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Prefeita ainda não cumpriu compromissos de cirurgias eletivas

Especialidades médicas que participaram de mutirão para cobertura de dezenas de cirurgias eletivas em Mossoró, em plena campanha eleitoral, estão esperando o pagamento pelo serviço.

Nessa quarta-feira (9), no Palácio da Resistência, a prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP) passou maus bocados ao ser emparedada por um médico, que cobrou o cumprimento da palavra empenhada.

Até o momento, não pingou na conta dos profissionais o dinheiro correspondente à tarefa. Só foi renovada a promessa de que tudo estaria resolvido após as eleições.

O ‘prego’ segue pendurado.

E Rosalba não pode reclamar de médicos e hospitais a votação insuficiente para se reeleger.

Problema dela.

Quem fez sua parte espera receber.

O trabalho compôs o ‘pacote de bondades’ da prefeita para tentar se manter no cargo a qualquer custo, enfrentando profundo desgaste.

Os médicos e hospitais fizeram sua parte. Profissionalmente, que se diga.

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Sindicato critica uso de decisão judicial como propaganda

A pouco menos de um mês das eleições, a Prefeitura Municipal de Mossoró anuncia como ‘feito seu’, a liberação da segunda parcela do processo provocado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró, para pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Servidores municiais dos anos de 1977 a 1991 serão beneficiados. Nessa leva, precisamente de 1986 a 1988.

A iniciativa do governo, que faz parte de uma espécie de pacote de bondades do ano eleitoral de 2020,

Em informação oficial à imprensa, o governo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), esquece de mencionar que o compromisso não é um decisão sua, mas imposição judicial ganha pelo Sindiserpum. A gestão moveu vários instrumentos recursais tentando não pagar. Agora, o faz, por não ter meios mais de defesa de sua tese pelo não pagamento.

Força da Justiça

Segundo o Sindiserpum, cerca de 700 servidores ainda devem ser alcançados pelo pagamento. Em seu noticiário oficial, o município diz que seriam apenas 209.

Lembra, que estes recursos foram depositados por vários gestores para essa finalidade e, Rosalba, só realiza o atendimento a esse direito “por força judicial”.

Essa liberação deveria ter acontecido em setembro, mas acabou esticada para esse mês de outubro. “Não duvide que seja mais uma artimanha politiqueira para conseguir votos de servidores menos atentos e menos favorecidos”, destaca o Sindiserpum em comunicado.

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Prefeitura distribui terrenos às igrejas católica e evangélica

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou nesta quarta-feira (18) a doação de uma série de terrenos as igrejas católica e evangélica de Mossoró.

Ao todo, a Casa avalizou 11 Projetos de Lei Ordinária do Executivo (PLOE) com essa finalidade.

O agrado é parte do pacote de bondades da gestão Rosalba Ciarlini (PP), que tem trabalhado fortalecimento de laços com os dois mais importantes segmentos religiosos em atuação no município.

Veja abaixo:

PLOE 1217/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À PARÓQUIA DO MENINO JESUS

PLOE 1218/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

PLOE 1219/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À PARÓQUIA DE SÃO MANOEL

PLOE 1220/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À PARÓQUIA DE SÃO MANOEL

PLOE 1221/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

PLOE 1222/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À IGREJA EVANGÉLICA TEMPLO CONSAGRADO A DEUS – IETCDEM

PLOE 1223/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS MONTE SINAI MINISTÉRIO CONQUISTA

PLOE 1224/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS NO RIO GRANDE DO NORTE

PLOE 1225/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À IGREJA BATISTA ÁGAPE

PLOE 1226/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À MINISTÉRIO PENTECOSTAL VIVENDO A PALAVRA DE DEUS – MPVPD

PLOE 1227/2019 – DISPÕE SOBRE A DOAÇÃO DE TERRENO À COMUNIDADE OBRA DE MARIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Leia também: Prefeita agrada a católicos e cola em evangélicos.

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Muita “bondade” e provável ineficácia econômica

Por Carlos Duarte

O pacote de medidas econômicas, anunciado pelo governo Temer, na última semana, não irá impulsionar o consumo ou investimento, apesar da relevância positiva para aliviar o endividamento das empresas.

As pressões políticas na esteira da crise acabaram pressionando o governo federal a divulgar um pacote que deveria ter sido mais bem elaborado e de maior amplitude. Poderia ter destravado o investimento privado como, por exemplo, a implementação dos planos de privatizações e as concessões de infraestruturas – que ainda são das poucas opções disponíveis na atual conjuntura econômica.

Preferiram não dar prioridade para minimizar a burocracia, que encarece e dificulta a operacionalidade das empresas.

Por outro lado, se não houver uma política financeira integrada, que reduza drasticamente os juros reais dos empréstimos, não haverá investimento suficiente para retomada do crescimento econômico.

Mesmo sendo mais um pacote de soluções paliativas, de visível descaso com a eficiência, envolto por promessas de estímulos para empresas próximas do Estado, o governo Temer dá uma demonstração de que, pelo menos, tem a intenção de melhorar o ambiente de negócios.

Enfim, o pacote de bondades, anunciado na última quinta-feira (15), não fará nem cócegas na recessão brasileira. Anote.

SECOS E MOLHADOS

Desanimador – O mais recente estudo do Ibope aponta que 72% dos pesquisados não confiam no governo Temer. O consumidor reduziu (em dezembro), pelo segundo mês consecutivo, suas expectativas. O Índice de Confiança dos industriais, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra três quedas seguidas. Na esfera da Lava Jato, as delações premiadas da Odebrecht são uma bomba-relógio preste a explodir, a qualquer momento, e, nela, há a constatação de que o núcleo duro do governo Temer tem comportamento nada republicano. O quadro é desanimador.

Explosão – Com a aprovação da PEC-55 (que limita os gastos do governo federal), na prática, dificilmente a despesa caberá no limite ora imposto pela Constituição. Qualquer projeção ou simulação nos leva à constatação de que, no máximo, em três anos, algo vai explodir. Fala-se em aumento de impostos e, nos bastidores, a ressuscitação da CPMF. Portanto, a simples redução dos gastos não garante que a despesa não estoure o teto.

Acabou – O governo Francisco Silveira Junior (PSD), na prática, já acabou. Nada flui normalmente nas secretarias e no próprio Palácio da Resistência. Ninguém sabe de nada e tudo está travado. A informação repassada, a partir dos gabinetes das secretarias da PMM, é que o prefeito está no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, surfando. Afinal de contas…, ninguém é de ferro.

Corrupção – As Caixas Pretas da Construtora OAS e do DEM (do senador José Agripino) serão abertas, a partir da quebra dos seus sigilos bancários. O cruzamento dessas informações com outras investigações da Lava Jato podem esclarecer o esquema de corrupção que envolve a construção da Arena das Dunas, em Natal, durante o governo Rosalba Ciarlini. Esse é um dos maiores tentáculos da corrupção político-corporativo do RN.

Falésias – Os municípios de Tibau, Grossos, Areia Branca, Porto do Mangue e Mossoró, agora, fazem parte da Rota das Falésias. Eles estão integrados a outros municípios do litoral leste do Ceará. Isso representa um ganho enorme para os municípios que integram esse roteiro turístico. O detalhe é que tudo isso só foi possível, principalmente, graças ao esforço dos empresários do setor turístico dos municípios envolvidos.

Reversão – Se o governo Rosalba Ciarlini quiser mesmo priorizar o desenvolvimento econômico de Mossoró, pela via da atração de novos empreendimentos, terá que pedir a reversão de todos os terrenos da Prefeitura de Mossoró – que foram doados para empresas que não cumpriram com as condicionantes das concessões e jamais realizaram quaisquer etapas dos projetos. A grande maioria age como grileiros e especuladores do patrimônio público. Outras desviaram os objetivos das atividades e repassaram ilegalmente os contratos de concessões. Atualmente, não há controle mínimo sobre esses terrenos, que poderiam estar à disposição de empresários sérios e comprometidos com a legalidade e a viabilidade de seus empreendimentos.

Rosalba: combate à farra dos terrenos (Foto: arquivo)

Condenadas – A vereadora eleita para a Câmara Municipal de Mossoró, Sandra Rosado (PSB) e sua filha Larissa Rosado (PSB), suplente de deputado estadual, vão assumir suas cadeiras de parlamentares na condição de rés da Justiça Federal. Ambas foram denunciadas pelo MPF por desvios de recursos do Ministério da Saúde – que ultrapassam R$ 1,6 milhão (não corrigidos), a partir de convênios celebrados com a Apamim, que hoje se encontra sob a intervenção judicial. O dinheiro roubado da saúde pública, destinado a procedimentos médicos imprescindíveis, pode até ter levado a óbito pacientes e molestado vítimas inocentes. Mesmo assim, diante dessa possibilidade real, as leis brasileiras permitem que condenados sejam candidatos e assumam cargos públicos.

* Veja AQUI a coluna anterior de Carlos Duarte.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Governo edita “pacote de bondades” em sua queda livre

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) tenta reagir à sua queda livre em termos de aceitação popular, em pleno ano de eleições municipais. Não é fácil virar o jogo. Só em Natal, reprovação ao governo chegou a 67,40% em 15 meses.

A ‘agenda positiva’ – ou pacote de bondades – contraria seu próprio discurso para segurar atendimento a compromissos com os servidores, que é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Nesta semana, a governadora anunciou promoções para a área de Educação, nomeação de agentes penitenciários e da Saúde, pagamento de plantões e revogação do decreto que tinha suspendido o pagamento de gratificações.

Tem mais: homologou o concurso do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN/RN), realizado em dezembro de 2010.

Nota do Blog – A postura do governo é conflitante com seu discurso ainda perene, que se arrima em “limite prudencial” da LRF, para não pagar direitos acertados com a Universidade do Estado do RN (UERN), por exemplo.

Como a arrecadação do Estado não para de crescer, essa “agenda positiva” ajuda a alimentar a tese de que o governo faz caixa e aperta o cinto dos outros, para depois vender facilidades em períodos eleitorais.

Espero que não.

Mas é pouco provável que essas medidas positivas promovam uma reviravolta na cabeça de servidores e do grosso da sociedade, após 15 meses ininterruptos de imolação. O Estado não é a Prefeitura de Mossoró e o Rio Grande do Norte não é Mossoró.