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Definida programação completa de Bolsonaro no RN

Bolsonaro, o "querido baixinho", evento governamental em Pitimbu e a garupa até  Pitimbu (Fotomontagem do Canal BCS)
Bolsonaro esteve no RN em 17 de junho de 2022, com uma série de atividades públicas antes da campanha eleitoral (Fotomontagem do Canal BCS)

Definida a programação política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio Grande do Norte, para quinta-feira (15) e sexta-feira (16). A programação é denominada de “Rota 22”, em alusão ao número do seu partido. Veja abaixo:

Quinta-feira (15):

10h30 – A mobilização começa no aeroporto de São Gonçalo do Amarante;

15h- Evento com os pré-candidatos do partido e apoiadores, no Hotel Holliday In, próximo ao Arena das Dunas.

Sexta-feira (16):

Abertura da campanha nacional para as eleições 2024 no RN

8h – A prefeita Jussara Sales (PL), candidata à reeleição em Extremoz,  recebe Jair Bolsonaro para o hasteamento da bandeira nacional e comício no bairro Jardins de Extremoz;

10h – Bolsonaro participa de evento político no bairro da Redinha (ao lado do mercado), para anunciar apoio à candidatura de Paulinho Freire, em Natal;

11h30 – Salatiel de Souza (PL)  recebe Bolsonaro em Parnamirim, para evento de largada da campanha à prefeitura. Concentração para a motociata ao lado do Parque Aristófanes Fernandes. Bolsonaro vai circular pelas principais avenidas e bairros da cidade até chegar ao palco principal montado na Cohabinal para comício;

13h30 – Rota 22 com Bolsonaro – Carreata e Motociata seguem com destino a Mossoró, com paradas programadas em Macaíba, Santa Maria, Lajes e Assú;

18h30 – Genivan Vale (PL), candidato a prefeito de Mossoró, recebe Bolsonaro para ato de início de campanha com Descida do Alto de São Manoel e encerramento com comício em frente ao Banco Bradesco, cruzamento da Avenida Santos Dumont com rua Coronel Vicente Saboia.

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Bolsonaro tem recepção apoteótica em Natal

Em campanha à reeleição à tarde desta quarta-feira (14), em Natal, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve recepção apoteótica. Uma motociata densa e quilométrica o acompanhou da saída da Base Aérea na BR-101 até comício na Cidade da Esperança.

Por todo o percurso, ele recebeu exaltação de populares com uso de cores da bandeira brasileira.

Pilotando uma moto, com o ex-ministro e candidato ao Senado Rogério Marinho (PL) à garupa, Bolsonaro era tratado como “mito” por seus fãs.

Depois, já à noite, esteve na Zona Norte para evento com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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A propaganda ‘ilegal’ e a pré-campanha que pode decidir uma disputa

Aqui e ali surgem demandas do Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo condenação de pré-candidatos por propaganda extemporânea, irregular. As punições são alguns míseros reais e retirada do material que supostamente esteja ferindo legislação. É o comum, nas decisões judiciais.propaganda irregular - 3

Ao longo dos últimos anos, uma série de normas foi encurtando e criando muitas restrições à propaganda e às campanhas. Em boa parte, decisões muito acertadas, como o fim dos showmícios e daquele lambuzado em paredes e logradouros públicos.

O MPE costuma expressar em suas representações contra possíveis abusos, que “apesar de o art. 36-A da Lei nº 9.504/97 ter flexibilizado a pré-campanha após a minirreforma eleitoral (Lei nº 13.165/2015), os atos de pré-campanha para a promoção eleitoral de candidatura são vedados quando haja pedido expresso de votos”. Esse é o ponto fulcral das ações contra os pré-candidatos.

Cá para nós  e o povo da rua: pedir ou não pedir textualmente votos é o mínimo que testemunhamos como deslize/ilegalidade. De disputantes à presidência da República a concorrentes à vereança, excede-se muito mais. Temos na verdade, uma profunda hipocrisia no trato dessa questão.

Os legisladores (políticos) encolheram o tempo de campanha e tomaram outras providências para que o processo seja mais límpido, equânime e democrático. Isso, em tese. Todavia, eles mesmos produzem arrumações, encontram atalhos e escapismos diversos à fraude, ao embuste.

HÁ ALGUMAS ELEIÇÕES, as pré-campanhas passaram a ser até mais importantes do que a campanha em si. Na real, é a campanha maior, esticada para trás. Uma boa pré-campanha alavanca o candidato que, no período eleitoral oficial, muitas vezes tem o trabalho de estabilizar e consolidar o que obteve na fase anterior. Ele antes não podia pedir voto, mas deixava claro que seria candidato. Risível.

Na prática, a pré-campanha é a campanha em si, mas disfarçada de não oficial. Todos nós sabemos disso. Imprensa, MPE, magistrados, advogados eleitorais, políticos, marqueteiros, o pinguim da geladeira, o criado-mudo e o patinho de borracha sabem que a campanha ‘cresceu para trás’.

O futuro candidato ou pré-candidato, só não pode pedir voto, mesmo fazendo atos políticos públicos, pulverizando sua imagem em redes sociais, dando entrevistas á imprensa, promovendo carreatas, motociatas, panfletagem etc.

Esse faz de conta vai continuar para parecer que estamos lidando com algo sério. Quem é minimamente informado sabe que não. A campanha eleitoral 2022 começou há muitos meses, com todos os excessos e transgressões possíveis e inimagináveis, mas quase tudo dentro da lei. Que vençam os melhores ou os mais ousados e espertos.

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