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Pequenos partidos estão em baixa e podem ‘encalhar’

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Alguns partidos de pequeno porte começam a ficar à deriva em Mossoró, uma realidade diferente do que já se viu num passado mais distante.

Dificuldade de montagem de nominata a vereador, escassez de recursos e outros problemas podem levar alguns a encalhar à porta do Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

Mas, é pouco provável que o prefeito e pré-candidato à reeleição, Allyson Bezerra (União Brasil), queira apostar nesse tipo de produto ’em baixa’.

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Pequenos partidos ainda esperam a sombra do governismo

Um grupo formado por dirigentes de pequenos partidos aguarda ainda convocação do líder rosalbista Carlos Augusto Rosado, para uma conversa sobre aliança, apoio e outros assuntos assim… digamos… um pouco mais reservados.

As queixas são generalizadas e iguais.

Ninguém foi contactado.

Nem uma ligaçãozinha de celular receberam até aqui.

O tempo passa, precisam realizar suas convenções e não veem nenhum aceno do Palácio da Resistência.

A sombra do governismo é frondosa, mas talvez não seja preciso abrigar mais gente. Pelo menos uns quatro partidos e mais de 100 pré-candidatos a vereador ainda estão ao relento e podem continuar lá.

Seriam dispensáveis. Só elevariam custo e aborrecimentos.

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Candidatos de pequenos partidos podem participar de debates

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (25) que caberá às emissoras de rádio e televisão estabelecer quais candidatos dos chamados partidos ‘nanicos’ poderão participar dos debates eleitorais.

De acordo com o tribunal, as empresas de comunicação precisarão obedecer “critérios objetivos” para convidar esses candidatos, cujos partidos têm menos de dez cadeiras na Câmara dos Deputados. O Supremo não estabeleceu, no entanto, quais são esses critérios.

Natal e Mossoró

Os demais candidatos não poderão vetar a participação de concorrentes convidados pelas emissoras. Até então, a presença de candidatos de pequenos partidos, mesmo aqueles que eram chamados pelas organizadoras do debate, precisavam passar pelo crivo de dois terços dos seus concorrentes.

Por 6 votos a 5, a Corte firmou o entendimento de que os candidatos que pertencem a “partidos nanicos” não podem ser impedidos de participar dos debates pelos demais concorrentes. ‘Prego batido, ponta virada’, como assevera um ditado popular.

Em Natal e Mossoró, por exemplo, estavam excluídos dos debates respectivamente Robério Paulino (PSOL) e Josué Moreira (PSDC), que inclusive se queixou da exclusão de debate programado pela InterTV Cabugi, em depoimento ao Blog Carlos Santos (veja AQUI).

Com informações do jornal Folha de São Paulo.

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Governistas temem concorrência predatória à Câmara

Huuum! Não é bom o clima entre alguns vereadores da bancada governista na Câmara Municipal de Mossoró.

Alguns vereadores temem a não-reeleição, porque vêem algumas candidaturas serem montadas dentro do próprio governismo, como alternativas a eles. São postulações predatórias.

Teriam o carimbo do prefeito Francisco José Júnior (PSD), que quer se livrar de determinadas dependências.

Paralelamente, alguns pequenos partidos, como este Blog já apontou à semana passada, fazem silencioso e inteligente trabalho na formação de nominatas a vereador e podem apresentar surpresas no próximo ano.

A luta à Câmara Municipal promete ser mais empolgante do que à Prefeitura.

Um salve-se quem puder.

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A importância dos pequenos partidos

Por Luciano Bivar

Ao contrário de que muitos dizem, os pequenos partidos têm representado, anos a fio, o equilíbrio no Congresso Nacional e no processo político brasileiro. Eles são o espelho de uma sociedade pluralista, sem amarras, livre e democrática e subsistem em qualquer nação séria e comprometida com o Estado Democrático de Direito. É o que atesta a História.

Ninguém por mais que tente esconder, pode desmentir ou sequer desconhecer esta verdade. No caso específico do Brasil, os pequenos partidos vem sofrendo sistemática perseguição dos poderes dominantes no mais amplo dos sentidos, que os acusa de “fonte permanente de instabilidade”, sujeitando os governos a frequentes crises, em razão de não ter uma base de apoio parlamentar estável.

Esquecem também, que os grandes partidos é que são os maiores “fisiologistas” no apoio incondicional para acomodar seus correligionários com cargos e ministérios e não, os partidos pequenos, que muito pelo contrário, sem amarras e nem cargos estão absolutamente livres para denunciar e protestar legalmente os desmandos do poder discricionário.

Ao contrário disso, é preciso enxergar que muitos seguimentos políticos minoritários trazem, em sua essência, virtudes e propósitos, que elevam toda a sociedade, no que ela tem de mais humano. Os pequenos partidos, na ótica da Ciência Política, tem aspectos altamente positivos: não se dobram ao corporativismo posto que seu núcleo é estanque, e afastam-se dos grandes blocos políticos em prol da Justiça – princípio que norteia a natureza humana – , como ideal e fim.

No Direito Objetivo, a Constituição Brasileira de 1988 concedeu o direito de propositura de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIN) , perante o Supremo Tribunal Federal (STF), aos partidos políticos com representação no Congresso Nacional, não importando se grandes ou pequenos, justamente para garantir às minorias a não-usurpação dos seus direitos.

Para ter uma ideia do exercício do poder-dever de zelar pela integridade jurídica da Constituição da República, junto à Suprema Corte, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) analisou em 2006 em interessante pesquisa, quase mil ADIN’s ajuizadas no STF nos últimos dez anos.

Destas, apurou que 17 % foram de iniciativa de partidos políticos (74% de pequenos partidos), das quais 30,8% foram deferidas e 8 % parcialmente concedidas. Isso demonstra como é salutar a existência das minorias políticas legalmente constituídas. Sem dúvida, elas são um obstáculo para o Poder Dominante, que procura, a todo custo, manter indefinidamente o status quo.

Luciano Bivar é presidente Nacional do PSL