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Instituto Gentil celebrará os 100 anos da Semana de Arte Moderna

Para marcar as comemorações do Centenário da Semana de Arte Moderna, o Instituto Gentil programou um evento cultural a acontecer nos próximos dias 11 e 12 (sexta-feira e sábado), em sua sede, Campo Grande, cidade do médio-oeste potiguar.

Instituto Gentil fica em Campo Grande, região Oeste do RN (Foto: divulgação)
Instituto Gentil fica em Campo Grande, região Oeste do RN (Foto: divulgação)

O evento tem início às 17h30 da sexta-feira, com a realização de um “Sarau músico-poético”, organizado pela Academia Campo-grandense de Letras (ACLAR). Às 18h30, acontece uma palestra abordando a “A transformação cultural da Semana de 1922 e o Modernismo brasileiro”, seguido, às 19h15 de outra palestra sobre “Artes Plásticas”, tendo como palestrante a artista Ângela Felipe.

No sábado, 12, a programação comemorativa tem início às 08h30 com uma “Oficina de pintura em cerâmica”, tendo como facilitador o artista plástico Ajuri Souza. Às 09h30, a escritora Tereza Custódio promove o lançamento do seu livro “O baú de Filomena”. Às 10h30 está prevista a apresentação da Banda de Música Antônio de Pastora que, sob a regência do maestro Juca Tigre, encerrará a programação.

 A semana

Também conhecida como a Semana de 22, a Semana de Arte Moderna aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo, entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, marcando o início do modernismo no Brasil e tornando-se a referência cultural do século XX com suas novas ideias e conceitos artísticos. Na sua programação, a Semana trabalhou um aspecto cultural por dia: pintura, escultura, poesia, literatura e música.

Nomes consagrados do modernismo brasileiro fizeram a Semana de 22, como Plínio Salgado, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tácito de Almeida, Di Cavalcanti e Agenor Fernandes Barbosa.

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Se

Por Rudyard Kipling

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar –sem que a isso só te atires,
De sonhar –sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais – tu serás um homem, ó meu filho!

Rudyard Kipling (1865-1936) – Poeta britânico, Prêmio Nobel de Literatura

* Tradução de Guilherme de Almeida.