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Pfizer é liberada para quem tomou a 1ª dose de AstraZeneca há 90 dias

A partir de amanhã (quinta-feira, 28) o programa Mossoró Vacina vai iniciar a aplicação de doses da Pfizer para compor a 2ª dose de quem tomou a 1ª dose da Oxford (Astrazeneca/Fiocruz),  há 90 dias. A decisão visa completar o esquema vacinal de quem aguarda pelas doses da Oxford, imunizante que está em falta no município desde a sexta-feira (22).

Intercâmbio foi autorizado, agilizando vacinação (Foto: Allan Phablo)
Intercâmbio foi autorizado, agilizando vacinação (Foto: Allan Phablo)

O anunciou foi feito agora pouco pelo coordenador municipal de imunizações Etevaldo Lima. A liberação do intercâmbio de vacinas foi feita na tarde de hoje através de uma nota técnica emitida pela Secretaria Estadual da Saúde Pública (SESAP) para os municípios do Rio Grande do Norte. Segundo o comunicado, a medida visa atender as pessoas que tomaram a 1ª dose da vacina da Oxford, já completaram 90 dias e estavam aguardando a chegada do imunizante para tomar a 2ª dose.

A vacinação da Covid acontece no ginásio do Sesi das 8h às 16h de segunda a sábado e nos domingos e feriados no Ginásio de Esportes Pedro Cialine. Estão sendo vacinados, adolescentes a partir de 12 anos, 2ª dose para o público em geral e dose de reforço para idosos acima de 60 anos e para os profissionais da saúde que completaram seu esquema vacinal há cinco meses.

Aprovação

A troca entre os imunizantes ou intercâmbio de vacinas para a aplicação da segunda dose foi aprovado pelo Ministério da Saúde (MS), Plano Estadual de Imunização (PEI) e Comitê Científico do Estado, além da Organização Mundial da Saúde (OMS). A troca já era autorizada em casos específicos como o das grávidas que receberam a primeira dose da AstraZeneca.

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Diário de um voluntário – XLIII

George foi um dos vários médicos que morreram em meio à batalha contra a Covid-10 no RN (Foto: cedida)
George foi um dos vários médicos que morreram em meio à batalha contra a Covid-10 no RN (Foto: cedida)

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

O padre Fábio de Melo tem o dom da palavra, aquilo que ele nas suas missas tanto afirma: “Senhor, dizei uma só palavra e serei salvo”. No seu livro É sagrado viver, há momento de pura salvação:

– “A vida tem cores cinzas quando vista a partir das retinas do porto. Navios em espera cumprem o destino de sacramentar partidas e chegadas”.

Um sábado de junho de 2020. Chamada de vídeo, logo cedo. Era George Bezerra, um amigo que a pandemia da Covid-19 nos aproximou mais ainda: um tentava aliviar a angústia do outro, todas as noites. Ele tinha sido meu colega contemporâneo de medicina e quando entrei na UFRN, logo assumindo a coordenação da residência de cirurgia, tive o prazer de ser o seu tutor.

Ele informava que estava indo para UTI e logo seria realizada a tão temida IOT (Intubação orotraqueal). Ele lutou bravamente, conseguiu até sair da UTI, o que nos deixou extremamente alegres, mas a Covid-19 mostrou a sua verdadeira face traiçoeira e George não resistiu.

Acordei hoje lembrando dele. E como a sua morte foi decisiva para minha decisão de ser um voluntário da pesquisa da vacina de Oxford/AstraZeneca.

Imaginem, há um ano, com tantos absurdos colocados por uma seita de fanáticos negacionistas, divulgando vídeos de chips e jacarés: não era fácil ser um voluntário da pesquisa…

Mas, o que dá significado a vida, tem que dá significado a morte. E isso só se consegue através do amor. E a amizade é o amor philia dos gregos.

O escritor Hermann Hesse, no seu livro Demian, tem uma bela passagem que reflete isso:

– “Os mortos permanecem vivos entre nós, com essencial de suas influências, enquanto nós seguimos vivendo. Às vezes podemos falar com eles, conversar e pedir conselhos, melhor do que com os vivos”.

Lembrar de George, hoje, após um ano de sua partida é a certeza de que só há morte, quando há esquecimento.
George, portanto, vive.

Vive em cada um dos seus amigos. Vive em cada vacina aplicada nos braços dos brasileiros que acreditam que só o amor vencerá o ódio e a ignorância.

Francisco Ediilson Leite Pinto Júnior é professor, escritor e médico

Mais 64.500 doses contra a Covid-19 chegam ao RN

Essa é a 18ª remessa de vacinas enviada pelo Ministério da Saúde ao RN (Foto: Raiane Miranda)
Essa é a 18ª remessa de vacinas enviada pelo Ministério da Saúde ao RN (Foto: Raiane Miranda)

O Rio Grande do Norte recebe nesta quinta-feira (6) um novo lote de vacinas contra a Covid-19 com 64.500 doses do imunizante de Oxford (Astrazeneca/Fiocruz).

Este 18º lote de vacinas enviado pelo Ministério da Saúde é destinado à continuidade da imunização dos grupos delineados no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO): Forças de Segurança e Salvamento e Forças armadas, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas e pessoas com deficiência permanente – cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da continuidade da vacinação para idosos entre 60 a 64 anos.

Com esse novo lote o RN chega a 1.151.410 milhão de doses de vacinas recebidas.

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