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Estado e Prefeitura de Mossoró afinam acordo que prioriza Saúde

Fátima e Allyson afinaram entendimento e discutiram encaminhamento de medidas (Fotos: Fabiano Trindade e Secom/PMM)
Fátima e Allyson afinaram entendimento e discutiram encaminhamento de medidas (Fotos: Fabiano Trindade e Secom/PMM)

Parcerias e estratégias de enfrentamento à pandemia em Mossoró e região foram tema de audiência da governadora Fátima Bezerra (PT) e o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade), nessa quarta-feira (03), de forma remota. Eles trataram sobre a abertura de novos leitos de UTIs em Mossoró e ampliação de parceria entre governos estadual e municipal no enfrentamento à Covid-19.

Allyson Bezerra defendeu a necessidade de pactuação entre os municípios na área da saúde, em virtude de Mossoró receber pacientes de toda a Região Oeste potiguar, sem uma contrapartida para atender demanda que vai muito além de suas condições financeiras e estruturais. Maioria dos pacientes atendidos em Mossoró vem de outros municípios.

Foi estabelecido a criação de grupo formado por representantes da Secretaria do Estado de Saúde Pública (SESAP) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para discussão do assunto de forma aprofundada. No dia passado (veja AQUI), o prefeito já tinha se reunido com prefeitos e secretários municipais da região à procura de um trabalho integrado contra a pandemia.

Emendas

O prefeito solicitou à governadora liberação de emendas parlamentares para ações de enfrentamento à Covid-19 em Mossoró, além do envio de kits de testes Swab para testagem da população. “Inclusive, aguardamos emendas que destinei enquanto deputado estadual no ano passado para o município de Mossoró, algo em torno de 1 milhão de reais para a saúde”, explicou Allyson.

O gestor também pediu à governadora providências quanto à Farmácia Básica, Hospital São Camilo e financiamentos referentes ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s).

A audiência contou ainda com a participação do vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) e dos secretários Cipriano Maia (Saúde) e Fernando Mineiro, coordenador do Pacto pela Vida. A secretária adjunta de Saúde, Maura Sobreiro; a deputada estadual Isolda Dantas (PT); a adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista; e a secretária municipal de saúde de Mossoró, Morgana Dantas, também estiveram discutindo os temas da saúde pública para Mossoró e região.

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Hospital tem dificuldade para abrir novos leitos

Demanda dificulta hospital (Foto ilustrativa)

Em quase um mês de funcionamento, o Hospital São Luiz segue sobrecarregado como hospital de campanha em Mossoró.

Até o fim da noite dessa terça-feira (26) eram 19 pacientes na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), que são leitos clínicos, além de 17 na UTI.

Continua com 20 leitos de UTI e 30 de UCI disponíveis no momento.

Dificuldades

A gestão hospitalar levanta preços para compra de medicamentos e insumos, num mercado de alta demanda e produção que não acompanha evolução de consumo no país. Além disso, não há mão de obra para abertura dos 50 leitos restantes, sendo 15 de UTI e 35 de UCI.

A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) faz a gestão desse hospital de campanha com meios para manter o atual número de leitos. Mas o problema se agudiza para as próximas semanas.

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UTIs e recursos à Saúde revelam indignação de vereadores

Izabel: outros hospitais (Foto: CMM)

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PSB), defendeu hoje em sessão ordinária, da Casa, a criação de uma Frente Parlamentar para defender os hospitais locais e procurar soluções à manutenção e ampliação dos leitos na cidade de Mossoró.

“Essa luta não é só de Mossoró. Todos os municípios da região têm obrigação de lutar com a gente, pois usam esse serviço em nossa cidade,” disse. E foi mais enfática: “Há questões políticas? Por que não credenciar leitos de outros hospitais e apenas beneficiar o Hospital Wilson Rosado (HWR)?”

Antes, a vereadora Aline Couto (PHS) cobrou regulação para os leitos de UTI do SUS que estão nos hospitais particulares e lembrou que a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), tem oferta, não aproveitada pelo estado. “Precisamos de uma  central de regulação para o nosso município para fiscalizar o uso desses leitos destinados ao SUS. Eu já ouvi que tem hospital que procura o perfil do paciente para saber se pode atender na UTI e isso é errado”, questionou.

Izabel Montenegro ratificou posição de Aline e lamentou retenção de recursos da LMECC, que compromete o atendimento a milhares de pessoas, “que não podem esperar”.

Audiência pública

Alex Moacir (PMDB), líder governista, elogiou o deputado Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, por ter promovido audiência pública na última sexta-feira (26) em Mossoró (veja AQUI). Ele fez intervenção em aparte à Aline, que salientava essa iniciativa do deputado.

Aline: defesa da LMECC (Foto: CMM)

Já Sandra Rosado (PSB), diante do anúncio do Governo do Estado de dez novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Mossoró, propôs que sejam destinados, total ou parcialmente, à LMECC. Mas Aline destacou, que na audiência pública o governo já adiantara decisão favorecendo o Hospital Wilson Rosado.

“Mas a regulação para envio de pacientes será da direção do Tarcísio Maia”, lembrou ela.

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Junta diz que não tem conexão com Hospital da Mulher

Caro Jornalista Carlos Santos,

Sobre a matéria “Começa o fechamento do Hospital da Mulher, em Mossoró” (veja AQUI), a Junta de Intervenção na APAMIM/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) tem a esclarecer:

A abertura de nove leitos de UTI adulto do Hospital Maternidade Almeida Castro, administrado pela Junta Intervenção Federal desde outubro de 2014, não tem qualquer relação com qualquer medida que esteja ou possa ser tomada pelo Governo do Estado com relação ao Hospital da Mulher.

A abertura da UTI adulto do HMAC está dentro do cronograma de reestruturação dos serviços de saúde e abertura de outros que são de grande necessidade em Mossoró, tanto na obstetrícia como de clínica geral.

Na obstetrícia, a necessidade são pelos fatos que são de conhecimento público que aconteceram até outubro de 2014. Em se tratando de clínica geral, a meta é  ampliar no HAMC os serviços de cirurgias eletivas. Depois que o Centro Cirúrgico foi aberto em maio de 2015, já foram realizadas mais de 600 cirurgias, todas reguladas pela Central de Regulação do SUS, em Mossoró.

Agora,com a UTI aberta será possível fazer cirurgias ortopédicas de alta complexidade, procedimento médico que só era possível em Natal nas raras oportunidades que apareciam vagas.

A reabertura da UTI adulto do HAMC foi cuidadosamente projetado para servir a  um perfil de paciente (regulado pelo SUS e oriundo de cirurgias complexas), totalmente diferente do perfil da paciente do Hospital da Mulher. Um paciente não pode ser colocado junto ao outro para não evitar infecções.

No caso de ter qualquer dúvida, pode entrar em contato pelo número 9 9948 9337, fale com Cézar Alves.

Atenciosamente,

Assessoria da Junta de Intervenção do HAMC