terça-feira - 19/05/2026 - 15:20h
Chapa majoritária

Nome cotado para vice surgiu e rapidamente desapareceu

Dia 2 deste mês, Luciana fez festa para receber Cadu em Assú, mas... (Foto: Divulgação/Arquivo)

Dia 2 deste mês, Luciana fez festa para receber Cadu em Assú, mas… (Foto: Divulgação/Arquivo)

Da mesma forma que surgiu, assim meio de supetão, também rapidamente desapareceu do noticiário a citação da advogada Luciana Soares como possível nome a vice de Cadu Xavier (PT), pré-candidato a governador.

Irmã do ex-prefeito assuense Gustavo Soares (PSDB) e também do ex-deputado estadual George Soares – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE/RN), Luciana chegou a ser destacada por fonte oficial do próprio petismo como “nome que pode fortalecer a chapa por representar o interior do estado” (veja AQUI).

Depois… parou por aí.

O certo é que até agora o PT anda com uma lanterna na proa à procura de uma vice. Sim, uma mulher é prioridade.

Não está fácil.

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sexta-feira - 15/05/2026 - 18:50h
Governo do RN

Ainda sem vice, Cadu quer uma mulher como companheira de chapa

Cadu foi entrevistado por Tárcio Araújo e Saulo Vale (Foto: Divulgação)

Cadu foi entrevistado por Tárcio Araújo e Saulo Vale (Foto: Divulgação)

Do Blog Saulo Vale

Pré-candidato do PT ao Governo do RN, o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), admitiu nesta sexta-feira (15) que a definição do PSDB será decisiva para o fechamento da chapa governista de 2026, já que a escolha do vice-governador depende diretamente das conversas com o partido.

Ao comentar as articulações com o grupo liderado pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira, presidente do PSDB no estado, Cadu deixou claro que o PT trabalha para manter os tucanos na base da governadora Fátima Bezerra (PT) e consolidar uma frente política para a disputa estadual.

“Há uma boa possibilidade do PSDB se integrar a esse projeto. O presidente Ezequiel é aliado da governadora Fátima desde o segundo turno de 2018, foi aliado em 2022 e a gente conversa para que o PSDB permaneça conosco”, afirmou, em entrevista aos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo, no Meio Dia TCM, da 95 FM de Mossoró.

A fala reforça a ofensiva do PT para atrair o PSDB ao arco de alianças petista, diante da pressão de setores do partido ligados a Ezequiel que defendem apoio ao grupo do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), pré-candidato ao Governo do RN.

Cadu também indicou que o nome do vice pode sair diretamente do entorno político do deputado tucano. Questionado sobre a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão (PSDB), irmã de Ezequiel, o petista admitiu que ela “é um dos nomes que têm possibilidade nesse processo”.

Nos bastidores, a eventual indicação de Milena é vista como um gesto direto ao grupo de Ezequiel, numa tentativa de selar a aliança do PSDB no arco governista para 2026.

Cadu afirmou ainda que defende pessoalmente que a vaga de vice seja ocupada por uma mulher.

“Seria muito importante para mim e para o PT que a vice fosse uma mulher”, declarou.

Cadu também citou o ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares (PSDB), como exemplo de liderança tucana que já apoia sua pré-candidatura ao governo.

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
domingo - 10/05/2026 - 04:10h
Conversando com... José Dirceu

“É perigoso escolher o Congresso como inimigo do povo”

Por Flávia Tavares do Canal Meio, especial para o BCS

"Para muitos problemas não temos resposta, para outros nós temos, mas não temos a maioria na Câmara e no Senado", afirma Dirceu (Foto: Canal Meio)

“Para muitos problemas não temos resposta, para outros nós temos, mas não temos a maioria na Câmara e no Senado”, afirma Dirceu (Foto: Canal Meio)

Do congresso da juventude do PT a um almoço com faria limers, José Dirceu está em plena atividade política. Foi responsável pela reformulação do programa do partido que ajudou a criar, no ano em que seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, deve disputar sua última eleição. Enquanto isso, debate com economistas liberais a natureza da dívida pública; com caciques partidários uma possível reforma política; com o genro motoboy os desejos dos autônomos e empreendedores. E ainda prepara sua pré-campanha a deputado federal por São Paulo.

Protagonista da esquerda há seis décadas, Dirceu é uma das figuras mais bem posicionadas para fazer análise política, porque, mesmo preso, nunca perdeu o ímpeto de seguir fazendo justamente isso, política. Aos 80 anos, repete algumas das noções norteadoras do partido nascido em São Paulo, mas reconhece o desafio enorme de atualizá-las em tempos de, como ele define, profundo “mal-estar” da sociedade. Em uma conversa generosa com o Meio, tratou dos rumos da esquerda, da campanha de reeleição de Lula, de caso Master e de frente ampla, além de política externa e governabilidade. “Da ideia de que o Congresso é inimigo do povo eu tenho medo, porque tem muita gente que gostaria de fechar o Congresso e governar o Brasil sem ele”, diz o ex-ministro da Casa Civil de Lula 1. A íntegra da entrevista pode ser vista em vídeo no streaming do Meio. Confira abaixo os principais trechos.

O PT é criticado por não conseguir projetar novas lideranças e atualizar a conversa com o público mais jovem. Como o senhor enxerga essa crítica?

O mundo e o Brasil mudaram. O PT também mudou. Já vem mudando, porque em 2024, nas eleições municipais, nós elegemos um conjunto de jovens, em diferentes capitais e cidades do Brasil, como vereadoras e vereadores. Há um esforço muito grande no PT de renovação geracional. O partido há 12 anos fez paridade de gênero e começou uma política de cotas para incentivar a participação dos negros e negras, dos povos indígenas, de toda a comunidade LGBT, que é principalmente da juventude. Teve um congresso recente da juventude do PT muito concorrido. E há um esforço também de uma agenda ligada à juventude. Tanto a juventude que trabalha, por exemplo, de motoboy, como a que trabalha no comércio, nos serviços. O exemplo mais claro é a luta pelo fim da escala 6×1, que mais de 70% dos brasileiros apoiam. Ontem mesmo eu estive numa construção na Barra Funda com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, lá a imensa maioria era de jovens. E o apoio ao fim da escala 6 x 1 é muito grande.

Mas essa agenda não inclui os autônomos e empreendedores.

Ao contrário do que dizem, temos uma agenda de conexão também com os trabalhadores de aplicativo. Posso falar desse assunto, porque tenho um genro que é motoboy. Veja, não há precedente histórico de que uma categoria de trabalhadores aceite trabalhar em péssimas condições com baixo salários, horários de 12, 14 horas e que não começa a lutar. Quando cheguei à Assembleia Legislativa como funcionário em 1981, eu tinha voltado da clandestinidade com a redemocratização, e começou aquele processo selvagem de terceirização. Selvagem porque as mulheres, as mães, por exemplo, não tinham direito nenhum. Alguns anos depois, elas ocuparam o plenário da Assembleia e conseguiram registro, piso salarial, uniforme, vale-refeição, vale-transporte. No Brasil, está se vendendo uma ideia de que uma parcela importante dos trabalhadores não aceita a CLT. Da mesma maneira que fizeram uma campanha contra os sindicatos. Mas os motoboys já iniciaram um processo de luta.

De que maneira?

No fundo, o quilômetro rodado é um piso salarial. O descanso semanal, o adicional noturno, o que eles estão reivindicando é o que está na CLT. Mas há uma propaganda deliberada contra. E há também um sentimento num setor da juventude, não podemos desconhecer isso, que não quer trabalhar registrado. Porque a economia basicamente é de serviço. É natural que o MEI, o empreendedor, o autônomo surjam. O que não podemos aceitar é a fraude. A pejotização é uma espécie de fraude, que acaba arcando com o déficit da previdência. Depois vem a gritaria de que a previdência dá déficit. Mas a previdência dá déficit no mundo todo. Agora, sem previdência, nós teríamos milhões de idosos nas ruas. O país tem de fazer opções e uma das opções que o PT fez é de defender os trabalhadores. Tem de ter seus direitos assegurados, porque é a maneira de eles participarem da riqueza nacional. Por isso também nós propusemos a reforma tributária.

Ainda assim, a popularidade do presidente Lula segue baixa.

O PT tem procurado entrar em sintonia com as demandas atuais. Agora, é natural que um partido que passou tanto tempo sendo reprimido — e essa é a verdade — de 2013 a 19, foram seis longos anos, que eu mesmo passei na prisão. E o presidente Lula ficou preso 582 dias. A presidente Dilma sofreu um processo de impeachment que nós consideramos um golpe jurídico-parlamentar. Esse período e as mudanças tecnológicas no mundo do trabalho, com automação, robotização, precarização… A reforma trabalhista e a previdenciária não resolveram o problema do Brasil de déficit público, nem do juro alto. E quem perdeu foi a classe trabalhadora. Quando se diz que hoje há milhões de brasileiros trabalhando de maneira precária, intermitente, sem direitos, isso é produto daquela reforma trabalhista, previdenciária e sindical. A reforma sindical tirou o financiamento dos sindicatos, enquanto os sindicatos patronais têm financiamento, têm o sistema S, veja a diferença.

O PT já governou o Brasil cinco vezes. O senhor acredita que haja um desgaste de material do discurso do PT e do presidente Lula em particular? O que o PT ainda pode oferecer de fresco neste momento?

O PT disputou as eleições de 89, 94, 98, só venceu em 2002 sob a liderança do presidente Lula. Em 14, 18 e 22 perdemos uma e ganhamos por muito pouco as outras duas. A de 18 nem dá para incluir porque Lula foi impedido de fazer campanha. Se ele tivesse feito campanha, talvez tivéssemos evitado o período Bolsonaro. E em 22 nós ganhamos com o Alckmin e com uma frente ampla. Não é novidade para nós essa situação e nem acho que haja fadiga de material. Vamos lembrar que nós governamos com minoria na Câmara e no Senado, que quatro partidos de direita fazem parte do governo, não da base parlamentar. A explicação é que a insatisfação é real, nós reconhecemos. Ela tem razão de ser porque não conseguimos dar resposta para problemas importantes, porque não temos maioria no Congresso. Não é porque nós não queremos. Quando nós podemos, nós realizamos.

Que realizações o senhor considera importantes?

Com muito esforço, começamos a Nova Indústria Brasil, começamos a trazer o Brasil para a inovação tecnológica através do BNDES e do Ministério do Comércio. Fizemos o PAC, mesmo sem poder investir os 4, 5% do PIB que sempre se investiu no Brasil, na infraestrutura do país. Fizemos todo o apoio às concessões de saneamento. Também avançamos em ferrovias, rodovias, portos e aeroportos no Brasil nesses últimos 20 anos. Se o Brasil cresceu tanto, se a produção agrícola hoje é 10 vezes maior, é porque a infraestrutura do país também cresceu. E fizemos um esforço também que é muito importante para não envolver o Brasil numa guerra. Os bolsonaristas, o Flávio Bolsonaro, o ex-presidente, o filho que está lá nos Estados Unidos, eles apoiam abertamente a política do presidente Trump, inclusive com relação ao Brasil, ao tarifaço. Conseguimos superar o tarifaço e qualquer conflito com o governo Trump que poderia prejudicar muito a economia brasileira. E a democracia é um fator fundamental, termos evitado um governo autoritário.

São esses os temas que vão aparecer na campanha?

Não podemos pensar que o eleitor vai votar em nós só pelo que fizemos e dizemos que vamos fazer. Se nós não mostrarmos pros eleitores o que significa Flávio Bolsonaro governando Brasil por quatro anos, as consequências… Que projeto Bolsonaro está apresentando para o país? Privatizar o Banco do Brasil, Caixa Econômica, a Petrobras, o BNDES, desvincular o salário-mínimo da previdência, eliminar o piso salarial de saúde e educação para resolver o problema do déficit fiscal. E a renúncia fiscal de R$ 600 bilhões? E os 2% de brasileiros que não pagam imposto sobre lucros e dividendos, sobre grandes fortunas, nem sobre a riqueza nem sobre o patrimônio? O cidadão vai ter de tomar decisões.

O senhor sente que esses temas atendem a insatisfação dos eleitores?

Por que essa insatisfação? Por que esse mal-estar na sociedade brasileira? Primeiro, por causa do mundo em que estamos vivendo. A geração que tem entre 25 e 35 anos está vivendo a crise climática, o risco de uma guerra real. Nosso debate com a sociedade é por que o Brasil não cresce? Por causa da concentração de renda, da estrutura tributária e do juro alto. Como é que o Brasil pode ter taxa de 15% quando os próprios bancos sabem que 8%, 9% estaria excelente? Por que está todo mundo insatisfeito com o endividamento? É natural o endividamento no capitalismo. É por causa dos juros. A dívida pública está entrando em crise por causa dos juros, não por causa do déficit público. Se você pegar de 1998 até hoje, o Brasil não teve praticamente déficit público. E se o sistema tributário não funciona, está de ponta-cabeça, quem tem de pagar não paga e quem não tem que pagar paga, você derruba o consumo. A economia não cresce. Nós vamos ter de debater com a sociedade os problemas: custo de vida, insegurança, o transporte, o excesso de trabalho, as dificuldades do mundo atual, das grandes cidades brasileiras.

O governo tem políticas para isso?

Tem. Mas nós precisamos de recursos. Flávio Bolsonaro vai resolver o problema da alimentação, se ele é contra a agricultura familiar? O agronegócio não alimenta a mesa dos brasileiros. A educação integral, toda mãe hoje quer o filho na escola o dia inteiro. O Piauí já está com 70%, São Paulo com 40%. Creche universal, economia de cuidados, sistema de transporte tarifa zero ou uma radical mudança no sistema de transporte. Em todos os setores, nós vamos apresentar a proposta, principalmente de como fazer o país crescer. Mas precisa crescer num ambiente sustentável, senão vamos destruir a possibilidade de a humanidade de continuar existindo. Precisa crescer distribuindo renda.

José Dirceu na juventude: militância política e estudantil, exílio, prisão... (Foto: reprodução Web)

José Dirceu na juventude: militância política e estudantil, exílio, prisão… (Foto: reprodução Web)

O presidente Lula fez campanha em 2022, dizendo que não se candidataria à reeleição. E havia uma expectativa de alguns setores, até mesmo da esquerda, de que ele formasse um sucessor. Muitas dessas mensagens que o PT defende não atravessam a barreira do antilulismo. Por que o presidente decidiu se candidatar à reeleição?

Não apareceu um sucessor nem no campo da esquerda nem no da direita. Flávio Bolsonaro é o Bolsonaro. Ele já disse que o pai vai ser indultado e vai subir a rampa e governar com ele, o irmão vai ser ministro de Relações Exteriores, a madrasta vai ser senadora, o irmão vai ser senador, o outro irmão vai ser deputado federal. É uma família que vai governar o Brasil. Nesse sentido, eu acredito que o presidente Lula, do ponto de vista de qualidade e de viabilidade, de possibilidade histórica, tem mais condições de governar o Brasil. Nós temos que discutir as questões concretas. Não surgiu sucessor, porque não surgiu. O presidente Lula entregou ministérios importantes para grandes para lideranças novas: Camilo Santana, Wellington Dias, Fernando Haddad. Poderia ser o Haddad o candidato a presidente? Ele já foi candidato. Mas quem representa melhor o Brasil desde a era Getúlio? Poderia ter sido outro, poderia, mas não surgiu. Nós vamos de Lula. Se Lula tomar outra decisão, aí é outra questão. Mas ele não tomou essa outra decisão de apresentar outro nome.

O senhor acha que Lula pode ganhar mesmo com a rejeição que tem?

Eu não vejo a sociedade brasileira prisioneira disso. Com todas essas circunstâncias históricas, o antipetismo pesa muito, é uma realidade, mas ele foi construído. Faço questão de repetir que durante 10 anos a direita ficou livre para fazer política no Brasil, porque nós estávamos reprimidos. É preciso ver a dimensão do que aconteceu conosco, que abriu espaço para que a ideologia de direita penetrasse e se consolidasse em amplos setores da sociedade, que são conservadores, são liberais, às vezes são fundamentalistas. Não vejo que nesse período que estamos vivendo no mundo e no Brasil houvesse possibilidade de termos construído um outro nome. Lula tem condições de continuar sendo presidente.

Uma nova frente ampla vai ser construída?

O PT fez um esforço grande nesse sentido. Para você ter uma ideia, nós temos 27 estados no Brasil. Em 15 estados nós estamos apoiando candidatos de centro-direita. Em 15. Temos quase metade do MDB conosco, quase um terço do PSD. Pela primeira vez, temos todos os partidos de centro-esquerda conosco, PDT, PSB, PSOL, Rede, PV, PCdoB, além do PT. Então, a mensagem que vamos apresentar para o país atende à expectativa, porque reconhecemos esse mal-estar na sociedade, a insatisfação com os serviços públicos, com o modo de vida. Agora, são problemas estruturais e o mal-estar é geracional. Todos os países passam por isso. Como eu tenho filhas de 15 anos e de 47, e como eu ando muito, converso muito, eu vejo. Para muitos problemas não temos resposta, para outros nós temos, mas não temos a maioria na Câmara e no Senado.

Entre os feitos da sua carreira política, está a construção de uma aproximação do PT com partidos de centro e de centro-direita no Lula 1. Hoje, há quem diga que o Lula 3 não foi de frente ampla. O que foi, na sua opinião, a frente ampla neste Lula 3? E que cara teria uma coalizão num Lula 4?

Primeiro, uma observação. Eu não fui o responsável lá atrás. Hoje mesmo é aniversário da morte do Luiz Gushiken, que eu considero muito superior a mim como intelectual, quadro político e estrategista. Também tínhamos o Marco Aureliano Garcia. Éramos uma orquestra. O Lula era o regente e eu era, vamos dizer, o subregente. Nós vamos crescer o PT com deputados e senadores. PSD, PL e outros têm de disputar 300 votos entre os partidos deles. Dizer que vai fazer 80 deputados, bem, vamos conferir. Nós temos condições de crescer as bancadas dos partidos de centro-esquerda. Agora, o governo entregou tudo que se comprometeu na frente ampla.

De que forma?

Primeiro, o Alckmin foi o vice e foi um um dos principais ministros do governo, junto com Fernando Haddad e com o Mercadante no BNDES. Os bancos públicos jogam um papel fundamental naquilo que interessa para o país. Segundo, nós evitamos o retrocesso democrático. Evitamos que o Brasil perdesse sua soberania e que o Brasil deixasse de crescer, caísse numa recessão, em desemprego, a inflação estourasse. Garantimos a liberdade. Qual era o maior medo das classes médias que entraram na frente ampla? A ditadura. Perder a liberdade. Fizemos o esforço de reforma tributária. A ideia de que é necessária uma reforma tributária no Brasil quase não existia, fazendo uma caricatura. Mas hoje 80% são a favor de cobrar impostos dos BBBs, bancos, bets e bilionários. Isso é uma coisa extraordinária, já que essa classe média quer eliminar a pobreza, a desigualdade. Ela pode discordar de nós nos caminhos. Muitos brasileiros de direita também querem diminuir a desigualdade.

Não há autocrítica sobre a frente ampla, então?

Pode haver um sentimento de que não houve diálogo. Isso, sim, eu reconheço, que não houve acolhimento, não houve espaços para opinar, para discutir. Agora, que a política tenha sido esquerdista, para simplificar, e não atendeu os reclames das camadas médias brasileiras, pelo contrário. Nós fizemos um esforço sobre o endividamento, o financiamento habitacional, a própria estrutura tributária, para minorar a situação das classes médias de média, baixa ou alta renda. Fizemos uma política agressiva mesmo com relação ao agronegócio. Respeito muito a senadora Tereza Cristina, mas ela dizer que somos contra o agro, levantando duas questões, a do armazenamento e do juro alto… É verdade, mas se quer baixar o juro, o agronegócio devia apoiar a nossa política contra o aumento de juro. Agora, nós somos a favor da agricultura familiar e da reforma agrária. A França está defendendo o quê? A Polônia, a Romênia, a China e a Índia se sustentam com que tipo de agricultura? Talvez sejam centenas de milhões de propriedades agrícolas para os 3 bilhões de chineses e indianos. Por que nós não podemos sustentar uma agricultura orgânica familiar?

Por que o senhor acha que as medidas do governo não repercutem com os eleitores?

Há um sentimento grave numa parcela grande do eleitorado pêndulo que me preocupa muito. Eles comparam o governo do Lula atual com o segundo governo do Lula e não com o governo Bolsonaro. E muitos acham que a situação econômica do governo Bolsonaro foi melhor do que é agora. É verdade que o endividamento é um problema sério, que a segurança é um problema sério. Agora, o que os bolsonaristas fizeram pela segurança pública? Nada, zero, ao contrário, eles promoveram, incentivaram e protegeram o nascimento das milícias. Nós erramos. Há 10, 15, 20 anos, devíamos ter criado o Ministério do Interior de Segurança Pública, por causa do narcotráfico, do crime organizado. Mas agora adotamos a PEC da Segurança Pública, além do PL antifacções, da Operação Carbono Oculto. O que que eles oferecem para nós? Operações especiais que matam 50, 100, 200 jovens, criminosos ou não. Queremos reestruturar as polícias, reformar os sindicatos e mudar totalmente a concepção de segurança pública no Brasil. A direita não tem proposta. A proposta do Caiado é matar. Mas a experiência história já provou que em lugar nenhum do mundo isso funcionou. É melhor olhar a experiência do favela bairro que o César Maia começou, a experiência de Medellin, e começar a construir uma política.

Que papel o senhor imagina que vai desempenhar, caso eleito deputado, tanto na base do governo, caso Lula se reeleja, quanto na oposição, caso Flávio se eleja?

Primeira coisa que eu vou defender como pré-candidato é reforma política. São Paulo teria que ter 111 deputados, tem 70 e ninguém fala nada. Os paulistas não se levantam contra isso. Minas teria que ter mais 15, 20 deputados. Segundo, o Brasil não tem fidelidade partidária. Se você falar no exterior que tem um mês em que deputado pode mudar de partido, ninguém acredita. Nós aprovamos a cláusula de barreira e o Supremo disse que era inconstitucional. Isso nos atrasou 12 anos. E quem viabilizou a infidelidade partidária foi o Supremo também, com um monte de situações em que o político pode sair. Não, não pode sair. Se sair, tem de cumprir quatro anos de quarentena. Também precisamos do voto em lista. Tudo isso para fortalecer os partidos. E partidos têm de exigir que as decisões sejam tomadas pelos filiados. Quem escolhe candidato são os filiados, não é a direção do partido. Partido no Brasil é uma farsa, é uma mentira. Agora, eu quero que me mostre onde no mundo a democracia funcionou sem partido. Precisa de partido, de programa. Pode criticar o PT em tudo, mas o PT sempre teve programa. Quem votou no PT sabe que a gente tem ideias, as forças básicas são ideias históricas. E as outras ideias que defendo são a da reforma do Judiciário e priorizarmos a ciência, a educação e a questão da segurança pública.

O que faz o senhor acreditar que vai ser possível debater reforma política a partir de 2027, tendo em vista a degradação da qualidade do Legislativo e das relações entre os Poderes?

Aí a sociedade brasileira, o povo brasileiro, os eleitores vão ter de passar por essa experiência e vão ter que ir se formando correntes políticas, ideias. É uma luta. Vamos examinar o governo do presidente Lula 3. Ele fez com o Congresso mudanças importantíssimas para o país. Tem o lado “dark” do Congresso, vamos dizer, com emendas impositivas, fisiologismo, denúncias de uso indevido ou de desvio de recursos de emendas parlamentares, lobbies, defesa de interesses muito corporativos. Agora, o Congresso aprovou a reforma do IVA, o Plano Nacional de Educação. O Congresso aprovou todas as medidas que o presidente Lula pediu na reforma tributária. Só não avançamos na cobrança de lucros e dividendos. Essa coisa de “Congresso inimigo do povo” é perigosa. Uma coisa é você denunciar que a maioria do Congresso está se opondo aos interesses populares. Eles podem dizer que estão defendendo os interesses populares. Quem vai decidir é o eleitor. Mas da ideia de que o Congresso é inimigo do povo eu tenho medo, porque tem muita gente que gostaria de fechar o Congresso e governar o Brasil sem ele.

Ainda assim, esse é um slogan que está ficando cada vez mais forte na campanha do governo.

A opinião pública sente uma aversão ao Congresso por causa das práticas e muito por que o Congresso não defende certos interesses, né? Mas, por exemplo, o Congresso vai aprovar o fim da escala 6 x 1. O Congresso aprovou a isenção do imposto de renda. É verdade que foi por pressão popular e pelas pesquisas. O deputado tem de mediar, entre os interesses legítimos que ele defende — o interesse do agro, dos banqueiros, qualquer um tirando os interesses ilícitos ou de autobenefício —, mas cada deputado tem legitimidade para defender interesses de determinados setores. Nunca, na minha vida parlamentar, eu questionei um deputado porque ele é de direita. Ele tem a mesma legitimidade que eu, ele tem o direito de falar, de propor, o mesmo que eu tenho. Eu posso não concordar com a proposta dele, mas não deslegitimar. Isso não é democracia.

Um dos pontos de crítica do centro e dos liberais a Lula é a sua política externa, particularmente no caso da guerra na Ucrânia e em Israel. Como o senhor avalia isso?

Dirceu: de carro chega à PF em Curitiba pra ser preso (Foto: Ramon Pereira/RPC/Arquivo)

Dirceu: de carro chega à PF em Curitiba pra ser preso (Foto: Ramon Pereira/RPC/Arquivo)

A política externa do presidente Lula seguiu a tradição da política externa e da Constituição brasileira. Nós condenamos a invasão da Ucrânia. Nós temos que condenar. A nossa Constituição nos proíbe de não condenar, porque o Brasil defende a autodeterminação, a não intervenção nos assuntos internos, a solução passiva dos conflitos internacionais e o não uso da guerra. Como nós estamos criticando o presidente Trump e como criticamos Israel. Então, no caso da Ucrânia, o que eu sempre digo, como eu conheço profundamente o tema, é que foram feitos os Acordos de Minsk. Se eles fossem respeitados, teriam equacionado o problema da Ucrânia. Putin vinha deixando claro que não ia aceitar subverter ali e depois ver os adversários apoiando a oposição dentro da Rússia para derrubá-lo. Nós condenamos a invasão, mas temos que ser fazer justiça às razões que a Rússia tem, apesar que não podemos concordar com a guerra.

Com relação a Israel, o Brasil sempre reconheceu o direito de Israel existir, a segurança de Israel e o direito de Israel se defender. Agora, nós reconhecemos também o Estado Palestino. Nosso governo condenou o que aconteceu no 7 de outubro, quando o Hamas invadiu Israel e cometeu todos aqueles crimes. Outra coisa é querer chamar o Hamas de terrorista, porque o exército de Israel foi fundado em cima de três organizações terroristas que combatiam os ingleses e faziam atentado, derrubavam hotéis, assassinavam autoridades britânicas. Então, o Mandela era terrorista? Não. O Brasil nunca deixou de defender o direito de existência do Estado de Israel, das fronteiras seguras, o direito de Israel se defender. E nunca nós estimulamos qualquer tipo de antissemitismo. Nunca.

O Brasil está diante potencialmente do maior escândalo de corrupção da história, o caso Master. Por que o senhor acha que a pecha de corrupto pega mais no PT do que em outros partidos? Como é que o senhor entende que o presidente Lula e o PT podem superar essa essa mácula? É possível que esta seja a grande pauta de 2026.

Se o Brasil transformar o debate político eleitoral de 26 na corrupção, o país está perdido. O Jânio Quadros ia acabar com a corrupção. A ditadura foi contra a corrupção e a subversão. E nunca houve tanta corrupção como na ditadura. O Collor ia acabar com a corrupção. Depois, o Bolsonaro. Isso não quer dizer que a corrupção não seja um problema grave no Brasil. É. Por outro lado, não tem nenhuma sustentação factual, nem indícios de que o escândalo Master tenha ligação com a esquerda. E os fatos vão provar isso, né? Mas as coincidências são assustadoras. De uma hora para outra, foi arquivado o processo contra o Ibaneis [Rocha] de 8 de janeiro. Todo mundo ficou estupefato. E aparece essa questão do ministro Alexandre Moraes e do contrato com o escritório da esposa dele. Agora se vai desvendando um escândalo que envolve a CVM, o Banco Central e o próprio mercado financeiro. Como é que os bancos — BTG, XP —, sendo que em novembro de 24 já se questionava se aquilo não era uma pirâmide… E agora você já vê na TV Mercado Pago oferecendo 140% [no CDI]. Tem uns 30 Master por aí. Talvez o maior erro tenha sido o consignado. Pensa bem, cobrar 50% de juro de um trabalhador, um aposentado, com a inflação de 4,5%? É um verdadeiro roubo, assalto à mão armada. Mas nós não temos nenhuma responsabilidade no escândalo do Banco Master.

Tem questões com o PT da Bahia.

Aí eu vou explicar. Nós privatizamos lá na Bahia, eles privatizaram, o CredCesta. Mas eles não fizeram, nenhum município do PT, nenhum governo do PT fez com o Master acordos de consignado de qualquer outro tipo. Não tem PT nisso. Porque o governo da Bahia vendeu o CredCesta, ou porque o Jacques Wagner recebeu dividendos, lucros, renda, das aplicações financeiras dele, não pode dizer que ele tem envolvimento com o Master. Essa tentativa de colocar o Master com relação com a esquerda não tem sentido nenhum, não tem sustentação nos fatos. Agora, é preciso dar o direito de defesa, o ônus da prova é de quem acusa, respeitar o devido processo legal. Não pode já julgar que o Ciro Nogueira é um criminoso. É grave, ele vai ter que se explicar. Os fatos precisam ser investigados, eu não estou acusando ninguém. Mas como é que o Banco Central e a CVM e o próprio sistema financeiro deixaram? São R$ 50 bilhões. Se fossem R$ 5 milhões já seria grave. Eu poderia comparar que o caso do mensalão eram R$ 4,5 milhões de empréstimo. Não se trata disso, se trata que se foi Caixa 2 era crime e ponto final. Tanto é que nós respondemos por isso, fomos condenados e cumprimos pena. Eu cumpri pena. E eu era inocente.

Como o senhor lida com essa condenação hoje?

Eu era inocente e não há nenhuma prova de que eu tinha participação. Eu não fui acusado nem de lavagem de dinheiro, nem de formação de quadrilha, que eu fui absolvido, nem de peculato. Foi o domínio do fato. Como não tinha prova contra mim… E depois veio aqui o alemão que criou o domínio de fato, o Claus Roxin, e disse que não tinha nem pé nem cabeça o que foi feito, que não tinha nada a ver a forma como foi aplicado em mim. O instituto dele é que depois que você condena quatro, cinco pessoas, vai fazer a dosimetria, e quem tinha o domínio de fato tem o agravamento da pena. Quem só seguiu ordens tem uma atenuação da pena. Não estou querendo minorar nenhum problema. Eu quero dizer o seguinte: o governo do presidente Lula, a CGU, a Polícia Federal, mesmo no caso do INSS, foram iniciativas do governo que levaram a desvendar. É a Polícia Federal que está investigando. Bolsonaro falou: “Eu demito o delegado do inquérito, demito diretor da Polícia Federal e demito o ministro da Justiça para proteger meu filho”.

O filho do Lula está sendo investigado. Lula falou: “Ele tem que responder. É o CPF dele aqui, ele tem que responder”. E ele está respondendo com os advogados. Também não pode pré-julgar e já condenar. Eu fui condenado, cumpri a pena, não fugi do país, não falei que o Supremo tinha que ser fechado, que tinha que fazer impeachment de ministro. Aceitei a justiça do meu país, apesar de me considerar inocente, e cumpri a pena toda. Todo mundo se esqueceu do que foi a Lava Jato. Foi um sistema de perseguição atroz, violento e que não poupou nada. Mas nunca alguém me viu com orgulho, com espírito de vingança, nada. Eu simplesmente tinha tranquilidade, porque eu sabia o que eu tinha feito na vida.

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segunda-feira - 04/05/2026 - 21:28h
Ambiente digital

PT trabalha para ter influenciadores puxando votos proporcionais

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Conta O Estado de São Paulo, que o PT prepara uma ofensiva digital para as eleições deste ano e articula o lançamento de ao menos 37 influenciadores ligados ao partido como candidatos a deputado estadual e federal.

O grupo reúne atualmente 13 pré-candidatos já anunciados, quatro em fase final de confirmação e outros 20 em negociação. Os nomes têm entre 100 mil e 800 mil seguidores nas plataformas digitais e são apresentados pelos organizadores como parte de um movimento de renovação do partido.

Entre os nomes mais conhecidos está o produtor de conteúdo Thiago Reis, que acumula mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube e já foi alvo de críticas por divulgar informações falsas ou descontextualizadas.

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sexta-feira - 10/04/2026 - 10:34h
Cláusula de Barreira

Eleição de deputado federal é prioridade absoluta dos partidos

Arte produzida com recursos de IA para o BCS

Arte produzida com recursos de IA para o BCS

Em 2026, a cláusula de barreira exigirá dos partidos políticos pelo menos 2,5% dos votos válidos ou 13 deputados federais eleitos em um terço dos estados, percentual que algumas legendas não vão conseguir bater. Esse mecanismo da legislação eleitoral é usado para reduzir ao máximo o número de siglas e começou a ser aplicado em 2018.

A fórmula produz maior concentração de poder e recursos públicos em poucas legendas.

Mais deputados, mais recursos dos fundos Eleitoral e Partidário, mais poder político na arena do Congresso Nacional, além de um lugarzinho na propaganda política em Rádio e TV.

Por isso que é tão importante eleger parlamentares e a prioridade dos partidos deixou de ser a governança dos estados federados.

A Emenda Constitucional 97 foi aprovada pelo Senado Federal em outubro de 2017, com exigências gradativas até 2030, quando cada partido só sobreviverá obtendo 3% dos votos válidos ou 15 deputados federais.

Em 2017, antes das eleições de 2018, o Brasil tinha 35 partidos registrados no TSE. Hoje o total é de 30. Entre 2018 e 2024, o número de partidos ou federações com representação no Congresso Nacional desceu de 30 para 16. No mesmo período, o número total de siglas com registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caiu de 35 para 25.

Nas eleições de 2022, apenas 12 dos 28 partidos e federações que disputaram conseguiram alcançar a cláusula de desempenho. Os 16 que ficaram de fora perderam o direito ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV a partir de fevereiro de 2023.

Partidos “vivos”

Em ordem alfabética, veja a lista dos partidos “vivos”, que vão tentar ocupar as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados: AGIR, AVANTE, CIDADANIA, DC (Democracia Cristã), MISSÃO, MDB, MOBILIZA, NOVO, DEMOCRATA, PCB, PCdoB, PCO, PSDB, PDT, PT, PL, PRD, PRTB, PSB, PSTU, PSD, PSOL, PV, PODE (Podemos), além de Progressistas, Republicanos, Rede, Solidariedade, UP e União Brasil.

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terça-feira - 16/12/2025 - 10:10h
Pesquisa TCM/TSDois

Allyson Bezerra tem liderança com 38,6% e a menor rejeição

Cenário 1 da Estimulada (Reprodução TCM/TSDois)

Cenário 1 da Estimulada (Reprodução TCM/TSDois)

A pesquisa TCM/TSDois, divulgada à noite dessa segunda-feira (15), trouxe os números para disputa ao Governo do RN e outras concorrências eleitorais. O levantamento ouviu 1.870 eleitores do Rio Grande do Norte, distribuídos em 70 municípios de todas as regiões do estado, entre os dias  9 e 13 de dezembro. É a terceira pesquisa da série TCM/TSdois este ano, com cobertura de todas as regiões do território potiguar.

Veja nesta postagem, os números ao Governo do RN. O prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) tem dianteira larga em relação a outros nomes tidos como pré-candidatos e também a menor rejeição. Veja abaixo:

Estimulada – Cenário 1

No cenário 01, Allyson Bezerra aparece com 38,6%. Rogério Marinho tem 19,0%. Branco/nulo/nenhum com 15,8%. Não sabe/não respondeu 15,8%. Cadu Xavier tem 10,9%.

Estimulada – Cenário 2

No cenário 02, Allyson Bezerra tem 38,2%. Branco/nulo/nenhum com 18,1%. Não sabe/não respondeu 17,4%. Álvaro Dias tem 15,1%. Cadu Xavier tem 11,1%.

Estimulada – Cenário 3

No cenário 03, Allyson Bezerra tem 35,9%. Rogério Marinho com 15,6%. Não sabe/não respondeu 14,7%. Branco/nulo/nenhum 14,5%. Cadu Xavier 10,2%. Carlos Eduardo com 9,1%.

Espontânea

Na espontânea, não sabem/não responderam têm 62,9%. Em seguida aparece Allyson Bezerra com 16,3%. Rogério Marinho logo após com 6,6%. Cadu Xavier tem 3,9%. Branco/nulo/nenhum com 3,2%. Álvaro Dias tem 2,9%. Styvenson Valentim tem 2,7%. Carlos Eduardo aparece com 1,1%. Outros com 0,5%. Walter Alves tem 0,1%.

Rejeição

No quesito rejeição, Rogério Marinho tem 22,3%. Cadu Xavier tem 22,0%. Não sabe/não respondeu 20,0%. Álvaro Dias tem 15,6%. Não votaria em nenhum 14,4%. Carlos Eduardo tem 13,6%. Votaria em qualquer um 12,9%. Allyson Bezerra tem 10,3%.

Rejeição na Estimulada (Reprodução TCM/TSDois)

Rejeição na Estimulada (Reprodução TCM/TSDois)

Segundo turno

O Instituto TSDois também fez projeções em cenários diversos em relação a um hipotético segundo turno. Veja abaixo:

Cenário 1

No cenário 01 de segundo turno, Allyson Bezerra tem 43,9%. Branco/nulo/nenhum 22,4%. Não sabe/não respondeu 22,2%. Cadu Xavier tem 11,6%.

Cenário 2

No cenário 02 de segundo turno, Allyson Bezerra tem 41,8%. Branco/nulo/nenhum 20,5%. Rogério Marinho tem 19,8%. Não sabe/não respondeu 17,9%.

Cenário 3

No cenário 03 de segundo turno, Allyson Bezerra tem 42,5%. Branco/nulo/nenhum tem 22,6%. Álvaro Dias tem 20,1%. Não sabe/não respondeu 14,9%.

Cenário 4

No cenário 04 de segundo turno, Rogério Marinho tem 27,4%. Não sabe/não respondeu tem 28,9%. Branco/nulo/nenhum com 22,1%. Cadu Xavier tem 21,6%.

Cenário 5

No cenário 05 de segundo turno, não sabe/não respondeu tem 28,3%. Cadu Xavier tem 26,7%. Álvaro Dias tem 24,9%. Branco/nulo/nenhum tem 20,1%.

Sobre a pesquisa

O levantamento ouviu 1.870 eleitores do Rio Grande do Norte, distribuídos em 70 municípios de todas as regiões do estado, e segue rigorosos critérios técnicos e científicos.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 9 e 13 de dezembro, junto a eleitores a partir dos 16 anos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações de referência foram obtidas a partir do TSE (setembro de 2025) e do Censo do IBGE 2022.

Com margem de erro de 2,3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%, a pesquisa deste mês de dezembro assegura representatividade estatística de todas as regiões e microrregiões do estado, levando em conta a densidade eleitoral de cada território.

A metodologia aplicada foi quantitativa, com perguntas abertas e fechadas, realizadas por meio de questionário digital com interação presencial face a face.

Veja AQUI a íntegra do programa TCM Eleições 2026.

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segunda-feira - 17/11/2025 - 18:22h
Reação

Cassação de vereadora Brisa Bracchi “é uma farsa”, diz Fátima Bezerra

Brisa é vereadora do PT de Fátima Bezerra (Foto: redes sociais/Arquivo)

Brisa é vereadora do PT de Fátima Bezerra (Foto: redes sociais/Arquivo)

“Espero que a bancada municipal tenha a lucidez e o compromisso democrático para derrubar essa farsa de cassar o mandato de uma vereadora sem que haja qualquer indício de crime.”

A declaração acima é da governadora Fátima Bezerra (PT), em relação ao processo de cassação da vereadora petista Brisa Bracchi, da Câmara Municipal de Natal. Ela publicou em suas redes sociais à noite desta segunda-feira (17).

“Não se pode brincar com o voto popular. Brisa foi eleita por 6.877 natalenses. Quando se despreza o voto, não é um mandato ou um partido que perde: é a própria democracia”, define.

#BrisaFica

Leia tambémComissão aprova parecer pela cassação de vereadora do PT

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segunda-feira - 29/09/2025 - 08:28h
Jean-Paul Prates

Ex-senador oscila entre PDT e MDB como novo destino partidário

Jean-Paul Prates poderá tentar a reeleição no próximo ano, mas não é caso de vontade pessoal (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Jean-Paul Prates já tinha se pronunciado à imprensa do RN (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Arquivo)

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates confirmou que está de saída do Partido dos Trabalhadores, sigla em que militou por mais de uma década. Em entrevista à Carta Capital publicada neste domingo (28), disse que mantém conversas avançadas com MDB e PDT para uma possível candidatura ao Senado em 2026. Segundo Prates, a decisão não tem relação com a sua demissão da estatal, em maio de 2024, mas com a falta de espaço no PT no Rio Grande do Norte.

O Antagonista, Poder 360, O Globo e outras mídias nacionais replicaram sua posição.

“Candidaturas foram lançadas de cima para baixo, sem discussão interna […] Fui senador, presidi a Petrobras, e ainda assim não houve consulta. Meu ponto não é buscar espaço para mim, mas defender que o processo de escolha de candidatos seja participativo, inclusive com as bases. Pensei que no PT esta seria a regra. Como não foi, vou-me embora para outro lugar que seja assim”, declarou.

O ex-senador disse que pretende sair do partido em 3 etapas: primeiro, despedindo-se de forma “tranquila”, depois escolhendo uma nova legenda e, por último, discutindo eventual candidatura.

Ainda na semana passada, Prates já tinha dado entrevista ao Agora RN, jornal impresso/portal de Natal, deixando claro sua repulsa ao modelo de comando e ‘democracia’ do petismo potiguar. Para ele, o partido é tocado por uma “Raimundocracia” – espécie de regime em que o secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Raimundo Alves, decide tudo sozinho, submetendo até a governadora Fátima às suas vontades.

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
quinta-feira - 03/04/2025 - 08:26h
Enigma petista

É cedo para se afirmar quem será o candidato de Lula a governador

Waltinho e Cadu estiveram se posicionando sobre postulação no fim de fevereiro (Foto: Reprodução do Diário do RN)

Waltinho e Cadu estiveram se posicionando sobre postulação no fim de fevereiro (Foto: Reprodução do Diário do RN)

Um amigo petista de longo curso faz-me duas perguntas sobre a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT), sem que eu tenha resposta, para cada uma, com absoluta segurança:

– Cadu Xavier (secretário estadual da Fazenda) vai mesmo ser confirmado como candidato a governador pelo PT?

– A desistência do vice-governador Walter Alves (MDB) é para valer ou pode ocorrer uma mudança no que foi divulgado?

Vamos lá.

Sobre Cadu Xavier, apresentado antes do Carnaval como opção e puxado pelo braço por Fátima Bezerra (PT), seus primeiros passos não são animadores. É cedo para se exigir muito mais? Talvez, mas é preciso que tracione logo, sobretudo devido a profunda reprovação pública do governo e o fato de ser imberbe na luta própria pelo voto.

Sobre Walter Alves, é bom assinalarmos para quem não lembra ou mesmo não saiba: em sua passagem rápida pelo RN, à inauguração da barragem Oiticica (veja AQUI), o presidente Lula da Silva (PT) pediu que ele reconsiderasse a posição. A conversa foi ao lado do ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB), pai de Waltinho, bem como de Fátima Bezerra.

“O Garibaldi sabe que ele já plantou um fruto e uma boa árvore produz bom fruto. E o filho dele é vice-governador e eu tenho certeza que vai seguir a mesma carreira vitoriosa do pai”, afirmou o presidente, no palanque em Jucurutu, retratou a jornalista Carol Ribeiro para o jornal/portal Diário do RN, edição do dia 21 de março.

Da mesma forma que exaltou “Waltinho”, o presidente acabou eclipsando a opção que a governadora apresentou: Cadu Xavier.

Está tudo decidido, prego batido e ponta virada? Creio que não. É cedo para uma afirmação categórica de que Cadu Xavier será o candidato governista ao governo estadual.

Ah, mais um detalhe: quem vai decidir tudo lá em cima, ‘democraticamente’, é Lula. E ponto final. Como ocorreu em 2022, aboletando Walter Alves como vice, não obstante forte contrariedade interna do petismo raiz.

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terça-feira - 18/02/2025 - 15:30h
Carta

Advogado amigo de Lula diz que ele “não faz política; está isolado”

Programa ICL Notícias mostrou trecho principal da carta (Reprodução do BCS)

Programa ICL Notícias mostrou trecho principal da carta (Reprodução do BCS)

Nessa segunda-feira (17), circulou, entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma carta assinada por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado aliado do Partido dos Trabalhadores.

O advogado revela profunda preocupação com o presidente, identificando que hoje ele “não faz política. Está isolado.”

Destaca, que diferentes políticos o confidenciaram uma dificuldade de se reunir com o chefe do Executivo.

De esquerda, amigo de Lula (foi em sua casa a comemoração pela vitória do presidente, em 2024), Kakay enviou carta para grupo fechado, mas com a intenção clara da publicização. Em conversa ao vivo com o Instituto Conhecimento Liberta (ICL) Notícias no YouTube, o advogado reiterou sua posição, lembrou relação de amizade com Lula, disse que não era filiado ao PT, mas reforçou que é preciso acordar para a realidade.

Veja abaixo a carta do advogado:

Lula, a esperança da democracia.

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
Clarice Lispector.

Lula ganhou 3 vezes e elegeu Dilma como sua sucessora. À época, elegeria qualquer de seus ministros, pois era imbatível.

Certa vez, conversando com um senador do PT, ele me disse que há um ano tentava uma audiência com a presidenta Dilma. Ela não fazia política. Sofreu impeachment.

Um dia, no governo Lula, um senador da oposição me liga às 11h da manhã e reclama que tinha assumido há 15 dias – era suplente – e que não havia sido recebido pelo Zé Dirceu, chefe da Casa Civil. Liguei para o Zé. Às 12:30, a gente estava almoçando no Palácio do Planalto. O Zé – de longe, o mais preparado dos ministros – deu um show, discorrendo sobre o Estado de origem do senador, que saiu de lá com o número do celular do Zé e completamente encantado.

Neste atual governo, Lula fez o que de melhor podia ao enfrentar Bolsonaro e ganhar do fascismo, impedindo que tivéssemos mais 4 anos de Bolsonaro. Seria o fim da democracia. Seriam destruídas, de maneira irrecuperável, tudo que foi construído nos governos democráticos, não só do PT.

O fascismo acaba com tudo. Este o maior legado do Lula. Para tanto, foi necessário, senão não teríamos ganhado, fazer uma aliança ampla demais. Só o Lula conseguiria unir e fazer este amplo arco para derrotar Bolsonaro. Aqui em casa, no dia da diplomação, 12 de dezembro, determinado político se aproximou em um momento em que Lula e eu conversávamos, colocou amistosamente a mão no meu ombro e fez uma brincadeira. Ao sair da roda, o Lula me falou baixinho, rindo: “este jamais será meu ministro, e acha que vai ser”. Dia 1º de janeiro, ele assumiu como ministro. Este o brilhantismo do Lula neste momento difícil. Não fosse sua maturidade, não teríamos tido chance de vencer o fascismo. Por isto cometo aqui certa indelicadeza de comentar este fato: para ressaltar a maturidade do presidente Lula.

Mas o Lula do 3° mandato, por circunstâncias diversas, políticas e principalmente pessoais, é outro. Não faz política. Está isolado. Capturado. Não tem, ao seu lado, pessoas com capacidade de falar o que ele teria que ouvir. Não recebe mais os velhos amigos políticos e perdeu o que tinha de melhor: sua inigualável capacidade de seduzir, de ouvir, de olhar a cena política.

Outro dia, alguns políticos me confidenciaram que não conseguem falar com o presidente. É outro Lula que está governando. Com a extrema direita crescendo no mundo e , evidentemente aqui no Brasil, o quadro é muito preocupante. Sem termos o Lula que conhecíamos como presidente e sem ele ter um grupo que ele tinha ao seu redor, corremos o risco do que parecia impossível: perdermos as eleições em 2026.

Bolsonaro só perdeu porque era um inepto. Tivesse ouvido o Ciro Nogueira e vacinado, ou ficado calado sem ofender as pessoas, teria ganho com a quantidade de dinheiro que gastou. Perder uma reeleição é muito difícil, mas o Lula está se esforçando muito para perder. E não duvidem dele, ele vai conseguir.

Claro que as circunstâncias estão favoráveis ao projeto de perder as eleições. Não dou tanto importância para estas pesquisas feitas o tempo todo. Mas prestei atenção nesta que indica que 62% não querem que Lula seja candidato à reeleição. A pergunta é: quem é seu sucessor natural? Não foi feito um grupo ao redor do presidente, que se identifique com ele e de onde sairia o sucessor político natural, o “grupo” do Lula, a gente sabe quem é. E certamente não vai tirá-lo do isolamento.

Ele hoje é um político preso à memória do seu passado. E isolado. Quero acreditar na capacidade de se reencontrar. Quem se refez depois de 580 dias preso injustamente, pode quase tudo. E nós temos o Haddad, o mais fenomenal político desta geração em termos de preparo. Um gênio. Preparado e pronto para assumir seu papel.

Já fico olhando o quadro e torcendo para o crescimento de uma direita civilizada. Com a condenação do Bolsonaro e a prisão, que pode se dar até setembro, nos resta torcer para uma direita centrista, que afaste o fascismo.

Que Deus se apiede de nós! É necessário lembrar o mestre Torquato Neto no Poema do Aviso Final: “É preciso que haja algum respeito, ao menos um esboço ou a dignidade humana se afirmará a machadada”.

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Kakay explicou que sua carta era um alerta e ele falou em nome de muitos que estão preocupados com Lula e os rumos do governo (Foto: CNN/Reprodução do BCS)

Kakay explicou que sua carta era um alerta e ele falou em nome de muitos que estão preocupados com Lula e com os rumos do governo (Foto: CNN/Reprodução do BCS)

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
quarta-feira - 25/12/2024 - 07:38h
Voz das urnas

Ano de 2025 começa com PT e PSDB quase extintos

Arte do Poder 360

Arte do Poder 360

Do Poder 360

Por quase duas décadas, PSDB e PT dominaram o cenário político paulista. Os tucanos tinham o maior número de prefeituras e o governo estadual. O PT chegou a ser o 2º partido com maior número de prefeitos. Mas esse cenário mudou.

Nas eleições de 2024, o PSD, de Gilberto Kassab, o Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, assumiram o protagonismo no maior e mais rico Estado do país.

O PSD começará o ano de 2025 com 208 prefeitos paulistas (havia conquistado 67 em 2020). O 2º lugar está com o PL, que terá 105 cidades (antes eram 42). O 3º posto é do Republicanos, com 87 cidades (depois de ter obtido só 23 prefeitos em 2020).

PT e PSDB sequer podem ostentar o posto de coadjuvantes. Foram praticamente extintos no Estado onde nasceram.

São Paulo é o berço político do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 79 anos, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), 93 anos, expoentes máximos das duas legendas.

Queda livre

Os tucanos, que elegeram 180 prefeitos em 2020, passaram para 22. O PT continuou com quatro, mas perdeu em número de eleitores governados.

O PT só tem 1 prefeito na Grande São Paulo, berço político do movimento operário e da legenda. Manteve o comando de Mauá, com a reeleição de Marcelo Oliveira.

O PT pretendia elevar para 20 o número de cidades paulistas governadas. A estratégia não funcionou. Na soma do eleitorado governado, as 4 cidades de hoje abrigam 893.327 votantes. A partir do próximo ano, os 4 municípios paulistas sob o PT terão apenas 391.619 eleitores. Uma queda de 501.708.

O PSDB enfrenta longa derrocada, acentuada em 2022, com a derrota de Rodrigo Garcia nas eleições para governador. A partir de então, o PSDB se esfarelou. Perdeu prefeitos, sobretudo para Kassab.

O PT não conseguiu se recuperar em eleições municipais, a partir de 2016, dos efeitos da operação Lava Jato, que prendeu integrantes do partido, incluindo o próprio presidente Lula, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o caso do triplex no Guarujá. O resultado é que mudaram os grupos que dão os rumos à política em São Paulo. E isso está presente em todas as regiões.

Veja íntegra da matéria clicando AQUI.

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quarta-feira - 11/12/2024 - 07:48h
Disputa presidencial

Cirurgia de Lula antecipa debate sobre 2026 no PT

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

Bem antes da drenagem de um hematoma provocado por hemorragia intracraniana, o debate sobre a sucessão do presidente Lula (PT) em 2026 já movimentava os bastidores de Brasília.

Prestes a completar 45 anos, o PT precisa de Lula para dar continuidade a seu projeto de poder. Só que nem o partido do presidente tem certeza se ele concorrerá ao quarto mandato. E Lula diz uma coisa diferente a cada interlocutor. Uma ala da legenda acredita que ele é “candidatíssimo”, mesmo com os 81 anos que terá em 2026. Outro grupo diz que tal definição depende do que ocorrer até lá: da saúde do chefe do Executivo a como estará o governo.

Embora tudo indique que Lula irá se recuperar rapidamente, vários petistas consideram provável que ele próprio comece a planejar um “plano B” para as próximas eleições. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é a principal aposta, apesar de enfrentar críticas no próprio PT. (Estadão)

A equipe médica que operou o presidente disse que ele está bem, conversando e se alimentando normalmente e que não haverá qualquer sequela, pois não houve lesão cerebral. Segundo os médicos, as funções neurológicas de Lula estão preservadas após a cirurgia de emergência para drenar o hematoma decorrente da queda que ele sofreu há dois meses. Lula está proibido de receber visitas de trabalho no hospital até ficar completamente recuperado. A previsão é que ele retorne a Brasília no começo da próxima semana. (Meio)

O vice-presidente Geraldo Alckmin estava em São Paulo e voou para Brasília às pressas para representar Lula na visita oficial do primeiro-ministro da Iugoslávia, Robert Fico. As demais agendas do presidente foram canceladas. Mas o ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação, afirmou que por ora não há necessidade de um afastamento oficial de Lula da Presidência. (Folha)

Igor Gielow: “Falar de saúde de autoridades é um tabu no mundo todo, mas ganha ares de blasfêmia no Brasil. Em público, claro, dado que em privado mensagens entre atores políticos nesta manhã já colocavam água no moinho de especulações de cenário. Lula mantém-se como o único nome de seu campo para 2026. Ele tem tudo para se recuperar e seguir competitivo, mas o incidente da cirurgia em si é um lembrete de quão precária é a posição política da esquerda no país”. (Folha)

José Roberto de Toledo: “Volta a discussão sucessória, volta mesmo. Até para o próprio Lula. É mais do que simbólico o fato de essa coisa ter sido deflagrada no momento que ele estava discutindo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), emendas parlamentares. É só dor de cabeça mesmo, simbólicas e reais”. (UOL)

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quinta-feira - 10/10/2024 - 09:02h
Prefeituras no Brasil

PT e PL elegem mais prefeitos do que em 2020, mas centro se sobressai

Arte ilustrativa do Poder 360

Arte ilustrativa do Poder 360

Por Tiago Mali (Do Poder 360)

O grupo de 3.123 cidades que deu vitória a Lula no 2º turno de 2022 elegeu no domingo (6.out) só 217 prefeitos do PT nas eleições municipais de 2024. Ou seja, o partido do presidente conseguiu conquistar a prefeitura de só 7% dos municípios que votaram majoritariamente no petista nas últimas eleições gerais. Fica em 7º lugar no ranking de prefeitos das cidades “lulistas”.

Apesar disso, o resultado do 1º turno (248 prefeitos em todo o Brasil) já representa um avanço em relação a 2020, quando havia conquistado só 182 cidades, o pior número em duas décadas. Os partidos que têm ministérios no governo se saíram melhor. PSD, MDB, PP, União Brasil e Republicanos lideram o número de prefeituras conquistadas nessas cidades.

O crescimento do PL nestas eleições se deu majoritariamente nas 2.445 cidades em que o ex-presidente Jair Bolsonaro venceu no 2º turno há 2 anos. A sigla conquistou 377 desses municípios. É mais do que havia conquistado no Brasil todo em 2020.

Os partidos de centro foram os mais vitoriosos nestas eleições. A maioria teve desempenho levemente superior nas cidades mais alinhadas a Bolsonaro, mas também foram bem nas alinhadas com Lula.

Arte do Poder 360

Arte do Poder 360

Eis 3 destaques sobre a eficiência dos partidos em municípios que se alinharam mais a Lula ou Bolsonaro em 2022:

PP – tem 15,6% dos municípios “bolsonaristas” contra 12% dos “lulistas”. Em número absoluto, porém, detém praticamente a mesma quantidade de prefeituras de cada lado (375 X 373, respectivamente);

Republicanos – o partido conservador vai melhor nas cidades que deram vitória a Lula. São 267 prefeituras conquistadas nesse grupo ante 169 dentre as cidades que votam mais no Bolsonaro;

PT e PL – das 248 prefeituras petistas, 217 (ou 88%) vieram das cidades mais “lulistas”. Do lado oposto, 377 das 512 conquistas do PL (74%) vieram dos municípios mais alinhados a Bolsonaro.

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Veja íntegra dessa matéria especial AQUI.

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quinta-feira - 01/08/2024 - 09:26h
Venezuela

Governo Lula e PT ficam divididos e expõem crise mundialmente

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

Reconhecer a contestada vitória do ditador Nicolás Maduro na eleição venezuelana, como fez o Partido dos Trabalhadores, não serviu apenas para dividir o governo, mas também para expor ainda mais a divisão interna da legenda. A ala moderada afirma que o partido deveria ter agido com mais cautela e aguardado, como faz o Poder Executivo, a divulgação das atas eleitorais. A avaliação é de que a pressa em reconhecer Maduro prejudica a imagem do presidente Lula, mesmo que ele não tenha relação com a nota oficial.

“Creio que, neste caso, uma postura cautelosa seja recomendável diante das investidas autoritárias do regime com as oposições”, disse o senador Fabiano Contarato (PT-ES). “A situação na Venezuela é gravíssima e lamentável. Sem transparência no processo eleitoral, liberdade política e de expressão, e respeito aos direitos humanos, não há democracia”, escreveu no X o também senador Paulo Paim (PT-RS). (Estadão)

A divisão não é exclusividade do PT. A Organização dos Estados Americanos (OEA) não conseguiu aprovar ontem uma resolução final sobre a Venezuela. Ao todo, foram 17 votos a favor (um a menos que o mínimo necessário), 11 abstenções, incluindo Brasil, Colômbia e México, e cinco ausências. O principal ponto de conflito é o pedido para que, além de divulgadas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), as atas eleitorais sejam verificadas com a presença de observadores independentes. (Folha)

Pelo mesmo motivo ainda não foi fechado o comunicado conjunto de Brasil, Colômbia e México sobre as eleições venezuelanas. Segundo fontes, os mexicanos não gostaram dos termos propostos por colombianos e brasileiros sobre a auditoria das atas. A Colômbia defende uma verificação “internacional”. O Brasil, “imparcial”. Na diplomacia, a semântica importa. (Globo)

E o governo americano elevou o tom em relação à Venezuela. “A nossa paciência, e a da comunidade internacional, está se esgotando. Estou esperando que a autoridade eleitoral venezuelana seja transparente e divulgue os dados completos e detalhados sobre esta eleição para que todos possam ver os resultados”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby. Tais documentos, afirma a oposição, mostrarão uma vitória esmagadora de Edmundo González Urrutia sobre o atual presidente, que foi declarado reeleito com 51,2% dos votos pelo CNE. Os Estados Unidos, assim como o Brasil, ainda não reconheceram o resultado e cobram a apresentação das atas. (The Hill)

Já Maduro apresentou ontem um recurso à Câmara Eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça , controlado por chavistas, para que faça uma auditoria para “esclarecer tudo” e tratar do que chamou de “ataque ao processo eleitoral e essa tentativa de golpe de Estado”.

O presidente venezuelano alega que houve um ciberataque ao sistema de eleição digital e por isso não tem acesso às atas. Ele garantiu que seu partido está pronto para apresentar todas as atas da votação que estão em seu poder. “Disse à Câmara Eleitoral que estou disposto a ser convocado, interrogado, em todas as suas partes, investigado como candidato presidencial vencedor das eleições de domingo e presidente”, afirmou. (El Universal)

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segunda-feira - 08/07/2024 - 23:30h
Política

O ódio de laboratório de Valentim

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Nos últimos dias, em vídeos e em eventos públicos, o senador Styvenson Valentim (Podemos) tem carregado na linguagem contra a governadora Fátima Bezerra (PT), seu governo e partido.

O caso não é por acaso. É uma espécie de ódio de laboratório, fabricado com fins específicos.

Valentim quer antecipadamente polarizar com quem poderá concorrer a uma das duas vagas ao Senado em 2026.

Ele sabe também que é visto com desconfiança pelo bolsonarismo, até porque bolsonarista não é.

Sua aposta é no antipetismo mesmo.

Surfa na corrente do desgaste da governadora, do presidente Lula e do antipetismo encravado no inconsciente popular.

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quinta-feira - 04/07/2024 - 11:50h
Sucessão municipal

Rosadismo oficializa apoio à pré-candidatura de Lawrence Amorim

Nicó, Sandra, Lawrence, Larissa e Omar na Frente Ampla de oposição (Foto: PSDB Divulgação)

Nicó, Sandra, Lawrence, Larissa e Omar na Frente Ampla de oposição (Foto: PSDB Divulgação)

A pré-candidatura a prefeito de Mossoró do presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (PSDB), recebeu reforço do grupo Rosado, liderado pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) e pela ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Reforço em nome do PSB, dirigido no estado pela própria Larissa Rosado.

Sandra e Larissa reuniram filiados e aliados à noite dessa quarta-feira quarta-feira (3), no Érika Buffet, bairro Santo Antônio. O encontro também contou com representantes dos demais partidos da “Frente Ampla”, movimento de oposição que reúne ainda PT, PV e PCdoB da Frente Brasil da Esperança, o Cidadania e o próprio PSDB local, presidido pela bioquímica Fátima Tereza, mulher de Lawrence.

O PSB não terá candidaturas à vereança e provavelmente não fará parte da chapa majoritária. Porém, oferece ampla experiência do rosadismo em campanhas, ao longo de várias décadas. Além disso, mais tempo à propaganda eleitoral em rádio e televisão.

Afinidade com rosadismo

A presidente do PSB no RN disse que o partido tomou a decisão, de forma unânime, após duas reuniões internas. Classificou Lawrence como corajoso por não temer enfrentar o poder, observando, contudo, que “mais poderoso é povo, principalmente quem não tem acesso à consulta médica, a exames e ao filho na educação infantil.”

Ex-prefeita de Mossoró, ex-deputada estadual e federal, Sandra Rosado disse que o momento é histórico, rememorou ensinamentos de Eduardo Campos (líder do partido, falecido há dez anos) e ressaltou antiga afinidade política com Lawrence, que a apoiou duas vezes à Câmara dos Deputados.

Mossoró de todos

Lawrence agradeceu o apoio do PSB, o qual saudou como grande partido. Destacou o reforço da legenda à Frente Ampla de oposição, para a qual, segundo ele, “partidos estão chegando, priorizando o que não se vê hoje: diálogo e respeito”. Paralelamente, disse que essas legendas começam a construir plano de governo, com ideias de todas as siglas partidárias, focando numa “Mossoró de todos.”

A vereadora Marleide Cunha (PT) defendeu a união de forças e bradou: “Vamos dar um basta do que está acontecendo em Mossoró, uma pessoa se achar maior que as instituições. Dia 6 de outubro, vamos dar um basta às mentiras e colocar democraticamente quem vai ouvir as pessoas e atender o povo”, acrescentou a parlamentar, pré-candidata à reeleição, numa referência ao prefeito Allyson Bezerra (UB).

Ao lado de Lawrence, Larissa enfatizou a "coragem" dele em enfrentar disputa (Foto: PSDB Divulgação)

Ao lado de Lawrence, Larissa enfatizou a “coragem” dele em enfrentar disputa (Foto: PSDB Divulgação)

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Outros representantes das siglas da Frente Ampla prestigiaram o anúncio, como Nicó Fernandes do Cidadania e Renan Nogueira do Partido Verde (PV), além dos vereadores Omar Nogueira (PV) e Pablo Aires (PV).

Presidente do PT local, a deputada estadual Isolda Dantas justificou ausência, comunicando que cumpria compromissos parlamentares em Natal.

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quinta-feira - 11/04/2024 - 09:24h
Mossoró

Federação Rede/Psol diverge sobre aliança e mexe com nominata

Sandro e João falam sobre aspectos do formalismo da federação (Fotomontagem do BCS/Foto de Sandro da AL e de João de Edilberto Barros)

Sandro e João falam sobre aspectos do formalismo da federação (Fotomontagem do BCS/Foto de Sandro da AL e de João de Edilberto Barros/Arquivo)

Por Carol Ribeiro (Do jornal Diário do RN)

A Rede Sustentabilidade em Mossoró, apesar de integrar federação com o PSOL, buscou rumos próprios na formação da nominata a vereador e se encaminha para gerar um embate interno na definição dos apoios a prefeito. Os nomes que compõem o grupo de pré-candidatos a vereador são todos da base do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), nome que diverge ideologicamente dos princípios do PSOL/Rede.

A transferência destes nomes para a Rede ocorreu de forma emergencial, durante as últimas horas do prazo de filiações partidárias, na semana passada. Após a reviravolta que ocorreu no PSB, a saída de Rafael Mota com a definição nacional de aliança com o PT nos municípios do Rio Grande do Norte, em Mossoró, a nominata, que até então estava na base de Allyson, foi desfeita.

Em busca de abrigo partidário, os pré-candidatos foram alocados na Rede Sustentabilidade, numa articulação, nos bastidores, de Allyson Bezerra com o presidente da Rede RN, João Gentil.

Acontece que a Rede não pode tomar decisões unilaterais, sem que seja acertada com o PSOL. Do ponto de vista jurídico, a Federação funciona como um só partido e as siglas que a compõem não tomam decisões em separado. A decisão também pode descumprir resolução nº 07/2024, da Federação, que disciplina as coligações e a formação de lista de candidatos nas eleições majoritárias e proporcionais na eleição deste ano.

Apesar disso, o presidente da Rede Sustentabilidade garante à reportagem do Diário do RN que “a probabilidade de conflito com o PSOL é zero”. João Gentil informa que, mesmo tendo uma nominata formada por nomes ligados à Allyson Bezerra, não existe apoio firmado à majoritária ainda e que o assunto precisa ser debatido com a Federação através de plenárias e da convenção eleitoral.

Ele garante ainda que todos os nomes que estão lá são pessoas que “se identificam com a ideologia da Rede”.

“A (resolução da) Federação Rede-PSOL diz que a cidade que teve mais votos na eleição passada é quem vai deliberar sobre os rumos do processo eleitoral. Natal o PSOL teve mais voto do que Mossoró para vereador, então em Natal a Rede vai seguir com o PSOL. Mossoró a Rede teve mais voto que o PSOL. Então nós vamos discutir. Lógico que nós vamos decidir junto com eles, mas essa decisão de Mossoró é da Rede”, descreve Gentil se referindo ao artigo 6º da resolução.

O trecho diz que “na definição do quantitativo de vagas das chapas proporcionais será observada a votação obtida pelos partidos federados na disputa pela câmara de vereadores na eleição 2020”.

No entanto, o presidente estadual do PSOL, Sandro Pimentel, observa à reportagem que “na federação quem tem maioria na decisão é o PSOL, então a decisão de aliança passa também pelo PSOL. Isso ocorre nacionalmente, entendeu? Não é uma questão local ou regional”, diz.

Ele chama a atenção para o fato de que a mesma resolução “proíbe aliança com partidos que estiveram no apoio ao governo Bolsonaro”, o que inclui o União Brasil, de Allyson Bezerra.

A resolução nº 07/2024 especifica que “estão autorizadas alianças eleitorais majoritárias e a formação de coligações com os partidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV), PSB e PDT, PCB e UP”. Ainda segundo o texto, alianças com o partido que não estejam autorizadas são vedadas e a autorização cabe à direção nacional e avaliação política local.

Na avaliação de Pimentel, o fato dos pré-candidatos a vereador da Rede terem vindo do PSB é “ok”, mas a aliança majoritária é outra discussão.

De um lado, João Gentil se mostra confiante que uma deliberação nacional sobre esta situação nunca vai ocorrer, por que “tudo vai ser conversado”.

Do outro, Pimentel lembra: “Se eram do PSB, eram. A partir do momento que decidiram se filiar ao PSOL ou Rede, sabem muito bem ou deveriam saber as decisões das nossas instâncias. Não poderão estar no palanque de nenhum candidato de direita, sob pena das punições internas”, afirma.

A resolução diz que a “inobservância de tais regras poderá levar à anulação das deliberações tomadas pela federação na circunscrição eleitoral, pela direção estadual ou nacional da federação, conforme o caso”.

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quinta-feira - 04/04/2024 - 20:02h
Prefeitura de Natal

Para continuar pré-candidato, Rafael Motta segue Avante

Futuro, vendo à frente, previsão de tempoEm nota pública lançada ao RN nesta quinta-feira (4), o ex-deputado federal Rafael Motta anunciou oficialmente que vai migrar do PSB para o Avante. Mas, seguirá pré-candidato a prefeito de Natal. Na verdade, sua mudança é justamente para poder ter direito de concorrer à prefeitura.

A direção nacional do PSB resolveu intervir no comando do partido no RN, cedendo à pressão do PT, do qual é aliado no plano nacional (veja AQUI).

Motta esclareceu, sem detalhar, o porquê de sua saída e revelou o novo caminho partidário:

Rio Grande do Norte,

Coragem, respeito e liberdade são pilares da nossa caminhada na vida pública, iniciada em 2012, quando eleito vereador em Natal. E foi assim, especialmente em 2022, quando disputamos o Senado contra todas as forças e sistemas políticos, obtendo um total de 385.275 norte-rio-grandenses acreditando no nosso projeto.

Por insegurança decisória para as eleições de 2024, encerro o meu ciclo no Partido Socialista Brasileiro (PSB). À sigla que tem em suas origens o fortalecimento da democracia, agradeço o companheirismo e o convívio nesse período, especialmente ao presidente Carlos Siqueira.

Seguimos uma nova caminhada para o Avante e assim construirmos um projeto para Natal com a nossa pré-candidatura a prefeito.

Um partido que nos deu total autonomia através do amigo de oito anos de Câmara dos Deputados e presidente nacional, Luís Tibé, que também integra o arco de apoio ao Governo Federal. Chegamos para somar e fortalecer a legenda junto ao presidente estadual Jorge do Rosário.

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terça-feira - 27/02/2024 - 08:48h
Federação

Montagem de nominata deixa vereadora indócil

Marleide é autora da proposição para a audiência pública (Foto: Edilberto Barros)

Marleide sobreviveu em 2020 e conseguiu eleição em luta muito desigual (Foto: Edilberto Barros)

Detentora da única cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Mossoró, a vereadora Marleide Cunha evitou reunião da cúpula da Federação Brasil da Esperança, no domingo (25) – veja AQUI, que tratou da prioridade do petismo nas eleições municipais em 2024: montagem da nominata de vereador.

A vereadora tem razões de sobra para estar indócil.

Cúpula do PT e da Federação não a colocam como prioridade nem existe tratamento isonômico à disputa. A eleição de Glisiany Plúvia de Oliveira, a “Plúvia”, nome preferencial da deputada estadual Isolda Dantas (PT), é questão de honra para a parlamentar e dirigente local do partido.

Em 2020, Isolda tentou emplacar Plúvia, mas ela acabou como primeira suplente.

O partido propagava que teria uma bancada de até três nomes. Venceu apenas Marleide, presidente licenciada do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), que recebeu R$ 2 mil de fundo eleitoral à sua campanha.

Enquanto isso, Isolda assegurou oficialmente à Plúvia Oliveira R$ 52 mil – 2.600% a mais do que recebeu Marleide Cunha -, além de todo aparato do seu gabinete na Assembleia Legislativa.

Desde então, a relação entre a vereadora e Isolda azedou. Publicamente, ambas fazem um esforço sobre-humano à coabitação, mas o que existe mesmo é uma sincera hipocrisia bilateral.

Para 2024, a pisada é a mesma. Marleide Cunha terá que se desdobrar mais ainda à reeleição e chegar de novo na frente da candidata de Isolda é parte importante do êxito desejado.

Foi dada a largada.

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segunda-feira - 26/02/2024 - 07:02h
Mossoró

Federação PT/PCdoB/PV prioriza formação de nominata a vereador

Reunião aconteceu nesse domingo, dia 25 (Foto: divulgação)

Reunião aconteceu nesse domingo, dia 25 (Foto: divulgação)

Nesse domingo (25), a Federação Brasil da Esperança em Mossoró, composta pelos partidos PT, PCdoB e PV, realizou reunião para traçar os rumos eleitorais do município em 2024. A prioridade das discussões foi a formação de nominata com as três legendas, que deve ter total de 22 candidatos à vereança.

A reunião foi organizada pela deputada estadual Isolda Dantas (PT) e contou com a participação de parlamentares locais como o vereador Omar Nogueira (Patriota) e Pablo Aires (PSB), representantes da vereadora Marleide Cunha (PT), além de dirigentes partidários e pré-candidatos a vereador.

“Nossa conversa, enquanto federação, é sobre construir um projeto político sólido para melhorar a vida do povo mossoroense. Mossoró precisa de uma alternativa a este modelo deficitário e perseguidor dessa gestão que está aí”, declarou a deputada Isolda.

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quarta-feira - 27/12/2023 - 20:04h
Eleições 2024

Um candidato para marcar posição em Mossoró

chapa, nomes, fotos, candidatos, política,O MDB cascavilha a política de Mossoró à cata de um nome para plantar como candidato a prefeito em 2024.

A cúpula partidária sabe das dificuldades desmedidas à vitória nas urnas. Porém, sua prioridade não é exatamente vencer, mas marcar posição em relação ao pleito governamental de 2026.

O atual vice-governador Walter Alves, dirigente estadual da legenda, sonha em concorrer ao governo estadual e quer ter em Mossoró uma célula política.

Tem plena consciência que não pode contar com o PT da governadora Fátima Bezerra (PT).

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