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Livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil” tem lançamento

Capa do livro
Capa do livro

Nesta quinta-feira (31), a Pinacoteca do Estado, instalada no Palácio Potengi em Natal, recebe o lançamento do livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil: 45 Anos”, uma obra que reúne relatos, reflexões e memórias de mais de uma centena de lideranças estudantis que ajudaram a moldar o cenário político e social nas últimas décadas.

O evento terá início às 18h com a presença dos organizadores da publicação, Marcelo Justino, ex-presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES), e David Lemos, ex-presidente da Associação Potiguar dos Estudantes Secundaristas (APES/RN).

A noite de autógrafos será embalada pela música de Ricardo Seixas e Banda.

O livro é descrito pelos autores como “um tributo à resistência, à luta e à força da juventude organizada”. A publicação é fruto de uma extensa pesquisa documental e entrevistas com figuras marcantes do ativismo estudantil, em nível local e nacional. “Reunimos vozes que muitas vezes ficaram à margem da história oficial, mas que foram fundamentais em momentos cruciais do país. Este livro é sobre essas pessoas, sobre nós, sobre o poder da mobilização coletiva”, destaca Marcelo Justino.

Para David Lemos, a obra “é uma tentativa de devolver protagonismo a uma geração que, mesmo sob repressão, soube gritar, marchar e construir pontes para o futuro”. A expectativa de reunir antigos militantes, educadores, estudantes, autoridades e interessados pela memória política e social brasileira.

Além de resgatar a memória de um período decisivo da juventude brasileira, o projeto também cumpre um papel social. Parte da arrecadação com a venda dos exemplares será destinada ao Centro de Ação e Sustentabilidade Comunitária (CEASUC). A instituição desenvolve projetos sociais e ambientais em comunidades de Natal e região metropolitana.

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Pinacoteca do Estado recebe exposição e lançamento de livro

Elza Bezerra Cirne, autora do projeto (Foto: divulgação)
Elza Bezerra Cirne, autora do projeto (Foto: divulgação)

Nesta quinta-feira (26), às 17h, a Pinacoteca do Estado, que funciona no Palácio Potengi, em Natal (RN), recebe a abertura da exposição “Viúva Machado – A grandeza de uma mulher”, que marca também o lançamento oficial do livro homônimo da pesquisadora Maria Elza Bezerra Cirne. A mostra e a publicação se entrelaçam para lançar luz sobre a trajetória de Amélia Duarte Machado, mulher que atravessou o século 20 com firmeza, visão e coragem, rompendo silêncios e desafiando padrões de seu tempo.

A exposição conta essa trajetória a partir de obras visuais, documentos, ilustrações, mapas e dispositivos sensíveis que convidam o público a percorrer as décadas que moldaram a cidade e revelaram o protagonismo feminino. Livro e exposição devolvem ao estado potiguar a imagem restaurada de uma mulher fundamental — porém, pouco contada — na construção do patrimônio, da memória e da identidade potiguar.

A curadoria e a expografia são assinadas por Angela Almeida e Rafael Sordi, com colaboração artística e expográfica de Angélica Martins. A mostra conta com a participação dos artistas Selma Meira e Sá Bezerra e Jota Clewton, além da inclusão de obras da coleção pessoal de Manoel Onofre Neto. A produção executiva é de Karen Álvares e Cecília Medeiros.

Como parte da programação, o público poderá participar de visitas mediadas diárias e rodas de conversa com convidadas especiais, que ocorrerão ao longo do período expositivo, em datas a serem divulgadas.

A exposição é uma realização da pesquisadora Maria Elza Bezerra Cirne, com apoio do Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, da Fundação José Augusto e da Pinacoteca, além do Sistema Fecomércio RN e Sesc RN, e permanece em cartaz até o dia 31 de julho, com entrada gratuita.

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Pátria Supérflua

Por François Silvestre

Quando assumi a presidência da Fundação José Augusto (FJA), decidi não ser apenas um traseiro numa cadeira confortável. Era confortável e suja aquela cadeira. Sujeira do tempo, do uso de esfregação de inúmeras nádegas antecessoras. A ficar nela, recebendo gratificação, sem nada fazer e sendo bajulado, sairia de lá sem nada ter feito e guardando no currículo o sossego que oferecem os órgãos de controle público do Estado a quem nada faz.

Abandonar não é improbidade.

Comecei visitando os próprios que hospedavam equipamentos culturais. Patrimônio entregue ao descaso. Começo por um desses próprios. A Pinacoteca do Estado, hospedada no Palácio Potengi.

Observei, com orientação técnica da própria Fundação, que ali estava um acampamento de risco. Ambiente com cavaletes de madeira, telas de pano e tintas inflamáveis. E o pior; uma linha do teto, de maçaranduba, posta e envergada, quase caindo, sobre o comando do ar condicionado geral.

Bastava uma piúba de cigarro, ou outra fagulha qualquer, após o contato da linha com a central de refrigeração, para tudo virar cinza. Sem salvação. Um barril de pólvora, exposto à incúria do poder público. Adiei até hoje o sinistro, mas não sei até quando.

Convoquei a Coordenação de Obras da Fundação e determinei a imediata solução do problema. Combinada com uma restauração completa do Palácio. E assim se fez. Ninguém reclamou ou cobrou “correção de rumos”.

Passado o tempo, os órgãos de controle, diga-se Ministério e Tribunal de Contas, me processaram por improbidade administrativa. Porque não fiz licitação com empreiteiras. Usei a Coordenação da Fundação José Augusto, no sistema de administração direta.

Imagino alguém, no Rio, ter feito o mesmo pra salvar o Museu Nacional. Seria processado pelo MP carioca e pelo Tribunal de Contas de lá. O gaiato é que o relatório do TC de lá teria de ser assinado por Conselheiros na cadeia, por corrupção.

No caso daqui, tanto o MP quanto o TCE argumentam que dispensa de licitação carece de emergência para sua configuração. E cuidar de cultura ou instrumento cultural não é uma emergência. É uma “bobagem supérflua”, como consta num dos processos.

Emergentes são os corredores dos hospitais, os quais também estão abandonados.

A diferença é que, na pátria supérflua, os humanos mortos nos hospitais são corpos novos sem apelo antropológico, e os equipamentos culturais são destruídos sem respeito histórico.

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Para Florentino Vereda

Por François Silvestre

A poesia é a única prova concreta da existência do homem”. Coloquei, na placa da Praça da Poesia, esta citação e o nome do seu autor. Luis Cardoza y Aragón.

Minha surpresa foi o quase completo desconhecimento da existência de Aragón, no universo intelectual da província. Um poeta famoso da terrinha olhou a placa, fez uma careta, e perguntou: “Quem é”?

A Praça da Poesia é um pequeno espaço, na área do Palácio Potengi, onde se aboleta a Pinacoteca do Estado. O prédio estava em estado de risco. Além de maltratado nas estruturas, havia uma linha na armação principal que ameaçava desabar sobre o sistema geral de climatização.

Era o risco iminente de desastre elétrico. Imagine um acidente na eletricidade de um prédio recheado de madeira, tecidos e tintas. Telas, molduras e materiais de exposição. Era como acender um fósforo num recipiente de gasolina. Decidi restaurar e recuperar o imóvel histórico. E o fiz.

Volto à pracinha da poesia. Atendi a um apelo de Alexandre Dunga Garcia, líder da bela e nobre pobreza do Beco da Lama. Nem sei se a Praça ainda existe. O que não foi destruído foi abandonado, sob o olhar complacente dos ditos órgãos de controle. Abandonar ou destruir não gera cobrança.

Pus na placa da Praça a citação de Aragón, de que o homem se prova existente pela invenção da poesia. E não pela pompa das edificações monumentais.

Um intelectual renomado, numa praça de shopping, perguntou se a citação não era de Octávio Paz. Ele não conhecia e achava pouco provável ser de um desconhecido seu. Essa coisa que só a vaidade explica. Respondi que o grande pensador Mexicano jamais furtaria o crédito.

Luis Cardoza y Aragón foi poeta, diplomata e resistente democrata na Guatemala. Viveu mais tempo no exílio do que em casa.

Num dos intervalos da exceção, ele foi designado embaixador na Colômbia. E estava lá, numa noite de terror do mês de Abril de 1948. O líder populista Jorge Eliécer Gaitán foi assassinado, o que provocou uma onda de terror pelas ruas de Bogotá.

Muitos dos perseguidos, naquela noite, buscaram refúgio na embaixada da Guatemala. Gabriel Garcia Marques, no seu livro memórias, quase depoimento, conta o episódio e diz que a Colômbia entrou no Século Vinte naquele dia.

E foi o autor dos “Cem Anos de Solidão” quem fez um retrato falado do caráter de Luis Cardoza y Aragón. O caráter político e o talento poético. E repetiu a máxima desconhecida de alguns dos nossos intelectuais cadastrados.

Quando Florentino Vereda chegou do Jalapão, ficou abismado com a ignorância e comentou: “Isso é coisa de vocês intelectuais”. Mal sabia ele que Jenicleide, à sua revelia, já requerera sua inscrição nesse cadastramento.

E o coquetel do evento será regado a licor de mangaba e batida de araticum-cagão.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

Morre em Natal o artista plástico Dorian Gray

Do portal Agorarn

Dorian: nome de expressão (Foto: divulgação)

Morreu na noite desta segunda-feira, aos 86 anos, em decorrência de um infarto, o artista plástico natalense Dorian Gray Caldas. Ele estava internado há quase duas semanas, devido à complicações renais e pneumonia. Trata-se de uma consagrada figura da terra, que expressou seu talento em diversas plataformas artísticas, tais como: escultura, cerâmica, tapeçaria, desenho, poesia e escritura.

Sua trajetória foi influenciada, prncipalmente, pelo abstracionismo de Paul Klee, Kandinsky e Mondrian. Seus trabalhos constam do acervo de importantes instituições culturais e em coleções particulares no Brasil e no exterior.

Dorian é um artista do seu tempo e tudo foi registrado nas suas telas e aquarelas. São casarões antigos, engenhos de açúcar, camponeses e vilas populares imortalizados na arte desse potiguar.

O Governo do Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), comunica que o corpo do artista plástico e escritor Dorian Gray Caldas será velado na nesta terça (24) a partir das 7h na Pinacoteca do Estado.

Às 15h30 será celebrada uma missa de corpo presente no salão principal do museu.

O cortejo de despedida deste grande simbolo da cultura potiguar partirá às 16h30 para o Cemitério Morada da Paz, em Emaús.

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Natal e Mossoró sediarão Seminário Internacional de Cultura

Idealizado pela União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) e organizado em conjunto com várias academias e entidades culturais do Rio Grande do Norte, as cidades de Natal e Mossoró sediarão o “II Seminário Internacional Encontro das Américas: Literatura, Arte e Cultura em terras Potiguares”.

Em Natal, o evento ocorrerá de 30 de novembro a 3 de dezembro e em Mossoró de 3 a 7 de dezembro próximos.

Em Natal, o evento será realizado na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL, Pinacoteca do Estado, entre outros e, em Mossoró, na TV a Cabo de Mossoró-TCM, na Faculdade Diocesano de Mossoró, na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e no Museu do Sertão, dentre outros espaços culturais da cidade.

O evento tem como objetivo geral propiciar a integração e o intercâmbio de escritores e poetas do Nordeste com todas as demais regiões Brasileiras e países das Américas. Ainda, fomentar o debate sobre temas sócio-históricos, culturais e contemporâneos, enquanto busca estimular a produção literária de consagrados e de novos autores.

Debates

Na ocasião, serão realizados debates e palestras, programação histórico-cultural, com a participação de intelectuais, escritores e artistas potiguares, das demais regiões do Brasil e de países das Américas, bem como lançamentos de diversos livros, de produções individuais e coletivos, dentre eles, a Coletânea Literária II Seminário Internacional Encontro das Américas: Literatura, Arte e Cultura em terras potiguares e Antologia Literária Feminina Potiguar.

As inscrições serão feitas nos locais do evento, de forma gratuita, mas aceita-se a doação de um 1kg de alimento não perecível para doar às instituições de caridade locais. Os participantes receberão certificado de participação.

A programação completa do evento se encontra publicada no Portal do Jornal Sem Fronteiras (veja AQUI).

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Antônio Gentil receberá “Mérito Deífilo Gurgel” hoje

Gentil: cultura, socialização e arte em Campo Grande (Foto: cedida)

Fundador e mantenedor da Associação Espaço Cultural Cleto Souza em sua cidade natal, Campo Grande -RN, o empresário Antonio Gentil será agraciado com a Medalha do Mérito Deífilo Gurgel. A solenidade de entrega da honraria acontece nesta quinta-feira (24), das 19 às 20h, na Pinacoteca do Estado (Natal) e homenageará outros agentes culturais.

O Mérito é outorgado pela Fundação José Augusto (FJA) e distingui pessoas e instituições que se destacaram na salvaguarda da Cultura de Tradição, além de prestar uma justa homenagem ao advogado, professor universitário, administrador público, antropólogo, folclorista, poeta e historiador Deífilo Gurgel.

A Associação Espaço Cultural Cleto Souza foi fundada em 1996 por Antonio Gentil, Graça Souza e Neuraci Vieira.  Mantém em funcionamento biblioteca, escolinha de informática, pinacoteca, brinquedoteca, relicário de Sant’Ana (padroeira da cidade), sala de produção de arte e artesanato, auditório, videoteca, museu e casa de música.

A sua escolinha de flauta doce deu origem a uma Orquestra Filarmônica e direcionou três ex-alunos a cursarem música na UFRN.

Nota do Blog – Muito importante o investimento dessa entidade na comunidade de Campo Grande. Um exemplo que, infelizmente, poucos (que podem) seguem.

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Livro vai abordar Transposição do São Francisco no RN

O deputado federal Beto Rosado (PP) prepara o lançamento do livro “O Velho Chico é Potiguar”, resultado do seminário que ocorreu em Mossoró e contou com a participação do ministro da Integração, Gilberto Occhi.

O trabalho será apresentado no dia 11 de dezembro, a partir das 19h, na Pinacoteca Potiguar, em Natal.

“O Velho Chico é Potiguar” reúne artigos científicos de Professores da UERN e UFERSA sobre os diversos aspectos da transposição do Rio São Francisco, sobretudo da sua chegada ao solo potiguar.

Também participaram da organização do trabalho Isaura Amélia, Tricia Rosado e Maria Eugênia Correia.

Beto Rosado vai dividir a noite de autógrafos com o pesquisador Claudio Galvão, que lança o CD e o livro de partituras “Royal Cinema – Uma Valsa Centenária”.

A publicação integra a Coleção Cultura Potiguar e foi selecionada através do edital Publicações, do governo anterior.

Thiago de Mello e seus estatutos no Dia da Poesia

O poeta Thiago de Mello, 86, será exaltado no próximo dia 15, na Assembléia Legislativa, por proposição do deputado José Dias (PMN). Será às 10h da manhã.

No dia anterior, Thiago será o grande homenageado do Dia da Poesia, na Pinacoteca do Estado.

A informação é passada pelo jornalista Franklin Jorge, dirigente da Pinacoteca do Estado.

Thiago de Mello é um nome de projeção internacional, traduzido em mais de trinta idiomas, natural do Amazonas. Foi exilado político e firme intelectual engajado em movimentos em favor da liberdade.

“Os estatutos do homem” – de 1964 – talvez seja seu trabalho mais popularizado:

“(…) Artigo 1

Fica decretado que agora vale a verdade, agora vale a vida e de mãos dadas marcharemos todos pela vida verdadeira;

Artigo 2

Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, tem direito a converter-se em manhãs de domingo…”

Veja no vídeo incrustado nesta postagem “Os estatutos do homem” declamada pelo próprio Thiago, acompanhado do Duo GisBranco (Bianca Gismonti and Claudia Castelo Branco – dois pianos), no Circo Voador, Rio de Janeiro, na abertura do Poesia Voa 2.0 | Festival Poesia Direitos Humanos – 10 de dezembro de 2006.

 

Dia da Poesia vai ser na Pinacoteca do Estado

A secretária extraordinária da Cultura do Estado, professora Isaura Amélia, fechou hoje a programação do Dia da Poesia, em 14 de março.

Será na Pinacoteca do Estado, à Praça Sete de Setembro (Natal), no Palácio Potengi, antiga sede do Governo do RN.

Quem passa a informação é o jornalista e escritor Franklin Jorge.

Com brevidade, diz, serão divulgados detalhes do evento.

Pinacoteca deverá ter novo diretor

Corre informação aqui em Natal, que o jornalista e escritor Franklin Jorge deverá ser o diretor da Pinacoteca do Estado.

A sede é no Palácio Potengi, antiga sede do Governo do Estado.

A Pinacoteca foi criada ainda na segunda gestão Garibaldi Filho (PMDB), década passada, pelo então presidente da Fundação José Augusto, jornalista Woden Madruga.

Franklin conhece do riscado, que se diga.