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O medo que salva vidas – mais atenção e menos complacência

Por Luís Correia

Imagem ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Imagem ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

O medo. Ah, o medo! Esse sentimento que, muitas vezes, nos oprime e nos paralisa, é comumente visto como um inimigo a ser combatido. No entanto, em certas situações, ele se revela um poderoso aliado, um verdadeiro guardião da nossa segurança. No complexo e dinâmico cenário do trânsito, o medo, em sua dose certa, não apenas nos salva, mas é fundamental para uma condução verdadeiramente segura e consciente.

O que é o medo e sua importância para a atenção

Do ponto de vista psicológico e biológico, o medo é uma emoção primária, uma resposta inata e vital para a sobrevivência da espécie humana. Ele funciona como um sistema de alarme interno, ativando nosso corpo e mente para identificar e reagir a ameaças potenciais. Quando sentimos medo, nosso cérebro libera uma cascata de hormônios que aguçam nossos sentidos, aumentam nossa frequência cardíaca e nos preparam para uma ação rápida – seja ela de fuga ou de enfrentamento. No contexto da direção, essa ativação se traduz em um estado de atenção elevada, onde cada detalhe da via, cada movimento dos outros veículos e cada sinal de trânsito são processados com maior intensidade e urgência. É essa capacidade do medo de direcionar nosso foco que o torna tão valioso. Ele nos força a estar presentes, a observar, a antecipar. Sem essa dose de apreensão, a mente divaga, a percepção diminui e a capacidade de reação é comprometida. Em essência, o medo nos mantém vigilantes, transformando a condução de um ato mecânico em uma atividade que exige constante engajamento mental.

As primeiras aulas de condução: o medo como professor

Lembre-se das suas primeiras aulas de direção. Aquele frio na barriga ao sentar no banco do motorista, as mãos suando no volante, a atenção milimétrica a cada instrução do instrutor. Esse medo inicial não era um obstáculo, mas sim um professor. Ele o impedia de acelerar demais, de fazer curvas bruscas, de ignorar os retrovisores. Era o medo que garantia que você prestasse atenção aos pedais, ao câmbio, aos espelhos, e que cada manobra fosse executada com a máxima cautela. Essa apreensão, embora desconfortável, era o que o mantinha seguro e o ajudava a internalizar as regras e as melhores práticas de direção.

O perigo da habituação: quando o medo se dissipa

Com o tempo e a prática, a familiaridade com o veículo e com as vias cresce. As manobras se tornam automáticas, a paisagem se torna rotineira. E, inevitavelmente, o medo inicial começa a se dissipar. Esse processo é conhecido como habituação – uma adaptação natural do nosso cérebro a estímulos repetitivos que não apresentam consequências negativas imediatas. O que antes era uma situação nova e potencialmente perigosa, agora é apenas mais um dia no trânsito. É nesse ponto que reside um dos maiores perigos para a segurança viária. A perda do medo protetivo pode levar a uma falsa sensação de invulnerabilidade e à subestimação dos riscos reais. A complacência se instala, e comportamentos que antes seriam impensáveis, tornamse parte da rotina. Aquele motorista que antes era cauteloso, agora pode se permitir distrações ou imprudências, acreditando que “nada vai acontecer”.

O medo e a consciência da segurança: exemplos práticos

Se o medo protetivo permanecesse ativo em nós, muitos dos comportamentos de risco que observamos diariamente no trânsito seriam evitados. Vejamos alguns exemplos:

Uso do Cinto de Segurança: O cinto de segurança é, comprovadamente, o dispositivo mais eficaz na prevenção de lesões graves e mortes em acidentes de trânsito. No entanto, a despeito de todas as campanhas e da obrigatoriedade legal, muitos motoristas e passageiros ainda negligenciam seu uso. Se o medo das consequências de uma colisão estivesse presente de forma vívida, a simples ação de afivelar o cinto seria um reflexo automático, uma prioridade inegociável.

Dirigir Embriagado: A combinação álcool e direção é uma das maiores causas de acidentes fatais. O álcool, além de prejudicar a coordenação motora e os reflexos, diminui drasticamente a percepção de risco e a capacidade de julgamento. A perda do medo das consequências devastadoras de dirigir sob efeito de álcool é o que leva muitos indivíduos a tomar essa decisão irresponsável, colocando em risco não apenas suas vidas, mas as de terceiros.

Uso do Celular ao Volante: A distração causada pelo uso do celular é uma epidemia moderna no trânsito. Uma rápida olhada em uma mensagem, uma ligação desatenta, e segundos preciosos de atenção são desviados da via. A habituação a essa prática, muitas vezes justificada pela urgência de uma comunicação, anula o medo do perigo iminente. Se o medo de um acidente causado pela desatenção estivesse presente, o celular permaneceria guardado enquanto o veículo estivesse em movimento.

Uso do Capacete (Motociclistas): Para os motociclistas, o capacete é a principal linha de defesa contra lesões cerebrais e faciais em caso de queda. A não utilização ou o uso incorreto do capacete é um comportamento de risco que expõe o condutor a consequências trágicas. A ausência do medo das lesões que podem ser evitadas pelo capacete é um fator determinante para essa imprudência.

O medo de perder: o elo familiar com a segurança

Se o medo de nos machucarmos diminui com a habituação, talvez o medo de perder aqueles que amamos seja o catalisador mais poderoso para a prudência. Pense nisso:

O Cinto de Segurança e o Abraço da Mãe: Antes de ligar o carro, imagine que o cinto de segurança é o abraço apertado da sua mãe, que ficou em casa, ou do seu filho, que espera por você. É a promessa de que você fará tudo para voltar em segurança para eles. Afivelar o cinto não é apenas uma regra, é um ato de amor e responsabilidade para com quem se importa com a sua vida.

O Capacete e o Sorriso do Filho: Para os motociclistas, o capacete não é apenas um equipamento de proteção. Ele é o sorriso do seu filho, a preocupação do seu pai, a alegria da sua família. É a barreira que protege a mente que pensa neles, os olhos que os veem, e a vida que é tão preciosa para eles. Usar o capacete é proteger o futuro que você constrói ao lado de quem ama.

O Celular Guardado e a Presença da Família: Aquela mensagem ou ligação pode esperar. O tempo que você dedica à direção é um tempo de foco total, um compromisso com a sua segurança e a segurança de todos na via. Pense que, ao guardar o celular, você está garantindo que estará presente de corpo e alma para sua família quando chegar em casa, sem interrupções ou tragédias.

A Sobriedade e a Confiança dos Seus Entes Queridos: Dirigir embriagado é uma traição à confiança de quem se importa com você. É colocar em risco não só a sua vida, mas a de inocentes. O medo de causar dor e sofrimento à sua família, de destruir sonhos e futuros, deve ser um freio muito mais potente do que qualquer fiscalização. Escolha a sobriedade, escolha a vida, escolha o respeito por aqueles que o amam.

Resgatando o medo protetivo

O medo, portanto, não é algo a ser eliminado por completo, mas sim compreendido e canalizado. Ele é um mecanismo de sobrevivência que nos alerta para o perigo e nos impulsiona à cautela. No trânsito, onde a vida e a segurança estão constantemente em jogo, resgatar e manter um nível saudável de medo protetivo é essencial. Isso não significa viver em pânico, mas sim cultivar uma consciência constante dos riscos, uma vigilância ativa e um respeito inabalável pelas regras e pela vida.

O medo de perder entes queridos é um sentimento universal e profundo. Ele nos impulsiona a proteger, a cuidar, a valorizar. Que esse medo, em vez de nos paralisar, nos mobilize para a ação mais segura e responsável no trânsito. Que cada atitude preventiva seja um testemunho do amor que sentimos por aqueles que nos esperam em casa.

Que o medo, esse sentimento que por vezes nos oprime, possa se tornar nosso aliado mais fiel na busca por um trânsito mais seguro e humano. Afinal, quando dirigimos com medo – o medo saudável de perder o que mais amamos – dirigimos com amor, responsabilidade e consciência. E é assim que salvamos vidas.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito

Cérebro e Celular – quando a extensão digital desafia o foco no volante

Por Luís Correia

Celular e volante, uma 'parceria' que não combina (Foto ilustrativa)
Celular e volante, uma ‘parceria’ de alto risco (Foto ilustrativa)

“Para ter o que chamamos de consciência básica é preciso ter sentimentos. Isto é, é preciso que o cérebro seja capaz de representar aquilo que se passa no corpo.”António Damásio

No cenário atual do trânsito, um dos perigos mais insidiosos e, paradoxalmente, mais aceitos, é o uso do telefone celular ao volante. Apesar das campanhas de conscientização e das penalidades legais, muitos motoristas ainda se arriscam a manusear seus aparelhos enquanto dirigem, seja para atender a uma ligação, responder a uma mensagem ou simplesmente verificar as redes sociais. As consequências são trágicas e bem documentadas: acidentes, feridos e mortes.

Mas o que leva a essa persistência em um comportamento tão arriscado? A resposta pode estar mais profunda do que imaginamos, enraizada na forma como nosso cérebro interage com essa tecnologia que se tornou uma extensão de nós mesmos. Este artigo explora a fascinante e perigosa correlação entre a neurociência e o uso do celular na condução veicular, revelando como a percepção neuronal do aparelho pode nos enganar e colocar vidas em risco.

O Cérebro e o Celular: Uma Nova Extensão Corporal?

A neuroplasticidade, ou plasticidade cerebral, é a notável capacidade do nosso sistema nervoso de se adaptar e reorganizar sua estrutura e função em resposta a novas experiências, aprendizados e até mesmo lesões [1]. É por meio dela que aprendemos novas habilidades, nos recuperamos de traumas e nos adaptamos a diferentes ambientes. No contexto da tecnologia, essa capacidade do cérebro assume um papel crucial na forma como interagimos com dispositivos como o smartphone.

Com o uso contínuo e onipresente do celular, nosso cérebro começa a incorporá-lo em nosso esquema corporal, tratando-o quase como uma parte de nós mesmos. Não é apenas uma ferramenta externa que usamos; ele se torna uma extensão de nossa mente e corpo, um repositório de memórias, contatos e informações que antes residiam exclusivamente em nosso cérebro [2]. Essa integração é tão profunda que, para muitos, a ausência do aparelho pode gerar uma sensação de desconforto ou até mesmo ansiedade, como se algo fundamental estivesse faltando. A neuroplasticidade permite que o cérebro crie novas conexões neurais que facilitam essa interação, tornando o ato de utilizar o celular um padrão comportamental “normal” e quase instintivo.

Essa percepção do celular como uma extensão do corpo não é apenas uma metáfora. Estudos e observações sugerem que o cérebro pode, de fato, recalibrar sua representação espacial para incluir ferramentas que usamos frequentemente. Pense em um músico que sente seu instrumento como parte de si, ou um cirurgião que manipula seus instrumentos com a mesma precisão e intuição com que usa as próprias mãos. O celular, para muitos, atingiu um nível semelhante de integração, tornando-se uma prótese digital que amplia nossas capacidades de comunicação e acesso à informação.

[1] Neuroplasticidade – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: //pt.wikipedia.org/wiki/Neuroplasticidade [2] Opinião – O Telefone Celular é uma extensão do corpo humano. Disponível em: //lacosfaesa.com.br/2024/05/06/opiniao-o-celular-e-uma-extensao-do-corpo-humano/

Membro Fantasma Digital: A Síndrome da Vibração Fantasma

O conceito de “membro fantasma” é um fenômeno neurológico fascinante e, por vezes, doloroso, no qual indivíduos que sofreram a amputação de um membro continuam a sentir sua presença, dor ou outras sensações, como se ele ainda estivesse lá [3]. Isso ocorre porque o cérebro mantém uma representação neural daquele membro, e a ausência física não apaga essa representação cerebral. Essa persistência da percepção sensorial, mesmo na ausência do estímulo físico, oferece uma poderosa analogia para entender nossa relação com o celular.

No contexto do uso de smartphones, um fenômeno análogo tem sido amplamente documentado: a “Síndrome da Vibração Fantasma” ou “Síndrome do Toque Fantasma”. Quantas vezes você já sentiu seu celular vibrar ou tocar no bolso, apenas para pegá-lo e descobrir que não havia notificação alguma? [4] Essa experiência, comum entre usuários assíduos de smartphones, é um exemplo claro de como nosso cérebro se adapta e, por vezes, se confunde, com a constante expectativa de interação com o aparelho. O cérebro, acostumado a receber estímulos do celular, passa a antecipá-los, criando sensações que não correspondem à realidade física.

Essa síndrome não é uma doença, mas um indicativo da profunda integração do celular em nossa percepção corporal. Assim como o cérebro de um amputado continua a “sentir” um membro que não existe mais, o cérebro de um usuário de smartphone pode “sentir” um aparelho que não está vibrando, porque ele se tornou uma extensão tão intrínseca de nossa experiência diária. Essa “integração” pode ter implicações significativas para o comportamento e a atenção, especialmente em situações que exigem foco total, como a condução veicular.

[3] A Síndrome Do Membro Fantasma: Os Olhos Não Enxergam, Mas O Cérebro Sente. Disponível em: //www.ibnd.com.br/blog/a-sindrome-do-membro-fantasma-os-olhos-nao-enxergam-mas-o-cerebro-sente.html [4] Utilizar celular o tempo todo pode causar “síndrome da vibração fantasma”. Disponível em: //www.tecmundo.com.br/medicina/92409-utilizar-celular-tempo-causar-sindrome-vibracao-fantasma.htm

Atenção ao Volante: Um Recurso Precioso e Escasso

A condução veicular é uma atividade complexa que exige a plena atenção do motorista. Essa atenção pode ser dividida em três tipos principais: visual (manter os olhos na estrada), manual (manter as mãos no volante) e cognitiva (manter a mente focada na tarefa de dirigir) [5]. O uso do celular ao volante compromete todas essas dimensões da atenção, transformando o ato de dirigir em uma roleta russa.

Quando um motorista interage com o celular, seja para digitar uma mensagem, verificar uma notificação ou até mesmo falar no viva-voz, sua atenção é fragmentada. O olhar desvia da via, as mãos se afastam do volante e, o mais perigoso, a mente se ocupa com a tarefa secundária, perdendo o foco na condução. Essa distração cognitiva é particularmente insidiosa, pois mesmo que o motorista pareça estar olhando para a estrada, sua capacidade de processar informações e reagir a imprevistos está severamente comprometida.

Estatísticas alarmantes corroboram o perigo. O uso do celular ao dirigir aumenta o tempo de reação do motorista em até 50%, e a probabilidade de acidentes pode crescer em até 400%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) [6]. A perda da visão panorâmica, a dificuldade em manter a faixa e a incapacidade de reagir a situações de emergência são consequências diretas dessa distração. No Brasil, a legislação de trânsito classifica o uso do celular ao volante como infração gravíssima, justamente pelos riscos que representa à segurança de todos [7].

A ilusão da multitarefa é um dos maiores vilões. Nosso cérebro não foi projetado para realizar múltiplas tarefas complexas simultaneamente com a mesma eficiência. O que percebemos como multitarefa é, na verdade, uma rápida alternância entre tarefas, o que gera uma perda de tempo e eficiência, além de aumentar a probabilidade de erros. Ao volante, essa alternância pode ser fatal. A cada vez que o motorista desvia a atenção para o celular, ele está, na prática, dirigindo às cegas por alguns segundos cruciais.

[5] Dirigir usando celular: entenda os perigos e consequências. Disponível em: //www.allianz.com.br/Blog/2024/dirigir-usando-celular–entenda-os-perigos-e-consequencias.html [6] Celular e direção: conheça os riscos dessa prática perigosa. Disponível em: //www.sjp.pr.gov.br/celular-e-direcao-conheca-os-riscos-dessa-pratica-perigosa/ [7] Celular no trânsito: quais os riscos e o que diz a lei?. Disponível em: //www.cobli.co/blog/celular-no-transito/

O Que Fazer? Desconecte-se para Conectar-se com a Segurança

Diante da profunda integração do celular em nossas vidas e da forma como nosso cérebro o percebe, a conscientização é o primeiro passo. Entender que o uso do celular ao volante não é apenas uma distração, mas uma desconexão perigosa com a realidade da estrada, é fundamental. Não se trata de uma simples infração, mas de um risco real à vida – a sua e a de outros.

Para combater essa epidemia de distração, algumas medidas simples e eficazes podem ser adotadas:

  • Ative o Modo “Não Perturbe” ou “Modo Carro”: Muitos smartphones oferecem essa funcionalidade, que silencia notificações e chamadas enquanto você está dirigindo. Configure-o para ativar automaticamente ao detectar movimento ou ao se conectar ao Bluetooth do veículo.
  • Guarde o Aparelho Longe do Alcance: Se a tentação for grande, coloque o celular no porta-luvas, no banco de trás ou em qualquer lugar onde não seja facilmente acessível. Longe da vista, longe da mente.
  • Avise que Está Dirigindo: Se estiver esperando uma ligação ou mensagem importante, avise a pessoa que você estará dirigindo e não poderá responder imediatamente. A maioria das pessoas entenderá.
  • Use Aplicativos de Bloqueio: Existem aplicativos que bloqueiam o uso do celular enquanto o veículo está em movimento, incentivando a direção segura.
  • Peça Ajuda: Se houver um passageiro, peça para que ele gerencie suas chamadas e mensagens. Delegar essa tarefa pode salvar vidas.

Lembre-se: nenhuma mensagem, ligação ou notificação é mais importante do que a sua vida e a vida das pessoas ao seu redor. A cada vez que você resiste à tentação de pegar o celular ao volante, você está fazendo uma escolha consciente pela segurança, pela vida e pela responsabilidade.

Conclusão

O telefone celular, uma ferramenta que revolucionou a comunicação e o acesso à informação, tornou-se, para muitos, uma extensão inseparável do corpo e da mente. A neuroplasticidade do nosso cérebro, que nos permite adaptar e integrar novas ferramentas em nossa percepção corporal, explica em parte a dificuldade de nos desvencilharmos do aparelho, mesmo em situações de risco. A “Síndrome da Vibração Fantasma” é um testemunho dessa profunda integração, onde o cérebro antecipa estímulos do celular, tratando-o como um membro fantasma digital.

No entanto, essa “normalização” do uso do celular se torna mortal quando combinada com a condução veicular. A atenção, um recurso precioso e escasso, é fragmentada em suas dimensões visual, manual e cognitiva, transformando o ato de dirigir em uma atividade de alto risco. As estatísticas são claras: o celular ao volante mata.

É hora de reconhecer que, embora nosso cérebro possa percebê-lo como uma extensão, o celular não pertence ao volante. A segurança no trânsito é uma responsabilidade coletiva, e cada motorista tem o poder de fazer a diferença. Desconecte-se do celular para se conectar com a segurança. Sua vida e a vida de outros dependem disso.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito

A ciência e a cultura por trás da escolha das cores do semáforo

Por Luís Correia

Imagem ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Imagem ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Os semáforos são uma das invenções mais universais do mundo moderno, presentes em praticamente todas as cidades do planeta. Mas você já parou para pensar por que as cores escolhidas foram vermelho, amarelo e verde? A resposta envolve psicologia cognitiva, ergonomia visual, antropologia cultural e padrões técnicos internacionais. Essa padronização foi consolidada pela Convenção de Viena sobre Trânsito (1968), mas também incorporada pelo Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997). Essa dupla regulamentação – global e local – reforça a importância científica e social por trás dessa combinação cromática.

1 – Psicologia Cognitiva: Como o cérebro interpreta essas cores?

O vermelho, o amarelo e o verde não foram escolhidos por acaso. A psicologia cognitiva explica que essas cores despertam reações quase instintivas no cérebro humano:

– Vermelho: Associado ao perigo, sangue e alerta máximo, o vermelho não só chama atenção imediata como também provoca reações fisiológicas, como o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Estudos indicam que essa cor ativa o sistema nervoso simpático, preparando o corpo para uma resposta rápida – daí sua eficácia em sinais de parada.

– Amarelo: Além de representar precaução, o amarelo possui uma vantagem biológica: é a cor mais facilmente detectada pelo olho humano, especialmente em movimentos rápidos. Essa característica faz dele o sinal ideal para situações de transição que exigem resposta imediata.

– Verde: Posicionado próximo ao centro do espectro visual (em torno de 555 nm), o verde é naturalmente mais perceptível ao olho humano. Essa cor ainda carrega associações com a natureza e tranquilidade, transmitindo uma sensação de segurança e fluidez que combina perfeitamente com a mensagem de “siga em frente”.

2 – Ergonomia Visual: Visibilidade e Distinção Instantânea

A ergonomia visual estuda como o olho humano percebe e processa informações luminosas. No caso dos semáforos, três fatores foram decisivos:

– Contraste luminoso: O vermelho e o verde estão em extremos opostos do espectro visível, reduzindo confusões mesmo em condições de baixa luminosidade.

– Visibilidade em diferentes condições: O amarelo, além de sua fácil detecção, mantém boa visibilidade sob neblina ou luz solar intensa.

– Acessibilidade: Pessoas com daltonismo (principalmente o tipo vermelho-verde) ainda conseguem distinguir as cores pela posição (em semáforos verticais, o vermelho fica sempre no topo).

Normas técnicas, como a ABNT NBR 16199, regulam a intensidade luminosa e o posicionamento das luzes para garantir que sejam percebidas corretamente por todos.

3 – Antropologia Cultural: A Padronização Global

Apesar de algumas culturas atribuírem significados distintos às cores, o semáforo seguiu um processo de uniformização internacional. Isso ocorreu porque:

– Convenções internacionais, como a já mencionada Convenção de Viena sobre Trânsito (1968), estabeleceram o vermelho, amarelo e verde como padrão para evitar acidentes em viagens entre países.

– Historicamente, as primeiras luzes de trânsito (século XIX) usavam vermelho e verde porque eram as cores mais facilmente reproduzidas com a tecnologia da época (lâmpadas a gás). O amarelo foi adicionado posteriormente para melhorar a segurança.

Conclusão: Uma Escolha Baseada em Ciência, Segurança e Consenso

A combinação vermelho-amarelo-verde nos semáforos representa muito mais do que uma simples convenção – é um sistema cuidadosamente elaborado que salva vidas diariamente. Cada aspecto dessa tríade cromática foi meticulosamente estudado para garantir a segurança de pedestres, motoristas e todos os usuários das vias.

O respeito a essas cores não é apenas uma questão de obediência à lei, mas sim uma responsabilidade coletiva. Quando ignoramos o vermelho, colocamos em risco não apenas nós mesmos, mas todos ao nosso redor. O amarelo, frequentemente visto como um “convite à aceleração”, foi concebido justamente para dar tempo de reação segura – desrespeitá-lo é uma das principais causas de acidentes em cruzamentos. Já o verde, embora sinalize liberdade de movimento, exige igual atenção, pois a segurança no trânsito é sempre compartilhada.

Vale destacar que a eficácia desse sistema depende crucialmente do cumprimento coletivo das normas. Estatísticas de segurança viária em todo o mundo comprovam que locais com maior respeito à sinalização apresentam índices significativamente menores de acidentes. A psicologia do trânsito mostra que a previsibilidade gerada pela obediência aos semáforos é um dos fatores mais importantes para a segurança nas vias.

Além disso, a padronização internacional dessas cores facilita a compreensão universal, sendo especialmente valiosa em um mundo globalizado onde pessoas circulam entre países com diferentes línguas e culturas. Um turista em terra estrangeira pode não entender as placas, mas certamente compreenderá o significado do semáforo.

Portanto, quando nos deparamos com essas luzes coloridas, estamos diante de um dos mais bem-sucedidos exemplos de cooperação humana em prol da segurança coletiva. Cada vez que respeitamos o semáforo, estamos contribuindo para um trânsito mais harmonioso e protegendo vidas – inclusive a nossa. Afinal, no grande sistema viário que compartilhamos, a segurança de um depende do cuidado de todos.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito

“Pingo” regula pontos para embarque e desembarque de táxis e apps

Áreas para embarque e desembarque devem dar maior organização à fluidez do público (Foto ilustrativa/Arquivo)
Áreas para embarque e desembarque devem dar maior organização à fluidez do público (Foto ilustrativa/Arquivo)

Com a expectativa de receber milhares de pessoas no “Pingo da Mei Dia”, abertura oficial do “Mossoró Cidade Junina” 2025, neste sábado (07), a Prefeitura de Mossoró organizou uma operação especial de mobilidade para garantir mais segurança, fluidez e conforto aos participantes. Parte dessa organização inclui a definição de pontos exclusivos para embarque e desembarque de passageiros por táxis e motoristas de aplicativo no entorno do Corredor Cultural.

Os pontos foram planejados pela Secretaria Municipal de Segurança, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (SESDEM) e estarão devidamente sinalizados, oferecendo fácil localização e acesso rápido ao evento. A medida visa melhorar a circulação no perímetro da festa e incentivar o uso de transportes alternativos, contribuindo para a segurança viária.

“Nós sabemos que o ‘Pingo’ atrai um público enorme e que as pessoas vêm para se divertir. E tem uma máxima que precisa ser respeitada: álcool e direção não combinam. Por isso, o uso de táxis e aplicativos é essencial. Pensando nisso, estabelecemos locais adequados para embarque e desembarque, garantindo que ninguém fique desassistido nesse momento”, destacou Luís Correia, diretor de Mobilidade Urbana do município.

Pontos para Táxis:

Avenida Alberto Maranhão (em frente à Secretaria da Fazenda)

Rua Melo Franco (próximo ao Cemitério São Sebastião)

Rua Princesa Isabel (próximo à rua Frei Miguelinho)

Rua Nísia Floresta (próximo à rua Rui Barbosa)

Pontos para Motoristas de Aplicativo:

Avenida Alberto Maranhão (próximo à agência do Itaú)

Rua Melo Franco (entre a Drogaria Globo e a Farmácia PagueMenos)

Rua Princesa Isabel (entre as ruas Frei Miguelinho e Felipe Camarão)

Rua Nísia Floresta / Rua Rui Barbosa (esquina)

Regras de funcionamento:

Os locais são de uso exclusivo para embarque e desembarque rápido.

Não será permitida a permanência dos veículos nos pontos definidos.

A medida facilita o acesso ao evento, melhora o fluxo no entorno e contribui para a segurança coletiva. Em caso de dúvidas, a população pode acionar os agentes de trânsito pelo número 153. Para quem preferir curtir de casa, a Prefeitura transmitirá o “Pingo da Mei Dia” ao vivo pelo seu canal no YouTube, com mais de 10 horas de programação.

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Semáforo inteligente melhora fluxo de veículos e reforça segurança

Local do equipamento é um dos mais delicados da cidade, com constante engarrafamento de veículos (Foto: PMM)
Local do equipamento é um dos mais delicados da cidade, com constante engarrafamento de veículos (Foto: PMM)

A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (SESDEM), dará início nesta terça-feira (1º), à operação do primeiro semáforo inteligente do Rio Grande do Norte. O equipamento foi instalado no cruzamento da Rua João Falcão com a BR-110, na entrada do bairro Vingt Rosado.

Faz parte de um conjunto de ações estratégicas para modernizar o trânsito da cidade.

O novo sistema utiliza tecnologia de ponta para ajustar automaticamente o tempo de abertura e fechamento dos sinais de acordo com o fluxo de veículos, garantindo maior fluidez e eficiência no deslocamento. O semáforo inteligente tem capacidade para monitorar em tempo real a quantidade de carros que trafegam na região, adaptando-se dinamicamente à via com maior volume de trânsito. Com essa inovação, estima-se uma redução de 15% a 20% no tempo médio de deslocamento dos motoristas.

Além de otimizar o tráfego, o semáforo inteligente conta com um sistema de videomonitoramento integrado, permitindo um acompanhamento preciso da movimentação na área.

Segurança pública

A tecnologia embarcada no equipamento também possibilita a identificação de veículos com placas clonadas e a detecção de automóveis com queixa de furto ou roubo, contribuindo para a segurança pública.

O diretor executivo de Mobilidade Urbana do município, Luís Correia, ressaltou a relevância da iniciativa para a população mossoroense. “A implantação desse semáforo representa um avanço significativo para a mobilidade urbana da cidade. O equipamento vai proporcionar maior fluidez ao trânsito e mais segurança para condutores e pedestres, atendendo a uma demanda antiga da comunidade do Vingt Rosado e de quem trafega diariamente pela BR-110”, destacou.

É importante frisar que o novo semáforo opera de forma independente dos radares já instalados na via, cuja responsabilidade é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). “A iniciativa não tem caráter punitivo e reforça o compromisso da Prefeitura com a modernização da infraestrutura viária e a melhoria da qualidade de vida da população”, assinala Correia.

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Rua Frei Miguelinho passa a ter sentido único a partir dessa terça-feira

Frei Miguelinho começa no Centro da cidade, cruzando Doze Anos e Nova Betânia (Foto: PMM)
Frei Miguelinho começa no Centro da cidade, cruzando Doze Anos e Nova Betânia (Foto: PMM)

A partir desta terça-feira (18), a Rua Frei Miguelinho passará a ter sentido único, da Avenida Cunha da Mota (Centro) em direção à BR-304. A mudança tem como objetivo melhorar a fluidez do tráfego, garantir mais segurança e atender ao perfil de deslocamento da região, que dá suporte à Avenida João da Escóssia – que cruza o bairro Nova Betânia.

Agentes de trânsito estarão no local para orientar condutores sobre a nova organização viária. De acordo com o diretor executivo de Mobilidade Urbana do município, Luís Correia, a sinalização está sendo implantada e a equipe acompanhará a adaptação dos motoristas. “Fiquem atentos à alteração. A Frei Miguelinho será toda mão única, e o respeito à nova regra é essencial para evitar riscos e garantir um trânsito mais seguro”, destacou.

Alerta

O trecho entre a Rua Camila de Paula e a Rua Antônio Vieira de Sá, que ainda operava em mão dupla, agora também passa a ser de sentido único. A Secretaria de Trânsito reforça a importância de seguir as orientações e alerta que, após o período de adaptação, irregularidades serão autuadas conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

Com a nova organização, espera-se um fluxo mais ordenado, reduzindo conflitos viários e proporcionando um deslocamento mais eficiente para motoristas e motociclistas que utilizam a via diariamente.

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O erro de Descartes

Por Luís Correia

Arte ilustrativa produzida com IA (BCS)
Arte ilustrativa produzida com IA (BCS)

René Descartes, filósofo, físico e matemático, acreditava que a mente e o corpo eram entidades separadas e que o raciocínio, o juízo moral e o sofrimento poderiam existir independentemente do corpo. Criamos um referencial: o coração representava as emoções e o cérebro, o raciocínio.

O título desta matéria, “O Erro de Descartes”, foi escrito pelo médico neurologista e neurocientista António Damásio. Em seu livro, Damásio apresenta um conjunto de argumentos fisiológicos e anatômicos sobre a formação e processamento de imagens no cérebro, os quais têm uma íntima relação na gênese e na expressão das emoções. Além disso, as tomadas de decisões tramitam por um feedback do sistema límbico (emoções) e neocórtex (“razão”), ativando alguns dos substratos neurais envolvidos na aprendizagem emocional.

A neurociência, hoje, por meio de estudos, neuroimagem, marcadores cerebrais e eletroencefalograma com mapeamento cerebral, defende que as emoções desempenham um papel crucial na tomada de decisões e no pensamento racional. Pensamentos e ações são uma fusão entre os complexos emocionais e racionais.

Fatores emocionais têm uma participação ativa na condução do veículo automotor. Ansiedade, medo, depressão, angústia, euforia e uma cascata de sentimentos criam uma atmosfera que podem levar à participação do condutor em eventos de sinistro de trânsito.

Sabemos que conduzir um veículo automotor exige atenção, controle, raciocínio e decisão, e que o sistema nervoso tem uma relação estreita sobre esses aspectos, e consequentemente, sobre a condução do veículo.

Conduzir um veículo após uma decepção amorosa, desentendimento entre os ocupantes do veículo, distúrbio gastrointestinal, cólicas ou situações que interferem no modo de agir e de conduzir pode ser perigoso.

Brigas de trânsito, manobras equivocadas, uma marcha errada, um momento que deveria frear e acelera, um pedestre atravessando a faixa somente observado muito próximo ao veículo, um avanço de preferencial, um ponto cego são situações agravadas quando o condutor está emocionalmente abalado.

E quando essas emoções vêm somadas com substâncias depressoras do sistema nervoso? Substâncias como benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam, etc.), opiáceos ou narcóticos (morfina, heroína, codeína, meperidina, etc.) tornam a maquinaria da resposta motora, da vigilância, da atenção e do cálculo suscetível a inúmeras falhas que culminam em sinistros de trânsito.

A fala mais comum seria: “ainda bem que não consumo nenhuma dessas drogas”. No entanto, uma pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) ao Datafolha mostrou que 55% dos brasileiros com mais de 18 anos de idade consomem bebidas alcoólicas, sendo que 32%, ou seja, um em cada três indivíduos, consomem semanalmente.

Você está entre esses 55%? Então você faz uso de droga depressora do sistema nervoso central. O álcool, nos primeiros momentos logo após a ingestão, pode aparecer os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e maior facilidade para falar. No entanto, com o passar do tempo, começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono.

Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma. O tempo do efeito e as consequências têm inúmeros fatores contributivos, como alimentação, sono, quantidade, tipo de bebida, fatores associativos, fatores emocionais, entre outros.

Em função disso, a legislação do CTB expressa, em seu Art. 276, que qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor às penalidades impostas no CTB.

Não nascemos em Vulcão, não somos compatriotas de Spock; suas alegrias, tristezas, decepções, anseios, tédios, regozijos e sonhos guiam seu automóvel junto com você.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito

Conduzir veículo automotor também é processo da evolução adaptativa

Por Luís Correia

Foto ilustrativo Goliveira
Foto ilustrativo Goliveira

Potencial de ação, fenômeno elétrico que ocorre em células excitáveis. De uma maneira bastante simplória, poderíamos dizer que é a energia necessária para ativação ou desativação de uma função celular. O ponto chave, que dá início à nossa linha de pensamento, é que esse fenômeno modulou e modula nosso comportamento há séculos.

Cada ação, reação, batimento cardíaco, respiração, manutenção do corpo, sono, tudo há um gasto de energia. A maquinaria corporal transforma os alimentos e outras substâncias para geração do potencial de ação, esse potencial nos deixa vivos.

“Nosso corpo encontrou uma base fisiológica para a preguiça”, frase de Jessica Selinger, pesquisadora da Universidade de Simon Fraser e principal autora do artigo, publicado na revista Current Biology. Ela diz que nosso sistema sempre escolhe o caminho com menor gasto calórico, portanto o caminho mais fácil. Inconscientemente, nosso sistema nervoso ajusta nossos movimentos para poupar caloria.

Isso repercute nas nossas ações no dia a dia e em geral: elevador ou subir escadas? Cozinhar ou comida instantânea? Ir à padaria próxima de casa a pé ou de carro? Procedimento estético ou exercício? Anabolizantes ou resultado de academia a longo prazo?

A prática da condução veicular não difere das nossas ações cotidianas.

Estacionar o carro em frente à loja ou estacionar em fila dupla? Procurar uma vaga, estacionar o carro e depois caminhar até o local desejado, isso tem uma perda de energia, exige esforço.

Conduzir sem atenção: exige foco, atenção, memorização, inteligência espacial, funções executivas. Exige uma maquinaria sensório motor muito intensa.

Conduzir falando ao telefone celular: dentro do carro dá a impressão de segurança, de conforto. Você começa a abraçar situações que não faria na rua ou no meio de muita gente. O corpo relaxa, gasta menos energia e você começa a procurar algo que lhe dê prazer ou que lhe facilite a resolução de problemas, separando mais tempo para o descanso.

Colocar o capacete, prender a jugular, usar o cinto de segurança, colocar a criança na cadeirinha: a primeira ação do inconsciente é preservar energia. Tudo isso exige movimento, esforço, trabalho.

Várias outras ações que na condução do veículo é devido a nossa necessidade de procurar o mais fácil, o mais rápido, aquilo que cansa menos, que exige menos.

Estacionar na vaga reservada ao deficiente ou ao idoso: é a mais próxima à entrada, bem pertinho do seu objetivo.

No entanto, sabemos que a proteção da vida exige esforço e dedicação. Conduzir um veículo automotor é um aprendizado que exige da nossa maquinaria do sistema cognitivo atenção, memória, controle emocional, inteligência e funções de execução. Necessário para salvar vidas.

Assim, a humanidade sempre viveu, conquistou, descobriu e inventou. Da árvore para caverna, da caverna para casas, da roda para carros voadores, do cavalo para automatização motorizada.

Segundo Provérbios 19:15, quem é preguiçoso e dorminhoco acabará passando fome.

Na condução do veículo automotor, quem é preguiçoso e dorminhoco acabará se envolvendo em um sinistro de transito.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito

Atraso no IPVA gera apreensão do veículo?

Por Luís Correia

Ilustração do JusBrasil
Ilustração do JusBrasil

Uma pergunta recorrente: atraso no IPVA gera apreensão do veículo? Como premissa única e exclusiva, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), não. Porém, a não quitação do imposto pode consolidar futura retenção veicular.

Para que possamos entender essa dinâmica, temos algumas definições que precisam ser compreendidas.

IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) – como já dito na definição da sigla, trata-se de um imposto que a sua aplicação, na formalização legal, não é condicionada a somenteinvestir em mobilidade.

CRV (Certificado de Registro de Veículo) – Registo do veículo automotor junto ao órgão executivo do Estado ou do Distrito Federal.

CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) – é um documento obrigatório que permite a circulação de um veículo.

ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) – é uma ação judicial proposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) para arguir a inconstitucionalidade de uma lei, ato normativo federal ou estadual.

De posse de conceitos básicos, vamos ao que nos interessa.

Indústria do cigarro: possibilidade de interditar estabelecimento pelo inadimplemento de obrigação tributária.

O que é que tem a ver cigarro com IPVA e apreensão veicular?

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região considerou que é constitucional o Estado exigir a regularização fiscal, caso contrário não será dado o registro para fabricação e comercialização de cigarros.

O caso foi levado para o STF e, de posse das Súmulas 70, 232 e 547, os ministros Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Carlos Alberto Menezes, de forma individual e em meados do ano de 2014, modificaram o entendimento. Decidiram pela inconstitucionalidade da apreensão de bens por parte do Estado, obrigando o cidadão a pagar impostos. Ainda afirmam que historicamente, o STF reafirma a impossibilidade de o Estado impor esse tipo de sanção ao contribuinte, como forma de coagi-lo a quitar débitos.

Utilizando a jurisprudência de tal entendimento, resolveu-se sugerir que não se pode apreender o veículo por atraso do IPVA. Nesse entendimento, por ser um imposto, IPVA, o Estado, diretamente ou por meio dos seus entes fiscalizatórios, não poderia executar o ato administrativo expresso no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Certo que o IPVA, de forma direta, não é citado em momento algum no CTB ou em seus complementos. Porem, no Art. 124, VIII, diz o seguinte:

Art. 124. Para a expedição do novo Certificado de Registro de Veículo serão exigidos os seguintes documentos:

VIII – comprovante de quitação de débitos relativos a tributos, encargos e multas de trânsito vinculados ao veículo, independentemente da responsabilidade pelas infrações cometidas;

Vamos por etapas.

Comprei um automóvel. Ele tem que ser registrado junto ao órgão executivo estadual (Detran) onde serão identificadas as características. Cumprido as etapas, será emitido o CRV (antigo DUT). E por um ano será permitido a utilização do espaço. O veículo estará licenciado (CRLV).

Passado um ano, será emitido novo CRLV. Porem, a emissão estará condicionada à quitação de tributos, onde entra o IPVA, encargos e multas. Em algumas situações, pagam-se todas as parcelas e não recebe novo certificado, pois não se cumpriu a norma contida no CTB. No caso do CRLV, contido no art. 131, § 2º.

Ora, esse documento, como diz o art. 133 do CTB, é de porte obrigatório, em meio físico ou digital, e o desrespeito à obrigatoriedade poderá sofrer as sanções previstas no art. 232 do CTB, o qual prevê a retenção até a apresentação do documento. Caso o documento não sejaapresentando, o veículo será removido ao pátio.

Todo esse encadeamento de ações estava posto em dúvida, juntamente com a jurisprudência levantada nas Súmulas 70, 232 e 547. Portanto, mesmo em atraso do imposto IPVA, sendo o entendimento empregado, não poderia ser negado o novo CRLV.

Porém, no ano de 2019, o Tribunal do STF, por maioria, julgou improcedente a ação, declarando-se a constitucionalidade dos arts. 124, VIII, 128 e 131, § 2º do CTB. Decisão ADIN 2998.

Assim sendo, fiquem atentos, o atraso no IPVA não gera apreensão do veículo, porém o automóvel só será liberado apresentando o CRLV atualizado. Será retido, podendo ser removido ao pátio.

E se quitar tudo na hora de uma blitz, pode levar o veículo? Aí já é tema de outra matéria.

Por último, deixo um pedido em nome de todos aqueles que querem transitar em paz e sossego, todos aqueles que passam por dificuldade financeira e sentem aliviados quando escutam que mesmo com o IPVA atrasado, podem transitar livremente, em nome de todos aqueles que diariamente estão na labuta da fiscalização cumprindo papel que lhes foi incumbido pela Lei. Não espalhem notícia falsa, vocês conhecedores da legislação. Espalhando notícias falsas, está dando munição aos conflitos de rua. De um lado, cidadão que, ao ler, ouvir sobre o tema, tem a convicção de que pode transitar em paz, do outro lado, outro cidadão cumprindo seu dever imposto pela Lei.

Luís Correia é agente de Trânsito, diretor de Mobilidade do Município de Mossoró, membro da Câmara Temática de Saúde para o Transito (CTST) do Contran e do Conselho Estadual de Trânsito.

Impactos da inteligência artificial para a mobilidade

Por Luís Correia

Os Jetsons em carro voador (reprodução)
Os Jetsons em carro voador (reprodução)

Leis de trânsito sendo rigorosamente respeitadas, redução drástica no número de acidentes de trânsito, eliminação de tempo ocioso no aguardo da abertura semafórica, localização em tempo real do posicionamento do carro, carros sem motoristas, profissões em extinção. Esses são alguns dos pontos que sofreram mudanças com a implantação da inteligência artificial.

Em 1962, o canal ABC transmitiu um desenho animado, chamado Os Jetsons, com 24 episódios, que mostrava uma família do futuro que se deslocava em carros voadores. Sucesso total, o desenho voltava a ser apresentado nos anos 80. O desenho retrata um cenário projetado para o ano de 2062 cheio de tecnologia, inclusive carros voadores.

Quem assistiu a esse desenho ficava com o gostinho de viver esse tempo. Porém, no íntimo, aquilo não passava de um sonho.

É bem verdade que o primeiro veículo autônomo foi desenvolvido em 1920 por Francis Houdina. Em 1925, utilizando tecnologia de ondas de rádio, Houdina lançou o primeiro carro da história conduzido sem motorista.

Bom, vamos deixar o processo histórico para outro momento. Jetsons, sonho ou realidade?

China lança carros não tripulados chamados de Robotáxis. Disponível por meio de uma plataforma de operação, as gigantes A GAC-Toyota, a Toyota China e a Pony.ai registraram um novo consórcio Zhuifeng Intelligent Technology que será responsável por produzir a frota de Robotaxis. Esses têm a autonomia de rodar sem a presença efetiva do motorista e de acordo com as normas de segurança.

Carros autônomos dependem de um mapeamento de alta definição que inclui informações sobre sinais de trânsito, largura de via, definições físicas e estruturais, faixas de pedestres, calçadas, com alta definição de medidas e tamanhos. Com base nas informações fornecidas, o sistema traça a rota do veículo e decide as ações necessárias. Uma gama de tecnologia como sensores, câmeras e radares são componentes importantes nesses automóveis.

A tecnologia já implantada, a capacidade de explorar as redes urbanas por meio de câmeras, semáforos e outras infraestruturas urbanas, a ampla cobertura 5G e mapeamento digital favorecem o avanço na implantação dos automóveis autônomos na China.

Na perspectiva de um futuro próximo, com a ampliação globalizante dessa tecnologia, iremos perceber mudanças significativas em profissões como motoristas profissionais: taxistas, motoristas de aplicativos, mototaxistas, caminhoneiros.

Carros autônomos terão em seu arcabouço de linhas de comandos o cumprimento das normas de trânsito vigentes em cada país, o que nos possibilita  pensar em diminuição de acidentes, diminuição de vítimas em hospitais, maximização do aproveitamento dos tempos semafóricos, readequação e melhor aproveitamento de traçado geométricos. Listemos também a diminuição da necessidade de fiscalizadores das leis de trânsito, diminuição de operações de blitz e lei seca, acompanhamento tático e operacional de carros com queixa de furto ou roubo, readequação na legislação de trânsito.

Os Jetsons voavam e estamos ainda  pensando em tecnologia para veículos em solo?

A Embraer, por meio da Eve, empresa de mobilidade urbana de seu mix tecnológico, anunciou para o ano de 2026 os primeiros carros voadores brasileiros. A previsão da empresa é que em 2035 tenhamos mais de 200 carros voadores disponíveis.

A startup cearense Vertical Connect planeja apresentar em 2026 o Gênesis, carros elétricos e autônomos com capacidade para dois tripulantes. Entre os serviços ofertados, a empresa tem em seu projeto o Gênesis-GX-P, carro voador de polícia que visa o monitoramento urbano; Gênesis-GX-H atua como ambulância aérea no transporte de profissionais de saúde; Gênesis-GX-F, carro voador que opera no combate a incêndios florestais e urbanos, conta com um reservatório de 200 litros de água; Gênesis-GX-1, projetado para transportes de pessoas de um vertpoint a outro. Todos com velocidade máxima de 130 km/h, autonomia de 60 minutos de voo.

Willian Hanna e Joseph Barbera, de uma imaginação incrível, nos fizeram sonhar e por alguns minutos no íntimo da imaginação de criança, vivermos em um mundo futurístico. Erraram pouco e, se vivermos mais um pouquinho, iremos realizar as aventuras de um mundo autônomo. Certamente, teremos ganhos e prejuízos, mas isso só o futuro dirá.

Luís Correia é diretor de Mobilidade Urbana do município de Mossoró

Começa obra de duplicação de duas pontes na Presidente Dutra

Mais de 12 mil veículos passam diariamente nesse trecho (Foto: João Batista)
Cerca de 12 mil veículos passa diariamente nesse trecho (Foto: João Batista)

A Prefeitura de Mossoró assinou nesta segunda-feira (6) a ordem de serviço para a duplicação das pontes da avenida Presidente Dutra no Grande Alto de São Manoel. A obra, que tem como objetivo resolver um gargalo de décadas na mobilidade urbana do município, já foi iniciada. O investimento, por meio do “Mossoró Realiza”, totaliza R$ 11,9 milhões.

Secretário municipal de Infraestrutura, Rodrigo Lima ressalta a necessidade e a importância da duplicação das pontes. “Era um gargalo da mobilidade aqui na entrada da cidade, onde você vem com a avenida duplicada e fecha para uma mão única nas pontes. Estamos dando a ordem de serviço para realmente fazer o alargamento e a duplicação dessas duas pontes em uma das vias mais importantes da cidade”, disse.

Alargamento

Cada ponte receberá duas novas faixas. Além do alargamento, também será feita a reabilitação das estruturas. Inicialmente, não haverá interdição nos locais das obras, uma vez que os serviços começam com a perfuração, no fundo do rio, para instalação da base que sustentará a duplicação.

“Primeiro, a Secretaria de Infraestrutura vai promover a ampliação lateral da ponte e, posteriormente, nós vamos promover um pequeno desvio. Quando estiver pronto de um lado, a gente desvia para que a gente possa estar trabalhando na parte central da ponte”, explicou Luís Correia, diretor de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Mossoró, acrescentando:

“Hoje nós temos transitando na Presidente Dutra em torno de 12 mil automóveis, e a duplicação das pontes faz com que você transite com mais segurança, não havendo o estreitamento, não havendo aquela disputa de espaço”, finalizou.

Lawrence defende faixa de avenida para pedestres e ciclistas

Lawrence também é praticante de ciclismo e conhece uso esportivo da João da Escóssia (Foto: Redes sociais)
Lawrence também é praticante de ciclismo e conhece uso esportivo da João da Escóssia (Foto: Redes sociais)

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (Solidariedade), terá audiência com o secretário de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (SESDEM), coronel Walmary Costa, e com o diretor executivo de Trânsito, Luís Correia, segunda-feira (11), às 14h, na Sesdem.

Em pauta, a segurança de pedestres e ciclistas na faixa exclusiva para caminhada, corrida e ciclismo no trecho da Avenida João da Escóssia, entre a Praça do Rotary e o Partage Shopping, das 5h às 6h30. O vereador defende a continuidade do projeto, ainda mais depois de incidente ocorrido nesta sexta-feira (08) – na área – veja AQUI, quando um ciclista quase foi atropelado por motorista bêbado, ao volante.

“A faixa para atividade física na Avenida João da Escóssia é uma conquista esportiva e social. Precisa ser preservada. Se há risco envolvendo veículos, precisamos, mediante o diálogo, resolvê-lo para melhorar o projeto”, afirma Lawrence

Irresponsabilidade

Ciclista também, Lawrence vê como inaceitável a ocorrência de gente alcoolizada ao volante, colocando em risco a vida das pessoas que praticam atividade física naquele horário.

“O projeto não pode ser alvo de críticas, simplesmente porque motorista alcoolizado invade a área interditada para veículos e reservada às pessoas”, observa.

Lawrence lembra ser defensor da faixa exclusiva das 5h às 6h30, desde a criação, em janeiro de 2022. “É um avanço para Mossoró que precisa continuar. Se precisar ser aperfeiçoado, vamos discutir para que permaneça, com ainda mais segurança”, frisa.

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Prefeitura testa equipamentos que identificam carros roubados/clonados

Equipamentos começaram a ser instalados na cidade (Foto: Wilson Moreno)
Equipamentos começaram a ser instalados na cidade (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró promoveu nesta terça-feira (4) uma série de análise de equipamentos tecnológicos que visam trazer melhorias significativas para o trânsito local, além de serem úteis à segurança pública. Técnicos da Prefeitura de Mossoró verificam as funcionalidades dos dispositivos, como o registro real da velocidade, contagem do fluxo e o monitoramento aprimorado.

Com tecnologia de ponta, o  dispositivo é capaz de armazenar informações do veículo e notificar às autoridades sobre possível registro de roubo ou clonagem.

Os testes fazem parte da 2ª fase do processo licitatório que verifica, na prática, se a empresa participante do certame utiliza realmente equipamentos necessários para estudo e monitoramento. A iniciativa tem como objetivo dar sequência ao certame que proporciona mais segurança viária ao município, garantindo melhor controle de fluxo e a redução de acidentes – justifica a municipalidade.

Acidentes

De acordo com o diretor executivo de Mobilidade Urbana, Luís Correia, o trabalho além de reduzir o número de acidentes e salvar vidas, é fundamental para auxiliar os engenheiros na elaboração de projetos para fortalecer e assegurar mais proteção ao fluxo local.

“Os equipamentos são extremamente modernos e servem para fazer a leitura da velocidade, acompanhado de um painel de ponta que faz o registro e comparativo dos números. Além disso, outros também estão sendo testados, como o de avanço semafórico e de controle de velocidade. Com isso, a Prefeitura reforça os investimentos na mobilidade e segurança do município”, pontuou.

Vale ressaltar que os testes fazem parte do processo de análise, portanto, assim que finalizado o procedimento, os equipamentos serão retirados para sequência dos trâmites da licitação. Após o avanço nas fases subsequentes do processo, o Departamento de Trânsito iniciará estudos técnicos para avaliar os locais que receberão os novos equipamentos tecnológicos.

Com informações da PMM.

Nota do BCS – Nosso trânsito está longe, muito longe do ideal. E precisa melhorar logo, urgente. Inaceitável o que ocorre, por exemplo, no Centro da cidade, em que simplesmente a legislação é ignorada. Estacionamentos irregulares, filas duplas, triplas de veículos. Em corredores como João da Escóssia, os problemas só aumentam.

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Retomada de aulas presenciais tem ônibus para atender estudantes

A partir desta segunda-feira (14), com a volta das aulas presenciais nas universidades, o programa “Ônibus nos bairros” acompanha o calendário universitário e garante linhas para o transporte dos universitários.

Transporte faz integração  de linhas e alcança as universidades privadas e públicas (Foto: Allan Phablo)
Transporte faz integração de linhas e alcança as universidades privadas e públicas (Foto: Allan Phablo)

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (SESDEM), de Mossoró, a ampliação contempla todas as universidades do município. A Prefeitura de Mossoró também garante a integração e meia passagem aos estudantes por meio da aquisição da carteirinha.

“A integração é um benefício de extrema importância. Todos os bairros e todas as universidades vão estar sendo assistidas, independente de ser pública ou particular”, explicou Luís Correia, diretor executivo de Mobilidade.

Houve adequações nas rotas dos bairros para melhor assistência da linha universitária. O quadro de horários pode ser consultado através das redes sociais da empresa Cidade do Sol, concessionária responsável pelo transporte público municipal (Clique aqui).

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Motoristas por aplicativo querem apoio à melhoria de serviço

Motoristas foram recebidos em Câmara Municipal (Foto
Motoristas foram recebidos em Câmara Municipal (Foto

O presidente da Câmara, vereador Lawrence Amorim (SD) recebeu representantes de motoristas por aplicativo que atuam em Mossoró, na manhã desta quarta-feira (3) na Câmara Municipal de Mossoró.

Também participaram da reunião, o secretário de Segurança Pública, Trânsito, Mobilidade e Defesa Civil, Cledinilson Oliveira, o Diretor Executivo de Trânsito, Luís Correia e o vereador Genilson Alves (Pros).

Os motoristas entregaram um ofício com as reivindicações da categoria e um mapeamento de possíveis locais que possam ser destinados para embarque e desembarque de passageiros.

“Recebemos muitas multas, porque o passageiro quer descer no local mais próximo ao destino, e não temos locais destinados para isso, principalmente no Centro”, afirmou o motorista Gildivan Alves.

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