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Equinócio irredento

Por Paulo Linhares

Na sabedoria dos camponeses nordestinos, o dia 19 de março em que homenageiam São José, o pai mortal de Jesus, é balizador decisivo para boa estação chuvosa e, por consequência, boas colheitas. A sabedoria popular, todavia, não é desprovida de cientificidade. O equinócio de outono, acompanhado do fenômeno da superlua, ocorreu neste 20 de março de 2019. Se chuvas ocorrem nesse dia, há uma infalível certeza de ‘bom inverno’.

Desta feita, mal vencido o equinócio de 2019, eis que a Polícia Federal faz cumprir, em São Paulo, mandados de prisão preventiva, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas (aquele do olhinho baixo…), do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Wellington Moreira Franco, este também conhecido no submundo da corrupção como “Gato Angorá”.Claro, municiado de informações privilegiadas, o cartel da mídia brasileira revelou, finalmente, as personagens que faltavam nessa ópera bufa cuja cena única era, até agora, a daquele velhinho barbudo, com nome  de intragável crustáceo, que, de rigor, nem deveria estar ali.

Enfim, cenas de uma prisão anunciada: o chefe da quadrilha do MDB vai para o xilindró. Nada a comemorar, mesmo porque tais prisões são apenas de caráter preventivo, sem qualquer culpa formada relativamente aos presos. As repercussões midiáticas  parecem evidentes, no Brasil e no mundo. De repente, aquele juiz de olhinho à Ceveró passa a ocupar o lugar que há bem pouco tempo era do draconiano juiz Sérgio Moro, hoje envergonhado ministro da justiça do capitão Bolsonaro.

Afinal, desde que essa desavergonhada república existe, apenas dois ex-presidentes foram, com ou sem razão encarcerados, como criminosos comuns: Lula, sob o tacão do juiz Moro, e Temer, por decisão do juiz Marcelo Bretas. Sequiosa de ancestral vingança,  brasileiros de classes sociais diversas  exultam. Claro, jamais imaginam como age essa máquina judiciária que, atendendo às pautas de um empoderado ministério público, que pretendem, em conjunto, fazer um redesenho do Brasil que contemple unicamente a sua hegemonia.

O que poucos imaginavam é que, entre a “cutucada e a imediatidade do ‘êpa!”, o desembargador federal Antonio Ivan Athié, do Tribunal Federal da 2ª Região, abrisse a ‘ gaiola’ para libertar Temer, Gato Angorá  e mais outros cinco presos envolvidos na mesma investigação.

Sem entrar no mérito das ‘virtudes’ judicantes do desembargador Atihé, inclusive, vários processos em que foi envolvido na condição de réu, aliás, brilhantemente absolvido em todos eles, sua decisão foi juridicamente irretorquível; julgou corretamente em se tratando de uma prisões preventivas inspiradas não nos requisitos legais incrustados no remendadíssimo Código de Processo Penal, mas, nas motivações midiáticas do juiz Bretas e dos membros da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Com efeito, no aprofundamento da democracia, tais  ‘efeitos de demonstração’ se tornam inevitáveis. Ninguém estaria acima da lei. Assim, sejam quais forem os propósitos dessa guerra surda contra o dragão da maldade da corrupção, a exultante expectativa é a de que a “velha política” seja derrotada.

Será? Parece que não: a armação dos procuradores da República para arrancar 2,5 bilhões de reais da Petrobras para criar uma “Fundação Lava Jato” de cunho  privado fez cair uma pesada e não menos suspeito véu. A ação vigilante da imprensa e das redes sociais evitou fosse concretizada a ministerial falcatrua que, aliás, mereceu até o repúdio de dona Raquel Dodge, procuradora-geral da República do Brasil, que ajuizou uma ação no STF contra isso.

O episódio mostra as vísceras de um velho costume político brasileiro: corruptos são sempre os outros; do outro lado, somente anjos vingadores que cumprem a lei e desejam esvurmar os bulbos infectos da ‘peste vermelha’ que teria assolado o país. Balela, avassaladora hipocrisia política praticada à sombra das instituições democráticas e republicanas que avultam do seio da Constituição, em que a busca da sobrelevação dos interesses populares que traduzem, no máximo, os apetites insaciáveis das corporações que dominam a máquina burocrática do Estado, no Ministério Público, no Judiciário, no aparato de segurança e mesmo nalgumas ‘manchas’ conservadoras do Congresso Nacional. Tudo a muitos anos-luz da ideia-força de radicalização da democracia imaginada por Rosa Luxemburgo.

Com efeito, escarafunchar o passado é fácil; difícil é conviver com o presente e antecipar o futuro. O desiderato, agora, é adular os patrões da Wall Street, a CIA, as insanos arreganhos de Washington e de seu atual contestável Donald Trump, afinal, essas coisas de liberdade, inclusive, a de imprensa, de autonomia e harmonia dos poderes do Estado, o equilíbrio  federativo, são, nos dias que correm, apenas anacrônicos delírios dos “pais fundadores” da pátria  norte-americana que serviram de inspiração a outros povos do mundo, inclusive, o brasileiro.

Esses valores, diante da ressaca conservadora e de fortes pendores autoritários, não passam de frágeis velas ao vento – “candles in the Wind” – que ameaçam o legado das luzes e podem fazer  com que estes trópicos confusos afundem numa nova era de desalento e escuridão.

Afinal, cá para estas bandas, o presidente Bolsonaro já decidiu que ao menos os quartéis, “que nos ensinam antigas lições”, como dizia o poeta Vandré em tempos idos e de triste memória, devem comemorar com ardor o aniversário de 55 anos do ‘movimento’ cívico- militar de 31 de março de 1964.

Ocorrendo isso, tantos brasileiros torturados, mortos e ‘desaparecidos’ sob o tacão do regime militar, jamais poderão dizer “presente”, varridos que estarão sendo para debaixo do perverso tapete da História.

Contudo, estaremos vigilantes. Ave, Anatália de Souza Melo Alves!

Paulo Linhares é professor e advogado

Cinco deputados estaduais, presos, tomam posse

O Rio de Janeiro é a mais notória expressão do nível de submundo em que chegou a política nacional. A cada dia nos surpreende negativamente.

Plenário decidiu pela posse dos parlamentares ontem e hoje os cinco presos assumiram mandatos (Foto: Gabriel Barreira)

Por lá, por enquanto, três ex-governadores estão presos por envolvimento em corrupção: Sérgio Cabral, Luiz Pezão e Moreira Franco (ontem).

Outros dois já passaram pelo xilindró: Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho.

Quase todos os membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) já foram presos.

Cinco dos 70 deputados estaduais eleitos/reeleitos em 2018 estão engaiolados: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcus Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius “Neskau” (PTB). Foram alcançados na Operação Furna da Onça, em novembro do ano passado, por envolvimento em esquema de propinas com o ex-governador Sérgio Cabral.

Contudo, nessa quinta-feira (21), a Assembleia Legislativa do Estado do RJ (ALERJ) decidiu que eles devem ser empossados, mesmo que presos (veja AQUI). Hoje, uma comissão da Alerj foi ao local de encarceramento (quatro deles no Complexo Penitenciário de Bangu) dos deputados para formalização de posse. Estão empossados.

Mas a presidência da Casa, explica que em 48 horas serão convocados suplentes, que estarão no exercício no mandato, enquanto os titulares estiverem impedidos na legislatura.

Nota do Blog – Uma “democracia” e uma república resistirem a isso, não é fácil. Mas há possibilidade de que tudo fique muito pior.

Ainda não chegamos ao paroxismo do cinismo.

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Temer e mais 7 peemedebistas são denunciados por Janot

Do G1

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa.

O STF somente poderá analisar a denúncia contra Temer se a Câmara autorizar. Em agosto, a Câmara rejeitou a primeira denúncia de Janot contra Temer, por corrupção passiva.

Outras oito pessoas são alvos da mesma denúncia – dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo (saiba o que disseram os denunciados). De acordo com o procurador, os políticos denunciados (todos do PMDB) arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo Ricardo Saud, ambos delatores da Operação Lava Jato, estão entre os denunciados, mas somente pelo crime de obstrução de Justiça.

Além de Temer, Joesley e Saud, também foram denunciados nesta quinta:

  • ELISEU PADILHA (PMDB-RS), ministro da Casa Civil
  • MOREIRA FRANCO (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral
  • EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ), ex-deputado
  • HENRIQUE ALVES (PMDB-RN), ex-deputado e ex-ministro
  • GEDDEL VIEIRA LIMA (PMDB-BA), ex-ministro
  • RODRIGO ROCHA LOURES (PMDB-PR), ex-deputado e ex-assessor de Temer

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Uma nova bomba-relógio prestes a explodir

Por Carlos Duarte

No Rio Grande do Norte os índices de violência continuam em alta, com projeção de novos recordes.  O número de homicídios no estado cresceu 31,37%, nos primeiros 60 dias deste ano, se comparado com igual período do ano passado, totalizando 402 assassinatos. Os dados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO).

O governo Robinson Faria (PSD) explica que o aumento expressivo de homicídios tem relação direta com a guerra das facções criminosas e pela disputa de espaço na rota do tráfico. Todos os cidadãos potiguares já sabem, há muito tempo, desse diagnóstico. O que ainda não se sabe é quais são as medidas e ações concretas que estão sendo tomadas, pelo “Governo da Segurança”, para reverter tamanha violência.

Num breve recorte do Mapa da Violência do RN, observa-se que o femicídio – crime de homicídio contra as mulheres – cresceu 14%, nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, ficando atrás, apenas, dos homicídios convencionais. Já é a segunda causa de morte violenta (25%) e à frente dos latrocínios.

Também neste quesito, há omissão do governo do Estado do RN. As medidas protetivas não funcionam, na prática. Apenas, no papel – quando são tomadas. As Delegacias Especializadas na Defesa da Mulher (DEAM) não funcionam à noite e nem nos finais de semana e feriados.

Por outro lado, a Policia Militar não tem estrutura para atender as demandas urgentes e não está preparada para o acolhimento. Existem somente cinco DEAM para atender os 167 municípios do RN e estão localizadas em Natal (2), Parnamirim, Caicó e Mossoró.

Com essa “estrutura”, como a mulher potiguar poderá se proteger do companheiro com índole violenta?

O caos na segurança pública do RN continua progredindo de modo acelerado, em todas as suas variáveis. O governo do RN é gerencialmente incapaz para controlá-lo e toma, apenas, medidas paliativas, pontuais e reativas – de baixa eficácia.

Uma nova bomba-relógio, mais poderosa, já está acionada e o cidadão entregue à própria sorte.

Que Deus nos Proteja!

SECOS & MOLHADOS

Henrique – É inacreditável a desculpa dada pelo ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB-RN) para justificar o crédito de quase U$ 1 milhão em sua conta bancária na Suíça – apesar das muitas acusações de seu envolvimento com a Operação Lava Jato. Será que ele era “laranja”? De quem?

Crédito – As condições de crédito continuam muito ruins, e até piores, para a indústria brasileira. Isso é o que acha a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Dessa forma, as empresas ficam desestimuladas à retomada do crescimento. Sem capital de giro, não produzem e não contratam.

Câmara – O TCE-RN notifica os vereadores da legislatura passada a explicarem como gastaram suas verbas de gabinetes, no período em que estavam sendo pagas. Essa polêmica ainda vai render muitas dores de cabeças aos edis de Mossoró. Há muitas controvérsias jurídicas a respeito deste assunto.

Insulina – O que se pode esperar de um governo que não consegue sequer manter um estoque básico de insulina para atender aos pacientes necessitados? Depois da recente expectativa frustrada do governo Rosalba Ciarlini (PP), constata-se que a doença está mesmo no gerenciamento da coisa pública. Essa contumácia perversa reduz a autoestima e humilha centenas de pessoas carentes e debilitadas pela diabetes. Um absurdo!

Saúde – Sob o ponto de vista técnico, a prefeita Rosalba Ciarlini está certa quando diz que vai priorizar a Atenção Básica de Saúde em seu governo. Entretanto, é também dever de seu governo buscar os meios de garantir o bom funcionamento da média e alta complexidade, junto aos governos do Estado e da União.

Desemprego – De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Norte é um dos estados com maior população de desocupados no País. Com pouco mais de três milhões de habitantes, somente no último trimestre do ano passado, 225 mil pessoas estavam na condição de desempregadas. Em janeiro, deste ano, foram fechados 2.955 postos de trabalho. As projeções dos empresários potiguares não são, ainda, muito otimistas para 2017 – que deverá ser um ano de transição. Acreditam que o alento deverá acontecer, somente, a partir de 2018. O setor da Construção Civil é o que apresenta maior índice de desemprego no RN.

Previ – As finanças do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ) são uma bomba relógio, de efeito retardado, prestes a explodir no colo da prefeita Rosalba Ciarlini. É aguardar para ver.

Acusados – A Operação Lava Jato, que já tira o sono e o sossego de muita gente, promete ampliar as denuncias no decorrer desta semana. Na lista do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que pede a abertura de inquérito ao STF, consta mais de 40 nomes. Dentre eles, estão figuras carimbadas como Dilma, Lula, Mantega, Palocci, João Santana, governadores, ex-governadores e ex-parlamentares.

Da equipe de Temer, aparecem os ministros Eliseu Padilha, Moreira Franco e Kassab. Da bancada do Congresso, estão o presidente do Senado Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero Jucá. Integram ainda a lista: José Serra e Aécio Neves. O que se pode esperar de um País que tem uma quadrilha suspeita no comando de seus Poderes?

Ironia – O PSDB agora é alvo da investigação que ele mesmo pediu para abrir. O tiro saiu pela culatra. Tudo Contaminado, mesmo!

Crise – Na terça-feira (7) deverão ser divulgados os dados do quarto trimestre do PIB em 2016. Os resultados ainda deverão ser de queda da atividade. A recessão brasileira, que teve início no segundo trimestre de 2014, foi a pior já vivida no País, tanto por sua duração quanto por sua intensidade de contração.  Mas, o cenário atual é de recuperação, embora ainda frágil, sem sustentabilidade. É o que apontam os indicadores recentes. Fatores positivos: melhora na demanda por commodities, safra agrícola em alta, queda da inflação e dos juros. Os entraves são: inflação e desemprego.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Supremos vexames

Por Paulo Afonso Linhares

Em várias oportunidades e lugares diversos, externei meu irrefreável desacordo com o modelo da Suprema Corte brasileira desenhado na Constituição de 1988, seja tocante à sua indefinição institucional, sobretudo, por ser um misto complicado de corte de jurisdição comum,’chave de abóbada’ (Clé de voûte) do Poder Judiciário, em caráter extraordinário, e de jurisdição constitucional, na tarefa de controle concentrado de normas e desempenho do pomposo mister de”Guardiã da Constituição”.

Critica-se, com razão, o método como o Supremo Tribunal Federal decide em que enfatiza a personalização dos julgados, na figura do relator, em detrimento daqueles construídos pelo coletivo de juízes da Corte, a exemplo do que ocorre nos melhores tribunais constitucionais europeus, à frente a Corte de Karlsruhe, que é o Tribunal Constitucional da Alemanha (Bundesverfassungsgericht, na língua de Goethe), nos quais as decisões expressam o tribunal e não apenas resultam da atuação individual de seus juízes.

No STF, os seus juízes (ditos “ministros”) tanto podem decidir individualmente – as decisões monocráticas -, quanto em colegiado, mas, mesmo nesta última hipótese os julgados trazem a marca definitiva de cada relator, originário ou designado para o acórdão, no caso de vitória do voto divergente.

Causa espécie, muitas vezes, as decisões contraditórias do STF, mormente quando aplica soluções opostas para casos assemelhados, segundo a reprovável fórmula do “dois pesos, duas medidas”. Exemplo: em decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, entendeu o STF que o ex-presidente Lula não poderia assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, nomeado que fora pela então presidente Dilma Rousseff, pois ganharia foro privilegiado e não mais seria processado pela Justiça Federal do Paraná, o que configura uma burla à lei.

Entretanto, embora citado 34 vezes em delações da Operação Lava Jato, Wellington Moreira Franco foi nomeado pelo preside Temer ministro de Estado. Caso idêntico ao de Lula, porém, submetido o caso ao STF, o ministro Celso de Melo,decano da Corte, aplicou solução inversa: reputou como irretorquível a decisão presidencial, que Moreira Franco tinha direito, sim, ao foro privilegiado e isto não representa qualquer risco à Operação Lava Jato, mesmo porque no STF os julgamentos são criteriosos e decerto em nada inferiores àqueles das instâncias inferiores, claro.

Enfim, para Lula um entendimento, para Moreira Franco, conhecido pela alcunha de “Angorá”, nos registros de propinas dadas e recebidas.

Entretanto, a crítica mais justa ao modelo desenhado na Constituição Federal se refere ao modo de como são escolhidos os onze ministros do STF. Com efeito, a escolha de cada um desses juízes depende da vontade imperial do presidente da República que, em homenagem ao sistema de separação de poderes, é submetido a uma sabatina no Senado Federal para aferição mais larga dos critérios constitucionais da reputação ilibada e do notável saber jurídico que devem exibir os agraciados com uma curul no STF.

Claro, a despeito de alguns sabatinados não preencherem um ou ambos os critérios antes referidos, não há notícia de caso de reprovação nessas sabatinas senatoriais, à exceção do caso do ministro Barata Ribeiro, ocorrido no final do século XIX, a ser comentado adiante. A indicação presidencial dificilmente cai no Senado porque é raríssimo que o presidente da República não tenha ali uma base parlamentar majoritária.

Quando a escolha de ministro do STF é mais técnica – de um respeitado e respeitável jurista em saber jurídico e probidade – as críticas são inexistentes ou poucas; quando é uma escolha ‘política’ o alarido midiático é sempre maior.

Claro, apenas teoricamente, qualquer cidadão brasileiro nato maior de 35 e menor de 60 anos, no gozo integral de seus direitos, pode ser indicado ministro de STF, mesmo alguém que não tenha cursado uma faculdade de direito, mas, pela vivência, demonstre ter notável saber jurídico e reputação ilibada.

Houve um caso: o médico Cândido Barata Ribeiro, foi nomeado pelo “Marechal de Ferro” tupiniquim, Floriano Peixoto, em 23 de outubro de 1893, ministro do Supremo Tribunal Federal, sem ser bacharel em Direito, porém, em 24 de setembro de 1894, o Senado negou aprovação ao seu nome porque o parecer da Comissão de Justiça e Legislação considerou que ele não atendia ao critério do notável saber jurídico.

Mesmo assim, ainda passou onze meses como ministro do STF, no pleno exercício do cargo, sob a proteção do seu poderoso padrinho: era notório o desdém que o Marechal Floriano Peixoto devotava à Corte Suprema do Brasil, a ponto que, informado de que o advogado Ruy Barbosa impetrara no STF um habeas corpus em favor de vários oficiais-generais presos por sua ordem, indagou, entre sorrisos de menosprezo, sobre quem concederia habeas corpus em favor dos ministros do Supremo Tribunal Federal!…

Recentemente, a indicação feita pelo presidente Michel Temer do seu ministro da Justiça, Alexandre de Morais, para a vaga do ministro Teori Zavascki, vem causando muitos comentários negativos que, de modo genérico, se resumem nas assertivas de que lhe faltariam ambos os requisitos constitucionais do notável saber jurídico e da reputação ilibada, o que não deixa de ser um exagero. De princípio, cabe aludir que a indicação é prerrogativa exclusiva do presidente da República e que enfrenta apenas o óbice da aprovação pelo Senado Federal.

Uma das críticas trombeteadas pela mídia nacional se refere à grave acusação de que Morais plagiara trechos de obra de jurista espanhol em um dos seus livros, merecendo restrições, também, o exercício de cargos de indicação político-partidária, em São Paulo.

Fato é que, no mínimo, há mais de quatro centenas de juristas brasileiros que estariam até em melhor posição, nestes dois critérios, que Alexandre de Morais, todavia, não contam com o poderoso e decisivo beneplácito do presidente da República que, pelas enormes prerrogativas que enfeixa em suas mãos bem que poderia envergar, hoje, aquele que no passado serviu como dístico ao soberano francês Louis XIV, o “Rei-Sol”: Nec pluribus impar. Literalmente, “não desigual a muitos” ou, numa tradução bem livre da língua de Cicero, “acima de todos os homens”…

Por fim, duas coisas em favor do novo ministro: tendo em vista os critérios constitucionais já tão referidos, ele certamente é melhor dos que algumas dezenas de outros ministros que passaram pelo STF e, em segundo, é balela essa história de que sua indicação seria parte de um plano para deter a Operação Lava Jato que, no STF, já tem um relator, além de estar sob os holofotes da grande mídia brasileira, de modo que a chegada de Alexandre de Morais pouco vai influir no resultado.

No mais, o que conta mesmo é a tarefa inadiável de um redesenho da estrutura e do funcionamento do Supremo Tribunal Federal, com ênfase na adoção de um método de escolha de seus juízes que confira um maior grau de legitimidade política, com a redução do poder presidencial nessa indicação e permita a participação de outras instituições do Estado e da sociedade brasileira. E pode evitar outros supremos vexames.

Paulo Afonso Linhares é professor e advogado

STF mantém Moreira Franco como ministro de Temer

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello decidiu nesta terça-feira (14) manter no cargo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência do governo Temer, Moreira Franco (PMDB-RJ), ao negar pedido de liminar dos partidos Rede e PSOL para que a nomeação fosse suspensa.

Em sua decisão, Celso de Mello afirma que a indicação para o cargo de ministro não leva à obstrução ou paralisação de eventuais investigações.

No início da noite, o porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola, declarou que Michel Temer “recebeu com tranquilidade a decisão de Celso de Mello”.

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Lava Jato avança sobre árvore carregada de sogros e genros

Por Augusto Nunes

Nascido em Niterói, Ernâni do Amaral Peixoto começou a subir na vida quando trocou o posto de ajudante-de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almirante.

Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de interventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos dirigentes partidários da história política brasileira.

Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambiciosos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. Sempre monitorado pelo sogro, foi sucessivamente eleito deputado federal, prefeito de Niterói e governador do Rio.

Só em 1989, quando chegaram simultaneamente ao fim a agonia do patriarca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante.

Depois da vitória de Leonel Brizola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos executivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregueses do departamento de propinas desmontado pela Lava Jato.

Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco.

Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguense militante começou a carreira de caçador de votos no colo do hoje vereador César Maia. Mas está na presidência da Câmara também por ter Moreira Franco como sogro.

Essa frondosa árvore genealógica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos desde a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Brasil da Lava Jato.

A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será triturada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht.

Augusto Nunes é jornalista, âncora do programa Roda Viva da TV Cultura

Ministros suspeitos que saem, ministros suspeitos que chegam

Muda governo, não muda o nível.

O que temos reiterado nesta página e intervenções no Jornal das Cinco da FM 105,1 em Mossoró, ou participando de programas jornalísticos em rádio e TV, a cada dia se confirma.

Dilma e Temer na posse: afinados na formação de suas equipes. Parecidíssimos! (Foto: Web)

Brasília vive uma guerra entre quadrilheiros, apesar de exceções honrosas. Pouca gente com bons propósitos. A prioridade é o poder a qualquer preço.

Mal o presidente interino Michel Temer (PMDB) assume a Presidência da República, tudo se repete. Sujos e mal lavados a tiracolo. Uns que saem, outros que chegam, alguns até que retornam.

Gente que já foi dos governos Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT).

O que seria pelo menos prudente ao novo presidente, ou seja, não convocar gente investigada na Operação Lava Jato, por exemplo, não é levado em conta. Há um lote de peemedebistas com foro privilegiado agora, na condição de ministro.

Coerência

Além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da Câmara pelo Supremo, são investigados na Lava Jato os ministros do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá; da Casa Civil, Eliseu Padilha; do Turismo, Henrique Alves, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima,além do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o ex-ministro Moreira Franco.

Com a saída de Dilma Rousseff, não ocorreu apenas a exoneração de vários auxiliares, mas a fragilização de todos na defesa de problemas parecidos.

Com a exoneração divulgada pelo “Diário Oficial”na quinta-feira (12), perderam o foro no Supremo Tribunal Federal (STF) os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Jaques Wagner (Gabinete Presidencial), José Eduardo Cardozo (Advocacia Geral da União) e Ricardo Berzoini (Governo).

Outro alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nomeação, mas não chegou a assumir a pasta do Gabinete.

Nota do Blog – Era mais sensato à Dilma, que tivesse exonerado seus ministros sob investigação até o esclarecimento de tudo. Seria coerente a Temer, nem chamar esse lote de auxiliares, sob investigação.

Incoerência, é a seletividade da crítica e na cobrança de correção com a coisa pública.

Nenhum dos envolvidos do governo que se foi e, do que chega, tem demanda judicial transitado em julgado, com condenação.

São investigados, que se diga.

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Vice-presidente Michel Temer tem agenda definida para Natal

A agenda que será cumprida em Natal pelo Vice-Presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi antecipada 30 minutos. Ele estará na capital do RN no próximo dia 29, sexta-feira.

Temer, que preside o PMDB nacional, estará em Natal para cumprir compromissos políticos, juntamente com a comitiva formada por dirigentes da Fundação Ulysses Guimarães (FUG) e pelos ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha.

Programação

Após serem recepcionados pelo Ministro do Turismo, Henrique Alves (PMDB) e outros filiados, os líderes políticos seguirão para o Hotel Imirá, onde às 13h30 se reúnem com a militância para discutir a unidade do partido em torno das eleições municipais deste ano.

Às 15h00 a reunião será com representantes da Sociedade Civil Organizada, e logo em seguida Michel Temer terá uma conversa com a imprensa.

Ministro assegura início de novo aeroporto para Mossoró

Depois de uma conversa com a deputada federal Sandra Rosado (PSB-RN), o Ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, anunciou que o novo aeroporto de Mossoró será construído a partir de janeiro de 2015. A notícia foi dada durante a inauguração do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, hoje (veja postagens mais abaixo).

Em sua fala durante a inauguração, Moreira Franco assegurou que a cidade vai sim contar com um novo aeroporto.

“E agora quero dar uma resposta à deputada Sandra Rosado que demonstrou sua preocupação com o Aeroporto de Mossoró. Deputada, quero dizer à Senhora e todos que até janeiro as obras do aeroporto de Mossoró serão iniciadas”, assegurou.

Sandra Rosado já chegou a alocar várias emendas ao Orçamento Geral da União (OGU) para o Aeroporto de Mossoró; em uma delas a parlamentar garantiu R$ 40 milhões para a obra.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Sandra Rosado.

Governo atende Henrique e autoriza projeto de novo aeroporto

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, recebeu nesta quarta-feira (7) ofício do ministro Moreira Franco, da Secretaria de Aviação Civil, comunicando a inclusão do aeroporto de Mossoró no Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos.

O ofício é uma resposta às cobranças de Henrique Alves para adoção de medidas para construir um novo aeroporto na cidade.

No documento encaminhado a Henrique Alves, o ministro informa que, em janeiro deste ano, representantes da empresa projetista Progen/Planway estiveram na cidade para avaliar os aspectos técnicos da obra. Esse estudo de viabilidade técnica foi concluído em março, e a Secretaria de Aviação Civil já encaminhou ao Banco do Brasil a autorização para a execução do estudo preliminar.

Depois de concluído o estudo preliminar, será elaborado o anteprojeto e iniciada a licitação para as obras.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Henrique Alves.

 

Henrique recebe relatório para novos aeroportos no RN

O Secretário Nacional de Aeroportos, Nelson Negreiros, apresentou nesta terça-feira (11) ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB),  um relatório da Secretaria Nacional de Aviação Civil sobre a situação dos aeroportos de Mossoró e Caicó.

Como resposta às cobranças do deputado por obras aeroportuárias nas duas cidades, o ministro Moreira Franco anunciou a construção de dois novos aeroportos, com investimentos de R$ 218, 2 milhões. As obras fazem parte do Programa de Aviação Regional no Rio Grande do Norte, que beneficiará 64 aeroportos regionais no Nordeste, com investimentos previstos de R$ 2, 1 bilhões.

Com base na projeção de demanda para cada aeroporto, já concluída, foi contratado o consórcio Progen-Planway para desenvolver até março deste ano os projetos de viabilidade técnica, estudo preliminar, anteprojeto, ensaios e sondagens, projeto executivo de fundações e analise de projetos executivos.Outro consórcio, Cartografia Aeroportuária, contratado em novembro do ano passado, está fazendo o levantamento topográfico.

A consultoria para o licenciamento ambiental está em fase de contratação, segundo o secretário de aeroportos, e será realizado pela empresa Bioma Consultoria Ambiental Ltda.

Irregularidades

A localização dos novos aeroportos já foi discutida pelo Secretário de Aeroportos com a secretária Kátia Pinto e Yuri Tasso Duarte, da Secretaria de Infraestrutura do Rio Grande do Norte.

No caso de Caicó, por exemplo, a penitenciária “Pereirão” e uma torre do estádio “Marizão” inviabilizam a ampliação da pista de mil metros e elevação da categoria do atual aeroporto, recentemente reformado.  A Secretaria Nacional de Aviação Civil aguarda o estudo de viabilidade técnica e o plano básico de zoneamento. O estudo técnico para a construção de um novo aeroporto na cidade está previsto para o fim deste mês. A demanda potencial de Caicó, com 63 mil habitantes é de 18 mil passageiros por ano até 2025.

Já em Mossoró, a situação do aeroporto Dix-sept Rosado é ainda mais complicada.  De acordo com o relatório apresentado ao deputado Henrique Eduardo Alves, há tantas irregularidades que o atual aeroporto seria rebaixado e o comprimento da pista de 2.000 mil metros sofreria uma redução de 560 metros.  São 71 obstáculos constatados pelo Comando Aéreo Regional (Comaer).

O aeroporto, além de não operar por instrumentos, não oferece condições de ampliação. Esta semana deverá sair o relatório técnico sobre um novo aeroporto para Mossoró. A cidade de 266 mil habitantes terá demanda potencial de 139 mil passageiros por ano em 2025.

No cronograma solicitado pelo deputado Henrique Eduardo Alves ao ministro Moreira Franco consta que, entre abril e junho deste ano, serão feitas as prospecções para a definição dos novos locais. Os estudos técnicos definitivos serão apresentados entre agosto e outubro. Em dezembro sai o estudo preliminar e as licitações, dependendo das desapropriações e licenciamento ambiental, serão realizadas entre janeiro e abril de 2015.

Com informações do Gabinete do deputado Henrique Alves.

 

Prefeita Cláudia Regina anuncia resultado de audiências

A prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), volta de agenda administrativa em Brasília com ótimas notícias para a cidade. Uma delas é a garantia do Governo Federal de apoio à construção de um novo aeroporto na cidade. A garantia foi dada durante visita da prefeita ao Ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco.

A audiência ocorreu na manhã desta quarta-feira (4), em Brasília. A visita foi viabilizada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB).

Na conversa com a prefeita, o ministro assegurou a inclusão de Mossoró no projeto de regionalização dos aeroportos, iniciativa do Governo Federal que visa impulsionar voos regionais, principalmente entre as capitais do Nordeste. Ele disse à prefeita que na última visita à cidade, técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) detectaram a inviabilidade de funcionamento do Aeroporto Dix-sept Rosado.

Conjunto Vingt Rosado

Ainda em Brasília, a prefeita Cláudia Regina, acompanhada do deputado federal Betinho Rosado (PP), foi ao Ministério das Cidades, onde conseguiu assegurar recursos para o projeto de duplicação da avenida Senador Duarte Filho, principal via de acesso ao Conjunto Vingt Rosado.

Em reunião com o deputado federal João Maia (PR), a prefeita obteve o compromisso do deputado em buscar garantir os recursos para duplicação da Avenida Francisco Mota (via em que está situada a sede da Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA).

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – A Francisco Mota é uma epopeia. Desde a campanha municipal de 2004 (há nove anos), que a duplicação dessa via figura em maquete e projetos, como peça de propaganda eleitoral. De lá para cá, só lero-lero a cada campanha municipal.

Torçamos para que possa ser viabilizada com apoio do Governo Federal.

A questão do lengalenga do aeroporto também não é nova. No último dia 18 de outubro, o deputado Henrique Alves já antecipara novidades sobre esse equipamento aeroviário (veja AQUI).

Que sua influência possa resultar em algo de concreto para Mossoró.

Henrique garante reforma de aeroporto e apoio a Potiguar

Izabel recebeu contato e garantia de Henrique

O Blog conversou agora há pouco com a secretária municipal do Desenvolvimento Econômico e vereadora licenciada, de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB).

Ela adiantou-nos duas excelentes notícias.

O vocábulo é esse mesmo: excelentes.

Vamos a elas:

Aeroporto

1 – O presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), passou a informação de que “o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, determinou inclusão do Aeroporto Governador Dix-sept Rosado (de Mossoró) na relação dos aeroportos que serão reformados agora”.

E mais. Paralelamente, Henrique afirmou que o Governo Federal discute a construção de um novo aeroporto para Mossoró.

Centro de Treinamento do Potiguar

2 – Henrique também acaba de informar à diretoria do Potiguar que conseguiu R$ 150.000,00 de apoio para a construção do “Centro de Treinamento Manoel Barreto Filho”. O equipamento está sendo edificado no Alto de Sumaré, uma área urbana em expansão em Mossoró.