A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SINDSAÚDE/RN) registrou, à noite dessa quarta-feira (29), o absurdo que foi a ceia servida para os servidores de plantão no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró. Um pequeno pão com carne moída foi a única alimentação oferecida para uma categoria que trabalha durantes horas e precisa, no mínimo, estar bem nutrida.
Essa semana, noutra noite, precisamente na segunda-feira (27), a refeição foi pão com ovos, entregue numa quentinha.
Nas imagens, João Morais, diretor do Sindsaúde/RN, faz um convite: “Governadora Fátima Bezerra (PT), você está convidada a participar da nossa ceia no Hospital Regional Tarcísio Maia. Isso é um absurdo!”
E perdeu a paciência: “Tenha vergonha! Dê uma ceia de qualidade aos hospitais do estado do RN”.
A pauta da alimentação nos hospitais é recorrente nas denúncias do Sindsaúde/RN e, sendo assim, é um assunto comum em todas as mesas de negociação com o governo do estado. A última negociação realizada foi na segunda-feira dessa semana. O sindicato levantou mais uma vez os problemas comuns de alimentação, bem como o déficit que acontece durante toda greve dos terceirizados.
Como resposta, houve a informação do Governo do Estado de que segue em estudo a possibilidade da contratação de uma nova empresa fornecedora.
O coordenador regional de Mossoró do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde Pública do RN (SINDSAÚDE/RN), João Morais, avisou nesta manhã de quinta-feira (14), em entrevista a Rádio Difusora de Mossoró, que a entidade vai pedir judicialmente a decretação de “lockdown” (confinamento total) em Mossoró.
Ação nesse sentido já foi pedido em relação à Prefeitura do Natal e Governo do RN, pelo Sindsaúde estadual.
Segundo ele, essa medida se faz imprescindível em face do avanço da pandemia da Covid-19, sendo uma forma de tentar reduzir o impacto da doença sobre o sistema de saúde pública.
– Nós servidores da Saúde estamos trabalhando no limite, sem condições mínimas de segurança. É pensando no cidadão e no trabalhador da Saúde que vamos entrar também afirmou Morais em entrevista ao repórter Pádua Júnior, no programa Super Manhã Difusora, apresentado por Haroldo Jácome.
Nota do Blog – É muito pouco provável que a Justiça despache favoravelmente ao pleito do Sindsaúde. Aguardemos.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, foi procurada por representantes de quatro entidade sindicais, que representam trabalhadores de diversas categorias, para buscar soluções para o atraso dos pagamentos dos salários dos empregados das empresas terceirizadas que prestam serviço à Prefeitura de Mossoró e ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Os representantes dos trabalhadores apresentaram um resumo do problema que vem sendo enfrentado por centenas de famílias de Mossoró e aguardam posicionamento da OAB, que analisará as medidas cabíveis e definirá as ações que poderão ser adotadas visando solucionar a problemática.
Os sindicalistas foram recebidos na manhã de hoje (3) pelo presidente da OAB/Mossoró, Canindé Maia, que orientou-lhes a solicitar o posicionamento da instituição formalmente.
“Após o envio de um ofício, nós adotaremos um posicionamento”, disse Canindé, durante a reunião com Rômulo Arnoud, da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), Aldeirton Pereira e Neto Vale, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Morais, da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), José Lourenço Neto, da Força Sindical e do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção em Geral e do Mobiliário de Mossoró e Região Oeste do Estado do RN (Sintracomm).
Dificuldades
Segundo as informações repassadas pelos representantes das entidades sindicais, inúmeras famílias de Mossoró e região estão sofrendo com o atraso do pagamento dos salários, ficando o impasse entre a administração pública em âmbito municipal e estadual e as empresas contratadas para a prestação dos serviços, responsáveis pelos trabalhadores.
A situação apresentada durante a reunião preocupou o presidente da OAB/Mossoró, em virtude dos inúmeros problemas que o atraso salarial pode acarretar. Para Romulo Arnoud, a participação da OAB será de fundamental importância. “Buscamos a OAB em razão da sua preocupação com a sociedade”, explica o sindicalista.
Os problemas enfrentados na atenção básica de saúde no município foram tema de audiência pública realizada na manhã de hoje, 8, na Câmara Municipal de Mossoró (CMM). O encontro atende a uma proposição do vereador Genivan Vale (Pros).
Genivan propôs a audiência (Foto: cedida)
Participaram do debate o gerente executivo da atenção integral, Antônio Almeida; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Gilberto Pedro Fernandes; o diretor regional do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindisaúde), João Morais; a representante da promotoria de saúde, Gabriela Bezerra; a representante do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum), Vera Denise; vereadores, servidores da saúde e a população em geral.
Sobre a atenção básica no município, a grande maioria dos representantes que usou a palavra na audiência concordou em um aspecto: é preciso mais investimento e maior atenção para garantir um serviço de saúde de qualidade. Vera Denise destacou que a atenção básica enfrenta diversos problemas, como o fardamento velho, a má qualidade da proteção solar, número de profissionais insuficiente e falta de estrutura para os profissionais trabalharem.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde endossou as afirmações do sindicato, acrescentando que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município precisam de mais atenção do poder público. “O Conselho visitou diversas unidades básicas de saúde e foi constatado que havia 18 equipes incompletas”, declarou Gilberto Pedro. Ele lembrou ainda da demora na conclusão da Unidade da Ilha de Santa Luzia, a situação da UBS do Bom Jesus, onde o atendimento está sendo feito embaixo de uma árvore, e a situação de insegurança vivenciada por diversas unidades no município.
Para Gilberto Pedro, o maior problema na atenção básica não está na falta de recursos, e sim na má administração das verbas. “Atualmente são empregados R$ 18 mil por hora na saúde do município, mas faltam os exames mais básicos, faltam medicamentos, falta estrutura de trabalho”, denuncia.
Concordando com o posicionamento do conselheiro, a enfermeira Edjane afirma que está faltando gestão. “Não faltam recursos, mas falta gestão e faltam os materiais mais básicos de saúde, de modo que a atenção básica tem sido reestruturada ‘para pior’, com os servidores desmotivados”, declara. A enfermeira informou ainda que na Unidade Básica de Saúde em que trabalha, os servidores chegam a retirar dinheiro do próprio bolso para realizar campanhas educativas e para comprar materiais em falta para não prejudicar o atendimento aos usuários.
O vereador Tomaz Neto (PDT) declarou que a situação do município exposta pelos participantes da audiência vai de encontro ao discurso do prefeito Francisco José Júnior (PSD) que a oposição é quem fica evidenciando as deficiências do município. “Hoje são os servidores, os representantes do sindicato, do conselho de saúde que mostram as dificuldades no setor. Falta de medicamentos, falta de oxigênio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), equipamentos quebrados, unidades de saúde com estrutura deficitária, trabalhadores tirando do próprio bolso para comprar materiais. Essa é a realidade da saúde de Mossoró, não é a oposição quem está inventando nada”, diz.
O vereador Genivan Vale questiona que diante da alegação de falta de dinheiro, a prefeitura emprega milhões em publicidade personalista. “Por que não fazer campanhas educativas e informativas sobre funcionamento dos postos de saúde, vacinação, entre outros?”, pergunta. Ainda no tocante a investimentos, o parlamentar ressalta que hoje o município investe mais em atendimento de urgência e emergência do que em atenção básica.
“Hoje se investe mais em doença do que em saúde. Quando na verdade devia ser o contrário, devia se investir mais na atenção básica, mais na prevenção”, destaca o edil. Genivan Vale informa que vai encaminhar o documento com os relatos sobre as dificuldades na atenção básica aos órgãos competentes para que sejam adotadas medidas cabíveis.