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Com popularidade em queda, Lula enquadra ministros

Comunicação, diálogo, conversa, marketing, redes sociaisDo Canal Meio e outras fontes

Com a queda na avaliação do governo, captada em diferentes pesquisas neste mês, o presidente Lula pretende usar a reunião ministerial de hoje para cobrar mais empenho na comunicação das ações do Executivo. Ele tem demonstrado cada vez mais impaciência quanto à apresentação de entregas e vai cobrar o resultado de programas já anunciados.

Lula quer que os ministros rodem o país, deem entrevistas e ocupem os meios de comunicação divulgando ações positivas para contrabalançar repercussões negativas, que acabam afetando sua popularidade. As redes sociais dos ministros devem ser usadas não apenas para tratar de assuntos de suas áreas, mas de pautas do governo como um todo.

E a primeira-dama Janja está decidida a assumir o controle da comunicação digital de Lula, conta Lauro Jardim. Ela quer transferir a administração das contas pessoais do presidente para Brunna Rosa, que integrou a campanha de 2022, e, desde a posse, chefia a Secretaria de Estratégia e Redes. (Globo)

Para fazer frente a esse cenário, Lula chamou o marqueteiro de sua campanha às eleições de 2022, Sidônio Palmeira, para uma reunião, no Palácio do Alvorada, na quinta-feira. O encontro teve como pauta as possíveis estratégias de comunicação para o governo e as redes sociais. (CNN Brasil)

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Lula sobe a rampa como presidente do Brasil pela terceira vez

Do Poder 360 e outras fontes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tomaram posse no domingo (1º). A chapa foi eleita em 2º turno com 50,9% dos votos válidos (60.345.999 votos), derrotando a chapa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 49,10% (58.206.354 votos).

O Poder360 acompanhou presencialmente as solenidades da posse de Lula na Esplanada dos Ministérios, no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto, no coquetel no Itamaraty e também no Festival do Futuro.

Lula acena para povo no parlatório do Planalto, em Brasília (Foto oficial)
Lula acena para povo no parlatório do Planalto, em Brasília (Foto oficial)

Veja passo a passo como foi a posse:

Desfile no Rolls-Royce – com atraso de 29 minutos, Lula e Alckmin iniciaram o desfile no Rolls-Royce presidencial às 14h29. Havia uma dúvida se ambos iriam no automóvel ou em um veículo blindado por razões de segurança. O carro saiu da Esplanada dos Ministérios, na altura da Catedral de Brasília;

Figurino da posse – Lula vestia um terno azul e gravata da mesma cor; a primeira-dama, Janja, usava um terninho dourado com bordados. Já Alckmin estava de terno azul e gravata vermelha, e sua mulher, Lu Alckmin, com um vestido branco;

Presidente e vice desfilam em carro aberto (Foto: Tomaz Silvla/Agência Brasil)
Presidente e vice desfilam em carro aberto (Foto: Tomaz Silvla/Agência Brasil)

Congresso – Lula e Alckmin chegaram ao Congresso às 14h45, onde foram recebidos por Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.

Começa a sessão solene no Congresso – Pacheco dá início à sessão que irá empossar Lula e Alckmin; antes, pede 1 minuto de silêncio em homenagem a Pelé (1940-2022) e o papa emérito Bento 16 (1927-2022);

Caneta de 1989 – antes de assinar o termo da posse, Lula relatou que assinaria o documento com uma caneta que, segundo ele, foi dada por um apoiador durante a campanha presidencial de 1989. Disse também ter usado o objeto em 2003 e em 2007;

Juramento da posse – Lula e Alckmin fizeram o juramento constitucional às 15h04. O presidente falou 1º, na sequência, foi a vez do vice;

Discurso de Lula no Congresso – depois de tomar posse, o presidente discursou por 30 minutos e disse ser necessário reconstruir o país. Quis transmitir uma mensagem de esperança e falou em “democracia para sempre”;

Discurso de Lula no Congresso 2 – o petista também indicou punição a Bolsonaro pelo o que chamou de “genocídio” na pandemia, chamou o teto de gastos de estupidez e anunciou que iria revogar os decretos de armas do governo anterior;

O que disse Arthur Lira – o presidente da Câmara afirmou que é hora de torcer pelo futuro do Brasil e dos brasileiros;

O que disse Rodrigo Pacheco – o presidente do Senado afirmou que a nova âncora fiscal será prioridade do Congresso.

Rumo ao Planalto – depois de deixar o Congresso, Lula passou as tropas em revista e seguiu, ao lado de Alckmin, ao Planalto; presidente e vice-presidente foram no Rolls-Royce presidencial;

Representantes de segmentos da sociedade e etnias subiram rampa com Lula (Foto: Web)
Representantes de segmentos da sociedade e etnias subiram rampa com Lula (Foto: Web)

Sobe a rampa do Planalto – Lula e Alckmin subiram a rampa às 16h54 ao lado de um grupo de brasileiros e Resistência, a cadelinha do petista e de Janja;

Representantes de segmentos da sociedade e etnias subiram rampa com Lula (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)
Perfilado diante do público, Lula recebeu faixa presidencial das mãos de uma catadora (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

Quem passa a faixa? – um dos mistérios da posse de Lula era quem passaria a faixa ao presidente. No final, 8 pessoas ficaram responsáveis pelo gesto simbólico. Aline Sousa, uma mulher, de 33 anos, catadora desde os 14, passou-lhe a faixa presidencial. Conheça uma a uma as oitos pessoas de origem simples que subiram a rampa com o presidente (AQUI): uma criança negra, um líder indígena, uma catadora, uma cozinheira, um professor, um artesão, um operário e uma pessoa com deficiência.

Discurso no parlatório do Planalto – às 17h05, o presidente iniciou seu discurso de 27 minutos; falou em união e fez um apelo aos bolsonaristas, dizendo que governará para todos os brasileiros;

Grande público na Esplanada dos Ministérios participou da programação (Foto: Lúcia Izquierdo)
Grande público na Esplanada dos Ministérios participou da programação (Foto: Lúcia Izquierdo)

Paz e união, pero no mucho – embora tenha pregado a pacificação do país, Lula indicou um cerco ao bolsonarismo ao dizer que possíveis crimes cometidos na pandemia serão apurados e punidos;

Choro no discurso – ao falar de crianças fora da escola e pessoas pedindo ajuda nos semáforos, Lula chorou e ficou com a voz embargada;

Primeiras medidas – já no 1º dia, Lula assinou às 19h04 atos que viabilizam o Auxílio Brasil de R$ 600, prorrogam a isenção de impostos sobre combustíveis e revogam decretos que facilitavam o acesso a armas de fogo e munições;

Ministros empossados – às 19h19, o presidente deu início à cerimônia de posse dos seus 37 ministros;

Lula e Alckmin posam ao lado dos 37 ministros (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)
Lula e Alckmin posam ao lado dos 37 ministros (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

Lula & autoridades – depois de empossar seus ministros, Lula, Janja, Alckmin e Lu Alckmin receberam e cumprimentaram autoridades.

Coquetel no Itamaraty – encerrada a cerimônia no Planalto, presidente e vice foram para o Itamaraty, onde foi realizado um coquetel para cerca de 2.000 convidados;

Figurino do coquetel – Lula e Janja chegaram ao Itamaraty no início da noite (algumas delegações já haviam ido embora) de roupa trocada. O presidente vestia terno preto e gravata vermelha, enquanto Janja foi ao evento com um vestido roxo;

Cardápio do coquetel – bolinho de feijoada, acarajé, pastel de carne seca, salada de bacalhau etc.

Discurso no palco – Lula foi ao Festival do Futuro por volta de 23h. Discursou por 8 minutos, falou em consertar o país e encerrou sua fala com um beijo em Janja – ele ainda convidou o vice, Geraldo Alckmin, a fazer o mesmo com Lu, o que ele fez.

Alckmin, Lu, Janja e Lula foram ao palco do Festival do Futuro e ele discursou novamente (Foto: Reprodução)
Alckmin, Lu, Janja e Lula foram ao palco do Festival do Futuro e ele discursou novamente (Foto: Reprodução)

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O primeiro discurso de Lula, presidente eleito do Brasil

No domingo (30) à noite, mesmo antes da totalização dos 100% de votos apurados, o candidato Lula da Silva (PT) fez pronunciamento à nação e à comunidade mundial, num hotel de São Paulo-SP. Foram suas primeiras palavras como eleito pela terceira vez presidente da República Federativa do Brasil.

Incomum, leu discurso ao lado de vários correligionários e sua mulher, Janja.

Presidente eleito fez pronunciamento logo após resultado consagrar sua vitória (Foto: Assessoria)
Presidente eleito fez pronunciamento logo após resultado consagrar sua vitória (Foto: Assessoria)

Veja abaixo o conteúdo na íntegra:

Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário.

Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.

Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência.

Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

O Brasil não pode mais conviver com esse imenso fosso sem fundo, esse muro de concreto e desigualdade que separa o Brasil em partes desiguais que não se reconhecem. Este país precisa se reconhecer. Precisa se reencontrar consigo mesmo.

Para além de combater a extrema pobreza e a fome, vamos restabelecer o diálogo neste país.

É preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário. Sem tentativas de exorbitar, intervir, controlar, cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes.

A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, das Forças Armadas e de cada um de nós.

A Constituição rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.

Também é mais do que urgente retomar o diálogo entre o povo e o governo.

Por isso vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras.

Vamos retomar o diálogo com os governadores e os prefeitos, para definirmos juntos as obras prioritárias para cada população.

Não interessa o partido ao qual pertençam o governador e o prefeito. Nosso compromisso será sempre com melhoria de vida da população de cada estado, de cada município deste país.

Vamos também reestabelecer o diálogo entre governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil organizada, com a volta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ou seja, as grandes decisões políticas que impactem as vidas de 215 milhões de brasileiros não serão tomadas em sigilo, na calada da noite, mas após um amplo diálogo com a sociedade.

Acredito que os principais problemas do Brasil, do mundo, do ser humano, possam ser resolvidos com diálogo, e não com força bruta.

Que ninguém duvide da força da palavra, quando se trata de buscar o entendimento e o bem comum.

Meus amigos e minhas amigas.

Nas minhas viagens internacionais, e nos contatos que tenho mantido com líderes de diversos países, o que mais escuto é que o mundo sente saudade do Brasil.

Saudade daquele Brasil soberano, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos. E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países mais pobres.

O Brasil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia.

Que trabalhou pela integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul, e ajudou a criar o G-20, a UnaSul, a Celac e os BRICS.

Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo.

Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país, para que os investidores – nacionais e estrangeiros – retomem a confiança no Brasil. Para que deixem de enxergar nosso país como fonte de lucro imediato e predatório, e passem a ser nossos parceiros na retomada do crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Queremos um comércio internacional mais justo. Retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessam acordos comerciais que condenem nosso país ao eterno papel de exportador de commodities e matéria prima.

Vamos reindustrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também conhecimento.

Vamos lutar novamente por uma nova governança global, com a inclusão de mais países no Conselho de Segurança da ONU e com o fim do direito a veto, que prejudica o equilíbrio entre as nações.

Estamos prontos para nos engajar outra vez no combate à fome e à desigualdade no mundo, e nos esforços para a promoção da paz entre os povos.

O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.

Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.

Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia

O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.

Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.

Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.

Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.

Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.

Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.

Meus amigos e minhas amigas.

O novo Brasil que iremos construir a partir de 1º de janeiro não interessa apenas ao povo brasileiro, mas a todas as pessoas que trabalham pela paz, a solidariedade e a fraternidade, em qualquer parte do mundo.

Na última quarta-feira, o Papa Francisco enviou uma importante mensagem ao Brasil, orando para que o povo brasileiro fique livre do ódio, da intolerância e da violência.

Quero dizer que desejamos o mesmo, e vamos trabalhar sem descanso por um Brasil onde o amor prevaleça sobre o ódio, a verdade vença a mentira, e a esperança seja maior que o medo.

Todos os dias da minha vida eu me lembro do maior ensinamento de Jesus Cristo, que é o amor ao próximo. Por isso, acredito que a mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor – pelo seu país e pelo seu povo.

No que depender de nós, não faltará amor neste país. Vamos cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro. Viveremos um novo tempo. De paz, de amor e de esperança.

Um tempo em que o povo brasileiro tenha de novo o direito de sonhar. E as oportunidades para realizar aquilo que sonha.

Para isso, convido a cada brasileiro e cada brasileira, independentemente em que candidato votou nessa eleição. Mais do que nunca, vamos juntos pelo Brasil, olhando mais para aquilo que nos une, do que para nossas diferenças.

Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho. Vou precisar de todos – partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, govenadores, prefeitos, gente de todas as religiões. Brasileiros e brasileiras que sonham com um Brasil mais desenvolvido, mais justo e mais fraterno.

Volto a dizer aquilo que disse durante toda a campanha. Aquilo que nunca foi uma simples promessa de candidato, mas sim uma profissão de fé, um compromisso de vida:

O Brasil tem jeito. Todos juntos seremos capazes de consertar este país, e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos – com oportunidades para transformá-los em realidade.

Maus uma vez, renovo minha eterna gratidão ao povo brasileiro. Um grande abraço, e que Deus abençoe nossa jornada.

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