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Informações mostram o porquê da fragilidade da Saúde

O webleitor João Bosco Souto, o nosso amigo “Bosquinho”, como sempre apresenta intervenções pertinentes nesta página. Outra vez, ele oferece boa contribuição ao debate sadio, equilibrado e construtivo.

Ele apresenta informações técnicas quanto à Saúde Pública no Brasil, mostrando o porquê de nosso atraso e de tamanha agonia da maioria da população.

Veja abaixo:

Sobre qualidade do ensino de medicina:

“[…] Exame do Cremesp de 2011 foi realizado em uma única etapa, uma prova objetiva contendo 120 questões distribuídas em nove áreas básicas de conteúdo. A nota considerada de corte é 6. O Exame é aplicado pela Fundação Carlos Chagas, instituição com grande experiência em concurso […] Chamou a atenção o baixo percentil de acertos em campos essenciais da medicina, como Saúde Pública (49,0% de acertos), Obstetrícia (54,1%), Clínica Médica (56,5%) e Pediatria (59,3%), especialidades que concentram a solução de muitos problemas de saúde da população […]”

Fonte://www.cremesp.org.br/library/modulos/centro_de_dados/arquivos/Exame_Cremesp_%202011.pdf

Sobre financiamento:

Segundo o estudo “Acesso e financiamento à saúde no Brasil”, “Os dados confirmam as críticas de especialistas, tanto públicos quanto privados, de que o gasto público com saúde é ainda insuficiente. No Brasil, o gasto total com saúde está próximo de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas a participação do gasto público é de apenas 3,6% do PIB, o que onera desproporcionalmente a população carente vista a desigual concentração de renda e a regressividade da carga tributária.Na comparação internacional, o gasto total do Brasil com saúde (7,5% do PIB) está abaixo da média mundial (9,7% do PIB).

Fonte://www.interfarma.org.br/site2/images/acesso%20e%20financiamento.pdf

De acordo com estudo “A saúde no Brasil e na América Latina” […] o Brasil precisaria fazer uma radical correção de rumo, e dobrar os seus gastos públicos para atingir o patamar de Chile, Argentina e Venezuela; e ainda assim, ficaria muito distante do México, e longe da metade do que investe a Colômbia.”

Fonte://www.fundacaofia.com.br/profuturo/Uploads/Documents/Documentos/FIA%20Report%20Saude%20LATAM_vers%C3%A3o%20eletronica.pdf

Privilégios e deformidades da cultura do poder no Brasil

Carlos Santos, leia abaixo:

“O conservantismo, o irrealismo, o personalismo e a corrupção são defeitos da minoria e deles resultam as insuficiências populares. A arte de furtar é nobre e antiga, praticada pelas minorias e não pelo povo. O povo não rouba é roubado (…) A estrutura social rígida constitui também um sério obstáculo porque não só impede a emergência de novos valores na sociedade, como mantém o sistema de privilégios na distribuição da riqueza e da renda.”

E mais: “Os privilégios enfraquecem os incentivos à atividade econômica e não se refletem no índice de formação liquida de capital, mas nos padrões extravagantes de consumo conspícuo nas altas camadas da sociedade, em face das desumanas condições de vida dos grandes grupos sociais modestos. Estes padrões, por mais contraditórios que pareçam o desenvolvimento e o consumo conspícuo, são aplaudidos pelos cronistas sociais, que possuem largas colunas nos principais orgãos de imprensa, avidamente lidas não só por aqueles grupos sociais, mas pelas classes médias, sempre ambicionado o gozo dos mesmos privilégios e padrões.”

Conciliação e Reforma no Brasil; RODRIGUES, José Honório. págs 119 e 210.

João Bosco Souto (Bosquinho) – Webleitor

Nota do Blog – Sua cultura e inteligência, além de visão social aprofundada, sempre ajudam sobremodo em nosso debate aqui no Blog, meu caro. Escreva mais, fomente mais o debate.

Sobre o autor, um dos nossos maiores intelectuais, acadêmico, sou especialmente afeiçoado por seu trabalho no encalço da verdadeira história do Brasil.

Remédio tem imposto maior do que cavalo puro-sangue

“A saúde não é tudo, mas, sem ela, o resto é nada.” (Schopenhauer)

Carlos Santos,

Para os governantes, medicamentos continuam a ser considerados como bens supérfluos por aqui! Somente de ICMS, o principal imposto, o consumidor paga entre 17% e 19% sobre o preço final.

É um escândalo que o mesmo ICMS sobre diamantes e esmeraldas seja 0%,  sobre helicópteros seja 4% e  sobre cavalos puro-sangue seja  de apenas 7%.

Uma absurda inversão de valores contra a qual temos de lutar sempre.

De acordo com a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), em média, 35,7% do preço que o consumidor paga na farmácia são impostos. Henrique Tada, diretor técnico executivo da entidade, diz que em muitos países a tributação varia entre zero e 5%.

Fernando Steinbruch, diretor do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), destaca que o ICMS corresponde à metade do total de impostos que incidem sobre os medicamentos. Mesmo com preços altos, o Brasil é um dos países que mais consomem remédios.

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado mês passado, aponta um alto consumo, principalmente de analgésicos, que podem causar dependência.

O clínico médico Claudio Miguel Ruffino, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que o preço não tem relação direta com o consumo abusivo e que, de fato, os valores são muito altos.

– No Brasil, nós perdemos muitos pacientes por causa dos preços. Muitos nem iniciam os tratamentos ou os abandonam no meio.

João Bosco Souto – Webleitor

Nota do Blog – E no Rio Grande do Norte, desde segunda-feira (1º), decreto do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) torna ainda mais difícil a vida de quem precisa comprar remédio (Veja AQUI).

Rosalba é contestada, mas ainda há paciência com ela

Carlos Santos,

Esta estória de “herança maldita” é apenas falácia. Minha esposa trabalha na Educação e não houve atraso em relação a férias ou algo parecido.

Com afirmações desta natureza a governadora apenas revela seu despreparo.

Como é do seu conhecimento milito na área da saúde e não ouvi nada no que concerne a possível corte no fornecimento de oxigênio por falta de pagamento do governo anterior.

João Bosco Souto – Webleitor

Carlos Santos,

Espero que a governadora esteja correta. O estado precisa de seriedade. Se Rosalba Ciarlini (DEM), por mais falhas que tenha cometido como prefeita, apesar de operosa, fizer o que tem anunciado, ao tempo certo o povo reconhecerá. Por outro lado se cometer o mesmo desastre administrativo que Wilma de Faria,  será seu último mandato.

Esperamos que este governo atual dê mostras de melhoria nos serviços. Ainda há paciência no povo porque o governo ainda está se organizando, mas logo logo será preciso mostrar alguns resultados.

Klébio Mendes – Webleitor

Nota do Blog – Os dois webleitores acima manifestam opinião em cima da postagem “Rosalba diz que governo sofre com ‘herança'” AQUI.

Com o advento da Internet, a pulverização das redes sociais, há uma nova realidade para a comunicação, que muitos governantes e seus assessores ainda não notaram. É preciso cuidado com as palavras, zelo com a informação e respeito à verdade e à memória. Os tempos são outros.