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Grevistas da Uern cobram proposta “concreta” do Governo

O comando de greve da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) reuniu-se na manhã de hoje com representantes da administração da Universidade. O impasse continua em relação à greve na instituição, que chega aos três meses.

O Reitor Pedro Fernandes Neto apresentou para os sindicatos a cópia de ofícios encaminhados ao Governador Robinson Faria (PSD), apresentando os demonstrativos contábeis sobre o impacto orçamentário e financeiro da proposta de reposição salarial dos servidores da Uern para os anos de 2015 a 2018.

Preocupação

Para os anos seguintes, o reitor argumentou que o realinhamento está previsto no Plurianual da universidade. Ele também apresentou, uma minuta do Projeto de Lei que garante o cumprimento do Plano de Cargos e Salários (PCS), que deve ser enviada pelo Governador para a Assembleia Legislativa (AL/RN) para que possa ser aprovada garantindo a reposição.

O professor Lemuel Rodrigues, presidente eleito da Associação dos Docentes da Uern (Aduern), e que esteve presente na reunião com a reitoria, demonstrou preocupação com as negociações.

De acordo com ele, as categorias em greve só podem se posicionar quando a minuta já tiver sido enviada para a AL, e que apesar da natural euforia é importante ter cautela para avaliar a situação.

Estado e Uern acertam acordo para fim de greve

Do Blog de Heitor Gregório

Como havia sido anunciado na sexta-feira passada, depois da audiência entre o governador Robinson Faria e o reitor Pedro Fernandes, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e o Governo do Estado fecharam as negociações, nesta segunda-feira, 24.

O entendimento foi feito dentro do que os servidores estavam pleiteando e a Reitoria negociando, desde o começo da campanha salarial. Isso significa o cumprimento do acordo de reposição de 57,53%, em quatro parcelas. A reposição salarial foi autorizada graças à política de austeridade implantada pela gestão da UERN.

Na manhã desta segunda-feira, o reitor Pedro Fernandes e o vice, Aldo Gondim, acompanhados de auxiliares, se reuniram com o consultor geral do Estado, Eduardo Nobre, e apresentaram uma nova planilha que garantirá a primeira parcela de 12,035%, uma vez que não implicará em aumento de orçamento.

“Não é criação de despesa. Apenas substituição na folha”, reconheceu o consultor.

As outras parcelas constarão no Plano Plurianual (PPA), conforme negociação entre UERN e Governo. Além da reposição nos salários de setembro, foi negociado o retroativo dos meses de maio, junho, julho e agosto.

Robinson se aproxima velozmente do recorde de Rosalba

Robinson e Rosalba: em 7 de outubro de 2011 (Foto: Assecom)

O Governo Robinson Faria (PSD) que se cuide.

A atual greve de professores e técnicos da Universidade do Estado do RN (UERN) chega aos 90 dias.

Aproxima-se velozmente do recorde histórico empinado por Rosalba Ciarlini no ano ano de 2011.

A paralisação na mesma Uern durou 106 dias – a maior do serviço público do Estado.

Foi logo no primeiro ano de sua administração.

O mesmo que acontece com Robinson.

Movimentação de grevistas chegará amanhã a Patu

Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) participam amanhã (terça-feira, 11) de um ato público em Patu, cidade do oeste potiguar. A atividade será realizada a partir das 9h, e terá concentração no campus da instituição.

De acordo com o Comando de Greve, o ato visa denunciar “o descaso do Governo do Estado com a Uern, ressaltando o descumprimento do acordo firmado com os servidores da instituição em maio de 2014”. Além disso, os grevistas irão expor, para a sociedade patuense, as deficiências estruturais vivenciadas por alunos e funcionários da universidade na cidade.

A Uern paralisou suas atividades há quase 80 dias. Para os grevistas, “até o momento não há uma proposta concreta que possa encerrar a greve”.

Os docentes da instituição reivindicam um realinhamento salarial de 12, 053% que garantirá a implementação PCS da categoria,  além da realização imediata de concurso público e  de uma série de melhorias estruturais nos campi da universidade.

“Aula pública” marcará movimento grevista da Uern

Docentes, técnicos e estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) realizam amanhã (quinta-feira, 6) uma aula pública a partir das 8h30,  no pátio da Reitoria da instituição. O objetivo da atividade é chamar a atenção para a greve das categorias, que segue sem perspectiva de resolução e que já chega a 73 dias.

No primeiro momento da atividade, os professores realizam uma assembleia geral  a fim de homologar o resultado da eleição para nova diretoria da Associação dos Docentes da Uern (Aduern) no biênio 2015/2017.

Posteriormente, será realizada uma aula pública, com participação de estudantes do Programa de Iniciação à Docência (Pibid). Os discentes apresentarão um pouco dos projetos realizados no decorrer de 2015 e será feita uma rodada de discussões, entre docentes e alunos, sobre o andamento dos trabalhos.

Na oportunidade, os grevistas também realizarão falas, explicando os motivos que levaram as categorias à greve e a importância do movimento paredista na história da Uern.

Outras atividades ainda serão levadas a termo.

A Uern paralisou suas atividades no dia 25 de maio, os docentes da instituição reivindicam um realinhamento salarial de 12, 053% que garantirá a implementação do Plano de Cargos e Salários (PCR) da categoria,  além da realização imediata de concurso público e  de uma série de melhorias estruturais nos campi da universidade.

Deputado, reitor e promotor da Educação dialogam sobre greve

O deputado estadual Manoel Cunha Neto [PHS], “Souza”, não obstante o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, esteve em audiência nesta segunda-feira,( 20), com o promotor de justiça da 78ª Promotoria de Educação, Raimundo Caio dos Santos. Levou consigo o reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Pedro Fernandes Ribeiro Neto.

Souza, Pedro e Raimundo Caio: discussão sobre Uern (Foto: divulgação)

A audiência tratou de questões relativas à greve de docentes e técnicos da Uern, para buscar saída ao impasse. A paralisação acontece desde o dia 25 de maio.

Segundo Souza, “o momento é de buscar entendimento, de ouvir as propostas e o que pode ser feito para por fim à greve. O reitor ouve o que a Promotoria de Educação sugere para termos um entendimento e acredito podermos contribuir na busca de soluções e o encerramento da greve que já perdura um bom tempo”.

Na última assembleia dos grevistas, houve rejeição à contraproposta do Governo Estadual.

Nascida como uma instituição de ensino de Mossoró, a Uern é hoje uma Universidade do Rio Grande do Norte. Ou mais que isto: é uma Universidade do Nordeste. Estudantes de vários Estados nordestinos, sobretudo do Ceará e da Paraíba, acorrem para seus cursos.

A universidade

Criada em 1968, como Universidade Municipal, a UERN está hoje presente, de forma direta, com seus campi avançados e  núcleos de educação superior, em 17 cidades do Rio Grande do Norte. São 7 campi, incluindo o Campus Central, em Mossoró, a segunda maior cidade do estado, e 11 núcleos. Os campi avançados localizam-se em Assu, Pau dos Ferros, Patu, Natal, Caicó e mais recentemente foi criado o campus de Apodi.

Os núcleos estão sediados nas cidades de Areia Branca, Apodi, Caraúbas, Umarizal, São Miguel, Alexandria, João Câmara, Touros, Macau, Nova Cruz e Santa Cruz. A UERN oferece hoje 32 cursos de graduação, nos quais estão matriculados quase 12 mil alunos. Oferece atualmente diversos cursos de pós-graduação, frequentados por mais de 1000 estudantes, 12 cursos de mestrado (Física, Ciência da Computação, Letras, Ciências Naturais, Educação, Ciências Sociais e Humanas, Saúde e Sociedade, Ensino, Serviço Social e Direitos Sociais, Bioquímica e Biologia Molecular, Profissional em Letras, Planejamento e Dinâmicas Territoriais do Semi-árido), 2 cursos de Doutorado (Bioquímica e Biologia Molecular, Letras) além da oferta de dois cursos de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, Ginecologia e Obstetrícia e uma Residência Multiprofissional.

Com informações da Assessoria do deputado Souza.

Greve continua na Uern; proposta é rejeitada

Professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) rejeitaram, em assembleia extraordinária realizada na manhã de hoje, a proposta enviada pelo Governo do Estado e Reitoria da instituição. Previa um reajuste de 12,053% para todos os docentes ativos, através de auxílios ainda não especificados.

A proposição determinava que os valores reivindicados pela categoria seriam devidamente concedidos, através de auxílios, o que impediria que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) barrasse a medida. A proposta, porém, excluía os docentes aposentados, que não seriam contemplados com o realinhamento.

A Reitoria também apresentou uma planilha para os docentes, onde apresenta os valores para investimento na universidade, além de mostrar o andamento das obras e melhorias estruturais previstas na pauta de reivindicações da categoria. O documento, não se compromete porém com pontos fundamentais das exigências, como a realização imediata do concurso público na Uern.

Encaminhamentos da assembleia

  • Rearticular o Fórum dos Servidores Públicos Estaduais
  • Solicitar ao Reitor que reúna o Conselho Diretor e cumpra o acordo formalizado com os segmentos da UERN, tomando por base o Documento enviado pela CPO (Comissão Permanente de Orçamento)
  • Reunião com os estudantes
  • Assembleia geral unificada com Técnicos, na Reitoria
  • Moção em apoio à militante boliviana Márcia Torrico

Amanhã será mais um dia de mobilização para os docentes da Uern, que farão uma série de atividades na Praça Rodolfo Fernandes (Pax).

A partir das 8h os professores participam de um ato público na praça, divulgando as demandas grevistas e dialogando com a população de Mossoró. Às 16h, o comando de greve abre espaço para uma série de apresentações musicais, culturais e teatrais, com a participação de artistas de Mossoró e região.