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Ex-secretário de Garibaldi Filho pode ser diretor do TJRN

Lindolfo: Operação Satélites 2 (Foto: arquivo)

Do Blog Rosalie Arruda

De dois em dois anos a história se repete.

A dança das cadeiras no Tribunal de Justiça do RN (TJRN) mexe com a imaginação do mundo jurídico potiguar.

O ex-secretário do governo do senador Garibaldi Filho (MDB), Lindolfo Sales, pode sentar na cadeira de diretor do TJRN, na nova gestão.

Nota do Blog Carlos Santos – O desembargador João Rebouças foi eleito recentemente à presidência desse poder. Tomará posse em janeiro próximo.

Quanto a Lindolfo, no dia 28 de abril de 2017, ele foi um dos principais alvos da “Operação Satélites 2, desdobramento da Operação Lava Jato (veja AQUI).

Lindolfo foi diretor do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) quando Garibaldi foi ministro da Previdência. Antes disso, integrava a equipe de gabinete do senador e chegou a ocupar a presidência do INSS em dezembro de 2012.

Aparece em delações premiadas da Construtora Norberto Odebrecht, que envolvem o senador com suposto recebimento de R$ 200 mil da empresa para Caixa 2 em campanha. Seria o intermediário da negociação.

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Lindolfo Sales, ex-presidente do INSS, foi alvo de operação

Por Dinarte Assunção (Blog do ID) e Blog Carlos Santos

O alvo da Lava Jato no RN, na segunda fase da Operação Satélites (veja AQUI), foi Lindolfo Sales Neto, ligado ao senador Garibaldi Filho (PMDB).

Lindolfo presidiu INSS e é do grupo do senador Garibaldi Filho (Foto: web)

Quatro policiais federais cumpriram mandado hoje contra Lindolfo e apreenderam documentos em seu apartamento.

Lindolfo foi diretor do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) quando Garibaldi foi ministro da Previdência. Antes disso, integrava a equipe de gabinete do senador.

Garibaldi diz desconhecer operação

Chegou a ocupar a presidência do INSS em dezembro de 2012.

O senador Garibaldi Alves Filho informa que oficialmente desconhece qualquer ação a respeito da chamada Operação Satélites, nem a citação do nome de um ex-assessor nesta investigação.

Natural de Recife, Sales foi professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Mestre em Engenharia Civil pela Universidade de Missouri (EUA), foi também diretor-geral do Detran (RN) e secretário de Planejamento e Finanças do Estado do Rio Grande do Norte na gestão Garibaldi.

Caixa 2

Lindolfo aparece em delações premiadas da Construtora Norberto Odebrecht, que envolvem o senador com suposto recebimento de R$ 200 mil da empresa para Caixa 2 em campanha. Seria o intermediário da negociação.

A Procuradoria-geral da República (PGR) pediu a abertura de inquérito contra Garibaldi para investigar crime de caixa dois. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enviou todo o material de volta para que a PGR se manifeste sobre a possibilidade de extinção da punibilidade do senador em função do tempo em que o fato ocorreu e da idade dele.

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Delator detalha ‘apoio’ a Garibaldi Filho, Wilma e Iberê

Por Dinarte Assunção (Blog ID)

Em depoimento a procuradores da República no Rio Grande do Norte, em dezembro passado, o ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, relatou que, das tratativas de que ele participou, os repasses para o senador Garibaldi Filho  foram considerados um investimento da construtora, pois sua influência poderia ser útil no futuro.

“João Pacífico (chefe da Odebrecht para o Nordeste) veio a Natal e tivemos reunião na casa de Garibaldi. Lá, pacífico relatou que iríamos contribuir com R$ 200 mil, que foram pagos em duas parcelas”, explicou Parente.

“O senador agradeceu, indicou um interlocutor para operacionalizar, que eu não recordo o nome. Alguém com nome de Leopoldo ou Lindolfo, alguma coisa assim… Era um nome parecido com esse.”

Segundo o delator, o interlocutor do senador foi informado sobre as datas de pagamento. “Não me recordo se o recebimento foi em casa de câmbio em Recife ou São Paulo”.

Nas planilhas, o senador tinha o codinome de “Lento”.

Wilma de Faria (“Cobra”) e Iberê Ferreira (“Hospital”) também receberam propina, diz delator

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente afirmou em delação premiada que pagou propina no valor de R$ 1.145.000,00 para a ex-governadora Wilma de Faria e o ex-governador Iberê Ferreira de Souza. O valor foi desviado, contou o delator, das contrapartidas do Governo do Estado para a obra da Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo, inaugurada em 2010.

De acordo com Ariel, o pleito teria sido feito pelo irmão da ex-governadora Carlos Faria, secretário-chefe do Gabinete Civil do governo Wilma.

Nas planilhas, Wilma está relacionada ao codinome “Cobra”; Iberê, “Hospital”, referência à sua saúde, já que, em 2010, ele enfrentava um câncer, cujas complicações lhe levariam à morte posteriormente.

Ainda de acordo com o relato de Parente, Iberê, quando assumiu o governo em março de 2010, o procurou solicitando dinheiro para a campanha. Ele afirmou que não poderia contribuir já queo Estado estava devendo à Odebrecht.

“Ele prometeu que nos pagaria e eu destinei parte dos últimos pagamentos que estão no sistema para Iberê”, explicou o delator.

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Quinta Jurídica abordará temas da Previdência Social

“Temas Atuais da Previdência Social”.

Esse será o tema da Quinta Jurídica desta semana, que acontecerá na próxima quinta-feira, a partir das 19h, no auditório da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.

O presidente do INSS, Lindolfo Neto de Oliveira Sales, o procurador geral da AGU Juan Pablo Couto de Carvalho e o advogado Bruno de Albuquerque Baptista serão os palestrantes da Quinta Jurídica.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do site www.jfrn.jus.br .

A efetivação da inscrição é feita mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. A Quinta Jurídica é promovida pelo núcleo no Rio Grande do Norte da Escola de Magistratura Federal.