* A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu grupo não têm o que temer, aboletados no governo. Pelo menos em relação à denominada “oposição” política.
Ela inexiste.
Quem faz oposição ao governo Rosalba?
Tião Couto (PSDB), segundo colocado nas eleições municipais do ano passado?
Gutemberg Dias (PCdoB), agradável surpresa e terceiro colocado na mesma disputa?
A bancada contrária na Câmara Municipal de Mossoró?
O ex-candidato a prefeito “Cinquentinha” (hoje, no PSDC)?
O antecessor Francisco José Júnior (PSD).
O governador Robinson Faria (PSD).
Nada, nada, nada disso.
Todos inexistem até aqui como tal. Uns, por incapacidade; outros, por estratégia.
O problema que ganha corpo de forma lenta, gradual e expressiva é a “oposição social”, muito mais letal do que a política.
É a voz das ruas.
Ela germina nas unidades básicas de Saúde (UBS’s) e Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s), com precário atendimento e falta de medicamentos; nas ruas e avenidas esburacadas e cobertas por lixo; na escola com escassez de merenda, na insegurança do centro à periferia e no desemprego que não é estancado.
E tudo fica grandiloquente nas queixas que se espalham nas redes sociais, através de vídeos, textos, fotos e áudios. Esse perturbador boca a boca virtual cresce em proporção geométrica.
A prefeita e sua entourage palaciana não podem ignorar esse fenômeno. Se o fizerem, por arrogância ou falta de sensibilidade política, podem contabilizar rápido e crescente prejuízo.
Quanto à oposição política, nada a temer. Por enquanto.
Essa inexiste. Ainda.
O governo e a “oposição social” quase um ano e dois meses depois
* Este texto acima foi originalmente publicado no dia 11 de Abril de 2017, às 19h02. São quase 14 meses de sua veiculação original. O que mudou de lá para cá? Praticamente nada. Na verdade, o quadro se agravou para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e seu governo.
Ela tem pesquisa guardada a sete chaves, com números que mostram sua continuada corrosão. O governo é vítima do fantasma da “silveirização” (desgaste como do ex-prefeito Francisco José Júnior).
Qualquer dúvida, é só olhar nas redes sociais a crescente onda de críticas e denúncias contra serviços elementares da administração municipal. Não são manifestações articuladas, de guetos ou grupos organizados, mas vozes espontâneas que viralizam rapidamente.
É a “oposição social” a que nos referimos há mais de um ano e Rosalba e seus próceres preferiram desdenhar. Incensados por uma vitória eleitoral em 2016 e o poder, por que nos levariam a sério?
Mesmo com pesado investimento na imprensa convencional e páginas virtuais de Mossoró, de Natal e Caicó, vendendo uma imagem diferente, a gestão não consegue maquiar mais a realidade. E a oposição? Ah, a oposição política de Mossoró consegue ser ainda menor.
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