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A dilacerante força da indiferença; “bola” que segue

Acompanho, até por dever de ofício, o desenrolar do processo político-eleitoral brasileiro. Paralelamente, a marcha da “Operação Lava Jato” e seus desdobramentos jurídicos.

Lula: no mesmo lamaçal (Foto: Web)

Enfim, me converti compulsoriamente num repórter da seção de “Polícia”, ampliando meus conhecimentos rasos de jornalismo nessa área e à procura de entender melhor sua intrincada terminologia.

Sob esse viés, percebo que o grande golpe sofrido pelo ex-presidente Lula não foi dado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre (RS), ontem.

Veio das ruas algo muito mais forte e dilacerante: a indiferença. A grande maioria da população não o escuda nem o vê como mártir. Há tempos o trata como parte e não à parte do lamaçal.

A ratificação de sentença, com pena ampliada, não causou nem causará comoção ou revolta popular, porque há muito a perplexidade e a decepção são maiores do que qualquer tipo de indignação.

O povo não foi nem irá para as ruas em sua solidariedade ou cumplicidade.

Sem trocadilho: “bola” que segue.

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Números mostram que campanha deverá ser duríssima

O aspecto mais importante da Pesquisa Ibope/FM 96, divulgada hoje (veja postagens mais abaixo), não é a intenção de votos ou rejeição desse ou daquele pré-candidato. Longe disso.

O que deve provocar maior interesse em quem gosta de participar do bom debate e analisar a política, é o que contém a pesquisa no aspecto da pergunta “Espontânea” para disputa ao Governo do Estado.

Vamos a eles.

Henrique Alves (PMDB) aparece com 5%, Robinson Faria (PSD) crava 2%.

Os demais candidatos pontuaram 5% e pelo menos 13% não souberam responder.

O mais significativo, entretanto, é que 75% aparecem como indecisos; estão alheios a tudo e a todos.

Tão-somente um terço tem preferência definida.

Festas juninas, Copa do Mundo e tantos outros assuntos são mais importantes do que campanha e eleições 2014.

A enorme maioria do eleitorado não quer saber de Henrique ou de Robinson. Outros nem sabem que serão candidatos a alguma coisa.

A campanha de verdade vai começar a partir da segunda metade de julho e olhe lá.

Mas não tenho dúvidas: teremos uma disputa duríssima.

Os números apresentados nessa pesquisa, sobretudo na pergunta Estimulada (veja AQUI), revelam que nenhum candidato com dianteira ao Governo do Estado e ao Senado tem situação confortável.

Nenhum possui “gordura” para queimar na campanha. Todos terão que ralar muito.

Temos favoritos, mas não eventuais eleitos.

Quando o povão começar a se interessar, essa montanha de indiferença provocará enorme barulho, rugindo.

Anote, por favor.

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