Tenho duas carteiras de inscrição na OAB. Uma na OAB de São Paulo. Outra na OAB do Rio Grande do Norte. Explico.Quando o advogado era inscrito numa seção e precisava transferir a inscrição, tinha de devolver a carteira da inscrição originária.
Minha inscrição na OAB de São Paulo deu-se num período em que eu militava no Fórum Clóvis Beviláqua, penal, e no Fórum João Mendes, cível. Após período de clandestinidade na Capital paulistana. Misturava advocacia com jornalismo.
No dia da minha inscrição, o Secretário da OAB/SP era MárcioThomaz Bastos, que assinou minha carteira. Assinaram a folha de endosso, por exigência legal, dois advogados. Lívio de Souza Melo e Geraldo Pedroza deAraujo Dias. Sabe quem é o último? Geraldo Vandré, Que era inscrito na Ordem.
E foi um problema. Quando o secretário Thomaz Bastos leu o termo de abertura, num auditório da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, e disse “o presidente da República Federativa do Brasil”, Vandré interrompeu e perguntou: “Quem é o presidente da República Federativa do Brasil”?
Vandré disse, “não ouvi”. E Thomaz Bastos respondeu quase gritando: “Geisel”. Vandré levantou-se e disse “vou procurar a república dos estados unidos doBrasil”. E foi embora.
A plateia ficou olhando pra mim, e eu sem saber onde meter a cara. Encontramo-nos depois e foi discussão feia, no mesmo dia, num bar alemão da Martinho Prado.
O auditório estava lotado e eu fiquei com cara de tacho. Mas, quero contar o porquê de possuir ainda hoje essa carteira.
Não querendo devolver esse documento tão importante para mim, perguntei a Roberto Furtado, presidente da OAB/RN na época, o que fazer. Ele me orientou, dizendo que eu informasse no pedido de transferência de inscrição que a carteira havia sido extraviada. Fiz isso.
Menti e tenho as duas carteiras. Das quais me orgulho, sem participar de nada na vida administrativa da Ordem. Nunca disputei cargo nenhum. Nem de suplente.
Mas guardo orgulho da Ordem dos Advogados do Brasil. Como está posto na minha carteira de São Paulo: Advogado, preserve suas prerrogativas.
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Morei ou me escondi em São Paulo em várias e variadas circunstâncias.
Morando, fui jornalista ou free-lance de vários veículos. Jornal da Tarde, Revista Visão, Boletim Cambial. No Boletim Cambial fui admitido pelo chefe da sucursal, Jornalista Arnaldo Lacombe. Cheguei a dirigir a redação.
A matriz do Jornal ficava no Rio de Janeiro e a sucursal de São Paulo na Rua Clóvis Beviláqua, ali próximo da Praça do Patriarca. Muitas vezes, saía da redação para ouvir Cantos Gregorianos, Cantochão, no Mosteiro de São bento.
Participei da fundação da Gazeta do Brás, desde o número zero até várias outras edições. Nem sei se ainda existe.
Ainda na condição de morador, exerci a advocacia.
Militei no Fórum Cível João Mendes, o “primus inter pares”, e no Criminal Clóvis Beviláqua, tudo ali próximo da Praça da Sé. Participava do Escritório Lívio de Souza Melo, na Estrada do Rio Pequeno, fronteira de Osasco. Minha primeira inscrição na OAB foi em São Paulo, cuja carteira foi assinada pelo Secretário da Ordem, Márcio Thomaz Bastos.
Ainda guardo essa Carteira, que deveria ter devolvido quando da minha inscrição aqui. Mas combinei com Roberto Furtado e inventei que havia extraviado.
Os abonadores, inscritos na Ordem, foram o próprio Lívio de Souza Melo e Geraldo Pedroza de Araújo Dias, vulgo Geraldo Vandré.
Porém, não fui apenas morador regular. São Paulo também me abrigou na clandestinidade. Pelo menos por duas vezes lá me aboletei nessa condição.
E foi nessa situação que conheci, admirei e detestei o prédio Wilton Paes, na Rua Antônio Godoy, esquina com a Rio Branco, no Largo do Paissandu, Bairro de Santa Ifigênia.
Tempo em que aquele prédio abrigava a Polícia Federal, que era a polícia política da Ditadura. A regra era prender militantes de esquerda; sindicalistas, estudantes, jornalistas, operários, padres, o que fosse. A exceção era prender contrabandistas ou traficantes.
Num pequeno boteco, na própria Antônio Godoy, eu baixava para tomara caipirinha, especialidade do bar. E ficava ali vendo o movimento das camionetes Veraneio, pomposas e ostensivas, trazendo ou levando presos políticos.
E rogava praga, pedindo ao imponderável, para aquele belo prédio cair. Despencar por cima das viaturas. Sabia que era apenas um exercício de catarse, sem o menor propósito. Como iria ruir um prédio tão belo e tão bem construído, com as técnicas modernas dos anos Sessenta?
Pois bem. A praga rogada pegou.
Só que chegou atrasadamente; quando o prédio ficara feio, pobre e abrigo de miseráveis.
A PF evoluiu, São Paulo mudou pra pior e o Brasil do sonho virou pesadelo. O fantasma de Sérgio Paranhos Fleury deve ter despencado nos escombros, carregando os restos torturados da esperança mutilada.
O coração da Pátria é uma canoa na seca, que se perdeu ao navegar no vento. Té mais.
Pego carona na assinatura que Raíssa fez da Netflix. Prefiro os filmes, mas vejo algumas séries. Algumas, muito poucas, consigo vê-las até o último capítulo.
Séries turcas, indianas, americanas, inglesas, sobre gangues, piratas e até sobre a nobiliarquia de milionários. Algumas me prendem inicialmente, depois me despeço com enfado.
A última que vi foi O Mecanismo, sobre essa coisa da “Lava Jato”. Muita discussão sobre o alcance real dessa ficção mesclada. Não li ainda uma avaliação convincente, seja dos “contras” ou dos “a favor”, sobre o enlace político ali estabelecido.
Vou tratar do que me interessa, nesse tipo de evento. Arte. Não sou crítico de arte ou de cinema, apenas observador e curioso, mas vou meter a colher nessa moqueca mal temperada. Muito dendê e pouco peixe.
Quando uma obra de ficção inspira-se ou se sustenta em fatos ou pessoas reais não deve vassalagem aos fatos ou às pessoas. Mas precisa de verossimilhança. O que não significa apenas copiar a realidade.
A verossimilhança não é pintura do real. É convencimento da ficção. Ela pode estar presente até na ficção de fatos ou pessoais impossíveis na realidade. Desde que convença pelo viés da arte. O realismo mágico ou fantástico é uma prova da verossimilhança ficcional sem necessidade do amparo real. Porque convence.
Pois bem. O Mecanismo da Netflix não convence. É caricato sem a plástica e o convencimento da caricatura. Na caricatura, a deformação acentua pela via da arte os contornos do real. Por isso, a caricatura é verossimilhante. Mas o caricato é a deformação não convincente.
O personagem principal da série não convence nem na realidade nem na ficção. É tão escrachadamente caricato que contamina o ator. Selton Mello é um dos nossos melhores atores, mas nessa obra ele cravou seu primeiro canastrão. Distância cósmica do ator de “O Palhaço” ou do “Auto da Compadecida”.
Aliás, a canastrice nasce no personagem e atinge o ator. O delegado da Polícia Federal, Ruffo, completamente inverossímil é uma piada que faz inveja até ao “Atrapalhando a Suate” de Zacarias, Didi, Mussum e Dedé.
Quando eu vi nas folhas a informação de que o juiz Sérgio Moro gostou do seu personagem, eu pensei:
– “Tomara que ele seja melhor operador do Direito do que observador de arte”.
A representação que a série faz dele é deprimente, coisa de inimigos do juiz. O personagem é patético. Até na burlesca cena sexual, o juiz fica mal; de cama. Quanto à inspiração real, só conheço pelos respingos dos holofotes. E pelas opiniões jurídicas do americanismo, realidade distante da nossa, e adesão política ao liberalismo pré-Adam Smith.
Com Lula, a série foi bondosa. Lulista que reclama, confessa fanatismo bocó. Pinçou uma frase emprestada não incriminadora, se comparada com muitas falas reais gravadas e comprometedoras. Se não do universo jurídico, pelo menos na seara moral.
Com Márcio Thomaz Bastos foram desonestos. Obviamente desonestos. Até a tosse é caricata. Vivo fosse, iria ganhar dinheiro com indenização.
A briga de vaidades entre a Polícia Federal e o Ministério Público foi mal explorada. Essa disputa de “quem é mais importante” retrata nossa incúria institucional. Um bando de bocós disputando notoriedade. Não se salva nem quando o delegado Ruffo chama de Cuzão o procurador do Ministério Público.
Mesmo ruim, vi até o fim. Na ficção ela terminou, mas parece que viverá “ad perpetuam rei memoriam” na realidade.
A 2ª edição da Festa do Camarão, promovida pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), começa nesta quinta-feira (20) e vai até o dia 30 de dezembro, em 20 restaurantes da Grande Natal. Cada estabelecimento criou um prato inédito, exclusivamente para o evento, tendo como ingrediente principal o camarão, e comercializados a preço promocional no período. Durante o evento, os restaurantes participantes estarão identificados com um banner na entrada da casa. Serão também distribuídos 50 mil mapas ilustrados com os pratos e a localização dos participantes.
A empresa Hidroglass, especializada em produtos químicos e equipamentos para piscinas, está mudando de endereço em Mossoró. Desloca-se do Shopping Boulevard para a Rua Juvenal Lamartine, também no centro da cidade, próximo à Casa Porcino.
Espetáculos serão concluídos no sábado (Foto: Pablo Pinheiro)
Segue em Natal o Festival “O Mundo Inteiro É Um Palco” – Ano II. Começou no último dia 15 e será concluído no próximo sábado (22), com espetáculos no Barracão Clowns, Praça da Árvore de Mirassol, Praça Cívica Centro, IFRN Centro, Sesc, Deart. Ingresso Barracão: R$ 30,00 R$ 15,00 (meia-entrada); R$10,00 (moradores de Nova Descoberta) Informações: 3221-1816 (Barracão Clowns) e no site www.omundointeiroeumpalco.com
Gutemberg Costa vai lançar o livro “Cultura Popular – Anotações e Vivência de um pesquisador folclorista“. Será às 9 horas do próximo sábado, na Livraria Independência, bem na Praça Vigário Antônio Joaquim.
Lizana Lima realizará a festa Celebre 2014, no dia 21 de novembro (amanhã, sexta-feira), em alusão ao seu décimo ano de colunismo social no jornal O Mossoroense. A 4ª edição do evento será realizada no Requinte Buffet, com produção da Master Eventos e shows de Gianinni Alencar, Forró dos 3, Dayvid Almeida e DJ Balinha, a partir das 22h30. As senhas antecipadas estão sendo vendidas na loja New Marluce, no Partage Shopping Mossoró.
O Cameroon, situado entre as ruas Frei Miguelinho e Princesa Isabel (12 Anos, Mossoró), abre agora a partir do meio-dia aos sábados. Feijoada e caldeirada de frutos do mar despertam o paladar.
Pau dos Ferros vai receber o cantor Peninha nesse sábado (22), a partir das 22 horas. Show com músicas do seu repertório sempre romântico, no Reencontro Casa Show. A dupla “Os Dourados” e Dayvid Almeida serão reforços musicais à noitada.
Entre os dias 18 e 21 de dezembro o encanto da dança estará presente no palco do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, que receberá as coreografias e interpretações do Studio de Dança Clézia Barreto. O espetáculo “Tributo a Broadway”, com a direção geral de Clézia Barreto, reúne coreografias baseadas em grandes shows que estiveram ou estão em cartaz no celeiro cultural dos Estados Unidos, entre eles Cats, A Noviça Rebelde, Cabaret e outros inesquecíveis. A campanha publicitária da peça, que está sob o comando da agência Personal Marketing, em breve estará nas ruas da Mossoró.
Hoje tem Fluminense e Chapecoense pelo Brasileirão, a partir das 18h30. Reserve meu lugar no camarote do seu bar privê “Bandido´s”, meu caro Zé Maria Viana.
O 5ª Avenida Restaurante dá início nesta quinta-feira (20), com o cantor Ayrton Cilon, voz e violão, sua programação do final de semana. Na sexta-feira (21), será a vez de Robinho se apresentar com um repertório de sucessos. Encerrando a programação no sábado (22), Ivan Júnior e a Banda Fator Positivo animam a noite do público.
A dupla “Os Nonatos” vai estar no Oba Restaurante nessa sexta-feira (21), a partir das 21 horas. Um show que promete, para os amantes da boa música e poesia.
CÂNCER E MORTES – Os números são incontestáveis, não dão margem a dúvidas. Reflitamos: cerca de 400 cirurgias oncológicas já deixaram de ser realizadas em Mossoró por conta desse impasse entre Prefeitura e anestesiologistas. Faz três meses que o serviço está parado. Quantos já morreram ou vão morrer por causa disso? (Emery Costa, O Mossoroense).
No próximo domingo (23), é aguardada mais uma rodada do 1º Open de Vôlei de Praia de Tibau. O torneio vem sendo realizado na orla marítima dessa cidade-praia, divisa com a praia do Ceará, tendo em vista ser a conhecida “Pedra do Chapéu”, o cartão postal da cidade.
O petroleiro aposentado que participa de corridas de rua divulgando a marca do Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO-RN), Rosemar Medeiros, voltou a conquistar o lugar mais alto do pódio. Desta vez, na 3ª Corrida da Associação dos Corredores de Rua – ASCOPAR, realizada em 15 de novembro, no município de Parnamirim. No próximo dia 22 de novembro, às 16h, ele participa da 16ª Corrida da Paz, no município de São José do Mipibu. A prova terá um percurso de 6 km.
Veja aí sua agenda para sexta e sábado em Mossoró, à noite, a partir das 20 horas na Estação das Artes Eliseu Ventania. Teremos o Festival Halleluya, com várias atrações musicais. Mais detalhes AQUI.
O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos morreu na manhã desta quinta-feira, aos 79 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar. Segundo o hospital, a família não autorizou a divulgação da causa da morte. Ele havia sido internado na terça-feira. Bastos foi ministro da Justiça entre 2003 e 2007, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em 1958, era um dos principais juristas do país. (O Globo).
Bastos: morte em São Paulo (Foto: reprodução)
No próximo sábado (22), a partir das 22h, no Centro de Convenções de Natal, tem a promoção Natal Pop. Entre as atrações, Nando Reis. “(…) Estranho seria se eu não gostasse de você” Vamos?
Os empresários Vilmar Pereira (Grupo Vipetro) e Jair Queiroz (Grupo Queiroz) participam hoje a partir das 9h, na Câmara Municipal de Mossoró, do projeto Câmara Empreendedora. Fará palestra para vereadores, estudantes e convidados sobre experiências de vida e ascensão empresarial. Iniciativa é do próprio Legislativo mossoroense.
Obrigado a leitura deste Blog a Amauri Morais (Autoescola Somar, Mossoró), Juliana Vieira (Natal) e Neta Braga (Assu).
A dupla de sanfoneiros Ítalo e Renno é a atração dessa sexta (21) no Tenda Music Club. Os cantores, que representam uma nova geração de músicos cearenses, possuem no repertório o tradicional forró nordestino. No palco os bacanas farão o uso de outros estilos para deixar a apresentação mais animada. O público do Tenda também será embalado pelo romantismo da banda mossoroense Forró dos 3. A badalação na pista de dança do Tenda tem início às 23h com os hits eletrônico do Dj Juninho.
O repórter social Jota Oliveira, ex-Tribuna do Norte, deverá mesmo aportar em espaço no vespertino O Jornal de Hoje, também de Natal. Sucesso.
Quem esteve em Mossoró no final da semana passada, para a inauguração do Centro Administrativo Integrado Diran Ramos do Amaral (ex-Rodoviária), foi dona Maria Lúcia Rosado (viúva do homenageado). Em sua companhia, parte da prole, os filhos juíza Daniela Rosado e auditor fiscal federal Igor Rosado. Bom revê-los.
Dois implicados até à medula na “Operação Sinal Fechado”, denunciados pelo Ministério Público do Estado, não querem vacilar na ingente tarefa de apresentação de defesa às acusações que lhe são imputadas.
O empresário José Gilmar de Carvalho Lopes, o “Gilmar da Montana”, contratou o ex-ministro da Justiça do Governo Lula, Márcio Thomaz Bastos, para sua defesa.
Já o ex-senador e suplente de senador, João Faustino (PSDB), é defendido pelo doutor em Direito do Estado e constitucionalista Alexandre de Moraes.
Ambos pertencem a escritórios tidos como dos mais caros do país.
Gilmar é denunciado por formação de quadrilha, peculato, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Já o ex-senador é fustigado por formação de quadrilha, extorsão, peculato, corrupção passiva, tráfico de influência e fraude em licitação.