Acompanho, até por dever de ofício, o desenrolar do processo político-eleitoral brasileiro. Paralelamente, a marcha da “Operação Lava Jato” e seus desdobramentos jurídicos.

Enfim, me converti compulsoriamente num repórter da seção de “Polícia”, ampliando meus conhecimentos rasos de jornalismo nessa área e à procura de entender melhor sua intrincada terminologia.
Sob esse viés, percebo que o grande golpe sofrido pelo ex-presidente Lula não foi dado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre (RS), ontem.
Veio das ruas algo muito mais forte e dilacerante: a indiferença. A grande maioria da população não o escuda nem o vê como mártir. Há tempos o trata como parte e não à parte do lamaçal.
A ratificação de sentença, com pena ampliada, não causou nem causará comoção ou revolta popular, porque há muito a perplexidade e a decepção são maiores do que qualquer tipo de indignação.
O povo não foi nem irá para as ruas em sua solidariedade ou cumplicidade.
Sem trocadilho: “bola” que segue.
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