Mossoró é um caso à parte na ‘luta’ contra o crescimento exponencial da Covid-19.
Apesar de ser uma das regiões de saúde mais preocupantes do país, com grande número de infectados e óbitos, vive flexibilização do comércio através de decreto municipal, faz vista grossa à fiscalização de normas sanitárias e não consegue organizar uma fila à porta de banco.
Na sua estrutura de saúde, a propaganda é sempre enganosa e os fatos mostram quadro caótico e à beira de tragédia.
O vídeo constante nessa postagem é deste sábado (2), à Rua Coronel Gurgel, centro da cidade. Mas ontem, inicio da noite, já existiam filas e aglomerados humanos em calçada desse banco, agência central da Caixa Econômica Federal (CEF).
Uma multidão se aglomera, se acotovela, para recebimento do “auxílio emergencial” do Governo Federal. Até apareceu um artista de rua, fazendo show para divertir a multidão. Logicamente, sem máscara.
Essa semana, a Prefeitura e a Caixa tentaram botar ordem na fila. Mas o efeito da intervenção deixa patente a incompetência.
Em outros lugares do país existem experiência exitosas, para a mesma tarefa. Veja abaixo foto do interior da Bahia, em Vitória da Conquista.

Várias ruas foram interditadas em torno da agência da Caixa no município baiano. Foi feita demarcação de raias para circulação e posicionamento dos beneficiários guardando distância.
Em Petrolina, Pernambuco, sistemática parecida foi adotada pela prefeitura em consórcio com a CEF. Filas eram formadas em ruas bem antecedentes ao endereço da agência, com posicionamento definido para cada uma das pessoas que faria o saque.

Em Mossoró
Em Mossoró, uma operação dessa natureza exigiria grande capacidade de planejamento, organização e comando. Distribuição de máscaras e água mineral, assistência preventiva com unidade médica a postos, Guarda Civil, Polícia Militar e assistentes sociais com esclarecimentos e panfletagem dariam suporte para que tudo pudesse fluir sem tumulto, sem amontoar gente e com razoável segurança sanitária.
Se a gestão municipal tentasse organizar fila com a competência que revela para dispensa de licitação e distribuir aditivos a prestadores de serviços e fornecedores, tudo estaria arrumado e resolvido. Questão de prioridade.
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