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A primeira onda do desenvolvimento de Mossoró

No cruzamento da Rui Barbosa com Frei Miguelinho, Centro, unidade do Samerf (Foto: Reprodução)
No cruzamento da Rui Barbosa com Frei Miguelinho, Centro, unidade do Samtef (Foto: Reprodução)

Por Tomislav R. Femenick

Na última quadra do século XIX, o cenário empresarial de Mossoró registrou uma grande expansão. A cidade já contava com quase uma centena de firmas e teve um crescimento que superou todos os mercados concorrentes. Essa onda de desenvolvimento atraiu, inclusive, pessoas e empresas de outros países que para lá foram, tais como: Johan Ulrich Graf, Feles Finizola, Leges & Cia., William Dreifles, Henri Adams & Cia., Gustav Brayner, Guines & Cia., Conrad Mayer e o português José Damião de Souza Melo. Afora os estrangeiros, mossoroenses e pessoas de outros lugares do Nordeste também abriam casas de negócios.

Foi o caso da Casa Mossoró & Cia., do cearense Joaquim da Cunha Freire, o Barão de Ibiapaba, Oliveira & Irmão, Souza Nogueira & Cia., Mota & Cavalcanti, Vicente da Mota & Cia., as firmas de Joaquim Zeferino de Holanda Cavalcanti, Teodoro José Pereira Tavares, Miguel Faustino do Monte, Antonio Soares do Couto, Manuel Lucas da Mota, Benício Mota e muitos outros. Dentre eles destacou-se Francisco Tertuliano de Albuquerque.

A presença de todos esses homens de negócios se refletia na intensa movimentação do porto de Areia Branca. De 1893 a 1895, cento e cinquenta e seis embarcações atracaram naquele porto e em 1911, cento e treze navios nacionais e outros 153 estrangeiros levaram produtos negociados por empresários de Mossoró, sendo 33 noruegueses, 30 ingleses, 50 alemães, 17 dinamarqueses, 10 suecos, seis holandeses, quatro portugueses, um americano, um francês e um russo.

O porto de Areia Branca movimentava anualmente de 200 a 250 mil toneladas de cargas, enquanto o porto de Natal movimentava cerca de 40 mil e os de Fortaleza e Cabedelo, 90 mil cada um deles. Era o sétimo maior porto do Brasil, em movimentação de tonelagem. O porto dos mossoroense contribuía com 58% das receitas portuárias do Estado, enquanto que Natal contribuía com 40%, e Macau apenas com 2%.

Até o final do século XIX, todas as mercadorias exportadas pelas firmas de Mossoró seguiam-se até o Porto de Santo Antônio, localizado a jusante do Rio Mossoró, em carros de bois ou comboios de burros, que conduziam fardos de algodão, peles e cera. Dali, os volumes eram transferidos em embarcações à vela até Areia Branca, de onde por sua vez, eram levados aos navios de maior calado, que ficavam ancorados em alto mar.

De volta, os carros de bois e comboios traziam mercadorias importadas do exterior ou outras regiões do país, que eram levadas para Mossoró, de onde eram remetidas ao alto sertão potiguar, ao Ceará, à Paraíba ou mesmo para Pernambuco.

Foi nesse cenário que, no ano 1869 o jovem Francisco Tertuliano de Albuquerque iniciou o seu comércio de fazendas, ferragens e miudezas, tudo em pequena escala, tanto assim que o seu capital inicial foi de apenas dezenove contos de réis. No ano seguinte a empresa foi devidamente regularizada, com o nome de F. T. de Albuquerque, e com a marca de fantasia de “Casa Tertuliano”. Depois sua razão social foi alterada, sucessivamente, para F. T. de Albuquerque & Cia., Tertuliano Fernandes & Cia. e, finalmente, S/A Mercantil Tertuliano Fernandes (SAMTEF), em 1949.

O primeiro gerente da firma foi o Dr. Euclides Saboia. A história da empresa está intimamente ligada à figura de Raimundo Nonato Fernandes, que nela ingressou como simples contínuo, foi nomeado gerente e, mais tarde, tornou-se sócio de seus antigos patrões.

A expansão das atividades do grupo (incluindo a negociação de cera de carnaúba, peles e outros produtos da região) e a adoção de técnicas modernas no setor algodoeiro e salineiro levaram a Samtef a ser o maior grupo empresarial do Rio Grande do Norte.

Embarque de sal ensacado no Porto Franco, em 1940 (Reprodução do Baú de Macau)
Embarque de sal ensacado em 1940 (Reprodução do Baú de Macau)

O império do sal

No início do século passado, o sal potiguar era bem conhecido e aceito no Nordeste e em poucas outras regiões do país, enquanto que no Sudeste, no Centro-Oeste e no Sul, era consumido quase que exclusivamente sal importado de Cádiz, na Espanha. Raimundo Nonato Fernandes conseguiu vender a uma firma sulina trezentas toneladas de sal, por preço irrisório. Não queria lucro com essa transação, sim abrir o mercado para o nosso produto. Com esse ato o sal de do Rio Grande do Norte se impôs aos compradores nacionais.

Esse foi o primeiro passo para a criação do verdadeiro império empresarial representado pelas empresas produtoras e refinadoras de sal, controladas pela S/A Mercantil Tertuliano Fernandes: a Sosal, Salinas Guanabara e Salmac.

Até o final da primeira metade do século passado, nas margens dos rios Mossoró e Assú e de seus afluentes, o sal era produzido por processos arcaicos e antieconômicos. Somente a privilegiada localização das salinas é que pode sustentar essa “indústria artesanal”, com uma enganadora não necessidade de novas técnicas para se produzi-lo, muito embora o produto fosse caro, industrialmente falando.

O sol abrasador, os ventos constantes, o solo impermeável e água com grau de salinidade superior à da água do mar escondiam essa carência. Porém, novos tempos chegaram e a Samtef correu em busca de novas tecnologias, que representassem menos custos.

A Salinas Guanabara S/A foi a primeira salina brasileira integralmente planificada e totalmente mecanizada. Uma verdadeira fábrica de fazer sal. A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) a considerou como um dos empreendimentos prioritários para o “desenvolvimento zonal salineiro”, com produção de 150 mil toneladas/ano, nos primeiros anos de sua atividade.

Ocupava uma érea de 10.000.560 metros quadrados e operava com apenas 114 empregados, em perfeitas condições de trabalho. Dispunha de uma vila operária modelo, ambulatório, cooperativa de consumo, posto de saúde, escritórios, oficinas e garagem, tudo com água encanada, energia elétrica e rede de esgotos.

A unidade produtora da Salineira do Nordeste (SOSAL-S/A) ocupava uma área de 26 milhões de metros quadrados, com uma zona de cristalização de 200 mil metros quadrados, onde no final dos anos 1960 eram produzidas 400 mil toneladas de sal. Tinha 80 empregados fixos e mais de 1.200, de setembro a março.

Seu projeto incluía uma vila operária, oito alojamentos, um laboratório, um posto de observações meteorológicas, um restaurante, cooperativa de consumo, escola, clube para funcionários, ambulatório médico, escritórios, almoxarifado, posto de serviço e garagem.

Por sua vez, a Salicultores de Mossoró Macau Ltda. (SALMAC) era proprietária da Salina São Vicente, também em Mossoró, cuja capacidade de produção era de 30 mil toneladas anuais. Entretanto suas atividades principais eram o refino e a distribuição da produção de do sal do grupo nos mercados consumidores, principalmente nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo.

No porto de Santos-SP, possuía instalações de desembarque, com equipamentos que possibilitavam um fluxo normal de 300 toneladas por hora e, ainda, um depósito com capacidade de armazenamento para 25 mil toneladas de sal. Na capital paulista possuía outro depósito, com capacidade de cinco mil toneladas, e, ainda, um centro de moagem e refino. No Rio de Janeiro, tinha um depósito para sete mil toneladas de sal e instalações de moagem e refino.

Visando obter recursos para incrementar o seu crescimento empresarial, a S/A Mercantil Tertuliano Fernandes se associou ao grupo do banqueiro Walter Moreira Sales (Unibanco), cedendo 50% das ações da Sosal e Guanabara. Posteriormente, o grupo Moreira Sales transferiu sua participação para a norte-americana Morton International Inc. (hoje, Morton Nortwich Products Inc.), através de sua subsidiária Morton’s Salt Company, de Salt Lake City.

O império do algodão

Cultura do algodão foi um importante ciclo econômico (Foto ilustrativa)
Cultura do algodão foi um importante ciclo econômico (Foto ilustrativa)

O complexo algodoeiro da S/A Mercantil Tertuliano Fernandes se espalhava por toda região oeste potiguar. Possuía unidades de compra e/ou beneficiamento de algodão nas cidades de Pau dos Ferros, Apodi, Caraúbas, São Miguel, José da Penha, Marcelino Vieira, Patu e outras, além de grandes instalações de descaroçamento, enfardamento de algodão e linter e prensagem e extração de óleo em Mossoró. Nessa última foi utilizado pela primeira vez no Estado, no início dos anos 1960, o sistema de extração de óleo com a utilização de solvente químico.

Nessa mesma década, foram criadas duas empresas subsidiárias: a Usina São Vicente S/A passou a cuidar das operações de compra e descaroçamento de algodão, bem como a venda do produto para o mercado nacional. Por sua vez, a Fábrica Raimundo Fernandes S/A realizava a extração de óleos vegetais. Sua linha de produção era composta de óleo bruto, semirrefinado e refinado; linter, borra de linter, torta magra (farelo), casca e borra de óleo. Dentre esses produtos, destacava-se o óleo comestível da marca Pleno.

O próximo passo seria a implantação de uma unidade produtora de margarina, cuja maquinaria já estava sendo adquirida. Com o lançamento desse novo produto, a Fábrica Raimundo Fernandes completaria o ciclo de utilização integral dos recursos industrializáveis do caroço de algodão. A nova unidade estaria capacitada para produzir anualmente 2.290 toneladas de óleo bruto de algodão, 2.106 toneladas de óleo refinado, 1.310 toneladas de gordura hidrogenada, 1.700 toneladas de margarina, 61 toneladas de linter, 61 toneladas de borra de linter, 7.350 toneladas de torta magra (farelo), 1.225 toneladas de casca e 366 toneladas de borra de óleo.

Outras atividades

Além dos complexos salineiro e algodoeiro, a S/A Mercantil Tertuliano Fernandes se dedicou também ao comércio e exportação de cera de carnaúba e couros, importação, navegação, agenciamentos, comissões, representações, consignações, agricultura, pecuária, administração de bens próprios ou de terceiros e particulares em outras empresas. Na Fazenda Itaoca, localizada nos municípios de Caraúbas e Apodi (com uma área de 6.000 hectares que continha dois açudes) possuía cerca de 2.000 cabeças de gado e aproximadamente 10 mil carnaubeiras.

Também faziam parte do grupo as empresas Apodi de Administração e Participações S/A, a holding do grupo, e a Sociedade Brasileira de Transporte Rio Mossoró Ltda (SOTRAN). Essa última fazia o transporte do sal das salinas ao costado dos navios em alto mar, com embarcações próprias.

Os empreendedores

Antônio Florêncio, de Pau dos Ferros, quatro mandatos (Foto: Arquivo)
Antônio Florêncio era a cabeça pensante (Foto: Arquivo)

A S/A Mercantil Tertuliano Fernandes somente conseguiu crescer graça ao espírito empreendedor de seus dirigentes. Homens com a visão de Francisco Tertuliano de Albuquerque e Raimundo Nonato Fernandes, na implantação da empresa, e Euclides Saboya, Vicente José Tertuliano Fernandes, Francisco Xavier Filho, Rodolfo Fernandes, Paulo Fernandes, Rafael Fernandes Gurjão, Julio Fernandes Maia, José de Oliveira Costa, e José Martins Fernandes, na etapa seguinte da sua consolidação.

No seu grande momento, durante a expansão de seus negócios pelo país, o grupo Samtef foi conduzida por Valdemar Fernandes Maia (presidente) e Antônio Florêncio de Queiroz, bem como Aldemar Fernandes Porto e Francisco de Queiroz Porto, além de Heriberto Escolástico Bezerra, Renato Costa, Gabriel Fernandes de Negreiros, Jorge Paes de Carvalho, Humberto Vieira Martins, Fernando Paes de Carvalho, Francisco de Assis Queiroz, Fausto Pontes, Francisco Canindé de Queiroz, João Marcelino, Genésio Rebousas e muitos outros. Todavia, o artífice do seu crescimento foi Antônio Florêncio de Queiroz. Dele foram todas as grandes ideias e todos os grandes projetos; era o porta-voz das inovações e da modernização da empresa. Foi eleito deputado federal por quatro legislaturas consecutivas.

A crise do algodão

É comum, inclusive entre estudiosos do assunto, atribuir-se ao bicudo (Anthononus grandis) a causa da crise da cotonicultura do Nordeste e, por extensão do nosso Estado. O certo é que foi uma série de fatores – que se sucederam e se repetiram ao longo do tempo – que impactaram o setor, provocando uma verdadeira hecatombe na agricultura, no comércio e na indústria ligada ao cultivo e beneficiamento do algodão. O bicudo apenas foi mais um desses fatores; muito danoso, porém não o mais letal.

A ação de combate à praga exigia a pulverização das plantações utilizando agrotóxicos altamente danosos a outras espécies; vegetais e animais. Dependendo da região e das condições locais, o custo anual do produtor no combate ao bicudo variava entre R$ 200,00 e R$ 300,00 (em moeda corrente), por hectare, o que inviabiliza a continuidade de muitos produtores no setor. Entretanto, “causa mortis” da nossa cultura algodoeira foram fatores econômicos, acoplados à baixa produtividade.

A escassez de recursos, as altas taxas de juros para financiamento da produção e beneficiamento da pluma e do caroço foram problemas levantados há quase sessenta anos nos “Encontros de Desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, organizados pela Sudene em Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros. Pelo que ali foi dito, o montante das linhas de créditos, oferecidas pelo Banco do Brasil e Banco do Nordeste aos agricultores e maquinistas, sempre foram insuficientes, fato que ensejou o aparecimento dos atravessadores. Esses agentes foram importantes para o sistema, porém agregavam os custos, que já eram exorbitantes.

Ainda no campo econômico, outro aspecto encarecia (e ainda encarece) a produção do algodão potiguar: a quase ausência de economia de escala. A nossa cotonicultura é oriunda de unidades produtoras familiares de pequenas dimensões, verdadeiros minifúndios, além do mais em espaços não contínuos. Cada uma dessas unidades cuida do seu preparo da terra, do seu plantio, da sua aplicação de defensivos, da sua colheita etc., numa cadeia de custos que se multiplicam. Por outro lado, a pequena dimensão das propriedades dificulta a mecanização dos processos, geralmente realizada com máquinas caras, até quando alugadas.

Matéria-prima prima escassa (e cara) sustou os projetos de crescimento e mesmo de continuidade das unidades algodoeiras do grupo Samtef.

A crise do Sal

A primeira grande crise nas unidades salineiras ocorreu em 1961, quando o Rio Mossoró invadiu as salinas de Mossoró, Grossos e Areia Branca, provocando um serio prejuízo aos industriais salineiros, pela destruição de aproximadamente 600 toneladas de sal e das benfeitorias existentes nas salinas. Entretanto o maior prejuízo foi causado às iniciativas de mecanização das salinas, principalmente aquelas desenvolvidas pelos grupos S/A Mercantil Tertuliano Fernandes, F. Souto, Paulo Fernandes e Miguel Faustino Souto do Monte.

A esse cenário se juntavam os altos custos de carregamento dos navios, transporte e desembarque nos portos do centro e sul do país, o mercado consumidor do produto. Essa fase era tão ou mais arcaica que a primeira, fazendo com que o sal produzido no Rio Grande do Norte custasse mais de seis vezes quando chegava a São Paulo e no Rio de janeiro.

A situação, que era delicada, caminhava para ficar alarmante. Durante a visita que realizou a Mossoró, em fevereiro de 1967, Mario Thibau, o então Ministro das Minas e Energia, declarou que a indústria salineira do Rio Grande do Norte poderia sofrer um grande abalo dentro de prazo médio. No mesmo ano, o Instituto Brasileiro do Sal foi extinto e em 1970 os norte-americanos adquiriram o restante das ações da Sosal e da Guanabara, ficando com a totalidade do capital social de ambas, para o que teriam contado com recursos do grupo Rockefeller.

Foi o início do fim do maior grupo empresarial do Rio Grande do Norte.

Tomislav R. Femenick é economista, jornalista e escritor

*Texto originalmente publicado no Tribuna do Norte em 7 de setembro de 2014.

Ex-vereador Diassis Vieira morre em Mossoró

Diassis participou da "constituinte municipal" Foto: reprodução)
Diassis participou da “constituinte municipal” Foto: reprodução)

O ex-vereador mossoroense Francisco de Assis Vieira, “Diassis Vieira”, 69, morreu à manhã dessa segunda-feira (24) em Mossoró. Estava em sua casa no bairro Paredões, local em que sempre residiu.

As informações preliminares apontam que sofreu infarto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas não chegou em tempo de realizar qualquer tipo de procedimento à reanimação.

Há algum tempo tinha sofrido acidente de trânsito, mas tinha quadro de saúde razoável.

Era servidor público federal aposentado. Esteve lotado no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), agência local.

Diassis Vieira foi vereador integrante da chamada “constituinte municipal”, que em 1989 produziu a Lei Orgânica do Município (LOM).]

Em 2013, a Câmara Municipal de Mossoró homenageou os integrantes da legislatura (veja AQUI).

No fim de semana, outro vereador desse período veio a óbito: Júnior Escóssia (veja AQUI). Ele foi acometido de Covid-19 e morreu em consequência da doença.

Nota do Blog – Que descanse em paz o grande Diassis.

Sempre foi um homem de bem, cordial, ameno até no falar.

Na constituinte municipal, eu fui assessor de imprensa e acompanhei diretamente os trabalhos. O presidente do colegiado era vereador Tomaz Neto.

Daquela legislatura já faleceram 10 dos 21 integrantes: Francisco Bezerra de Maria (“Chico Dentista”), Mateus Justino, Francisco Borges, Davi Santana, Paulo Fernandes, Pedro Fernandes, Lupércio Luiz de Azevedo, Francisco Dantas da Rocha (“Chico da Prefeitura”) Júnior Escóssia e Diassis Vieira.

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Morre em Mossoró o ex-vereador Paulo Fernandes

Paulo em foto de 2016 (Reprodução Gazeta do Povo)

Faleceu nesta terça-feira (13), no Hospital Wilson Rosado, o ex-vereador Paulo Fernandes de Oliveira, 73.

Seu sepultamento acontecerá às 15h30 de hoje, no Cemitério São Sebastião, em Mossoró.

Paulo Fernandes estava filiado ao PSB e era um dos integrantes da nominata do partido para tentar, novamente, ocupar vaga na Câmara Municipal de Mossoró.

Nascido em Mossoró em 5 de setembro de 1946, Paulo era eletricista e já tinha sido candidato à vereança outras vezes. A última foi em 2016, pelo PHS, sem êxito.

Mandatos

Teve quatro mandatos consecutivos, lembra Tomaz Neto (Solidariedade), que participou de  duas legislatura com ele: “Fomos eleitos e reeleitos em 1988 e 1992 e ele ainda obteve eleições em 1996 e 2000”.

O ex-vereador está internado em processo de recuperação de uma cirurgia, mas complicações de pós-operatório o levaram a óbito.

A Câmara Municipal de Mossoró emitiu Nota de Pesar pelo seu falecimento:.

A Câmara Municipal de Mossoró manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-vereador Paulo Fernandes, ocorrido nesta terça-feira (14), em Mossoró.

Como cidadão e parlamentar, teve destacado trabalho em favor do povo mossoroense, sobretudo dos mais humildes, amplificado ao longo de quatro mandatos.

O Legislativo se solidariza a familiares e amigos de Paulo Fernandes, que deixa legado de simplicidade, moderação e ampla folha de serviço prestado.

Nota do Blog – Conheci Paulo Fernandes. Um cidadão e político serenos, sempre muito equilibrado e de relacionamento fácil. Que descanse em paz.

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PHS monta comissão provisória com foco na campanha 2016

O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) está se ordenando em Mossoró. Sua nova Comissão Provisória está formada e regularizada perante a Justiça Eleitoral.

Comissão Provisória começou trabalho de filiação (Foto: Divulgação)

O PHS é comandado no estado pelo presidente Leandro Prudêncio. Foca expansão no município mesclando nomes com atividade contínua há anos, no universo político local, além de novos militantes que não têm oportunidade em legendas de atuação mais regular em Mossoró, controladas por grupos tradicionais.

“O partido que tem mais de 18 anos de atividade e como maior expressão no estado o deputado estadual Souza, abre oportunidade para que a gente possa militar sem amarras”, diz o ex-vereador Carlinhos Silveira, secretário geral da Comissão Provisória. “Teremos uma nominata com potencial para eleição de dois a três vereadores”, prevê.

Bancada

Ranieri Mazile, que passa a presidi-lo, explica: “Nosso planejamento foge ao que a gente tem visto há muito tempo em Mossoró. Partido tem dono. O que ouvimos do presidente Leandro Prudêncio, é o compromisso de trabalharmos com liberdade para pontuarmos nas eleições de 2016 com bancada própria. PHS não será ‘alugado’ a esse ou aquele candidato majoritário”.

O também ex-vereador Paulo Fernandes comenta, que o PHS começou instantaneamente uma campanha para filiação, enxergando sua composição por segmentação social. “Vamos ter empresários, lideranças comunitários, profissionais liberais como médicos e advogados, ex-vereadores, professores, estudantes, sindicalistas etc.,” assinala.

“Este ano, ainda, o PHS de Mossoró vai organizar um evento de dimensão estadual, com presença de lideranças nacionais”, adianta o deputado Manoel Cunha Neto, o “Souza”, sem adiantar detalhes.

Comissão Provisória ficou com a seguinte formação:

  • PRESIDENTE – Ranieri Mazile (de camisa branca)
  • VICE – PRESIDENTE – Paulo Fernandes – (de camisa vermelha)
  • SECRETÁRIO GERAL – Carlinhos Silveira (de camisa preta)
  • PRIMEIRO SECRETÁRIO – Germano Alves (sentado)
  • TESOUREIRA GERAL – Antônia Silva (sentada)
  • PRIMEIRO TESOUREIRO – Raimundo Cerza – (camisa verde)
  • SECRETÁRIO DE FORMAÇÃO POLÍTICA – Francisco Ferreira – (camisa azul).

Com informações da Assessoria de Imprensa do PHS.

Empresário é convocado para ser candidato a prefeito

Mossoró deverá ter outro nome à Prefeitura de Mossoró, caso tenhamos outra eleição suplementar, como está estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Fernandinho: respaldo para disputa

Ontem (sexta-feira), às 18h, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o PHS formalizou o convite ao empresário Fernando Medeiros – o “Fernandinho”, para concorrer às eleições suplementares.

Fernandinho é empresário do setor imobiliário e atacadista de alimentos, pessoa com larga atuação e trânsito livre nos dois segmentos da economia mossoroense e regional.

Capistrano

Os ex-vereadores Marcos Medeiros e Paulo Fernandes, e os suplentes Lucélio Guilherme, Naelson Araujo, Omar Nogueira – entre outros, prestigiaram o encontro e manifestaram apoio a Fernandinho.

Defenderam seu ingresso na política, com candidatura a prefeito no pleito marcado para o dia 2 de fevereiro deste ano.

O ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), ex-deputado estadual e ex-vice-prefeito Antonio Capistrano pronunciou-se. Garantiu que estaria disposto “a percorrer as ruas em defesa da candidatura desse jovem empresário”.

Estreia no “Senado dos Pobres” de Cícera Nogueira

A ex-vereadora Cícera Nogueira (a “Tia Ciça”) que bote mais água nesse seu café. Hoje, finalzinho da tarde, esbarro em sua casa, à Rua Josefina Pinto, 55,  Santo Antônio (Mossoró).

Quero apreciar sobretudo o bate-papo que rola no lugar, “Senado dos Pobres”, como ela ironicamente denomina a reunião que diariamente abriga no lugar.

Por lá, sei, costumam aparecer os ex-vereadores Paulo Fernandes, Tomaz Neto, Carlinhos Silveira, Arlene Souza, suplente Pedro Eugênio, Gérson Nóbrega e vereador Chico da Prefeitura (DEM).

Portanto, me aguarde.

Carlos Augusto assume comando sucessório como “líder”

Definitivamente, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) assumiu as rédeas da sucessão mossoroense. Repete o que é de sua natureza política, num exercício diário.

Para os que duvidam, ei-lo: vivo, inteiro; na luta. Bem ao seu estilo.

Carlos: agora é com ele; com quem pode

Em boa parte de sua estada hoje em Mossoró, Carlos esteve homiziado na sede do DEM à Rua Mário Negócio, Centro. Para lá acorreu uma fila de pessoas, sob convocação de uma conversa ao pé do ouvido.

Ficou claro na “romaria” desta terça-feira (20), que Carlos fortalecerá sobremodo o “seu” DEM ao mesmo tempo em que trabalha ao esvaziamento de forças “paralelas” ou adversárias.

Vários pré-candidatos a vereador, ex-vereadores e alguns nomes que ele pretende “bombar”, à Câmara de Mossoró, estiveram à Rua Mário Negócio.

Ex-vereadores Nogueira de Dodoca, Paulo Fernandes (PTB) e Maria Lúcia atenderam ao convite.

Cícera Nogueira (PSB), também ex-vereadora, ouviu e teve voz com Carlos. Como ela, outros tantos.

Nota do Blog – Quem tem medo de Carlos Augusto Rosado?

Carlos não faz medo; mas é conveniente respeitá-lo.

Há uma enorme diferença entre ser chefe e ser líder.

O primeiro manda; o segundo, comanda.

O primeiro dar ordens; o segundo, as faz cumprir.

O primeiro cobra respeito; o segundo, se faz respeitar.

Sensíveis diferenças entre ele o galalau Gustavo Rosado (PV), prefeito de fato de Mossoró, seu primo.

Gustavo sonha em ser líder; Carlos jamais será chefe, visto que é líder.

Sensíveis diferenças!