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A força do sertanejo como gênero musical e sua guinada ideológica

Por Guilherme Werneck (Do Canal Meio)

Gênero musical e seus artistas estão pulverizados por todo o país (Foto: Meio)
Gênero musical e seus artistas estão pulverizados por todo o país (Foto: Meio)

Gusttavo Lima emergiu nesta semana como presidenciável. Sem partido, sem atuação política para além da de soldado na linha de frente da guerra cultural bolsonarista, o cantor, que tem 12,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify, surge como a mais nova força da direita na pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira. Se o presidente Lula aparece com folga na preferência dos eleitores nos quatro cenários que combinam como opositores Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gusttavo Lima (Sem Partido), Pablo Marçal (PRTB), Eduardo Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União), as intenções de voto no cantor mineiro radicado em Goiânia foram a maior surpresa do levantamento.

No pior cenário para o sertanejo, ele fica em terceiro lugar, com 12% das intenções de voto, apenas um ponto percentual atrás de Tarcísio de Freitas, ou seja, empatado ao se considerar a margem de erro. Já no melhor deles, sem Marçal nem Tarcísio na disputa, consegue um segundo lugar folgado, chegando a 18%.

O desempenho fez com que alguns partidos se mobilizassem em torno de seu nome nesta semana. PRTB e Avante já fizeram propostas de filiação. Nos próximos dias, ele deve conversar com o PRD — partido criado em 2023, a partir da fusão de PTB e Patriota. Legendas maiores, com mais dinheiro do fundo eleitoral, também se aproximaram de Lima. Mas União Brasil, PL e PP não conseguem vê-lo na disputa presidencial, preferem que o cantor tente concorrer ao Senado por Goiás.

Essa projeção de Gusttavo Lima pode ser pensada para além de sua própria figura e do papel que desempenhou nos últimos anos na corte de Bolsonaro. Reflete também o poder da música sertaneja hoje no Brasil. Na mesma segunda-feira, uma pesquisa sobre hábitos culturais, realizada pela consultoria JLeiva Cultura & Esporte e apresentada em um seminário no Itaú Cultural, mostrou que o sertanejo é o gênero musical favorito em 15 das 27 capitais brasileiras. Também é citado por 34% do público como um de seus três ritmos prediletos, superando o pagode (18%) e o samba (11%) somados.

Dá para dizer que, além de conquistar corações partidos e cotovelos doloridos, a música sertaneja também ocupa um papel importante dentro do Brasil polarizado, com uma associação direta com o agro, pop ou tradicional, e também com a direita. Mas nem sempre foi assim. Ao analisar historicamente os principais expoentes do gênero ao longo dos anos, havia uma fluidez política grande.

Contudo, desde o seu nascimento como gênero, o sertanejo é marcado por disputas nos campos simbólico e da cultura. Além disso, a maneira como o negócio da música sertaneja se estrutura ao longo dos anos e a oposição que sofre de setores progressistas têm muito a ver com a recente guinada à direita.

Jeca Tatu versus Jeca total

A música sertaneja como conhecemos hoje começa a se formar nos anos 1970, durante a ditadura militar, embora só vá dominar os ouvidos da classe média a partir dos anos 1990. E nasce de uma ruptura dupla. De um lado, quer se diferenciar da música tradicional caipira; de outro, da idealização do homem do campo combativo e revolucionário, feita por compositores que viriam a formar a MPB nos anos 1960, como Geraldo Vandré, Milton Nascimento e Edu Lobo.

A distinção entre os dois estilos está bem descrita no livro Cowboys do Asfalto – Música Sertaneja e a Modernização do Brasil, lançado pelo historiador Gustavo Alonso em 2015, a partir de sua tese de doutorado — curiosamente a primeira a se debruçar sobre o gênero no país, mais de quatro décadas depois de seu surgimento.

Alonso trata dessa lacuna no livro, e aponta alguns fenômenos para que a música sertaneja não seja objeto de estudo. O primeiro deles é uma espécie de conservadorismo saudosista. Escreve-se sobre a música caipira a partir de uma idealização do homem do campo e de sua relação com a cultura.

Nesse sentido, entender a criação da figura do caipira — e sobretudo os preconceitos e idealizações — é fundamental para dar contorno à gênese desse gênero. No imaginário do Brasil educado, o símbolo do caipira é Jeca Tatu, personagem de Urupês, publicado em 1918 por Monteiro Lobato. Uma figura preguiçosa, que não queria melhorar de vida, à mercê do voto de cabresto, símbolo do atraso.

Um estudo mais bem acabado sobre o caipira só surgiria em 1964, Os Parceiros do Rio Bonito, escrito pelo professor de literatura da USP Antonio Candido, sob uma chave marxista. Deixar esse homem do campo parado no tempo, a despeito das transformações sociais e do êxodo rural que ocorre com a industrialização, preenche o imaginário de toda uma linha de pensamento sobre a música caipira.

Tradição caipira

O cantor Sérgio Reis vive sérios problemas após fazer propagação de ideias antidemocráticas (Reprodução BCS)
O cantor Sérgio Reis faz parte de um segmento tradicional, segundo alguns estudiosos (Reprodução BCS)

“Os escritores da linha saudosista aceitam como legítimos apenas artistas que se identificam com a tradição caipira e a respaldam, como Inesita Barroso, Sérgio Reis, Rolando Boldrin, Pena Branca & Xavantinho e Renato Teixeira. Esses artistas não teriam esquecido as suas origens rurais e seus legítimos representantes, músicos como João Pacífico, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Cornélio Pires e Tonico & Tinoco”, escreve.

A oposição se dá com artistas que teriam deturpado os valores autênticos do caipira. Alonso lista justamente os modernizadores do gênero, que não apenas trocam as violas pelas guitarras, baixos, baterias e teclados, como ousam sacrificar a pureza caipira ao incorporar em seus sons o rock americano por via do iê-iê-iê da Jovem Guarda, as rancheras mexicanas e as guarânias paraguaias. São artistas dos anos 1970 como Leo Canhoto & Robertinho, Milionário & José Rico ou Trio Parada Dura.

É uma crítica semelhante à feita aos tropicalistas, lembrando que o tropicalista de primeira hora Tom Zé já cantava sua moda de viola 2001 com os Mutantes. Mas diferentemente dos tropicalistas, que após o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil passaram a ser aceitos no seleto clube da Música Popular Brasileira, os sertanejos não conseguiram fazer a travessia para o gosto da elite intelectual.

O sucesso desses primeiros artistas que ousaram romper com a tradição é concentrado em algumas gravadoras populares, como a Continental, a Chantecler, a Copacabana. E a partir de 1977, quando a rádio FM é introduzida no país, eles ficam relegados à banda AM. Mesmo duplas que têm sucessos enormes de vendas nos anos 1980, como Chitãozinho & Xororó, não conseguem romper a barreira do FM nessa década.

A grande mudança vem nos anos 1990, quando o sertanejo explode em todo o país e, ao lado do pagode e do axé, se torna não só a música mais vendida como garante também uma ampla difusão em rádio e TV. Ninguém conseguiria mais ignorar o estilo, independentemente de classe social. Não por acaso, é o som que embala as festas do presidente Fernando Collor de Mello na famosa Casa da Dinda.

Para parte da esquerda, a leitura é de que essa música, que agora se aproxima mais do som country pop de Nashville, de artistas como Garth Brooks, além de cafona e pobre liricamente, é também a trilha sonora de um neoliberalismo collorido. Nada de muito novo para uma turma que já vinha apanhando há anos por conta de seu som impuro e entreguista, mero produto da indústria cultural.

Não que isso importasse. Essa geração colecionou discos de platina e lotou por anos as casas de show mais cobiçadas das capitais, como o Canecão, no Rio de Janeiro, ou o Olympia em São Paulo. E, enquanto as grandes gravadoras davam as cartas do mercado e dominavam rádio e televisão, continuaram a vender como água e a fazer shows grandiosos, não só nos rodeios do interior e nas festas de peão — a mais famosa delas acontece em Barretos, no interior de São Paulo—, como nos grandes centros urbanos.

Criando raízes nas capitais, a cultura sertaneja passa a se instalar de uma maneira que não pode ser mais desprezada. Mesmo quando a indústria do disco começa a morrer com a chegada do MP3 no começo dos anos 2000, ela se adapta com facilidade. Mas agora com uma nova geração, ainda mais pop, batizada de sertanejo universitário.

Essa leva começa com duplas como João Bosco & Vinícius, César Menotti & Fabiano e depois desemboca nos sucessos de Luan Santana e Michel Teló. É dessa época, por exemplo, a abertura do Villa Country em São Paulo, até hoje o maior templo da música sertaneja da cidade.

Conversando com Gustavo Alonso, ele vê uma virada na distribuição da música nesse momento. As rádios seguiam importantes, mas, com as gravadoras em declínio, a nova geração abraça a pirataria. “Eles gravavam disco pirata e davam os CDs. E claro, já tinha a internet, o MP3.

Estratégias

Curioso que alguns deles fizeram sucesso antes em alguns lugares que não esperavam. Por exemplo, Vitor & Leo foram morar em São Paulo achando que iam bombar na cidade, onde gravava a geração anterior, e começam a ver a música deles tocar em Uberlândia, por conta da internet”, diz.

Começa aí uma mudança importante que impacta a geração de hoje. Como manter o interesse — e os negócios lucrativos — quando a música produzida tem de competir com canções de todas as épocas disponíveis nas plataformas de steaming? Como migrar do tempo da TV para os canais de YouTube?

Duas estratégias se mostraram vencedoras. A primeira foi a aposta no ao vivo, em grandes espetáculos, festivais, rodeios. Produtoras como a Talismã Music, a Workshow, a AudioMix ou a FS Produções Artísticas passam a dominar esse mercado, não apenas vendendo shows em grandes centros, mas trabalhando as cidades médias, muitas vezes vendendo shows para prefeituras. E, para fazer a música circular, se valeram de uma estratégia emprestada das igrejas evangélicas: não pagar jabá (dinheiro para tocar música na rádio), mas comprar estações de rádio para ajudar a difundir os artistas. Isso sem deixar de fazer um trabalho sério de divulgação junto aos principais streamings e em redes sociais.

Ao mesmo tempo, a música não para de se modernizar e se multiplicar. O que hoje chamamos de sertanejo engloba uma série de subgêneros, do sertanejo raiz ao universitário, do pop ao romântico, da sofrência ao feminejo, além de interseções com outros gêneros populares como o arrocha e o piseiro. É uma cultura muito mais fluida, que já não faz distinção entre arranjos com instrumentos acústicos, elétricos ou eletrônicos.

Política, sucesso e identidade

Se hoje culturalmente o som sertanejo é tão amplo, como explicar a sua guinada para a direita? Na nossa conversa, Alonso identifica alguns movimentos sociológicos. Primeiro é a transformação do campo em agronogócio. A cultura sertaneja hoje é uma cultura urbana. “Apesar do nome sertaneja, eu diria que hoje ela é mais a música das cidades médias brasileiras. Não é exatamente a música de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, embora esteja nessas cidades. Mas são as músicas de Maringá, de Araraquara, de Uberlândia, de Sinop. É o som de um Brasil interiorano, mas que também é urbano.”, diz

E existe o fator de crescer junto com a ideia do agro. “O agro nasce nos anos 1970, com a Embrapa fazendo os estudos de química dos solos que permitem com que comece a se plantar no cerrado, que antes vivia de agricultura de subsistência.” Enquanto o braço do Estado transforma o interior do Brasil em um celeiro mundial, o som sertanejo passa a ser a trilha sonora das cidades que concentram as populações que vivem nessas cidades em franca expansão populacional.

Correndo por fora, existe essa pecha de neoliberal que vem desde os anos Collor. Alonso pensa que, de certa maneira, o campo progressista entregou a música sertaneja para o agro, e desconsiderou seus matizes. “A música sertaneja poderia ser a grande trilha sonora da era Lula, se houvesse uma mínima simpatia por ela. Veja, Lula integrou uma multidão às universidades na mesma época em que surge o sertanejo universitário”, diz.

Zezé e Luciano chegaram a fazer trabalho para Lula (Foto: divulgação)
Zezé e Luciano chegaram a fazer trabalho para Lula (Foto: divulgação)

Salienta, que em seus dois primeiros mandatos como presidente, Lula nunca rompeu com o agro, que Blairo Maggi foi ministro de Dilma Rousseff e que o agro sempre esteve próximo a todos os governos. E que, mesmo entre os sertanejos, havia apoio ao governo Lula. Zezé di Camargo & Luciano, por exemplo, chegaram a fazer jingle para a campanha do petista em 2002.

Nessa questão do preconceito da esquerda, há um paralelo muito próximo com o Brasil evangélico, na visão de Alonso. “Eu arrisco uma hipótese de por que foi tão difícil para os progressistas negociar com essa estética: acho que, no final das contas, é uma dificuldade em ler o Brasil, o Brasil real, o Brasil profundo.”

A guinada à direita viria, então, desse sentido de exclusão, de falta de diálogo e que se torna mais radical com o ambiente de polarização após o impeachment de Dilma. “Nessa hora, a maior parte escolhe um lado. Mas não dá para tratar isso como um fenômeno absoluto. A gente tem exemplos, principalmente dentro do sertanejo mais feminista, de negar esse lugar. Em cultura, nada está dentro de uma caixinha absoluta”, argumenta.

Processo de branqueamento

Uma outra hipótese levantada com frequência é de que a música sertaneja chega a esse lugar através de um processo de branqueamento, que vem junto com a modernidade. Marcos Queiroz, professor no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, desenvolve essa tese em um dos episódios mais interessantes da série Música Negra do Brasil, produzida pela Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles.

Para ele, o gênero sertanejo é antropofágico, bebe de todo o tipo de influências da música de diversas partes do mundo, mas só os brancos conseguem digerir as referências e se manter no mercado. E que esse branqueamento acaba trazendo o apagamento das raízes negras, acarretando em uma falta de representatividade na cena atual.

Alonso tende a relativizar esse branqueamento, dizendo que a polarização o incomoda. “Há uma retórica atual, muito ligada às pautas identitárias, que só quer ver o indígena ou o negro quando ele atua como se espera que o indígena ou o negro atuem. Quando ele não atua desse jeito, não é nem reconhecido como negro nem como indígena” diz.

Ele lembra de uma série de exemplos de negros e indígenas na música, como João Paulo, da dupla com Daniel, de Rick, par de Renner ou, mais recentemente,  de Gabriel Vittor, dos Agroboys, uma das duplas mais entusiastas do agronejo. “Chitãozinho & Xororó têm claros traços indígenas. Claro que isso foi sumindo ao longo da carreira porque o enriquecimento e as plásticas diminuem isso”, diz. “Não é que não haja esse embranquecimento, mas eu fico mais preocupado com o embranquecimento do olhar.”

Fato é que de Ouro Fino à descida pra BC, passando pelo Rancho Fundo, o sertanejo hoje fala com e sobre o Brasil. É só ouvir.

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Gusttavo Lima, Repentistas e outras atrações marcam semana

Estação é um dos polos e deverá receber outras multidões (Foto: João Batista)
Estação é um dos polos e deverá receber outras multidões (Foto: João Batista)

O São João mais cultural do mundo chega a sua terceira semana com uma ampla programação em seus diversos polos. Na Estação das Artes Elizeu Ventania, sobem ao palco principal do “Mossoró Cidade Junina” atrações como Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, Simone Mendes e Leonardo.

Já no Polo Arraiá do Povo, apresentam-se nomes como Junior Vianna, Lairton dos Teclados e Ferro na Boneca.

Tem programação especial também no Polo Igreja São João, Circo do Forró, Cidadela, Polo Poeta Antônio Francisco, Chuva de Bala e Festival de Quadrilhas.

Confira tudo que acontece até o próximo domingo:

Polo Poeta Antônio Francisco

Local: Memorial da Resistência

Terça- 18 de junho

18h – XXIV Festival de Sanfoneiros de Mossoró e Região

Quarta – 19 de junho

18h – Kleber do Acordeon – “Forró do Buxinho”

19h – Uizamar e Banda

20h – Grupo Embalo do Forró

Quinta-feira – 20 de junho

18h – Oliveira Marcks Forrozeiro

19h – Jampinha e Pisada Diferente

20h – Talokudo

Sexta-feira – 21 de junho

18h – XXII Festival de Repentistas do Nordeste

Sábado – 22 de junho

18h – Festival de Sanfoneiros de Mossoró e Região

Domingo – 23 de junho

17h – Vamos contar histórias?

18h – Forró Music

19h – Nando Teclas Show

20h – Adailton dos Teclados – “O Charmozinho do Forró”

Polo Igreja de São João

Local: Rua Felipe Camarão

Terça – 18 de junho (sempre a partir das 21h)

Tremendões de Mossoró

Quarta – 19 de junho

Shalom

Quinta – 20 de junho

Luiz Henrique

Sexta – 21 de junho

Padre Nunes

Sábado – 22 de junho

Festival de Prêmios

Domingo – 23 de junho

Roberto Cantor e Banda

Polo Estação das Artes 

Local: Avenida Rio Branco

Quarta-feira – 19 de junho –  – A partir das 19h

Farra de Casal

Adna Santana

Vittor Fernandes

Gusttavo Lima

Quinta-feira – 20 de junho – A partir das 19h

Maycon Miller

Ávine Vinny

Jorge e Mateus

Rey Vaqueiro

Sexta-feira – 21 de junho – A partir das 20h

Jackson Menezes

Raphaela Santos

Simone Mendes

Bruno

Sábado – 22 de junho – A partir das 19h

Forró dos Contatinhos

Swellen Pimentel

Michele Andrade

Zé Cantor

Leonardo

Gusttavo Lima será uma das principais atrações (Foto: Web)
Gusttavo Lima será uma das principais atrações (Foto: Web)

Polo Cidadela

Local: Avenida Alberto Maranhão

Quarta-feira – 19 de junho

Palco 1 – a partir das 23h30

Horlando Perez

Allê Almeida

Palco 2 – a partir das 21h30

Nara Queiroz

Skema 2

Quinta-feira – 20 de junho

Palco 1 – a partir das 23h30

Mobydick

Carlos Júnior e Banda

Palco 2 – a partir das 21h30

Kelly Silva

Danda Akarajazz

Sexta-feira – 21 de junho

Palco 1 – a partir das 23h30

Gaby Viégas

Balada VIP do RN

Palco 2 – a partir das 21h30

Banda Zuyrê

Erik Sales

Heullinho

Sábado – 22 de junho

Palco 1 – a partir das 23h30

Cantora Lú

Symmara Fernandes

Yany Vieira e Banda

Palco 2 – a partir das 21h30

Banda Doutor Zé

Carlos Miranda

Robinzband

Domingo – 23 de junho

Palco 1 – a partir das 23h30

Banda Corcel 73

Rádio Moscou

Palco 2 – a partir das 21h30

Banda Forró Emoções

Bora de 2

Polo Circo do Forró

Local: Praça da Convivência

Terça-feira – 18 de junho – A partir das 19h

Beat With Sax

Quarta-feira – 19 de junho – A partir das 19h

Somos 3

Quinta-feira – 20 de junho – A partir das 19h

Milenny Souza

Sexta-feira – 21 de junho – A partir das 19h

Kayo k

Sábado – 22 de junho – A partir das 19h

G.i Cantor

Domingo – 23 de junho – A partir das 19h

Pablo Pires

Polo Arena Deodete Dias – Festival de Quadrilhas

Local: Corredor Cultural

Festival Interestadual Estilizado

Sexta-feira – 21 de junho – A partir das 19h

Filhos do Sol – Caucaia/CE

Quadrilha Junina Buscapé – Fortaleza/CE

Arraial Coração Nordestino – São Gonçalo do Amarante/RN

Quadrilha Estrela do Sertão – Boa Viagem/CE

Sábado – 22 de junho – A partir das 19h

Quadrilha Junina Tradição – Recife/PE

Quadrilha Canoa Veloz – Icapuí/CE

Quadrilha Junina Coração Sertanejo – Fortaleza/CE

Junina Encanta Ceará – Fortaleza/CE

Quadrilha Junina Festeja Siará – Quixeré/CE

Brilha São João – Limoeiro do Norte/CE

Junina Pé Quente – Fortaleza/CE

Junina Fogo de Paixão – Fortaleza/CE

Cangaço Nordestino – Fortaleza/CE

Grupo Junino Chapéu de Couro – Maracanaú/CE

Domingo – 23 de junho – A partir das 19h

Arraiá Cumpade Elton – Grossos/RN

Quadrilha Filhos do Sertão – Fortaleza/CE

Junina Sertão Dourado – Maracanaú/CE

Nação Nordestina – Juazeiro do Norte/CE

Quadrilha Ceará Junino – Fortaleza/CE

Nova Emoção – Maracanaú/CE

Girassol do Sertão – Russas/CE

Junina Babaçu – Fortaleza/CE

Império Nordestino – Paraipaba/CE

Quadrilha Junina Lumiar – Recife/PE

Polo Chuva de Bala no País de Mossoró

Local: Capela de São Vicente

Quinta-feira – 20 de junho

Anima Chuva – A partir das 20h

Aline Rocha

Espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró – a partir das 21h

Sexta-feira – 21 de junho

Anima Chuva – A partir das 20h

Jonas Filho

Espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró – a partir das 21h

Sábado – 22 de junho

Anima Chuva – A partir das 20h

Cacá Mendonça

Espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró – a partir das 21h

Domingo – 23 de junho

Anima Chuva – A partir das 20h

Gabriel Lima

Espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró – a partir das 21h

Polo Arraiá do Povo

Local: Parque de Exposições Armando Buá (Feira do Bode)

Sábado – 22 de junho – A partir das 11h

Thyalis Martins

Bruno Martins

Lairton dos Teclados

Junior Vianna

Domingo – 23 de junho – A partir das 11h

Forrozão de Antigamente Retrô

Gigantes do Arrocha

Lagosta Bronzeada

Ferro na Boneca

Cidade Junina é lançado com anúncio de atrações de peso

Evento ocorreu no Hotel Thermas nesta quarta-feira (Foto: Lucas Bulhão)
Evento ocorreu no Hotel Thermas nesta quarta-feira (Foto: Lucas Bulcão)

A Prefeitura de Mossoró lançou nesta quarta-feira (6) a programação do Mossoró Cidade Junina 2024, o “São João mais cultural do Brasil”, que vai de 1º a 29 de junho. Aconteceu no Hotel Thermas e contou com a presença de diversas autoridades locais, artistas e público em geral, como o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim.

No evento, vários artistas se apresentaram abrilhantando a festa, como quadrilhas juninas Lume da Fogueira, Luar de Prata e Sonho do Sertão; Banda Forró dos 3, Gigantes do Arrocha, Jackson Menezes e Luan Estilizado, além de artistas locais encenando trechos do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, uma das principais atrações do MCJ.

Também foi apresentado o conceito da nova marca do Mossoró Cidade Junina para este ano: “Todo mundo vai se encontrar”, que reforça uma das principais características do São João de Mossoró, a oportunidade de as pessoas estarem juntas e se confraternizando nos diferentes polos do evento. O conceito norteia a identidade visual do MCJ, que se destaca pelos traços de modernidade e cores fortes.

Atrações

Kadson mostrou o que será a maior edição da história do MCJ (Foto: Lucas Bulcão)
Kadson mostrou o que será a maior edição da história do MCJ (Foto: Lucas Bulcão)

O que marca a abertura do MCJ 2024 é o “Pingo da Mei Dia”. Às 12h do dia 1º de junho, o maior bloco junino do mundo vai sair com três atrações nacionais: Zé Vaqueiro, Tarcísio do Acordeon e Bell Marques, além de artistas locais que irão animar ainda mais o evento. No encerramento desse período do MCJ 2024, o “Boca da Noite”, às 18h, terá como principal atração o cantor Léo Santana.

“O nomes locais estarão presentes em todos os polos, abrilhantando, fazendo grandes shows, mostrando seu trabalho e sua arte,”, destacou o secretário interino da Cultura, Kadson Eduardo. Novo edital será publicado em março para a inscrição de mais artistas locais, inclusive com aumento nos cachês.

"Chuva de Bala" teve um 'flash' no lançamento (Foto: Lucas Bulcão)
“Chuva de Bala” teve um ‘flash’ no lançamento (Foto: Lucas Bulcão)

No Polo Arraiá do Povo, estarão presentes as seguintes atrações: Circuito Musical, Bartô Galeno, Tropykalia, Waldonys, Lairton, Chambinho do Acordeon, Amazan, Vicente Nery, Junior Vianna, Brasas do Forró, Lagosta Bronzeada, Ferro na Boneca e Nonato Beto.

Na Estação das Artes Elizeu Ventania, principal polo do Mossoró Cidade Junina, subirão ao palco nomes como Alok, Gusttavo Lima, Alok, Luan Santana, Jorge e Mateus, Murilo Huff, Léo Santana, Nattan, Wesley Safadão, Mari Fernandez, Gustavo Mioto, Bruno & Marrone, entre outros.

Estação das Artes

6 de junho – Nattan, Raí, Luan Estilizado e Zezo (À Vontade) e Flávio José

7 de junho – Wesley Safadão, Dorgival Dantas e Bonde do Brasil

8 de junho – Henry Freitas, Jonas Esticado, e Mano Walter

13 de junho – Limão com Mel, Calcinha Preta e Taty Girl

14 de junho – Raynel Guedes, Felipe Amorim e Xand Avião

15 de junho – Eric Land e Murilo Huff

19 de junho – Gusttavo Lima e Vitor Fernandes

20 de junho –  Jorge e Mateus, Ávine Vinny e Rey Vaqueiro

21 de junho – Bruno & Marrone, Simone Mendes e Raphaela Santos

22 de junho – Leonardo, Zé Cantor e Michele Andrade

27 de junho –  Luan Santana, Seu Desejo e Mari Fernandez

28 de junho – Gustavo Mioto, Alok e Núzio Medeiros.

Público numeroso e diversificado vibrava ao anúncio de cada atração (Foto: Lucas Bulhão)
Público numeroso e diversificado vibrava ao anúncio de cada atração (Foto: Wilson Moreno)

“Estamos lançando a maior edição da história do Mossoró da Cidade Junina, o São João mais cultural do Brasil, com grandes atrações, iniciando no dia 1º de junho, com o Pingo da Mei Dia. A programação continua no Polo Cidadela, Polo Arraiá do Povo, Igreja São João, Chuva de Bala, e na Estação das Artes, onde não podem faltar grandes atrações que irão abrilhantar todo o sucesso do evento”, pontuou Kadson Eduardo.

Destaque também para o Polo Antônio Francisco, que estará aberto todos os dias do evento, de 5 a 29 de junho, e o Polo Arraiá do Povo, que terá seis dias de muita animação.

Antes do anúncio das atrações, o público presente acompanhou apresentações realizadas por artistas locais, com música, quadrilhas e teatro. “O MCJ, para mim, é um dos momentos mais importantes da minha vida. O meu hobby é estar dançando quadrilha. O MCJ é onde eu sempre quero estar”, afirmou Kauê Gabriel, membro da quadrilha Sonho do Sertão.

Cláudia vê valorização da inclusão (Foto: Lucas Bulcão)
Cláudia vê valorização da inclusão (Foto: Lucas Bulcão)

A inclusão foi um dos destaques do Mossoró Cidade Junina 2023 e também terá espaço garantido na edição deste ano do São João mais cultural do Brasil.

“É muito importante o trabalho que a Prefeitura vem realizando em relação à inclusão, aos espaços inclusivos no MCJ. Só sabe realmente quem precisa daquele espaço, com segurança, com todo o aparato”, afirmou Cláudia Medeiros, presidente do Fórum das Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região.

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Grandes artistas começam a fechar pré-contratos para shows pós-Covid

Em março de 2019, na arena do Partage Shopping, mais de 15 mil pessoas para atrações principais como Xandy Avião e Gusttavo Lima (Foto: divulgação)
Em março de 2019, arena do Partage Shopping lotou para atrações como Xand Avião e Gusttavo Lima (Foto: divulgação)

O show business brasileiro está assanhado com a perspectiva, sonho e esperança de retomada gradual da normalidade.

É um dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19 desde o início do ano passado.

Micareta, carnavais, festas juninas e veraneios começaram a ser traçados, pré-contratos estão sendo assinados e muitos artistas de grande bilheteria estão com agendas cheias ou perto disso.

Do último trimestre desse ano até o fim de 2022, o planejamento aponta para o renascimento dos espetáculos da música.

Nomes como Marília Mendonça, Wesley Safadão, Xandy Avião, Bel Marques e Gusttavo Lima, grandes bilheterias até antes da eclosão do coronavírus, continuam em alta.

No exterior, começam a surgir as primeiras programações musicais com grandes públicos. Exemplo é do show realizado em Nova York, com a banda de rock Foo Fighters, com casa lotada – 20 mil pessoas – no Madison Square Garden – veja AQUI.

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