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Justiça do Trabalho renova intervenção na antiga Apamim

HMAC tem atrasos que terceirizada não consegue sanar (Foto: arquivo)
HMAC seguirá com administração excepcional longe de uma solução final (Foto: arquivo)

Do portal Rádio Difusora de Mossoró

O juiz Magno Kleiber Maia, da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró, renovou o decreto interventivo da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), após a revogação anterior pela 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte (veja AQUI).

O Ministério Público do Trabalho solicitou a manutenção da intervenção devido a notícias sobre a ausência de direção constituída na Apamim.

Em sua decisão, o juiz afirmou: “Pois bem, conforme teor da decisão de id. d268442, ciente da revogação, pelo Juízo da 8ª Vara Federal, do decreto de intervenção judicial da APAMIM, bem como tomando conhecimento, por canais de notícias, sites e perfis jornalísticos da existência de atos relacionados a uma possível transferência da administração da Apamim ou à ausência de constituição legal da diretoria da referida entidade, este juízo renovou a intervenção judicial decretada neste feito, nos mesmos termos da sentença de id. 34f9487, proferida em 30/12/2015.”

A intervenção será por no mínimo cinco anos, sem estipulação de prazo máximo.

O juiz reafirmou a continuidade da junta interventora previamente designada para assegurar que os serviços vitais prestados pela Apamim  não sejam interrompidos, protegendo assim os interesses de funcionários, pacientes e da comunidade.

Nota do Blog Carlos Santos – A decisão da Justiça Federal, através do juiz João Batista Martins Prata Braga da 8ª Vara da Justiça Federal, deixou uma série de interrogações e vácuos, quanto as atividades da antiga Apamim, através do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Estado, Ministério Público e entidades médicas chegaram a discutir ações emergenciais (veja AQUI e AQUI) para continuidade de serviços, pagamento de compromissos e gestão.

A nova intervenção dá segurança jurídica, mas paralelamente endossa uma anomalia: o que seria emergencial e excepcional ficará por pelo menos 15 anos como regime legal de administração. Podendo ser esticado para até mais ou bem mais. Surreal.

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Justiça bloqueia contas de Estado e parcela débitos municipais

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O juiz João Batista Martins Prata Braga, da 8ª Vara Federal do RN, determinou nesta quarta-feira (13) o bloqueio nas contas do Governo do Estado do Rio Grande do Norte em favor do pagamento de cinco cooperativas/empresa que atuam no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró.

O pedido de bloqueio foi feito pela própria Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), gestora do HMAC, que está sob intervenção federal desde 2014.

A decisão se dá em razão do atraso nos repasses do Governo do Estado às cooperativas/empresa médicas Neo Clínica SS, Cam, Sama, NGO e Cooperativa de Fisioterapeutas (COOPERFISIO).

No total, foram bloqueados do Estado R$ 1.299.580,70 de forma integral – inerentes a dívidas que se arrastam há quatro meses.

Os pediatras da Neo Clínica SS paralisaram atividades (veja AQUI) nesta quarta-feira. Profissionais deverão se pronunciar se retornam ou não ao trabalho. As demais cooperativas e empresas não pararam atividades.

Parcelamento

Quanto ao município de Mossoró, a mesma decisão amparou pleito da gestão para parcelamento de débitos Apamim/HMAC no montante de R$ 3.253.938,88 – em oito parcelas em valores iguais. Não houve bloqueio pecuniário algum.

Tivemos acesso à decisão judicial. No enunciado, o magistrado faz referência a parcelamento pleiteado anteriormente, tendo seu acolhimento. E os recursos em questão não tratam de pagamento a médicos, cooperativas ou qualquer empresa médica que atendem no HMAC, mas por outras obrigações.

Na sentença, juiz mostra que Estado é devedor de médicos e não a municipalidade (Reprodução do BCS)
Na sentença, juiz mostra que Estado é devedor de médicos e não a municipalidade (Reprodução do BCS)

“De acordo com a decisão judicial da intervenção federal, a Prefeitura de Mossoró não é responsável pelos repasses para pagamento das cooperativas de médicos que atuam na Apamim. Essa responsabilidade é atribuída ao Governo do Estado,” já tinha esclarecido a Prefeitura de Mossoró em nota ontem (veja AQUI). O débito com médicos é do Governo do Estado – apenas confirmou o juiz João Batista Martins Prata Braga.

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