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Brasil ganha medalha em natação; vencedor tem ligação com o RN

Bruno Fratus comemora após conquistar o bronze na Olimpíada de Tóquio (Foto de Odd Andersen - AFP)
Bruno Fratus comemora, após conquistar o bronze na Olimpíada de Tóquio (Foto de Odd Andersen – AFP)

Do El País e Blog Carlos Santos

Bruno Fratus disparou rumo ao pódio. O nadador brasileiro garantiu a terceira melhor marca nos 50m livre da natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio e conquistou um bronze para o Brasil, nesse sábado (31).

Nascido de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, o nadador olímpico mudou-se ainda criança para o Nordeste brasileiro e viveu em cidades como Salvador (BA), Natal (RN) e Mossoró (RN), haja vista que seu pai atuava no setor petrolífero, o que o levava a mudanças comuns de domicílio. Em Mossoró, ele estudou na Escola Mater Christi, disputou jogos estudantis e treinou em piscinas locais, como do Sesi Clube.

Em foto mais abaixo constante dessa postagem, ele aparece com o amigo Rodrigues Alves, sobrinho do coordenador do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região, Assis Neto.

Finalmente uma medalha

A vitória do nadador põe fim à maldição do quase que o perseguida desde as últimas duas olimpíadas, quando ele fez excelentes marcas, mas não conseguiu a medalha que buscava.

“[O grito] está entalado desde 2011, quando disputei meu primeiro mundial. Depois, 2012 aquela Olimpíada do quase. Depois do Rio principalmente. Foi um grito de finalmente medalhista olímpico”, comemorou o nadador, ao explicar o grito de comemoração que ecoou pelo centro aquático olímpico na noite deste sábado, 31 de julho.

É a segunda medalha da natação brasileira em Tóquio ―a primeira foi o bronze com Fernando Scheffer nos 200m livre― e a 15ª da história da natação brasileira.

O nadador brasileiro marcou 21s57 e conquistou a nona medalha olímpica para o Brasil no Japão. Fratus ficou atrás apenas do norte-americano Caeleb Dressel, que cravou 21s07 nos 50m livre (novo recorde olímpico) e de Florent Manaudou, da França (21s55).

Fratus e o amigo Rodrigues Alves, em Natal, em 2011 (Foto: cedida)
Fratus e o amigo Rodrigues Alves, em Natal, em 2011 (Foto: cedida)

Fratus, de 32 anos, já é um veterano das piscinas e o velocista que mais vezes nadou abaixo de 22 segundos no mundo. Somente em Jogos Pan-Americanos ele possui sete medalhas, sendo cinco de ouro e duas de prata —conquistadas entre Guadalajara 2011, Toronto 2015 e Lima 2019. O nadador ainda possui três medalhas de prata e um bronze campeonatos mundiais. Faltava ainda uma medalha olímpica.

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Italo Ferreira, de Baía Formosa, conquista primeiro ouro do Brasil

A vontade era tanta que, logo na primeira onda, a prancha quebrou. Foram pouco mais de dois minutos até que Italo Ferreira – potiguar de Baía Formosa, filho de ‘seu’ Luizinho que vendia peixe e de dona Katiane – nadasse à areia para recomeçar. O que parecia um mau presságio, porém, não passou de um leve percalço.

Italo Ferreira com a prancha quebrada precisou pegar outra e superou adversário com folga (Foto: Ryan Pierse-Getty Images)
Italo Ferreira com a prancha quebrada precisou pegar outra e superou adversário com folga (Foto: Ryan Pierse-Getty Images)

No mar revolto de Tsurigasaki, o surfista brasileiro enfileirou manobras e garantiu o primeiro ouro da história do surfe em Olimpíadas.

Italo, agora, chega a um feito e tanto. Campeão mundial de surfe em 2019, o potiguar de Baía Formosa agora também soma o título olímpico.

O primeiro do Brasil em Tóquio. Diante do japonês Kanoa Igarashi, que eliminou Gabriel Medina na semifinal, o potiguar entrou para o rol de heróis olímpicos do país.

Italo superou Igarashi com sobras. Apesar da quebra da prancha logo em sua primeira tentativa de manobra, o brasileiro não desanimou. Agressivo durante toda a bateria, conseguiu três boas notas, o suficiente para deixar o japonês em combinação. No somatório final, 15,14 contra 6,60 do rival.

A festa começou antes mesmo do fim, a dois minutos do sinal tocar. O ouro já estava garantido.

Veja matéria completa AQUI.

Nota do Blog – Ferreira não é o queridinho da mídia nacional, trono que cabe ao midiático Gabriel Medina. Mas, é um legítimo campeão, com uma história de permanente superação. Emocionou-se ao ser entrevistado, fez o repórter chorar e chorou também, ao lembrar que infelizmente sua avó não estava viva para vê-lo triunfar.

Bravo!

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Um Brasil finalmente unido

Rayssa Leal faz uma manobra na final (Foto: Ezra Shaw-Getty Images)
Rayssa Leal faz uma manobra na final (Foto: Ezra Shaw-Getty Images)

Bom saber que nessa madrugada, o Brasil finalmente se uniu, deixando de lado a estupidez, as fake news, fanatismo e ódio.

Torceu pela menina skatista Rayssa Leal, 13 anos, Prata nas Olimpíadas de Tóquio.

Meninos eu não vi, mas gostei demais.

Viva a maranhense Rayssa!

Saiba mais sobre essa vitória gigante clicando AQUI.

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