoró – 76 anos de  história” acontecerá no dia 4 de julho, às 19h.

O evento ocorrerá na própria sede dessa entidade, à Rua Amaro Duarte, 375, bairro Nova Betânia.

O Rotary é presidido pelo oftalmologista Ígor Államo de Oliveira.

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O Cemitério São Sebastião de Mossoró

Por Geraldo Maia

Por volta da segunda metade do século XIX o Capuchinho Frei Agostinho andava pelo Nordeste do Brasil em sua missão evangelizadora. Chegou a Mossoró em 1863 e aqui permaneceu por algum tempo. Percebendo que a cidade ainda não tinha um lugar próprio para enterrar os seus mortos, tratou de separar um terreno e nele edificar um pequeno cemitério, com cerca de madeira e um portão simples, como nos informa o historiador Francisco Fausto de Souza.

E por algum tempo, ali foram enterrados os que morriam na cidade.

Cemitério começou no século XIX, segundo historiadores (Foto: reprodução)

Afirma a tradição que antes de 1772, os habitantes da Ribeira do Mossoró, quando faleciam, eram sepultados na Igreja da Mata Fresca. Depois da construção da capela de Santa Luzia, passaram a ser enterrados nessa ou em lugares próximos a capela. Por essa razão, o local escolhido por Frei Agostinho para a construção do pequeno cemitério foi exatamente os fundos da capela, próximo a onde se encontra hoje o Mercado Público Central.

Já em 1869 o vigário Antônio Rodrigues de Carvalho, que era o pároco local, entendeu que apesar da boa intenção do seu irmão Frei Agostinho, o local não era muito adequado para servir de cemitério, pois ficava muito próximo das casas e o terreno era úmido. E contando com a ajuda de algumas pessoas locais, escolheu outro local, mais afastado das casas, mais elevado e plano, bem mais coerente para ali descansarem aqueles que dormissem no Senhor.

Ali foi feita a cerca delimitando o local, igual ao que existia anteriormente, e colocado um portão simples na entrada. E para lá foram removidos os restos mortais dos que já haviam sido enterrados por trás da capela.

No ano de 1877 outro frade capuchinho pregava por esta região, que era frei Fidellis. Este, por iniciativa própria e com a ajuda do vigário Antônio Joaquim e do povo local, substituiu a cerca de madeira do cemitério por um muro de tijolos, que por sinal ficou muito bem construído, segundo a opinião das pessoas da época. E no cemitério foi construída ainda uma capelinha para celebração de missas e cultos de corpo presente.

Os anos que se seguiram foram de seca (1877 a 1880).

Foi a maior seca que se tem notícia no Sertão nordestino. E milhares de pessoas, vindas não só do Oeste potiguar, mas também da Paraíba e do Ceará, flageladas pela seca, migraram para Mossoró em busca de salvação.

Muitos não conseguiram chegar: morreram pelo caminho. Mas os que chegavam, famintos e doentes, se arranchavam debaixo das árvores, sem nenhum cuidado, sem nada que pudesse amenizar o sofrimento, comendo de esmolas, quando conseguiam alguma. E a mortandade foi muito alta. Morriam à míngua.

Há depoimentos que toda manhã, a prefeitura mandava recolher os cadáveres que se espalhavam pela cidade. E eram tantos que não havia tempo para cavar covas individuais. A solução encontrada foi a de se cavar valas no fundo do cemitério onde eram depositados os cadáveres que iam chegando.

Sobre esses era jogada uma fina camada de areia onde seriam depositados os próximos, até que a vala fosse totalmente preenchida. Não havia identificação de ninguém.

Homens, mulheres e crianças eram enterrados na mesma vala. Foram tantas valas abertas que o pequeno cemitério dobrou de tamanho.

Esse cemitério ficava no mesmo local onde hoje se encontra o Cemitério São Sebastião, no centro da cidade.

Em 1930 a pequena capela existente no cemitério foi reformada e tem como padroeiro São Sebastião. Com o crescimento da cidade o Cemitério de São Sebastião já não atendia mais as necessidades e um novo cemitério foi construído.

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Vicente Serejo fala sobre Vingt-un e Coleção Mossoroense

Serejo: Coleção Mossoroense (Foto: Blog CS)

O jornalista e escritor Vicente Serejo profere hoje (segunda-feira, 25), às 19h, a palestra “Vingt-un: Uma militância Editorial”, falando sobre a “Coleção Mossoroense”, vasta produção editorial criada pelo homenageado.

Será no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró.

O evento faz parte do Seminário “Cultura: O País Vingt-un – Contribuição do professor Vingt-un Rosado para a Cultura Potiguar”, promovido pela Fundação José Augusto (FJA), Fundação Vingt-un Rosado, Prefeitura Municipal de Mossoró e Sociedade Amigos da Pinacoteca.

Na mesma noite será lançada a biografia autorizada “O Criador do País de Mossoró”, assinada pelo pesquisador Geraldo Maia, que versa sobre a vida e obra de Vingt- un. O livro tem a orelha assinada por Maria Lucia Rosado e ilustrações do artista visual Iran.

A programação se estenderá até amanhã.

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Histórias do cangaço na XI Feira do Livro de Mossoró

Honório: novo livro (Foto: reprodução)

No dia 6 de novembro (sexta-feira), no Expocenter, dentro da XI Feira do Livro de Mossoró, às 20h, teremos mesa-redonda com os escritores Honório de Medeiros e Geraldo Maia, coordenada pelo também escritor Kydelmir Dantas.

O bate-papo entre os escritores será no palco denominado de “Estação das Letras.

Eles vão discutir “As histórias do cangaço que ainda não foram contadas”.

Em seguida, Honório lançará seu livro “Histórias de cangaceiros e coronéis” no mesmo local.

A Feira do Livro de Mossoró vai ter início ainda no dia 4, quarta-feira.

Nota do Blog – Imperdível, caríssimos!

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Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

O “Cameroon” (Cachaça, Camarão e Cia.), uma das novas e ótimas opções de barzinho/petiscaria em Mossoró (Rua Frei Miguelinho com Princesa Isabel (12 Anos), aberto de terça a sábado, a partir das 18h, tem música ao vivo hoje. Também segue, por lá, a exposição “Casarões” do fotógrafo Ricardo Lopes. Mais informações por este telefone: (84) 8898-8567.

Padre Huberto: nome expressivo

No dia 30 de março, às 9 horas, a Diocese de Mossoró celebra uma missa presidida pelo Bispo Dom Mariano Manzana com a presença de todo clero, em que  lançará a programação oficial dos 80 anos de criação da Diocese de Santa Luzia de Mossoró. Também será oportunidade para realçar o nascimento de padre Huberto Bruening, que durante 48 anos foi sacerdote em Mossoró. Nascido em 30 de março de 1914, em São Ludgero, Santa Catarina, de ascendência alemã, Monsenhor Huberto, como era chamado, faria 100 anos  nessa data. Faleceu em 29 de agosto de 1995, deixando ainda trabalho científico de enorme valia na criação de abelhas, referência internacional em estudos da espécie Jandaíra.

Vem aí a posse da Diretoria Executiva da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte (AMLERN). Será às 19h30 da sexta-feira (28 deste mês), na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, em Mossoró, segundo convite despachado por seu presidente, Wellington Barreto. À ocasião, o acadêmico e historiador Geraldo Maia fará palestra sobre os 162 anos de emancipação de Mossoró e o professor/escritor Lemuel Rodrigues discorrerá sobre os 50 anos do golpe militar de 1964.

A Banda Bárbaros promove festa-baile nesse sábado (22), a partir das 21h, no Oba Restaurante (Mossoró), sob o título “Relembrando os bons tempos”. A boa música estará de volta. Saiba mais informações por estes números telefônicos: (84) 8800-1111/3318-1111.

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOPS) de Mossoró está funcionando de forma ilegal. A lei que o regulamenta incluiu apenas a Região Metropolitana de Natal, deixando o interior de fora. Isso implica em perda de verbas federais, por exemplo, para o Ciosp do interior. Por isso, a OAB/Mossoró sugeriu alteração da lei e o deputado Walter Alves (PMDB) se comprometeu a levar o projeto para a Assembleia Legislatriva.

O restaurante Quinta Avenida (Nova Betânia, Mossoró), começa hoje sua programação de música ao vivo a partir das 20h. Nesta quinta-feira (20), a atração é o cantor João Neto e o seu repertório de sucessos. Já na sexta (21) a animação fica por conta de Robinho com o melhor do pop-rock brasileiro. Encerrando a agenda da semana, no sábado (22) apresentam-se Ivan Júnior e a Banda Fator Positivo.

MARIA EDUARDA – Hoje, reservo minha noite para saudar Maria Eduarda e seus 15 anos, no Kiko’s Eventos (Mossoró). Aniversário de 15 anos. Essa menina-moça é filha de meu amigo querido Toinho Oliveira (já falecido) e Cláudia. Aguardem-me por aí, às 20h.

O “camaradinha” Caby Costa Lima apronta novamente. Amanhã (sexta-feira, 21), ele apresenta show do cantor/compositor Peninha no Garbos Recepções em Mossoró, a partir das 21h, bem como lançamento do seu novo livro, mais uma edição do Azougue.com. A apresentação será do padre Sátiro Dantas. Na janela musical, Everaldo Rodrigues, Borjão e Zé Carlos Matos vão passar em revista a boa música brasileira. Ingressos à venda no Mercadão das Malhas (centro de Mossoró, próximo ao Mercado Central).

Peninha e Azougue juntos

Feira do Livro de Mossoró vai fazer 10 anos neste 2014. Para comemorar a data, o Teatro Municipal Dix-huit Rosado vai sediar no próximo dia 25 (terça-feira), às 19h, programação especial para marcar o acontecimento. O poeta Jessier Quirino é convidado especial do evento.

A Frota Pães e Doces, em parceria com o Sesi, irá promover um curso de educação alimentar, visando orientar os funcionários e clientes sobre como conseguir uma melhor qualidade de vida, através da produção e ingestão de alimentos nutritivos, além de técnicas para evitar o desperdício. O curso será realizado dos dias 25 a 27 de março, em frente a panificadora do Nova Betânia. As inscrições já estão abertas, são gratuitas e qualquer pessoa interessada pode participar. Para isso basta se dirigir à empresa e garantir a participação. Serão duas turmas, sendo uma pela manhã, das 7h às 10h30min, e outra à noite, das 17h às 20h30min.

O vereador Genivan Vale (PROS) apresentou o Projeto de Lei nº 301/2014 que estabelece a obrigatoriedade da instalação do taxímetro nos veículos destinados ao serviço de mototáxi em Mossoró. A matéria visa garantir que seja cobrado do cidadão um preço justo por cada corrida.

O cantor Gianinni Alencar está de volta ao palco do Tenda Music Club na festa que acontece nessa sexta-feira (21). A noite que promete ser de muita animação contará também com o arrasta pé da banda Forró dos 3. A pista de dança será liberada às 23h com os hits do Dj Juninho. As mulheres serão as privilegiadas da noite e terão entrada gratuita até às 00h. É chegar cedo e aproveitar!

Depois de estrear em Natal no último dia 11, a mostra “Encontro com o cinema Alemão” chega a Mossoró. A abertura acontece na segunda-feira, 24 de março, às 18h15, na unidade do Sesc, com um bate-papo sobre cinema, e exibição do filme Sonnenallee, que tem como foco à Alemanha Oriental, seus jovens, as canções e as danças proibidas.

Empregados do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró volta a utilizar este espaço, para um apelo em formato de cobrança: querem seus salários em dia. As dificuldades se tornaram rotineiras, com atrasos mensais no pagamento.

Obrigado a leitura deste Blog à secretária municipal da Saúde de Mossoró, Leodise Cruz, tricolor imparcial e legalista José Maria Viana (Mossoró) e comerciária Luzia Silva (Assu).

Dia 17 de abril, no Centro de Eventos de Fortaleza, a noite será do rock pauleira. A lenda Gun’s and Roses pedirá passagem. Oportunidade de tirar meus surrados All Star do porta-malas…

Comissão da Verdade empossa novos membros

A Comissão da Memória e da Verdade Anatália Alves de Melo – instituída pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , Subseção de Mossoró-RN, fará uma sessão ordinária de seus trabalhos. Será realizada no dia 14 de agosto de 2013 (amanhã, quarta-feira), a partir das 16h30min.

O evento ocorrerá na sede da própria OAB, quando na oportunidade estarão sendo empossados como consultores/colaboradores Antonio Tomaz Neto, Geraldo Maia do Nascimento, José Maria do Vale Fernandes, Judas Tadeu de Azevedo e Luiz Carlos De Mendonça Martins.

Além deles, como novos membro, Catarina Cordeiro Lima Vitorino, Edgar Pereira da Rocha, Francisco Welithon da Silva, Gerlian Maria Lisboa Aquino, Ireno José Santos de Lima e Herbert Oliveira Mota.

Na mesma ocasião, o historiador, escritor e imortal da Academia Mossoroense de Letras (AMOL) – Geraldo Maia do Nascimento – proferirá palestra sobre o Sindicato do Garrancho.

Rádio Rural fará entrevista com papeis invertidos

A Rádio Rural de Mossoró vai apresentar o programa “Ponto por Ponto” especial na próxima segunda-feira (2), a partir das 11h.

Promoverá uma inversão de papeis. Em vez de entrevistar, alguns comunicadores sociais serão entrevistados durante o programa, que marca os 49 anos da emissora.

A jornalista Valéria Bulcão, diretora de Jornalismo da emissora, adianta quais serão os entrevistados: o editor deste Blog, o reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) e dirigente de empresas de comunicação, Milton Marques; o jornalista Emery Costa; o pesquisador Geraldo Maia e o professor de Comunicação Social Kildare Holanda.

Os entrevistadores serão os padres Flávio Augusto, Ricardo Rubens e Antônio Carlos Dantas, o padre ‘Carlinhos’ (Vigário Paroquial de São José e novo diretor da emissora).

Nota do Blog – Obrigado à direção da emissora pelo convite. Estarei lá. Abração.