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Greve na Uern ainda pode ser definida em assembleia

Segmentos da Universidade do Estado do RN (UERN) devem se pronunciar formalmente na sexta-feira (4), em assembleia geral em Mossoró, quanto aos rumos da greve iminente na instituição. Quem passa a informação é o sindicalista Neto Vale.

“Na  audiência com o governo, ontem, o que ficou acordado é que a Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) iria repassar o seu conteúdo para a categoria. Para não ficar dúvidas, foi sugerido pela Aduern e demais segmentos presentes que o governo enviasse para as categorias um documento expressando a sua proposta. O governo concordou em enviar o documento até sexta feira”, relata o desconfiado Neto.

“A proposta do governo é horrível: indicará o adiamento do acordo até setembro, proporá a recomposição do período de abril a agosto, a ser pago até 2014, podendo ser pago antes. Tudo isso, condicionado à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na verdade, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) queria que já saisse da audiência um acordo.  A presidência da Aduern deixou muito claro que não tinha como fazer nenhum acordo diferente do já acordado. Quem vai definir se aceita ou não a nova proposta é a categoria”, adianta.

A Aduern vai propor que a categoria volte a se reunir, em assembléia, na próxima sexta feira, de posse da proposta do governo. Aí debaterá qual deve ser a sua postura diante do documento.

“Pessoalmente, avalio que somente a própria categoria é quem tem condições de adiar o início de uma nova greve. Sinceramente, entre acreditar na palavra do governo e não ter perspectiva de nenhum reajuste acordado com esse governo, fico com a segunda opção. Não teremos outra opção, se não for hoje, será em setembro, não arrancaremos um centavo desse governo sem o uso da greve. Que venha setembro, então!!!!!!!!!!!”, brada Neto Vale.

Acordo programático em defesa de Mossoró

Por Neto Vale

Alguns amigos têm nos perguntado sobre a posição do PC do B na disputa eleitoral deste ano. O PC do B sempre define sua posição alinhada com o projeto nacional do partido. Em Mossoró, o partido nunca teve problema internamente em função da clareza de seus militantes e dirigente dessa máxima (combinação do local com o nacional).

Na agenda do partido tem um momento que a militância é convocada para manifestar sua opinião a cerca dos principais desafios do partido, em geral, culmina com a realização de um evento de caráter nacional (Congresso ou Conferência) onde representantes de todos os estados participam e aprovam um conjunto de diretrizes. Essas diretrizes vão orientar o conjunto do partido no cotidiano.

No campo da política, por exemplo, os objetivos do partido é fortalecer a sua  presença no cenário político nacional, com a eleições de prefeitos e de vereadores e na  medida do possível contribuir para a vitória dos partidos que compõe a base de sustentação do governo da presidenta Dilma Rousself.

Ao contrário do PC do B, os demais partidos da base têm uma cultura política diferente, em geral, prevalecem os interesses de grupos regionais, locais ou de algumas figuradas carimbadas, muitas das vezes sem preocupação para a necessidade de fortalecimento da base. Claro, que é um equívoco desses partidos, não desenvolverem um esforço no sentido de unir a base, especialmente quando não apresentam candidaturas competitivas ou com capacidade de aglutinar forças, ou ainda se perdem no varejo.

O P C do B lançará diversas candidaturas a prefeito e milhares a vereador, por esse imenso Brasil. Em geral, isso ocorre em municípios onde há o segundo turno e o partido apresenta candidaturas reconhecidamente competitivas. Não são poucos os municípios onde abrimos mãos de candidaturas próprias para fortalecer uma ou outra candidatura de partido da base aliada.

No ano do aniversário de seus 90 anos de existência, o P C do B não lançará candidaturas somente para marcar posição nem deixará que interesses menores atrapalhem os esforços de unir o maior número possível de partidos que dão sustentação política ao governo da presidenta Dilma Rousself do Brasil. Na política, não é um gesto nobre colocar os interesses, as vontades ou os desejos pessoais num primeiro plano.

Em Mossoró, o debate deve se desenvolver em torno de propostas e na elaboração de programa de governo que dê conta de superar as deficiências que impedem que o crescimento econômico da cidade de Mossoró seja compartilhado pelo conjunto de sua população. Há uma necessidade de superação da gestão pública centralizada e autoritária, através do resgate e do fortalecimento do controle social autônomo das políticas públicas; não faz sentido o executivo está preocupado com a indicação do diretor de uma unidade de saúde, educação, … , isso é tarefa conjunta dos trabalhadores dessas unidades e dos usuários dos serviços públicos; a relevância da questão ambiental exige uma nova postura do município frente ao seu ícone maior, o seu rio, além do uso e da ocupação do solo, a especulação imobiliária e o acesso aos bens público; a questão da zona rural exige um olhar diferente, o município tem que dar respostas as suas demandas, a literatu
ra
aponta que os pequenos empreendimentos rurais de corte familiar tem sido o verdadeiro indutor do desenvolvimento das nações mais prósperas; é imperativa a substituição da arrogância e da soberba, na relação com servidores e com suas entidades representativas, assim como a elaboração de uma política de valorização e de resgate da qualidade e da resolutividade dos serviços públicos; o executivo tem que desenvolver políticas públicas para a juventude, tirando-a do caminho das drogas e da marginalidade, criando oportunidades concretas de empregos e de geração de renda, com linha de financiamento público para a juventude, dando materialidade a seus sonhos; parcerias, em mão dupla, com os demais entes da federação, do setor privado e do terceiro setor, em especial com as nossas universidades.

Para contribuir com o processo de mudanças que exige o povo da nossa cidade, o P C do B não tem mais por quem esperar. Neste sentido, o primeiro de maio seria uma ótima oportunidade para definir a sua posição. Historicamente, o PC do B vem desenvolvendo um grande esforço para constituir uma alternativa no campo democrático e popular, no nosso município. Entretanto, de 1988 até 2000, coligou-se basicamente com o PT, neste período só PDT se aproximou, uma única vez; em 2004 e 2008, por opção própria o PT, abandonou essa perspectiva.

Restou ao PC do B persistir com esse projeto, os resultados das eleições de 2004 e de 2008 indicaram que cresceu o sentimento de mudança política na nossa cidade e o PC do B estava certo. Hoje, concretamente é possível começar um processo de mudança em Mossoró e esse processo passa pela candidatura do PSB, representada pela deputada Larissa Rosado.

A profundidade das mudanças será maior se fortalecida com a presença do maior número possível de partidos que compõe a base aliada e de outros que concorde com essa necessidade. É fundamental que junto com o PC do B, esteja o PDT, o PTB, o PSD, o PRB, o PT do B, o PPS e com todo o respeito, a presença do PT é fundamental para o êxito desse projeto. Só para registrar, o PC do B faz aliança política com partido(s), sem perder a sua autonomia, a sua capacidade de crítica e em cima de um programa de governo com propostas concretas para superar ou minimizar os problemas que afligem o povo da nossa cidade.

E mais ainda, não há nenhuma contradição nesta aliança com o PSB. O PSB é parceiro do PC do B e do PT desde 1989, inicio de todas essas mudanças que vem ocorrendo no Brasil. Em 1989, Lula, foi candidato pela Frente Brasil Popular, composta por PT, PSB e PC do B. Claro, a decisão cabe ao PC do B. qualquer que seja a decisão do PC do B, estaremos juntos.

Neto Vale – É dirigente do PCdoB em Mossoró

Rosalba muda postura e encara grevistas de frente

Os cabeças pensantes do Governo do Estado ouviram as poderações deste Blog. A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) saiu da defensiva. Resolveu enfrentar manifestações em contrário ao seu governo.

Em sua estada ontem à noite em Mossoró, participando de inauguração de novas instalações do Sebrae e da Feira Industrial e Comercial de Mossoró e Região (FICRO), ela ziguezagueou com naturalidade.

Rosalba estava evitando eventos públicos em sua própria terra natal, temendo vaias. Ontem, não as ouviu.

Na Ficro, sem dificuldades, recebeu comissão de grevistas da Universidade do Estado do RN (UERN), em protesto contra o próprio governo.

– Foi um encontro amistoso, normal, civilizado, como deve ser – comentou Neto Vale, da comissão de greve, em contato com o Blog.

Veja AQUI matéria do Blog sobre postura de Rosalba, acuada em constantes protestos em Mossoró.

Greve na Uern tem continuidade, decide assembleia

A assembléia geral dos grevistas da Universidade do Estado do RN (UERN) decidiu hoje pela manhã:  a paralisação de mais de 63 dias está mantida.

“Rejeitamos  o descaso do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) com a Uern, mantendo a continuidade da greve”, anuncia Neto Vale, integrante do comando grevista.

“Uma série de atividades está sendo planejada. Mesmo assim, continuaremos com o diálogo aberto com o governo”, reitera Neto Vale.

Grevistas demonstram flexibilidade e esperam resposta

Uma luz no fim do túnel.

A relação conflituosa entre professores da Universidade do Estado do RN (UERN) e o Governo do Estado pode ser superada na próxima semana.

Essa expectativa é manifestada por Neto Vale, integrante de entidade ligada aos servidores da administração da Uern.

Segundo ele, a última reunião envolvendo o secretário de Administração e Recursos Humanos do Estado, Anselmo Carvalho, o reitor Milton Marques e entidades como Aduern, Sintauern e Diretório Central de Estudantes (DCE), foi bastante satisfatória.

Outra vez, o movimento que paralisou atividades na Uern deu demonstração de flexibilidade e interesse em dissipar o entrave, para retomada de atividades normais na Uern.

“Na nova proposta, mais uma vez, abrimos mãos da proposta original que era ter os nosso planos de carreira atualizado com um única parcela (23,98%) e com o retroativo para abril, tudo em 2011. Apresentamos o percentual de 23,98% (que já é um consenso entre as partes) em três parcelas (outubro, novembro e dezembro de 2011) e deixamos em aberto para discutir com o governo o retroativo (que também é consenso entre as partes)”, relata.

Neto Vale comenta, que “a diferença estava na forma de atualização dos planos.”

Lembra que “necessariamente, a atualização total dos planos para este ano, deixou de ser uma exigência, podendo ser negociada a parte do retroativo (que é mais expressiva que as tres parcelas) até 2012.”

Segunda feira (1º), conforme acertado, a nova proposta será enviada oficialmente ao governo. A promessa do secretário é que até terça-feira (2) haverá uma resposta.

“Solicitamos mais sensibilidade e agilidade na parte contingenciada dos recursos: custeio e investimentos. O governo se comprometeu em atuar neste sentido e solicitamos que responda também sobre a questão da autonomia financeira”, complementou.