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O candidato ‘teflon’ que só agora a Grande Imprensa descobre

Alguns analistas políticos da Grande Imprensa estão descobrindo agora, reta final de campanha, que “nada pega em Jair Bolsonaro (PL)”, candidato à reeleição à presidência da República. Pesquisas recentes mostram isso com clareza.teflon

A polêmica em torno de um vídeo em que o candidato usa termos descabidos para se referir a adolescentes venezuelanas, com conotação sexual, não viralizou o suficiente à mudança de parte do eleitor indeciso. E a própria manifestação do ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou remoção da mídia, por ela está descontextualizada e alheia à verdade, foi salvo-conduto para Bolsonaro.

O colunista do UOL, José Roberto de Toledo, especialista em pesquisas eleitorais, foi bem claro ao opinar sobre o assunto à noite passada: “Está ficando demonstrado na pesquisa que o Bolsonaro está meio ‘efeito Teflon’, nada cola nele.”

PESQUISA

A pesquisa Ipec de ontem (segunda-feira, 17) apontou Lula (PT) oscilando para baixo, ao sair de 51% para 50% e Bolsonaro para cima, de 42% para 43% agora. Há ainda 5% de brancos e nulos e indecisos, antes 5%. Indecisos permaneceram em 2%. A sondagem anterior tinha sido dia 10.

Fanatismo e populismo explicam o fenômeno “teflon’ (nome comercial dado ao politetrafluoretileno – sigla PTFE – que usado em panelas e frigideiras, por exemplo, não deixa nada colar na superfície).

É o mesmo binômio que marca a trajetória de Lula há tempos e que Bolsonaro encarnou como poucos, a ponto de poder rivalizar com ele em pé de igualdade. Do seu jeito, com sua linguagem e métodos.

As decisões e interpretações dos fatos não estão arrimadas em racionalidade, quando nos referimos às pessoas que seguem os dois, mas no piso fofo da paixão e do ódio. Acompanham ambos cegamente, sem titubeios ou questionamentos.

Bolsonaro e Lula falam para bolhas numerosíssimas, mas precisam transpor esses limites com outras falas e mecanismos nesse momento da campanha, até o dia 30, data das eleições. A dianteira que Lula obteve no primeiro turno é muito boa, mas está longe de ser tranquila e segura. Arranjou um adversário à altura e capaz de derrotá-lo.

Teflon, como ele.

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A estupidez tem método; se colar, colou

O jornalista José Roberto de Toledo tem um raciocínio, que considera o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaaro (veja AQUI) uma estratégia política de risco, e não apenas uma postura estúpida.

Ao defender e conclamar o povo ao fim de confinamento e volta às atividades normais do país, o presidente aposta que algumas centenas de cadáveres valerão a pena.

Não seria apenas um discurso estúpido. Segue uma lógica, lógica muito dele, de Bolsonaro, por mais perversa que possa ser.

E não é necessariamente embasada em conceitos científicos, do campo sanitário, mas na crença de que fazer o contraponto à maioria é uma chance de vencer o duelo político – sua prioridade.

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Internet passa a influir mais no voto do que mídia comum

Por José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo)

Pela primeira vez, uma pesquisa extraiu da boca do eleitor o que urnas e ruas sugeriam mas faltavam elementos para provar: a internet virou o maior influenciador para eleger um presidente. Sondagem inédita do Ibope revela que 56% dos brasileiros aptos a votar confirmam que as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima eleição.

Para 36%, as redes terão muita influência.

Nenhum dos outros influenciadores testados pelo Ibope obteve taxas maiores que essas. Nem a mídia tradicional, nem a família, ou os amigos – o trio que sempre aparecia primeiro em pesquisas semelhantes. Muito menos movimentos sociais, partidos, políticos e igrejas. Artistas e celebridades ficaram por último.

TV, rádio, revistas e jornais atingiram 35% de “muita influência” e 21% de “pouca influência”, somando os mesmos 56% de peso da internet. A diferença é que seus concorrentes virtuais estão em ascensão – especialmente junto aos jovens: no eleitorado de 16 a 24 anos, as mídias sociais têm 48% de “muita influência” eleitoral, contra 41% da mídia tradicional.

Mudança/mistura

Nas eleições de 2004 a 2014, a geografia separou petistas de antipetistas. Bairros, cidades e Estados mais pobres ficaram majoritariamente de um lado; enquanto moradores dos locais mais ricos, em geral, ficaram do outro. Em 2016, não mais. A internet misturou e segue confundindo essas fronteiras.

A construção de identidades virtuais via Facebook e Twitter aproxima forasteiros e afasta vizinhos. Proximidade física importa, mas menos.

Quanto mais tempo ele passar online, mais a internet influenciará o eleitor. O celular bateu a TV também na urna.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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Marina personifica desejo de mudança e vira favorita

Por José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo Online)

Marina Silva superou Aécio Neves e venceria Dilma Rousseff na simulação de segundo turno porque personificou o desejo de mudança. Pela primeira vez nesta campanha eleitoral, um nome da oposição assumiu claramente a preferência entre os 71% de eleitores que querem mudar tudo ou quase tudo no governo. Desde junho de 2013, essa é a principal força da eleição presidencial, mas não estava concentrada em ninguém.

Hoje, se dependesse só dos mudancistas, Marina estaria em primeiro lugar na corrida presidencial, com 34% – bem à frente de Dilma (24%) e de Aécio (22%). Isso é inédito. Enquanto Eduardo Campos era o candidato a presidente do PSB, os mudancistas se dispersavam entre Dilma (27%), Aécio (28%), Eduardo (10%), e entre brancos, nulos e indecisos (28%).

Dilma só se mantém em primeiro lugar no geral por causa dos 26% de eleitores que querem pouca ou nenhuma mudança. A presidente tem dois em cada três votos desse eleitorado.

O problema aumenta para Dilma quando a disputa fica no mano a mano do segundo turno. Nessa simulação, Marina conquista 56% dos mudancistas, e a presidente não ganha quase nenhum eleitor a mais nesse grupo do que já conseguira no primeiro turno: fica com 25% dos mudancistas.

Entre os continuístas as proporções se invertem: Dilma fica com 66%, e Marina, com 26%. Como há quase 3 vezes mais mudancistas do que continuístas, Marina é favorita para vencer um segundo turno contra Dilma.

Se o “drive” da eleição não mudar, é até esperado que Marina cresça mais nas próximas pesquisas – à medida que mais eleitores mudancistas se identifiquem com ela. E isso tem mais chances de acontecer com Marina do que com Aécio porque ela tem maior potencial de voto e menor rejeição que o tucano.

Apesar dos números muito favoráveis à candidata do PSB, é preciptação achar que a eleição acabou. Como a tragédia de Eduardo Campos provou, tudo pode mudar num instante.

Governadores em perigo para as eleições do próximo ano

Por José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo)

Em 2010, a eleição nos Estados apontou para a continuidade. Dos 27 governadores, 20 concorreram a um segundo mandato, e 13 deles foram reconduzidos ao cargo. Outros três elegeram seu candidato. Para 2014, a bússola virou de ponta-cabeça. Dos 15 governadores aptos à reeleição, só três podem confiar que estão no rumo certo para voltar ao palácio depois de passarem pelas urnas.

A pesquisa CNI-Ibope divulgada na sexta-feira forneceu o melhor mapa da sucessão estadual até agora. Pela primeira vez em três anos, todos os governadores foram avaliados simultaneamente. A sondagem não perguntou em quem o eleitor pretende votar, mas revelou o que os governados acham de seus governantes – e essa opinião é menos volátil que a intenção de voto.

A principal conclusão é que o ranking de 2013 é muito pior para a maioria dos governadores do que foi o de 2010: 11 estão devendo, 9 estão numa zona que não pode ser chamada de conforto, e dos 7 que estão realmente bem avaliados, 4 não são candidatos. A chave da pesquisa é o saldo de avaliação. Na eleição passada, ele mostrou-se o melhor fator para prever o resultado das urnas.

O saldo de avaliação é o que sobra, ou não, da popularidade do governador após levar-se em conta as opiniões negativas: é a taxa de ótimo e bom, descontada de quem acha o governo ruim ou péssimo. Essa classificação é melhor do que a simples pontuação pela taxa de ótimo/bom porque considera também o tamanho e a intensidade da oposição ao governante avaliado. Carma pesa.

Em 2010, o saldo médio dos governadores era de 31 pontos positivos – uma festa. Agora, é de 4. Quase um velório.

Na eleição passada, nove governadores tinham saldo igual ou superior a 45 pontos. Foi a nota de corte: todos se reelegeram (7 deles) ou elegeram seus candidatos (os outros 2). Hoje, só três governadores estão nessa faixa de quase certeza.

Veja matéria completa AQUI.

Quadro mostra situação de cada um dos 27 governadores do país

 

Os cabeças e a manada

Por José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo)

Não adiantou a classe média inalar gás lacrimogêneo nem chorar lágrimas de spray de pimenta. A reforma política foi abortada pelo Congresso. De novo.

Ato reflexo, a impopularidade de deputados e senadores voa mais alto do que jatinho da FAB. Chega a ser injusto com os congressistas. Nem tudo é culpa deles.

O que são algumas centenas de assessores parlamentares em Brasília comparadas aos 508 mil funcionários sem concurso que os prefeitos, cada vez mais, nomeiam Brasil afora? Se morassem todos no mesmo lugar, formariam a 39ª maior cidade brasileira.

Não há avião ou estádio da Copa que abrigue todos eles. Mais de meio milhão de servidores unidos a um contracheque mensal exclusivamente pela caneta do prefeito. Quanto custa isso?

Só como exercício, multipliquemos os 508 mil sem-concurso pelo valor do rendimento médio dos servidores municipais, apurado pela Receita Federal. Se você é cardíaco, talvez prefira não saber o resultado: R$ 1,6 bilhão por mês, ou R$ 20 bi por ano.

Não é à toa que os prefeitos marcharam sobre Brasília e vaiaram Dilma Rousseff quando ela anunciou que repassaria R$ 3 bilhões a mais para eles. Com uma conta sete vezes maior para pagar só de cabides, tinham mais é que vaiar a presidente por sua avareza.

Se o cabide de emprego municipal chegou a esse tamanho e cresce sete vezes mais rápido que a população brasileira, a culpa – dizem – não é dos prefeitos. É de Dilma. Sim, é tudo culpa do governo federal – como explica o porta-voz da categoria:

“Há uma transferência constante de atribuições da União para os municípios. No momento em que você assume atribuições, você cria necessidades de coordenadorias. Não dá para colocar uma manada na mesma hierarquia sem ninguém comandar, tem que ter cabeça”.

A “manada” a que ele se refere deve ser a dos outros 5,5 milhões de servidores municipais, os concursados – aqueles que ganharam direito ao contracheque porque passaram em um processo seletivo e fazem carreira servindo o público. São eles que precisariam de “cabeça”, ou seja, dos 508 mil nomeados sem concurso.

Obviamente os prefeitos não podem depender de concursados para atender suas vontades.

Precisam de alguém de confiança, um correligionário, um amigo ou, melhor ainda, um parente. E como o governo federal teima em mandar cada vez mais atribuições (e verbas) para os municípios, mais correligionários, amigos e parentes se fazem necessários para comandar a “manada”.

É tão lógico que parece verdade. A explicação seria perfeita, não fossem os números. A proporção de funcionários sem concurso (os “cabeças”) em relação ao total de servidores municipais (a “manada”) varia de 0% a 77%. Sim, 47 municípios brasileiros declararam ao IBGE não ter nenhum “cabeça” em seus quadros.

Essas cidades parecem exceção, mas não são. Em uma de cada cinco prefeituras, a taxa de funcionários sem concurso não chega a 5%. E em três de cada cinco, a proporção é inferior a 10%.

A exceção está na outra ponta. Só 17 cidades têm mais da metade de funcionários municipais sem concurso (11 delas ficam em Goiás). Em só 2% dos municípios a falta de concurso supera um terço do funcionalismo.

Os números mostram que uma grande parte dos municípios brasileiros consegue dar conta de suas velhas e novas atribuições sem criar um bicho de sete cabeças – nem provocar o estouro da manada.

O mais provável é que a explicação para o inchaço das máquinas municipais onde abundam funcionários sem concurso seja política, e não administrativa.

A multiplicação dos pequenos municípios atende aos interesses partidários de criação de novas estruturas burocráticas, de mais cargos de confiança sem concurso, de mais vagas de vereador. Um pequeno novo município faz pouca diferença no total do gasto público. Mas muitos deles fazem toda a diferença.

 

Taxa de reeleição de prefeitos é a mais baixa desde 2000

Do Blog de José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo)

A taxa de reeleição dos prefeitos caiu para o nível mais baixo desde 2000, quando a disputa por um segundo mandato passou a valer pela primeira vez. Em 2012, 55% dos prefeitos que tentaram se reeleger conseguiram se manter no cargo, abaixo da taxa de 2008, de 65%.

Em 2004 e 2000, as taxas foram de 58%. No total, são 1510 reeleitos e 14 prefeitos classificados para o segundo turno em 2012. O percentual de renovação no comando das cidades também foi mais alto que nas últimas eleições municipais.

Em 73% dos municípios, os eleitos não ocupam o cargo atualmente. Em 2008, a renovação foi de 60%.

O levantamento foi feito pelo Estadão Dados comparando o resultado do primeiro turno com informações da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre os candidatos à reeleição.

Empresa que faz Estádio das Dunas é campeã de doação

Do Blog de José Roberto de Toledo (O Estado de São Paulo)

O seu, o meu, o nosso está bancando candidatos a prefeito Brasil afora. Até agosto, os quatro maiores financiadores das campanhas municipais foram as direções nacionais do PSB, do PT, do DEM e do PMDB.

E de onde vem boa parte de seu dinheiro? Do Fundo Partidário, subvencionado por recursos públicos. Foram pelo menos R$ 13,6 milhões até agora. Como o grosso das despesas das campanhas ainda está por ser feito, o valor só tende a aumentar.

O quinto maior financiador das campanhas municipais até o momento é a construtura baiana OAS. É da natureza de seu negócio contratar com governos. A OAS doou R$ 1,850 milhão, a maior parte a candidatos a prefeito do PT: R$ 750 mil a Fernando Haddad (São Paulo), R$ 500 mil a Nelson Pellegrino (Salvador) e a Humberto Costa (Recife). No Rio, deu R$ 50 mil a Rodrigo Maia e ao pai, Cesar Maia – candidatos a prefeito e vereador pelo DEM.

OAS

A OAS é apenas a ponta da viga, a parte mais aparente da obra. Empresas que levam “construção”, “engenharia” e variantes no seu nome já doaram R$ 25 milhões a candidatos, partidos e comitês.

De um lado estão tanto empreiteiras conhecidas nacionalmente quanto de âmbito paroquial; do outro, candidatos do PT, PSD, PMDB, PSB, PSDB, PPS, DEM, PP, PR. Doações construtivas são universais e apartidárias. São parte do negócio e da política.

Veja a postagem na íntegra AQUI.

Nota do Blog – Este Blog tem assinalado há anos que o “financiamento público de campanha” já existe de forma disfarçada. E, sua oficialização, criará uma espécie de suplementação a uma montanha de dinheiro nosso, sem evitar que continue ocorrendo o Caixa 2, 3 etc.

Outro detalhe desse material do José Toledo, que não pode ficar ao largo, é o surgimento – como sempre – da empreiteira baiana OAS.

Para quem não lembra ou tem amnésia seletiva, é a empresa que edifica o Estádio das Dunas do Rio Grande do Norte. Nada é por acaso. Somos vítimas de um butim sem precedentes.

É para rir ou parar chorar?

Prefeito aliado do Governo Federal ganha mais verba

Do Blog de José Roberto de Toledo

Reais, dólares, euros ou rúpias. Não importa a moeda, o casamento do dinheiro com a política é universal. Seja no Brasil, nos EUA, na Espanha ou na Índia, há correlação entre o volume de verbas federais transferido para governos locais e a posição política dos governantes. Prefeitos aliados recebem bônus. Adversários, o que manda a lei.

Estudo apresentado no encontro da Sociedade Europeia de Econometria, esta semana na Noruega, calcula o quanto o governo federal brasileiro privilegiou os prefeitos de partidos aliados no reparte de verbas entre 1997 e 2008: até 46% a mais por habitante do que para os não-aliados (o valor depende de como se distinguem amigos de inimigos). As conclusões valem para os governos FHC e Lula, sem distinção.

Assinam o trabalho professores dos departamentos de economia de duas instituições europeias: a brasileira Fernanda Brollo, da Universidade de Alicante (Espanha), e o italiano Tommaso Nannicini, da Universidade Bocconi (Itália). Econometria à parte, o que importa para os eleitores são as constatações. A seguir, as dez principais:

1) Os bônus para os aliados se concentram nos últimos dois anos de mandato do prefeito, aqueles que antecedem a eleição municipal. Nos dois primeiros anos não há diferença significativa no reparte dos recursos;

2) Prefeitos de partidos da coalizão do presidente têm mais chances de serem beneficiados com verbas se forem candidatos à reeleição. O privilégio míngua no segundo mandato consecutivo;

3) As verbas adicionais são mais polpudas quando o prefeito aliado venceu a eleição por uma margem folgada;

4) De maneira oposta, os prefeitos de partidos de oposição ao presidente que se elegeram por poucos votos de diferença são os que menos recebem verbas discricionárias, ficam limitados às transferências obrigatórias;

5) Prefeitos aliados do presidente que não estão alinhados com o governador dos seus Estados recebem mais dinheiro extra do governo federal;

6) Os repasses federais extras para aliados são proporcionalmente maiores nas cidades pequenas;

7) Os repasses também são proporcionalmente maiores para cidades sem uma rádio local;

8 ) Não há diferença significativa de renda e desenvolvimento social entre as cidades governadas por prefeitos aliados do presidente e as governadas pelos adversários;

9) Prefeitos do mesmo partido do presidente não recebem mais verbas discricionárias do que os prefeitos de outros partidos aliados;

10) A chance de um prefeito se reeleger aumenta se ele estiver alinhado com o governo federal, especialmente se for do mesmo partido do presidente.

Veja material completo clicando AQUI.