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Reencontro com Hermann Hesse

O feriadão foi uma benção. Precisava. Uma montanha de vídeos-aula, apostilas digitalizadas etc. esperavam por sistematização, organização para que eu possa focar melhor minhas atividades acadêmicas.

Acho que consegui arrumar algo em torno de 70%, em mais de 230 gigas de arquivos em meu HD externo. E tem mais.

Na folga, minha companhia foi Hermann Hesse e “O lobo da estepe”. Ah, como é abençoada a releitura! Tinha-o lido na adolescência. Parece novo livro, nova história, mas a mesma magia.

Depois virão “Sidarta” e “O jogo das contas de vidro”, além de “Demian”, todos de Hesse. Releituras.

Beber outra vez na fonte é sempre melhor, muito melhor.

Agora, ao trabalho. Bateu vontade de querer ir-me à batalha. Como diria Gonçalves Dias em Canção do Tamoio:

– Não chores, meu filho; não chores, que a vida é luta renhida: viver é lutar. A vida é combate.”

A semana promete ser muito puxada.

Gládio à mão; à luta.

Confissão da amizade sem dia, hora ou lugar

(…) Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio (Amizade Sincera, Renato Teixeira)

Avisam-me pela rede de microblogs Twitter (siga-me AQUI), que hoje é o “Dia do Amigo”.

Ah, tá!

Tudo bem.

Dizer o quê?

É-me fundamental falar o que penso. É de minha natureza. Rejeito o lugar-comum.

Meus amigos o são. Sem dia, sem hora, sem lugar. Feliz, triste. Bem, mal.

Cada um com seu jeito, suas manias e defeitos (ainda bem). Sim, todos têm defeitos, mas nenhuma deformidade.

Ex-amigos? Não os tenho. Algumas pessoas passaram por mim, como rios cauladosos que avançam pelas margens em busca de um pedaço a mais de territorio, mas que terminam áridos ou assoreados pela pequenez de seus gestos.

Por vezes borbulham anos sem que eu os veja. Noutros tempos, nos falamos diariamente… de forma diluviana.

O silêncio e a distância não viram vácuo.

Por quê?

Porque o são. Somos amigos, sim.

Não padeço da solidão glacial da falta de amigos. Possuo-os com a intensidade dos que amam de graça, feliz por tê-los quando não parecem importantes e quando são imprescindíveis.

Meus amigos, muito obrigado.