Josivan Trindade e Juscye Correia perdem mandatos (Fotomontagem da Web)
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) confirmou, nesta terça-feira (19), a ocorrência de fraude à cota de gênero praticada pelo partido Avante nas eleições municipais de 2024, em Nísia Floresta.
A decisão unânime manteve a sentença da 67ª Zona Eleitoral, que reconheceu a candidatura fictícia de Ana Júlia Lima da Silva e determinou a cassação de toda a chapa proporcional do partido.
Segundo o acórdão, relatado pela juíza Suely Maria Fernandes da Silveira, as provas reunidas nos autos apontaram que a candidata apresentou votação ínfima (apenas dois votos), não realizou atos efetivos de campanha em benefício próprio e atuou em favor de outro candidato masculino da legenda, o que caracteriza o desvirtuamento da norma protetiva de gênero.
Com a cassação, perdem os mandatos os dois vereadores eleitos, Josivan Trindade e Juscye Correia, e os suplentes Júlia Lima (candidatura fictícia), Miriam da Mazapa e Adriana Barreta. Além disso, a decisão determina uma nova totalização dos votos para vereador em Nísia Floresta, o que altera a composição da Câmara Municipal.
Presos em Alcaçuz promoveram levante de repercussão até os dias atuais (Foto: Arquivo/O Globo)
O Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) entraram com uma Ação Civil Pública contra a União e o estado do Rio Grande do Norte. Foca na omissão à apuração do desaparecimento de 19 detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, a “Penitenciária de Alcaçuz”, durante a rebelião ocorrida em janeiro de 2017.
Não se sabe, até hoje, o paradeiro desses 19 presos que estariam na unidade prisional quando a rebelião eclodiu, marcada por brigas de facções criminosas que resultaram em massacres e levaram, pelo menos, 26 detentos à morte.
O objetivo da ação é responsabilizar os gestores pela falta de medidas efetivas para esclarecer a situação desses presos desaparecidos e obter a reparação integral dos danos materiais e morais causados aos familiares das vítimas, além da adoção de medidas que impeçam a repetição das cenas de caos observadas há oito anos na penitenciária.
Responsabilidade
A ação – assinada pelo procurador da República Fernando Rocha, pelo defensor público estadual Rodrigo Gomes e pelas defensoras públicas federais Carolina Soares e Flávia Fernandes – aponta que o estado do Rio Grande do Norte falhou na gestão do sistema prisional, permitindo a rebelião e não adotando providências efetivas para evitar mortes e desaparecimentos.
A União, por sua vez, conforme indicado na ação, foi negligente na fiscalização e no cumprimento de compromissos internacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado, à qual o Brasil aderiu em 2007.
Medidas
Além da responsabilização dos gestores, a ação também requer que sejam adotadas medidas concretas para localizar os desaparecidos e garantir transparência na investigação. Entre as providências previstas na ação estão:
criação de um plano de contingência para crises no sistema prisional;
fortalecimento dos mecanismos de controle externo sobre as unidades prisionais;
implementação de tecnologias de monitoramento, como câmeras e drones;
fornecimento de informações contínuas às famílias das vítimas;
implementação de um banco de dados genéticos para identificação de possíveis vítimas; e
adoção de um sistema de registro eficiente de movimentação dos detentos.
Brutalidade – A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, localizada no município de Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal, é o maior complexo prisional do estado. A rebelião de 2017 envolveu presos pertencentes a grupos criminosos rivais e foi parte de uma onda de violência nacional ligada à guerra entre facções.
Itep recolheu vários corpos incompletos e precisou de esforço concentrado à identificação (Foto: Arquivo do BCS)
Em meio à violência, à superlotação e à falta de controle dentro da penitenciária, os criminosos impuseram sua própria forma de justiça, resultando em mortes, mutilações e ocultação de cadáveres.
Violação
A investigação do MPF teve início a partir de relatórios do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), que identificou indícios de desaparecimento de internos, além de relatos sobre a incineração e descarte de corpos em fossas sépticas.
O inquérito conduzido pelo MPF apontou a ausência de perícia adequada, falhas na preservação da cena do crime e contradições nos dados oficiais sobre foragidos, mortos e desaparecidos.
Para os autores da ação, a omissão do estado e da União configura uma grave violação aos direitos fundamentais dos detentos e seus familiares. “Não se trata apenas de um problema administrativo, mas de um cenário de desaparecimento forçado, crime reconhecido internacionalmente como uma das mais severas violações de direitos humanos”, ressalta Fernando Rocha.
A ação tramita na Justiça Federal do Rio Grande do Norte e pode resultar em condenações à União e ao Estado por danos morais e coletivos, além da imposição de medidas estruturais para evitar que situações similares voltem a ocorrer.
Mariza Leite era vice-prefeita pela terceira vez (Foto: Web)
A vice-prefeita da cidade de Nísia Floresta-RN, Marize Leite da Silva (PSDB), de 65 anos, morreu nesta quarta-feira (13/12). Ela estava internada no Hospital do Coração, em Natal, onde havia realizado um procedimento cirúrgico de urgência, mas não resistiu.
A Prefeitura de Nísia Floresta publicou nota de pesar e decretou luto oficial e ponto facultativo por três dias no município.
Marize era filha do ex-prefeito Almir da Silva Leite(in memoriam), que administrou o município por dois mandatos: 1977-1983 e 1989-1992.
Nas eleições de 2004 e 2008, Marize foi eleita vice-prefeita do município, exercendo o mandato durante as gestões do ex-prefeito George Ney Ferreira.
Em 2020 conquistou o terceiro mandato de vice-prefeita, sendo eleita pelo PSDB na chapa do atual prefeito Daniel Marinho (PSDB). Juntos, eles receberam 8.351 votos (53,60%).
Marize era casado com Eudes Marcelino da Silva e deixa dois filhos e três netos.
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Complexo Rogério Coutinho Madruga fica em Nísia Floresta (Foto: Adriano Abreu/TN)
O registro de instabilidade elétrica na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga (Complexo de Alcaçuz), em Nísia Floresta, poderá provocar alterações no atendimento a advogados que atuam na unidade prisional nesta sexta-feira (24).
O alerta é da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), em comunicado emitido pela Comissão de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia.
Em razão das falhas elétricas, serviços como o registro da entrada de advogados, assim como a inspeção corpórea, estão sendo realizados de maneira manual, o que pode atrasar os atendimentos.
Ainda segundo a OAB/RN, a direção da unidade prisional informou que trabalha para que os atendimentos não sejam suspensos.
Há tempos a Penitenciária Estadual de Alcaçuz não era notícia, mas hoje (sábado, 17), não tem como ser ignorada.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) informou a fuga de 12 internos, provavelmente pela madrugada.
Seis dos fugitivos de Alcaçuz, todos considerados homens de alta periculosidade (Reprodução)
A penitenciária fica no município de Nísia Floresta, área metropolitana de Natal.
A última fuga em Alcaçuz ocorreu em 2018, quando um detento fugiu, e foi recapturado.
Até o início dessa noite, não havia qualquer informação sobre captura dos fugitivos.
Essa é a relação de fugitivos:
1- Alziro Tony da Silva 2- Antônio Marcos Sena da Silva 3- Cleyton Marques de Mendonça 4- Francisco Alef Guedes de Lima 5- Francisco Damião Virgínio de Oliveira 6- Francisco Eliomar Faustino Júnior 7- Francisco Rat Pereira da Costa 8- Genilson Silva de Andrade 9- Henrique de Oliveira Souza 10- Ivanaldo Sales da Silva 11- Max Soares da Silva 12- Osvanildo Maria da Silva.
Restante dos fugitivos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Reprodução)
Rebelião
Alcaçuz ficou marcada por rebelião ocorrida em janeiro de 2017 (veja AQUI série de matéria).
O caso teve repercussão até internacional, mas ao longo da gestão do então governador Robinson Faria (PSD), acabou sendo restaurada e transformada num modelo de gestão.
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Girão (á esquerda) esteve no gabinete do ministro Marcelo Queiroga (Foto: assessoria)
O deputado federal General Girão (PSL) esteve reunido nesta quinta-feira (10), com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Tratou de várias demandas para o Rio Grande do Norte, relacionados à pasta.
“Quanto aos recursos enviados pelo Governo Federal para o Rio Grande do Norte, nós enfatizamos que é preciso uma efetiva cobrança junto ao Governo do Estado para que estes recursos sejam aplicados imediatamente ao seu propósito que é o enfrentamento e combate à pandemia”, pontuou o General Girão.
Assinalou sobre a urgente necessidade de aquisição de um equipamento de radioterapia para a Liga Norte-riograndense Contra o Câncer (LNCC), solicitação que já foi aprovada e encontra-se em processo de remessa para Natal. Processos relativos à saúde do município de Nísia Floresta também foram levantados.
Ortopedia
O parlamentar também solicitou o apoio do MS para a implantação da Oficina Ortopédica de Natal e a aquisição de um caminhão ambulatorial de próteses para o município de Pau dos Ferros, em convênio com Associação Beneficente Nossa Senhora da Conceição.
O ministro Marcelo Queiroga prontamente identificou a disponibilidade de um caminhão para esta finalidade em outro estado e, agora, restam apenas trâmites burocráticos para o transporte do referido veículo.
Com informações da Assessoria do deputado General Girão.
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Um carro capotou várias vezes após subir uma duna na praia de Búzios, em Nísia Floresta, na Grande Natal. O caso aconteceu na tarde deste domingo (27), por volta das 16h40, e foi filmado por pessoas que estavam no local. Veja no vídeo abaixo.
De acordo com jipeiros que frequentam a região, o dono do veículo é de Recife e não conhecia muito bem a duna do “P”, como o local é conhecido. Ao chegar ao topo da duna, ele tentou fazer uma curva à esquerda, mas perdeu o controle do carro.
O veículo capotou várias vezes e só parou no final da duna. Apesar da cena, o motorista não se feriu. Ele estava só no carro. Nem a polícia, nem o Samu foram acionados para a ocorrência.
Mesmo após o acidente, o carro funcionou e foi conduzido até uma rua, onde foi guinchado.
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