Em julho de 2016, ainda na gestão do prefeito Francisco José Júnior, foi erradicada a Favela do Tranquilim, localizada nas imediações do bairro Dom Jaime Câmara.
As 410 famílias que lá residiam em condições precárias foram realocadas para o Jardim das Palmeiras, um conjunto construído com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, no prolongamento do Alto da Pelonha.
Primeiros barracos e queimadas podem ser vistos da janela de condomínio que teme vizinhança (Foto: cedida)
Com a erradicação da favela, associada ao crescimento populacional do município de Mossoró, dois condomínios foram levantados na área próxima onde outrora era a favela, o Solar das Palmeiras e o Jardins do Alto.
Juntos, eles possuem 260 famílias, as quais agora estão aflitas.
Há algumas semanas começou um movimento de queimadas e construção de barracos na área onde era a favela, sugerindo que ela está se reerguendo.
Alguns moradores já entraram em contato com a prefeitura, especialmente a secretaria de Infraestrutura, mas até agora nenhuma providência foi tomada.
Fiscalização
Desde que a favela foi erradicada, fiscais rotineiramente iam ao local, justamente para evitar a reconstrução de barracos naquela área. De uns meses para cá, contudo, deixaram de ir. Cientes da falta de fiscalização, já há pessoas construindo seus casebres.
As famílias residentes nas redondezas, especialmente nos dois condomínios, clamam por uma ação dos órgãos públicos. Ninguém quer a reconstrução da favela, o que traz inúmeros problemas, especialmente falta de segurança.
Não é possível que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) queira que sua administração seja marcada pela volta da Favela do Tranquilim, erradicada na gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior.
Nota do Blog Carlos Santos – Testemunho há décadas esse tipo de situação. Repete-se aqui e alhures. Favela é erradicada, favela é soerguida, com a presença de inúmeras pessoas beneficiadas com casas decentes.
Poucos dias após a entregas das moradias àqueles que viviam em casebres da Tranquilim, já surgiam notícias de que alguns beneficiados estavam vendendo ilegalmente o benefício. Noticiamos em julho de 2016 (veja AQUI).
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.