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Insulina e oxigênio eram superfaturados, admite secretária

A secretária da Saúde de Mossoró, Leodise Cruz, admitiu hoje no plenário da Câmara Municipal, que a Prefeitura de Mossoró estava comprando produtos com preços acima do que se obtém na atual gestão. Insulina e oxigênio hospitalar, por exemplo.

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Leodise (ao microfone), com Luiz Carlos atrás, garantiu ter documentos sobre informações (Foto: Twitter da PMM)

Ela participou de audiência pública pela manhã, avançando até início da tarde. Atendeu à convocação da Casa, conforme Lei Complementar nº 141/2012.

Ela disse que contratos e licitações passados (gestões Cláudia Regina-DEM e Fafá Rosado-PMDB) estão passando por levantamento. Questionada se existiram documentos apontando o sobrepreço, disse que sim.

A secretária revelou ainda que encaminhou os documentos (notas fiscais e relatório descritivo) dos itens superfaturados “para as instituições competentes.” O Blog apurou de uma fonte, que o Ministério Público foi o endereço principal do encaminhamento.

Superfaturamento

“No nosso entendimento a secretária confirmou que houve um superfaturamento na compra de insulina e gás oxigênio, ratificando as informações apresentadas pelo prefeito Francisco José Junior (PSD) no início no ano”, disse o vereador Genivan Vale (PROS).

Quando interpelada pelo presidente da Casa, o vereador Francisco Carlos (PV), a secretária confirmou que a prefeitura atualmente adquire o produto a preços mais baratos. Assegurou que tem notas fiscais.

A Prefeitura de Mossoró comprava insulina 42% mais caro que o mercado, e oxigênio com um superfaturamento no preço superior a 50%. Bancada oposicionista apresentou pedido para instalar uma Comissão Especial de Investigação (CEI), mas o Governo derrubou proposição na Câmara.

O vice-prefeito e ex-vereador Luiz Carlos Martins (PT) compareceu à Câmara. Acompanhou a exposição e debate envolvendo a secretária. Facultada a palavra, ele elogiou a iniciativa e revelou interesse da gestão em avançar na Saúde e nos esclarecimentos à população e à Casa.

Nota do Blog – O superfaturamento foi atestado pelo próprio prefeito há alguns meses, através de declarações textuais e oficiais. Uma delas, na própria Câmara Municipal, no dia 18 de fevereiro deste ano, na leitura da mensagem anual do Governo Municipal.

À ocasião, ele ainda estava na interinidade, cargo que assumiu n o início de dezembro de 2013, com cassação e afastamento da prefeita Cláudia Regina.

Acompanhe bastidores em nosso Twitter clicando AQUI.

Saúde é “uma calamidade”; faltam remédios e médicos

O vereador Genivan Vale (PROS) define como “uma calamidade”, a falta de assistência para as comunidades mais carentes, em relação à Saúde Pública, em Mossoró. Segundo ele, insulina e outros medicamentos estão faltando unidades básicas de saúde.

Vale: denúncias graves (Foto: CMM)

Também denuncia que profissionais médicos estão com salários atrasados, alguns sendo demitidos e, ainda, existe ameaça real de paralisação nos próximos dias.

“Prefeito mentiu (?)”

“Lamentamos que diante de tudo isso, não possamos fiscalizar através de uma apuração mais profunda, pois os governistas barraram a proposta de uma Comissão Especial de Investigação  (CEI) para apurar o superfaturamento em alguns contratos do município, como denunciou o próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD) em pronunciamento na própria Câmara Municipal, este ano”, disse Genivan.

“Quando os vereadores da situação não aceitam investigar, eles estão dizendo que o prefeito mentiu, falou além da conta e só queria mesmo era utilizar o fato no período eleitoral. E a investigação seria a oportunidade para saber quem enriqueceu da noite para o dia em Mossoró, enquanto a população carente sofre com a falta de assistência médica”, concluiu.

Em conversa com o Blog Carlos Santos, o vereador confirmou que o sepultamento da CEI não freia a disposição para apuração dos fatos. “Estamos abrindo outro caminho”, disse.

Nota do Blog – Os caminhos são judicial e o Ministério Público, como o Blog já antecipara AQUI.

Bancada de prefeito evita CEI para investigar superfaturamento

Por 14 votos a 6, a Câmara Municipal de Mossoró rejeitou hoje pedido de instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI). Apuraria suposto superfaturamento na compra de insulina e oxigênio hospitalar, pela Prefeitura de Mossoró.

Genivan: falta dinheiro com tanto desvio milionário

As gestões das ex-prefeitas Cláudia Regina (DEM) e Fafá Rosado (PMDB) seriam alcançadas.

Após muito bate-boca e irritação de vereadores da oposição, que subscreveram a petição, o governismo impôs sua maioria no plenário com placar de 14 a 6.

A Procuradoria da Câmara emitiu parecer contrário ao acatamento. A mesa da Casa conduziu votação, que teve supremacia da bancada do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Superfaturamento

Na leitura da Mensagem Anual do Governo, dia 18 de fevereiro deste ano, na própria Câmara, o prefeito interino admitiu que Prefeitura passou a comprar insulina a R$ 61,00 por unidade. Antes, na gestão da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), chegara a R$ 87,00. Um valor 40% maior do que o obtido pelo prefeito.

Ordem é “botar uma pedra em cima do assunto”, como confessou um governista em conversa “em off” com o Blog.

– Lamento que tão grave denúncia não seja investigada. Perdemos mais uma oportunidade de pararmos a sangria dos recursos públicos em Mossoró. Apareceria dinheiro para pagarmos os médicos, comprar mais medicamentos e melhorarmos serviços públicos – comentou, desolado, o oposicionista Genivan Vale (PROS).

Tomaz Neto (PDT), outro governista, foi incisivo. Para ele, o silêncio lança sobre prefeito e seus vereadores uma enorme responsabilidade perante a opinião pública;

“Queremos apurar não um indício ou algo que ouvimos por aí. Foi o próprio prefeito que afirmou aqui na Câmara que havia comprado insulina 40% mais barata e foi ele também que disse ter encontrado compra de oxigênio também superfaturada. Se quer que continue assim, a decisão de sua bancada está perfeita”. TOMAZ NETO

– A PMM paga R$ 18,00 por m3 de oxigênio, enquanto outros municípios pagam R$ 3,00. Por isso esconde a CEI? – provocou o vereador oposicionista Lahyrinho Rosado (PSB).

Nota do Blog – A Câmara, por sua maioria, comete um crime contra o erário e contra quem precisa de saúde pública em Mossoró.

Tomaz: lembou denúncia do próprio prefeito

É cúmplice. O Blog já comentara o caso (veja AQUI).

O que nos faz ter alguma esperança, é de que o caso é tão explícito, tão vergonhosamente explícito, que mesmo a contragosto do governo e de seus vereadores, a roubalheira será apurada por organismo de fiscalização.

Aguarde.

Mas sem dúvidas, temos muito a lamentar.

Mossoró não toma jeito. Muda para continuar a mesmo, piorada.

Convivemos num esgoto de ratos. São ladravazes insaciáveis.

Pobre Mossoró!

Câmara bate-boca e freia instalação de sua primeira CEI

Emperrou, mais uma vez, tentativa de instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara de Mossoró.

A sessão de hoje se alongou, mas a decisão quanto ao pedido de uma CEI para apurar compra supostamente superfaturada de oxigênio hospitalar e insulina, terminou não avançando.

Oposição e bancada governista bateram boca em plenário.

O presidente da Casa, Francisco Carlos (PV), jogou definição para a próxima semana. Arguiu que haveria controvérsia na petição.

Empurrou para a Procuradoria do próprio Legislativo, a emissão de parecer sobre o pedido da CEI.

O requerimento para instalação da CEI – protocolado ontem AQUI -chegou a ser lido em plenário. Porém o governismo e o presidente não deixaram que fosse oficializada.

Justiça

A oposição promete recorrer até a instrumento judicial, se preciso, para assegurar a CEI.

Foi o próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD) que disse na Câmara e à imprensa, em momentos distintos, que havia preços superdimensionados nos produtos. À ocasião, ele era prefeito provisório.

Os governos a serem investigados são da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM).

A Câmara de Mossoró nunca, absolutamente nunca, instalou uma CEI em qualquer uma de suas legislaturas.

Parece brincadeira, mas não é.

Saúde de Mossoró pipoca com problemas sérios

Obstetras e pediatras começaram a cruzar os braços no hospital Almeida Castro em Mossoró.

Aguardam pagamento de quatro meses de remuneração, compromisso que cabe à Prefeitura de Mossoró.

A Oncologia caminha para igual decisão.

São sete meses sem pagamento.

Também está faltando insulina.

Familiares de pessoas atendidas pelo CAPES (atendimento à patologias psiquiátricas) estão revoltados. Querem medicamentos imprescindíveis.

Câmara recebe novo pedido de investigação

A Câmara Municipal de Mossoró está com novo pedido de instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI). Sete assinaturas a endossam.

A CEI solicitada propõe-se a apurar suposto faturamento pela Prefeitura de Mossoró, na aquisição de insulina e de oxigênio de uso hospitalar.

Os proponentes basearam-se em declarações do próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD), à época de interinidade. O prefeito atestou que insulina estava sendo negociada em sua gestão com 41% de economia e o oxigênio em 50%.

Assinam o pedido os vereadores Genivan Vale (PROS), Vingt-un Neto (PSB), Tomaz Neto (PDT), Izabel Montenegro, Lucélio Guilherme (PTB), Lahyrinho Rosado (PSB) e Alex Moacir (PMDB).

Superfaturamento de insulina é um escândalo a ser apurado

A Câmara de Mossoró sepultou requerimento para instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) que apuraria compra de insulina, pela Prefeitura de Mossoró. O escândalo remonta ao período de gestão da então prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB), mas faz “escala” no governo da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM).

Saúde com superfaturamento e entrega de produto aquém do contratado

Mesmo assim, o Ministério Público tem dever, de ofício, de pegar o que querem esconder e tocar para frente. Ir às últimas consequências.

Existem elementos de sobra que justificam apuração do caso, haja vista que a própria Prefeitura de Mossoró admite que passou a comprar a unidade do produto bem abaixo do que fazia antes, quebrando um longo ciclo de superfaturamento.

O requerimento de número 716/2014 – que foi assinado pela oposição, mas depois retirado de pauta devido “erro técnico”, está assentado em depoimento oficial do então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

Licitação

Na leitura da Mensagem Anual do Governo, dia 18 de fevereiro deste ano, na própria Câmara, ele relatou que a Prefeitura passou a comprar insulina a R$ 61,00 por unidade. Antes, na gestão da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), o valor chegara a R$ 87,00. Custo 40% maior do que o obtido pelo novo prefeito.

Os vícios retrocedem no tempo, com informações de bastidores que apontam até mesmo para a entrega do produto em quantidade bem inferior à contratada em licitação. O atual Governo Francisco José Júnior sabe disso, tem informação nesse sentido.

“Siga o dinheiro” (“Follow the money”), frase do livro-filme sobre caso “Watergate” serve à investigação sobre compra de insulina em Mossoró. A recomendação é a mesma: Ministério Público, “siga o dinheiro”.

Questão inadiável

No rastro do money há distribuidora de medicamentos, farmácia, carrões, apartamentos e nascente posto de combustível; nomes ilustres ligados ao poder, novos ricos e certos personagens soturnos.

Para quem não sabe ou não lembra, Watergate (veja AQUI) é a denominação do escândalo investigado pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein do jornal Washington Post (Estados Unidos), considerada a maior reportagem investigativa da imprensa mundial.

Resultou no afastamento do então presidente Richard Nixon do cargo.

Em Mossoró, elucidar esse desvio milionário e sem limites, que causou enormes prejuízos ao erário e danos à saúde pública, é uma questão inadiável e saneadora.

É um escândalo a ser apurado, mesmo que muitas reputações sejam desnudadas à realidade.

Vereadores pedem CEI sobre compra de insulinas

Sete vereadores formalizaram à manhã de hoje, requerimento para instalação de um “Comissão Especial de Inquérito” (CEI) na Câmara de Mossoró. Querem investigar “possíveis irregularidades em contratos e licitações da área de Saúde, especialmente na compra de insulinas”.

Assinaram o pedido os vereadores Genivan Vale (PROS), Alex Moacir (PMDB), Izabel Montenegro (PMDB), Lahyrinho Rosado (PSB), Lucélio Guilherme (PTB), Tomaz Neto (PDT) e Vingt-un Neto (PSB).

O requerimento de número 716/2014 está assentado – em suas justificativas – em depoimento oficial do então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

Na leitura da Mensagem Anual do Governo, dia 18 de fevereiro deste ano, na própria Câmara, ele admitiu que Prefeitura passou a comprar insulina a R$ 61,00 por unidade. Antes, na gestão da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), o valor chegara a R$ 87,00. Um valor 40% maior do que o obtido pelo prefeito.

“(…) Assim, a presente CEI visa investigar se houve ou não superfaturamento”, assinala o requerimento.

Insulina por um preço que você nem acredita

A Prefeitura de Mossoró está concluindo processo burocrático para aquisição de insulina. O produto está escasseando – ou faltando mesmo – no sistema de saúde municipal.

Mas a grande novidade dessa operação, é o preço final do produto: ficará em cima de R$ 61,39 por unidade.

– É cara, barata ou está em conta?

Se comparada com o que vinha sendo adquirida até bem pouco tempo pela mesma prefeitura, talvez seja um valor real.

Antes, era comprada por R$ 84,68.

Economia de R$ 23,29 por produto, ou seja, 38%.

Secretário pode sair; Saúde continua um caos

Do Blog Panorama Político

Tensão na Secretaria Estadual de Saúde. O desabastecimento no Hospital Walfredo Gurgel se agravou e fontes próximas ao secretário Isaú Gerino afirmam que ele já cogita entregar o cargo.

No principal hospital do Estado, referência no atendimento de politrauma, está faltando dreno de tórax. Nas Unidades de Terapia Intensiva até mesmo medicamento para sedação está em falta.

Na última sexta-feira, foram entregues apenas cinco frascos de insulina, o que só foi suficiente para três dias. Na unidade hospitalar com mais de 300 leitos, a situação é crítica. Assessores próximos a direção do HWG garantem que há um movimento entre os neurocirurgiões que já cogitam paralisar as atividades.

A situação é tão crítica que, com o desabastecimento na UTI, funcionários já chegaram a fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia.

Nota do Blog – Pelo visto, o decreto de calamidade na Saúde que o Governo do Estado baixou, serve apenas para facilitar contratação de serviços e produtos sem licitação. A agonia continua.

Lamentável.

O Governo Rosalba continua seu processo de “micarlização” (cópia fiel da administração Micarla de Sousa-PV).