Em conversa com alguns webleitores, há uma queixa aqui e acolá, quanto à escassez de matérias atraentes da política nativa. A culpa não é apenas nossa, da imprensa.
Vivemos um período de aridez, com enorme empobrecimento de quadros políticos, raras vocações e quase nada é novo ou importante em suas declarações ou silêncio.
O blá-blá-blá repete-se.
As entrevistas de hoje, são praticamente iguais àquelas publicadas há um mês, três meses ou anos atrás. Não há nada de novo, impactante ou diferenciado.
Há muito faz-de-conta, desfaçatez, pura retórica ou nem isso.
A prioridade continua sendo nomes, em vez de ideias.
Por quê?
Porque não temos nada de ideias. Muito do que parece novo é requentado como uma cruzada cívica: Estrada do Cajueiro, ZPE´s, duplicação da BR-304 etc
Sobram declarações pobres ou lugares-comuns sobre conchavos e acordões. Quem fica com quem é o que interessa.
Oposição e situação são tão consistentes quanto uma porção de gelatina.
As assessorias inundam nossas caixas de emails com fotos e notícias de visita dos assessorados a velórios, casamentos, festa de padroeiro, carnaval fora de época e cultos religiosos.
Aniversário de aliado é tratado com esmero e cavilosa importância de Estado.
Uma notícia que não para de se repetir, por exemplo, é visita de políticos e outras autoridades à obra do estádio Arena das Dunas, símbolo do desperdício e falta de prioridade séria da política potiguar.
Raramente essa corriola faz o mesmo no tocanto ao Hospial Walfredo Gurgel, escolas públicas e presídios.
É dessa aridez que nasce nossa pobreza. Somos parte dela e signatários da mediocridade que assola o Rio Grande do Norte.
Pagamos caro e parece que não temos perspectivas de melhora.
Mas não custa tenta reagir.