Secretária quer reunião com entidade para conversar sobre pontos delicados (Foto: arquivo)
Avanços na relação entre Prefeitura Municipal de Mossoró e a Associação de Atenção aos Diabéticos e Hipertensos de Mossoró (AADHM). O ruído entre as partes, em decorrência da distribuição de insulinas e insumos a pacientes que precisam desses remédios, pode ser aplacado com brevidade.
“Fomos informados que a secretária municipal da Saúde, Morgana Dantas, comunicou que foi abolida a limitação no fornecimento de insulina NovoRapid”, repassa o engenheiro Marcos Limeira, integrante da entidade e diabético.
Serão fornecidas as quantidades prescritas na receita médica, prioritariamente de uma única vez.
Paralelamente, o presidente da AADHM, Gledson Antônio Dias de Oliveira, recebeu telefonema da secretária para definição de audiência para discussão de temas conflitantes. Ela quer apresentar um quadro geral do serviço e ouvir sugestões, críticas. A busca é por solução para os impasses.
Secretária Morgana, Marcos Bezerra e equipe recebem produtos para pelo menos três meses (Foto: PMM)
O estoque de insulinas do tipo Novorapid de Mossoró está abastecido com a chegada de uma remessa suficiente para atender a demanda por um período de 3 meses. Só no Programa Municipal de Insulinas, 594 pessoas estão cadastradas e aptas para o recebimento nessa semana da Novorapid.
Esta era a única insulina que estava em falta sendo que a do tipo Tresiba continua com estoque regularizado. Os pacientes começarão a receber NovoRapid na quarta-feira (27). O horário de atendimento ocorre no Centro Administrativo situado no bairro Aeroporto das 07h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00.
Dificuldades
Segundo a coordenadora do programa, Gabrielle Miranda, havia uma grande expectativa pela chegada da insulina. Ela cita as dificuldades enfrentadas com fornecedor.
“A compra da NovoRapid aconteceu antes do nosso estoque acabar, mas chegou a faltar fornecedor e o que contratamos não conseguiu embarcar a carga em tempo hábil. Houve dificuldades com o transporte aéreo devido a pandemia”, explica Gabrielle.
Nota do Blog – É importante que a Prefeitura de Mossoró estreite relação e dialogue com a Associação de Atenção aos Diabéticos e Hipertensos de Mossoró (AADHM), para que vários pontos nesse atendimento sejam tratados, de modo a reduzir ao máximo os problemas desse contingente humano que há anos sofre com doenças e cobertura de suas necessidades (veja AQUI).
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O Blog Carlos Santos tem conversado há dias com componentes da Associação de Atenção aos Diabéticos e Hipertensos de Mossoró (AADHM) sobre algumas apreensões de seus componentes e familiares, em relação ao atendimento do município de Mossoró.
Ouvimos suas queixas e pedimos à Prefeitura Municipal de Mossoró para se pronunciar, em contraponto. É um segmento que lida com problemas seriíssimos, mas com expectativa de serem amenizados ou resolvidos. Abaixo, um relato que abrange todo esse quadro de dificuldades:
Carlos Santos, eis um breve histórico de nossos problemas e o trabalho que fazemos em busca de solução:
Associação quer ser ouvida e relata problemas(Foto: PMM/arquivo)
Em agosto do ano passado foi publicado no JOM (Jornal Oficial do Município) um protocolo determinando restrição ao fornecimento de insulinas de Ação Rápida (Novorapid) em 5 canetas; mas isso não chegou a ser colocado em prática, pois estava condicionado à criação do CAD (Centro de Atenção ao Diabético), no qual seria atendido por uma equipe multidisciplinar (endocrinologistas, nefrologistas, cardiologistas, nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, dentre outros); a razão de se atrelar uma coisa à outra se deve ao fato de, quanto mais bem assistido for o paciente diabético, maior a possibilidade de que o mesmo venha a necessitar de uma quantidade menor de insulinas para o seu controle glicêmico. Mas quem tem o poder de diminuir essa quantidade é tão somente o especialista endocrinologista, e prescrever em sua receita a nova quantidade;
Em 2014, julgando uma Ação Civil Pública, o então juiz Dr. Cornélio Alves determina a obrigação do Município para fornecimento das insulinas Lantus (similar à atual Tresiba, de ação prolongada) e Humalog (similar à Novorapid, de ação ultrarrápida); tal decisão foi ratificada por Acórdão do TJ RN em 2016. A compreensão é de que um protocolo não pode bypassar uma prescrição médica, nem mesmo uma lei, sequer uma decisão judicial, que é o caso.
Se o endocrinologista que acompanha o paciente prescreve 10 canetas, o paciente tem que tomar as 10, e essa quantidade tem que ser fornecida pelo Município; mas o médico que a gestão tem como assessor nesta questão afirma categoricamente que, ou muda o tratamento, ou busca outra solução; em se tratando de um médico, isso é estarrecedor, sem falar na quebra da ética, quando ele, médico, propõe alterar o tratamento de um paciente que nem seu é;
Iniciou-se uma série de reuniões presenciais, com participantes da gestão municipal e representantes dos diabéticos, da Câmara (Marleide Cunha e Larissa Rosado estiveram presentes), advogados, médicos; a primeira não ocorreu, ainda em fevereiro, sendo desmarcada na mesma hora da reunião, com os participantes dos diabéticos já presentes ao local (Centro Administrativo); a segunda (sendo a primeira a ser realizada) ocorreu em 01/03, e mais uma em 15/03; foi marcada a terceira reunião efetiva para o dia 29/03, e desmarcada alguns dias antes, alegando-se a pandemia; e de lá pra cá (um mês decorrido da última reunião), e continuamos sem discutir o assunto, numa clara protelação, o chamado “empurrar com a barriga”;
Iniciou-se a atual gestão e com pouco tempo, em fevereiro, houve falta da insulina Novorapid; dias depois o fornecimento foi normalizado, mas sempre dentro do limite das 5 canetas. Agora em abril faltou novamente a mesma insulina, o que permanece até hoje, ainda em falta. Hoje já recebemos denúncias sobre a falta da Tresiba, mas após tentar contato com o setor de insulinas, recebi mensagem no Whatsapp que as Tresiba estão sendo fornecidas. Sobre os insumos nenhuma informação foi prestada: glicosímetros e suas tiras, agulhas para as canetas, lancetas para perfuração;
O que entendemos, é que a gestão, através dos colaboradores do prefeito, está empurrando com a barriga, e certamente, não dando a mínima prioridade aos diabéticos, o que é uma enorme maldade, um crime, um verdadeiro decreto de morte para muitos.
A título de exemplo, citamos um ofício de nossa Associação de Atenção aos Diabéticos e Hipertensos de Mossoró (AADHM), fundada em 2004, solicitando audiência e protocolado em 04/03, às 10 hs., assinado pela servidora Raíssa, e até agora sequer um telefonema a Associação recebeu;
Cremos que o prefeito não tem ciência dos fatos que estão ocorrendo; nunca vi uma declaração dele neste sentido; espero que seja isso mesmo, porque se realmente for a conduta de que, sabendo, ele não se manifestar, fica, para os diabéticos, caracterizado um gesto de omissão, o que significaria, inevitavelmente, o discurso de campanha rasgado, decorridos 100 dias de gestão. Prefiro acreditar na hipótese de que ele não tem conhecimento de tudo.
Contamos, mais uma vez, com a colaboração do Blog Carlos Santos, no sentido de dar ciência ao prefeito da real situação dos diabéticos durante sua gestão.
O outro lado
Veja abaixo o pronunciamento da PMM, através da pasta da Comunicação Social, ouvindo a secretária municipal da Saúde, Morgana Dantas:
A Secretaria Municipal de Saúde implementou o protocolo em obediência a uma resolução publicada no Jornal Oficial do Município (JOM), em 26 de agosto de 2020. Por este instrumento, ficou limitada a distribuição da Insulina do tipo Novorapid a um total máximo de cinco canetas.
Morgana é titular da Saúde (Foto: PMM/arquivo)
Afirma o decreto que: “Considerando que, a embalagem secundária do medicamento contém 05 (cinco) sistemas de aplicação preenchidos com 3 ml de solução injetável cada. A quantidade máxima permitida pela tabela do SUS para dispensação mensal também é de 05 (cinco) sistemas de aplicação. Caso o paciente necessite de 04 (quatro) ou menos unidades, a pessoa responsável pela distribuição poderá realizar o fracionamento do medicamento, de forma a contemplar a necessidade do paciente, atentando-se para fornecer, junto com o medicamento, a bula com as orientações de uso. Quando a bula do medicamento for um limitante, imprimir um exemplar para acompanhar o medicamento fracionado”, informa a publicação do JOM.
Assim sendo, a Secretaria Municipal de Saúde tem respeitado a mencionada resolução. Porém, também em total respeito à diversidade de casos de pacientes, a pasta analisa cada caso e atende a todos com as insulinas e insumos necessários.
O município jamais deixou de atender os pacientes cadastrados. Nos casos em que os pacientes apresentam a justificativa médica para o uso de uma quantidade acima de 5 canetas, a secretaria continuou fazendo a entrega das canetas extras.
Por fim, as questões pertinentes ao novo protocolo e a distribuição de Insulinas está sendo tratado junto aos endocrinologistas e representantes da Associação dos Diabéticos de Mossoró.
Mossoró, 14 de abril de 2021.
Assessoria de comunicação
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A Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Mossoró informa que “a empresa fornecedora das insulinas de alto custo errou no envio da nota do pedido ocasionando atrasado na entrega dos insumos, que são distribuídos gratuitamente na cidade, mesmo não sendo uma obrigação da Prefeitura de Mossoró”.
Em nota oficial enviada ao Blog Carlos Santos, a Secretaria de Saúde assegura que “está com todos os pagamentos das insulinas em dia”.
Acrescenta que “a previsão é que os medicamentos cheguem neste sábado (11), dentro do que foi divulgado com antecedência pelo Município, e sejam entregues a partir de segunda-feira (13)”.
A mesma nota garante que “o Setor de Insulinas da Secretaria de Saúde é comprometido com todos os diabéticos cadastrados e está, sempre, de portas abertas para informar, orientar e esclarecer qualquer dúvida a respeito das insulinas. Somente nos três primeiros meses deste ano, a Prefeitura já investiu mais de R$ 658 mil em compras diretas de mais de 10 mil insulinas de alto custo para os diabéticos cadastrados”.
Diz que “o primeiro pedido deste ano feito pela Prefeitura chegou no dia 17 de janeiro com um investimento de R$ 229.990 na compra de 2.350 insulinas Tresiba e 1.000 Novorapid. O segundo no dia 22 de fevereiro, também em um compra de R$ 229.990 com a mesma quantidade de insulinas. Já o terceiro chegou no dia 29 de março, numa compra de mais de R$ 200 mil de 2 mil Tresiba e 1,5 mil de Novorapid”.
Por fim, assevera, que “esses pedidos são provas como a Secretaria de Saúde vem mantendo a regularidade dos insumos na cidade.”
A Prefeitura Municipal de Mossoró emite Nota sobre posição da Defensoria Pública da União (DPU), que entrou com uma ação pedindo a suspensão dos gastos de nível nacional do Mossoró Cidade Junina 2018 (MCJ) até que a disponibilidade de insumos médicos em Mossoró seja regularizada (veja AQUI).
Veja abaixo:
A respeito do pedido da Defensoria Pública da União à Justiça Federal quanto ao fornecimento de insulinas aos pacientes do Município, a Prefeitura de Mossoró esclarece que o atendimento se dá no âmbito do Sistema Único de Saúde.
Conforme reconhecido e divulgado em ocasiões anteriores no site da Prefeitura (www.prefeiturademossoro.com.br), o Município garante o estoque anual. Ao todo foi contratada a aquisição de 36 mil unidades da insulina Degludeca e de 18 mil unidades da insulina Asparte, com investimento superior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais). Além desses dois tipos especiais, outras insulinas e insumos foram adquiridos, incluindo lancetas, fitas e agulhas, através de processo legal.
Desta maneira, não são procedentes as informações divulgadas, e com isso, a Prefeitura de Mossoró reafirma e assegura a regularidade do atendimento aos pacientes diabéticos.
Nota do Blog – Com a palavra, pacientes e seus familiares, que estão sendo atendidos (segundo a nota) integralmente pelos serviços de saúde, que são “municipalizados”.
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