Arquivo da tag: Judas

Todo Judas se revela com o tempo

Por Patrick Nilo

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Judas não está nos livros. Está na agenda do telefone.

Na mesa do jantar.

Na foto sorrindo ao seu lado.

Ele te abraça forte, chama de irmão, ri alto das suas piadas. Mas, por dentro, se incomoda com tudo que você é.

Porque a sua luz ilumina o lugar onde ele fracassou e nunca teve coragem de reconstruir.

O invejo não quer apenas o que você tem. Ele quer que você deixe de ter.

Sua alegria o acusa. Sua paz o perturba. Seu crescimento o humilha sem que você faça nada.

Por trás da inveja quase sempre existe alguém ferido, mal resolvido, vazio de amor e cheio de ressentimento.

Alguém que não conseguiu construir algo bonito e passou a torcer para que, o bonito dos outros, desmorone. É miséria emocional.

Nem todo mundo que entra em sua vida merece permanecer. Alguns chegam apenas para mostrar quem você nunca deveria ter deixado entrar.

Crescer exige seleção. Amadurecer exige cortes. Paz exige distância de quem vibra pelo seu fracasso.

Você não precisa odiar. Precisa apenas parar de oferecer acesso.

Quem não suporta sua felicidade não merece sua intimidade.

Quem se alimenta de sua queda não pode continuar sentado à sua mesa.

Nem todo Judas será exposto. Mas todo Judas se revela com o tempo. E quando se revelar, não discuta, não explique, não tente consertar.

Apenas feche a porta e siga em paz.

Patrick Nilo é procurador da República

PMDB lava as mãos e nega relação com o PT

O PMDB faz de conta que não é com ele, não tem nada com isso e como diria o célebre personagem do desenho animado, “Leão da Montanha”, executa uma “saída providencial pela direita (ou esquerda)”.

A decisão à unanimidade de deixar o Governo Dilma Rousseff e o PT, para atrás, alegando até mesmo (acredite) seu desapontamento com “os escândalos de corrupção”, é algo patético.

O partido que sempre esteve no poder, desde a chamada “redemocratização” do país, lava as mãos como Pilatos e passa a negar suas relações com o petismo, Dilma e a corrupção, não apenas uma, duas ou três vezes, como um Judas, mas quantas vezes forem necessárias.

Abre caminho para que outras siglas menores tomem a mesma decisão.

Praticamente decreta o fim da era petista.

Procura chegar ao poder pelo atalho do impeachment e sobreviver como sempre: governista, graças a Deus.

Vamos às cenas dos próximos capítulos.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.