Arquivo da tag: interventora Larizza Queiroz

Intervenção na Apamim deve dar vida à nova entidade

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal, da Subseção de Mossoró, definiu o prazo de dois anos (até 2023) para conclusão da intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). A decisão que noticiamos semana passada (veja AQUI), mas tomada dia 15 de dezembro, também assinalou que a partir de 5 de janeiro de 2021 começará a correr esse prazo.

Resumo fotográfico da visita do editor desta página ao HMAC em 25 de janeiro de 2017 (Fotos: BCS)

E o que acontecerá após o fim da intervenção iniciada em setembro de 2014, portanto há seis anos e três meses? Esse período relativamente longo para esse tipo de interveniência externa numa entidade autônoma e filantrópica, será ainda mais alongado, passando dos oito anos contínuos.

Ao fim desse processo, o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que está no bojo da Apamim, não será extinto. Mas, tende a ganhar nova formação diretiva e denominação, além de elenco associativo inteiramente diferente do que era antes. Edital vai definir esse outro modelo, para que a instituição que vai nascer seja formada por membros da sociedade civil.

Com certeza, não poderão participar do quadro societário pessoas com vínculo de parentesco até 3 grau daqueles que faziam parte da sociedade até a intervenção. A Apamim era controlada pelo grupo político da atual vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB).

Tudo é acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN).

Desmandos e má gestão

A intervenção federal aconteceu em face de denúncias de desmandos e má gestão em proporções gigantescas, paralelamente ao sucateamento de sua estrutura e asfixia de suas atividades, sobretudo no atendimento a parturientes e bebês. Denúncia foi desencadeada pelo Conselho Regional de Medicina do RN (CRM/RN), apontando desvios de recursos federais e estaduais, assim com atraso no pagamento de servidores da unidade de saúde.

Orlan Donato: decisivo (Foto: arquivo)

Na sentença do juiz Federal Orlan Donato lembrou que “o cenário fruto da ação foi arquitetado por uma administração desastrosa ao longo de anos, sendo que a situação caótica chegou ao ápice em abril de 2014, quando foi fechada uma das duas salas cirúrgicas pela clínica de anestesiologistas, por absoluta falta de condições de funcionamento, ante a ausência dos instrumentos necessários e imprescindíveis para a prática segura de tal especialidade, juntamente com isto a falta de medicamentos e materiais se tornou rotina, o que culminava suspendendo os procedimentos médicos à época. O atendimento ao público, quando chegava a ser realizado, era de forma extremamente precária e com a constante falta de medicamentos”.

Ele observou que a entidade apresentava dívidas de R$ 1,5 milhão em trabalhistas, R$ 2,2 milhões para fornecedores e outros R$ 9,2 milhões de passivos tributários e encargos.

Números

Em seis anos de intervenção foram realizados 38.644 partos. Foram 10% de bebês – 3,8 mil com baixo peso e 15% – 5 mil prematuros.

A maternidade funciona com 180 leitos. Deste total, veja abaixo como está distribuída hoje sua estrutura:

17 de UTI neonatal

15 de ucincO – Berçário

18 de UcincA – Canguru

9 de UTI adulto

25 de gravidez de alto risco

54 de alojamento conjunto

20 de Mãe Coruja

1 Laboratório

1 Centro Obstétrico

1 Centro Cirúrgico

1 Lavanderia

1 Farmácia

1 Esterilização

1 Nutrição

1 Equipe de manutenção

1 Equipe de Limpeza

1 Reforma.

Retenção de recursos

Como no passado, um dos principais problemas da Apamim é a retenção de recursos de entes públicos, sobretudo a Prefeitura Municipal de Mossoró. Há poucos dias, o mesmo juiz Orlan Donato bloqueou R$ 3.492.455,83 da gestão Rosalba Ciarlini (PP), dinheiro do Sistema Ùnico de Saúde (SUS) que seu governo não repassava há meses.

HMAC em foto de Manoelito em 1951

A interventoria, comandada pela bioquímica Larizza Queiroz, terá ainda ingente tarefa de debelar dívidas milionárias que nesse espaço de tempo não foram todas sanadas. Entretanto, o que foi desenvolvido até o momento é extremamente animador.

A Apamim de hoje é diametralmente oposta àquela que foi encontrada pelos interventores. E muito além do que foi seu nascedouro. O HMAC foi oficialmente inaugurado no dia 16 de outubro de 1947.

Os primeiros diretores foram os médicos João Marcelino e Maltez Fernandes. São mais de 73 anos de história.

Nota do Blog – Em janeiro de 2017 fizemos uma demorada visita às instalações do HMAC/CSDR, passeando por seu passado e conhecendo seu presente. Dessa estada veio a produção de uma série de reportagens e crônica. Veja AQUI.

INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Hospital São Luiz tem crescente ocupação de leitos

São Luiz pode chegar a 100 leito (Foto ilustrativa)

Até o início da madrugada desta quarta-feira (13), o Hospital São Luiz em Mossoró, usado como hospital de campanha contra a Covid-19, tinha 17 dos 20 leitos de UTI e 11 dos 20 na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) ocupados.

E existe possibilidade de chegada de outros pacientes para os dois setores.

O São Luiz é hospital privado, mas que passou a ser administrado excepcionalmente para enfrentamento à Covid-19 pela bioquímica Larizza Queiroz, da equipe de intervenção da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). Seu aproveitamento contra Covid-19 é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com essa finalidade – veja AQUI.

Foram abertos 10 leitos de UTI e mais 10 leitos clínicos no sábado (9).

No total, o Hospital São Luiz já conta com 40 leitos, sendo 20 clínicos e 20 de UTI, podendo chegar aos 100, sendo 35 de UTI e 65 clínicos.

Começou a receber os primeiros pacientes no fim da tarde do dia 1º deste mês – veja AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

TAC vai assegurar Hospital de Campanha no São Luiz

Do Mossoró Hoje

A governadora Fátima Bezerra (PT) disse em entrevista ao Cenário Político da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), no início da noite desta sexta-feira, 17, que a contratação do Hospital São Luiz está assegurada. A negociação saiu através da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

A interventora Larizza Queiroz deverá administrar o hospital nessa fase de excepcionalidade de enfrentamento à pandemia do coronavírus.

O projeto é colocar o hospital em funcionamento o mais rápido possível. O local atualmente tem 25 respiradores, ou seja, será possível instalar de imediato 25 leitos de UTI e pelo menos 75 de UCI. Serão necessários mais equipamentos e profissionais de saúde, para que ele seja um adequado Hospital de Campanha.

Hospital São Luiz tem estrutura para ser o necessário Hospital de Campanha da região (Foto: arquivo)

Mossoró já conta com o Hospital Tarcísio Maia, com 27 leitos, sendo que 20 de UTI e 7 de UPI; com o Hospital Wilson Rosado, que tem contratado 11 leitos de UTI pelo SUS; com o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), com 10 leitos de UTI do SUS para as mulheres grávidas.

Tem também a estrutura que está sendo montada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Belo Horizonte e o Hospital da Policia Militar.

Negociação

A negociação para contratar o hospital foi tentada direto com o Governo do Estado, porém o negócio não foi fechado.

Os entendimentos começaram a ter avanço, com promotores de Justiça de Mossoró, da Secretaria Municipal de Saúde e da equipe de Intervenção Judicial da Apamim (que administra o HMAC).

Os promotores de Justiça, observando a necessidade urgente de ser resolver a situação, propuseram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entre Governo do Estado, Prefeitura de Mossoró e Apamim, para arrendamento do Hospital São Luiz.

O TAC está sendo assinado pelo secretário de Saúde do Estado Cipriano Vasconcelos Maia, pela secretária de Saúde de Mossoró, Saudade Azevedo, pelo procurador Gladson Gadelha, do Ministério Público do Trabalho (MPT), promotor Rodrigo Pessoa, do MInistério Público do RN (MPRN), e Larizza Queiroz, da Apamim.

Comunicado

Assinaram também o procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho da Silva, a procuradora geral do município de Mossoró, Karina Martha F. d S. Vasconcelos e o promotor Carlos Henrique Haper Cox, do Laboratório de Orçamento e Polícias Públicas do Rio Grande do Norte.

O processo deve ser concluído já neste sábado, ocasião que o promotor Rodrigo Pessoa deve divulgar nota já detalhando a negociação, como será o custeio, a gestão, assim como o número de leitos que será disponibilizado na unidade.

Como forma de tranquilizar a população de Mossoró e região, a secretária Saudade Azevedo e a interventora da Apamim Larizza Queiroz, devem divulgar comunicado conjunto, também neste sábado, a exemplo do Ministério Público, sobre a conclusão do processo.

Nota do Blog – Ufa! Excelente iniciativa de promotores e outros envolvidos. À luta.

Venceremos.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Prefeitura e Estado mantêm atrasos e prejudicam hospital

HMAC e sua ala Neonatal (Foto: BCS arquivo)

Do Blog Carol Ribeiro

Os plantões dos médicos que atuam no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) referentes a janeiro, fevereiro e março ainda não foram repassados pela Prefeitura de Mossoró e Governo do RN.

O Executivo Municipal deve um valor médio de R$ 620 mil às cooperativas Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia (NGO) e a Cooperativa de Neonatologia (NEO).

Já a dívida da gestão estadual é de R$ 780 mil, com as cooperativas CAM, NGO, NEO e a empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA).

A diretora-interventora da Maternidade, Larizza Queiroz, conta que tem tentado diálogo com os dois entes pela via administrativa. Após reunião realizada nesta terça-feira (17), a Prefeitura afirmou que tentará fazer o repasse na próxima segunda-feira (22).

O Governo do Estado, entretanto, não respondeu às solicitações.

Caso os repasses não sejam efetuados até a próxima semana, deverá ser solicitar o bloqueio das contas dos entes públicos por via judicial.

Nota do Blog – Enquanto uma turma que conhecemos não implodir o trabalho da interventoria, não estará satisfeita. Triste que milhares de vidas humanas inocentes sejam vítimas desse joguete. Gente sem escrúpulo algum. Mereciam uma surra de cipó verde de aroeira, em praça pública.

Argh!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Falta de pagamentos compromete mais uma vez hospital

A Prefeitura Municipal de Mossoró descumpre decisão judicial e os médicos ameaçam parar no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró. Além de não pagar os médicos há três meses, conforme decisão judicial existente para que o ente público cumprisse esse compromisso, também não fez o repasse do Sistema Único de Saúde (SUS).

HMAC sofre novamente com a falta de compromisso com a Saúde; prejuízo atinge bebês e mulheres pobres e indefesas (Foto: cedida)

O valor devido aos médicos não foi informado pelas cooperativas. Sabe-se apenas que são referentes aos meses de julho, agosto e setembro. Já com relação ao repasse do SUS para a maternidade, o valor retido ilegalmente desde o dia 10 de setembro é R$ 1,8 milhão.

Servidores

Por Lei, a Prefeitura deveria repassar num período de no máximo 5 dias para a Maternidade, mas, em juízo, acordou em repassar em 15 dias.

Segundo a interventora Larizza Queiroz, os recursos do SUS retidos na Prefeitura de Mossoró são para pagar os servidores (cerca de R$ 500.000,00), fornecimento de insumos, alimentos, medicamentos, parcelamento de débitos trabalhistas, entre outros gastos.

A informação é repassada pelo próprio HMAC.

Nota do Blog – Caso perdido. Parece que a lei por essas bandas só serve para exercer força desproporcional contra pobre, preto e puta.

Mossoró é realmente “um país” à parte, por sua excelência em impunidade, descalabro com a coisa pública e supressão de direitos basilares de populações carentes.

Respondo a mais de 30 processos por denunciar e ter opinião própria, apontando irregularidades, abusos e rapinagem na coisa pública. Cheguei a receber quatro citações judiciais num único dia; foram protocoladas 11 ações contra mim num único dia, pelos mesmos bandidos, moleques e canalhas que vivem de furtar bens públicos e ainda se apresentam como honoráveis cidadãos e políticos.

Todos os que demandaram contra mim estão implicados em questões por corrupção ou outros deslizes de ordem cível, criminal ou moral. Todos, sem exceção.

Ser condenado nessas demandas não me aflige. Meu temor seria estar ao lado desses calhordas, lixo humano que infesta e asfixia a atmosfera de Mossoró.

Todos soltos, lépidos e fagueiros e assim vão continuar.

Repito: Mossoró é um caso perdido. Terra sem lei, em que bebês e mulheres pobres vão continuar sofrendo e morrendo, inocentemente. Mesmo assim eu não vou me resignar nunca.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.