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Pela terceira vez governo muda número de fugitivos

Para, para tudo. O Governo do Rio Grande do Norte refaz, pela terceira vez em menos de 24 horas, os números relativos à fuga de presos à madrugada de ontem, da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

Incialmente, se falou num número de 82 fugitivos. Em seguida, o governo garantiu que tinham sido 91.

Mas ainda no dia passado, voltou atrás novamente.

Tem quase certeza que fugiram 88.

Pelo menos nove foram recapturados.

“Terminada a contagem definitiva, a partir da chamada de nomes dos presos, a direção da unidade prisional constatou que 88 presos haviam empreendido fuga da PEP e 9 foram recapturados. Três presos que haviam sido considerados fugitivos foram localizados na própria PEP”, informou comunicado da Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC).

Vamos lá: no momento estariam em fuga 79 presos.

Então, tá!

Nota do Blog – Ontem, o Blog abriu o seguinte título: Governo ‘acha’ que 91 presos fugiram de penitenciária (veja AQUI).

Não estávamos exagerando nem mentindo.

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Governo acha que 91 presos fugiram de Penitenciária

Do G1

A maior fuga já registrada na história do sistema prisional do Rio Grande do Norte aconteceu na madrugada desta quinta-feira (25). Foi na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, de onde 91 presos escaparam por um túnel de aproximadamente 30 metros de extensão.

Nove foram recapturados. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), que já determinou a abertura de uma sindicância para apurar se houve facilitação.

Inicialmente, o secretário Luis Mauro Albuquerque, titular da Sejuc, havia informado a fuga de 82 detentos. Depois, retificou a informação ressaltando que nove haviam sido recapturados, e que o número exato de fugitivos era 91, restando 82 soltos pelas ruas.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – O governador Robinson Faria (PSD) mudará de secretário da Justiça pela sexta vez com a fuga em Parnamirim?

Ou vai continuar estudando Segurança Pública?

Da Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Nísia Floresta), pós rebelião, até hoje  não se sabe quantos presos existiam lá, quantos foram mortos e quantos teriam fugido.

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Governo negocia paz em presídio em acordo com PCC

Do jornal O Globo

Capa de O Globo de hoje mostra foto impactante e manchete comprometedora (Foto: reprodução)

O governo do Rio Grande do Norte decidiu negociar com o PCC para tentar retomar — ainda esta semana — o controle da penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal. O presídio, o maior do estado, foi palco da matança de pelo menos 26 detentos no fim de semana.

Segundo informações obtidas pelo Globo, uma delegada da Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar foram designados para conversar com criminosos. O objetivo da negociação é evitar novo confronto com o Sindicato do RN, bando local rival da facção paulista.

Os policiais negociadores receberam a missão de descobrir as exigências dos presos e identificar quais delas poderiam ser atendidas. Uma das reivindicações foi atendida nesta quarta-feira: um grupo de 220 detentos, ligados à facção local, foi transferido do presídio de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal, para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

“Conversar”

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, o estado designou duas pessoas como representantes, mas não para negociar e, sim, para “conversar e manter um contato” com os detentos porque, segundo a assessoria, é preciso existir comunicação.

“É o que a polícia chama de verbalização”. A assessoria não comentou sobre o atendimento às exigências dos presos.

O secretário da Justiça do Estado, Wallber Virgolino, reconheceu que alguns estados “fazem um acordo tácito com os presos” para “não bagunçar, não matar ninguém, não fazer rebelião” e afirmou que, no Rio Grande do Norte, criminosos não tem regalias. “O estado recua, fica com medo do preso, e começa a aceitar de forma involuntária tudo do preso”.

Veja matéria completa AQUI.

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“Sindicato do Crime” desafia Governo do RN e o PCC

Do jornal O Estado de São Paulo

A facção que levou insegurança ao Rio Grande do Norte e fez com que homens do Exército e da Marinha ocupassem a capital, Natal, nasceu há três anos. O Sindicato RN faz parte de um novo fenômeno que autoridades do Norte e Nordeste vêm enfrentando: criminosos que se uniram como uma resistência ao crescimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo em seus Estados.

Em pouco mais de uma semana, o grupo fez 108 ataques, em 38 cidades, contra a instalação de bloqueadores de celular em penitenciárias do Estado. Ônibus deixaram de circular e o turismo foi afetado, em uma região conhecida por suas praias, dunas e outras belezas naturais.

Detentos fizeram motim em penitenciária de Parnamirim contra bloqueadores (Foto: reprodução)

As autoridades estimam em pelo menos mil os integrantes da facção. Ela surgiu na Penitenciária Alcaçuz, a maior do Estado, localizada em Nísia Floresta, e no Presídio Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. “Começamos a ter notícia do Sindicato ao mesmo tempo nos dois presídios”, diz o juiz de execuções penais Henrique Baltazar.

PCC no RN

O magistrado conta que o PCC já tinha operações nos presídios do Estado desde 2010. Por meio de escutas telefônicas o Ministério Público Estadual estimava que a facção paulista tinha entre 200 e 300 integrantes nos presídios — para uma população carcerária de cerca de 8 mil detentos.

“Havia criminosos daqui que não gostavam do PCC, das normas rígidas de seu estatuto, e decidiram se organizar para fazer frente a eles. Mas não era nada levado muito a sério. Era, como se diz, um bando de ‘nóias’, drogados”, continua o juiz.

A coisa mudou em 2015, a medida em que traficantes e ladrões de banco mais organizados foram se juntando ao grupo. Em março, os integrantes do Sindicato organizaram uma rebelião nos dois presídios.

Mossoró

O motim se espalhou por outras cadeias do Estado e só se encerrou após uma negociação que incluiu mais respeito aos familiares dos presos nas visitas. Atrás das grades — que, aliás, já não existem no interior das cadeias, segundo o juiz –, o grupo passou a ser visto como vitorioso, e cresceu.

Na mesma rebelião, os potiguares do PCC se amotinaram no presídio de Mossoró, onde estavam concentrados. “Aconteceu que Mossoró foi o único em que o governo entrou na cadeia e acabou com a rebelião. Rapidamente. Eles ficaram desmoralizados”, diz o juiz.

Henrique vê avanço do "Sindicato" (Foto Ana Amaral)

O crescimento do Sindicato está relacionado, também, com suas associações. A facção precisou buscar outros fornecedores de drogas para alimentar seus negócios. E se associou, em uma espécie de cooperativa do crime, com outras facções regionais que surgiam como resposta ao domínio dos paulistas.

“Eles antes faziam negócios com o PCC no Paraná. Chegamos a interceptar teleconferências, feitas entre presos de três cadeias diferentes”, continua Baltazar. “Aí eles se associaram a outros grupos muito parecidos com eles, de outros Estados. Com os Amigos da Amazônia, com a Al-Qaeda, de Alagoas, e com o Comando Vermelho do Ceará. É assim que eles têm comprado drogas para abastecer o Estado”, afirma.

Mortes

O juiz faz as contas: diz que em 2014 havia 300 integrantes do PCC nas cadeias e 200 do Sindicato. Após a rebelião de 2015, o PCC terminou com 200 membros e o Sindicato, 1 mil. “Nesse crescimento, teve muito ‘suicídio’. Houve uns 30 casos de suicídio nas cadeias, que acompanhamos. Na verdade, o cara ‘era suicidado’ pelos companheiros.”

O secretário da Segurança Pública do Estado, general do Exército Ronaldo Cavalcanti Lundgreen, também afirma que a situação nos presídios foi uma das agravantes para a crise. Ele diz que somente com a abertura de mais vagas nos presídios é que as facções perderão forças. “A instalação dos bloqueadores foi só o fósforo riscado.”

Sexto dia de ataques chega com força ao interior do RN

Do portal G1

Três ônibus escolares de Governador Dix-Sept Rosado, município da região Oeste potiguar, foram incendiados na madrugada desta quinta-feira (4). Além desta ocorrência, outras sete marcaram a sexta noite seguida de atos criminosos no Rio Grande do Norte.

Ônibus escolares foram incendiados em Governador Dix-Sept Rosado (Foto: PM/Divulgação)

Com isso, chega a pelo menos 104 o número de ataques registrados desde a última sexta-feira (29).

Os ônibus escolares destruídos estavam estacionados no pátio da prefeitura da cidade quando foram incendiados. A polícia informou que ninguém foi preso até o momento.

Ataques em Mossoró

Em Mossoró, também na região Oeste, um carro estacionado em frente à Delegacia Especializada em Furtos e Roubos, no bairro de Abolição IV, foi queimado.

Por volta de 1h, quatro homens foram presos tentando incendiar um posto da PM no Abolição III.

Caicó

Já em Caicó, no Seridó potiguar, um carro-pipa foi incendiado por volta das 22h no bairro de Castelo Branco, próximo à Cidade Judiciária. O Corpo de Bombeiros esteve no local e conseguiu controlar as chamas. Uma hora depois, o prédio onde estão instalados os transmissores da rádio A Voz do Seridó, no Bairro Walfredo Gurgel, também foi atacado por vândalos.

Santa Cruz

Em Santa Cruz, a 120 quilômetros de Natal, três jovens tentaram incendiar veículos do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Policiais militares da cidade agiram rápido e apagaram as chamas. Apenas um carro ficou danificado.

Grande Natal

Na Grande Natal, duas cidades registraram ataques. Em Macaíba, dois carros particulares foram queimados pouco depois das 22h próximo ao Campo das Mangueiras. Criminosos também incendiaram um carro que estava estacionado em frente a uma oficina em Extremoz.

Ataques

Desde a tarde da última sexta-feira (29), quando um micro-ônibus foi incendiado em Macaíba, na Grande Natal, 104 atentados em 34 cidades. Até o momento, 100 pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento nos ataques. A instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, é apontada pelo governo como motivo dos ataques que vêm ocorrendo no estado.

Motim na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP) tentou afetar bloqueadores (Foto: PM)

Os principais alvos dos criminosos são ônibus, carros, prédios da administração pública e bases policiais. Um dos acessos ao aeroporto Internacional Aluízio Alves, e até mesmo a vegetação do Morro do Careca – um dos principais cartões-postais do estado – também foram alvos dos atentados.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) confirmou ocorrências em 34 cidades: Natal, Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Caicó, Currais Novos,Caiçara do Norte, Santa Cruz, Mossoró, Extremoz, João CâmaraJardim de Piranhas,AssuTangaráSão Gonçalo do Amarante,TourosMaxaranguapeSão Paulo do PotengiGoianinhaFlorâniaRio do FogoSão José do CampestreCanguaretamaCruzetaSão VicenteTenente Laurentino CruzJardim do SeridóPedro AvelinoMontanhasLagoa NovaSão ToméPendências, São Fernando e Governador Dix-Sept Rosado.

Parnamirim

Em Parnamirim, presos fizeram um motim e atearam fogo em colchões no interior da Penitenciária Estadual (PEP), com objetivo de atingirem bloqueador de celulares, que foi motivo principal do início desses ataques por todo o estado.

Saiba mais AQUI.