Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), através da juíza da 34ª Zona Eleitoral, Cinthia Cibele Diniz de Medeiros, marcou para o dia 16 de dezembro a diplomação dos eleitos no último dia 06 de outubro, em Mossoró.
A diplomação vai acontecer às 8h, no Fórum Desembargador Silveira Martins.
Receberão diploma Allyson Bezerra (UB), como prefeito reeleito, o vice-prefeito eleito Marcos Medeiros, e os 21 vereadores, os eleitos e reeleitos, que ocuparão a Câmara Municipal a partir de 2025.
O edital de Proclamação e Diplomação dos Eleitos foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico.
Genivan topou em 11.019 votos e Lawrence ainda conseguiu 16.115 votos (Fotomontagem BSV)
Estava escrito. Depois de vexame comum nas urnas, os ‘parceiros’ de campanha municipal em Mossoró, PL e PT, entram com ações judiciais que buscam implodir a reeleição nas urnas do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (União Brasil). O “bolsopetismo” da luta pelo voto não era apenas um ‘namoro colorido’, coisa passageira. Pelo visto… virou caso sério, mesmo após o choque de realidade da votação de cada um.
As duas forças políticas que apoiaram as candidaturas a prefeito de Lawrence Amorim (PSDB) e Genivan Vale (PL) protocolaram no mesmo dia (24.10) ações idênticas. Nas petições, querem que a Justiça Eleitoral casse o mandato e torne inelegíveis o prefeito reeleito com 78,02% dos votos válidos da eleição, Allyson Bezerra, e seu vice, Marcos Medeiros (PSD).
Lawrence e Genivan alegam que a Prefeitura de Mossoró gastou com publicidade institucional no primeiro semestre de 2024 mais do que a média dos três anos anteriores (2021, 2022 e 2023). A partir daí, cobram a quebra de sigilo bancário das agências de publicidade contratadas pelo poder público, através de licitações.
A juíza da 34ª Zona Eleitoral, Chinthia Cibele, indeferiu o pedido liminar dos candidatos derrotados na eleição de 2024, destacando que as alegações careceriam de “argumentação de coesão lógica.” Simplificando: são sem pé nem cabeça, verdadeiros quasímodos jurídicos.
Fundamentou a magistrada:
-“A carência de coesão lógica com o dispositivo invocado pela parte autora se revela mais uma vez no pedido de afastamento do sigilo bancário relativamente aos três anos anteriores ao período eleitoral, ao passo que para a investigação da irregularidade do art. 73, VII da Lei nº 9.504/97 se demandaria tão somente o debate quanto aos valores empenhados no corrente exercício.”
Durante a campanha municipal, os dois candidatos e suas respectivas coligações trabalharam de forma integrada, dividindo pautas de denúncias e ataques ao adversário. Nos debates, o sincronismo era de seleção olímpica de vôlei: um levantava e o outro cortava (veja AQUI).
Até mesmo a vice de cada um, Carmém Júlia (MDB) e Nayara Gadelha (PL), respectivamente companheiras de chapa de Lawrence Amorim e de Genivan Vale, cumpriram agendas eleitorais juntas (veja AQUI). Isso mesmo. Pasme!
Os números eleitorais dos dois candidatos foram vexatórios. Allyson Bezerra teve 113.121 votos (78,02%), impondo maioria de 97.007 sobre Lawrence Amorim e de 102.102 votos sobre o terceiro colocado Genivan Vale.
A soma da votação dos seus quatro adversários – Lawrence, Genivan, Victor Hugo (UP) e Irmã Ceição (PRTB) – chegou a 31.869 votos – num universo de 144.990 votos válidos.
Isso representa um total menor do que o cumulativo de abstenções, votos nulos e votos em branco – 39.666.
Lawrence Amorim empalmou 16.115 votos (11,11%) e Genivan topou em 11.019 votos (7,60%).
Outras ações vão ser protocoladas, conforme os dois grupos têm conversado e trabalhado. É aguardar.
Genilson: atuação importante na Casa (Foto: Edilberto Barros)
A juíza da 34ª Zona Eleitoral, Anna Isabel de Moura Cruz, negou pedido de cassação do mandato do vereador reeleito de Mossoró, Genilson Alves (Pros), ao julgar improcedente ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) por suposta irregularidade na recepção de recursos de campanha em 2020.
Ao tomar conhecimento da decisão, nesta quarta-feira (28), Genilson Alves declarou que a sentença reafirma a boa fé da sua atuação política, também expressa, segundo ele, na aprovação da prestação de contas da sua candidatura no ano passado – em primeiro e em segundo graus.
Acrescentou que a decisão só credencia a continuidade do seu trabalho.
“Desde sempre convicto que não cometi qualquer irregularidade, sigo firme nas ações do nosso mandato, representando o povo de Mossoró, que, democraticamente, reconduziu-nos à Câmara Municipal”, assegura.
Nota do Blog – Boa notícia, vereador. Parabéns. És um parlamentar atuante, que pode continuar acrescentando muito a Casa, como na legislatura passada. Boa sorte e bom trabalho.
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