A Câmara Municipal de Mossoró aprovou instituição de Sistema de Deliberação Remota (SDR), em sessão extraordinária, nesta quarta-feira (15), no plenário. O mecanismo, previsto na nova Resolução 08/2020, regulamenta sessões virtuais na pandemia do coronavírus (Covid-19).
Sessão durou cerca de meia hora (Foto: Edilberto Barros)
“As sessões extraordinárias realizadas pelo SDR deverão ser convocadas com antecedência mínima de 24 horas e deverão apreciar projetos relacionados ao estado de calamidade pública e matérias de caráter orçamentário e de prazos constitucionais”, estabelece a norma.
Apesar de presencial, a sessão extraordinária considerou recomendações sanitárias na prevenção ao covid-19.
A reunião durou cerca de meia de hora, o acesso à Câmara e ao plenário foi restrito, vereadores e servidores usaram máscaras, álcool gel, entre outros procedimentos.
As sessões ordinárias estão suspensas até o dia 30.
Nota do Blog – O legislativo mossoroense comete grave omissão ao não realizar sessões ordinárias de forma remota. Os problemas da urbe e zona rural não se resumem à Covid-19. Não há quarentena para tantas outras demandas da população. Uma pena.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A Câmara Municipal de Mossoró esclarece que os artigos do Regimento Interno (RI) referentes às “Comissões Processantes” não foram propositalmente retirados da página oficial do Poder Legislativo (www.mossoro.rn.leg.br), para dificultar o acesso público em razão da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar serviço de limpeza pública no município.
A versão no site acessível por meio do link “Regimento Interno” foi postada incompleta, por falha de digitalização do documento, em 13 de março de 2017 (documento em anexo, com data da postagem). Portanto, mais de um ano antes das discussões da chamada CEI do Lixo, cujo requerimento de instauração (REQ 135/2018) foi protocolado em 15 de maio de 2018.
Por outro lado, a versão completa e atualizada do Regimento Interno, inclusive com resoluções que modificam alguns artigos, sempre esteve disponível para consulta pública na área do site “Sistema de Apoio ao Processo Legislativo” (Normas Jurídicas).
Portanto, a Câmara Municipal de Mossoró, ao passo que providencia a atualização do link “Regimento Interno”, reitera que não houve má fé em omissão deliberada de informações, informa estar em andamento há vários meses reforma do Regimento Interno, em parceria com o programa Interlegis do Senado Federal, e reafirma o compromisso com a transparência dos seus atos.
Câmara Municipal de Mossoró
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Quem precisar consultar o Regimento Interno (RI) da Câmara Municipal de Mossoró, no site desse poder, o encontrará incompleto. Se fosse um documento físico (de papel), poderíamos afirmar que estaria com uma folha literalmente “arrancada”.
Talvez por coincidência, a ‘folha’ que falta é justamente a relativa ao enunciado de sete artigos, do 122 ao 128, “Das Comissões Processantes”, em sua Seção IV.
Regimento Interno no ar tem retirada de uma página que torna impossível entender uma CEI
Esse trecho trata da instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). A supressão impede que qualquer pessoa possa acessar o site da CMM e tenha conhecimento técnico de como deve ser instaurada e funciona uma CEI.
A constatação da falha não é de hoje nem nova. O Blog Carlos Santos verificou-a no dia início da semana passada, quando obteve informação e publicou em primeira mão, que a Comissão Especial de Inquérito do Lixo seria abortada pela bancada da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
Ao acessar o próprio Regimento Interno para estudar melhor seu conteúdo, é que constatamos a situação estranha. Para documentar, fizemos print (fotografia de material virtual) de tudo, para que não fôssemos eventualmente desmentidos ou acusados de má-fé, quando fôssemos postar esta matéria.
Paralelamente, procuramos a versão da própria Câmara Municipal sobre a supressão desses dados. Seu coordenador de Comunicação, jornalista Regy Carte, atestou neste domingo (10) que não sabia do problema.
Defesa
Mesmo assim, Regy não vê má-fé da Casa:
– Sinceramente, não acredito que seja algo intencional. Primeiro, porque os técnicos de informática da Câmara, que respondem pelo suporte técnico do site, são concursados e não se dobram a nenhum tipo pressão nem precisam. Segundo, porque todos os vereadores e diversos assessores têm cópias.
Ele admitiu que a consulta pública na Internet, caso do Blog, ficou impossível de ser completada.
Cópia física, autenticada pela Vara da Fazenda Pública, mostra trecho que foi "arrancado" do site
Embaraços envolvendo Regimento Interno não são de hoje. Já houve até judicialização em legislatura passada, para se ter direito à sua posse. Em 2010, por exemplo, o então vereador Genivan Vale (PDT) provocou a Justiça, para conseguir uma simples cópia do documento, pois circulavam textos discrepantes no Legislativo.
– Quando eu era vereador existiam vários textos de Regimento Interno. Denunciei em sessões. Parecia ser algo de propósito, para confundir e dificultar nossa consulta. Então acionei a Justiça e recebei minha cópia autenticada folha por folha, com carimbo da Vara da Fazenda Pública – confirmou Genivan Vale.
O que mais causa estranheza nesse episódio, é que o desaparecimento da página na Internet referente à instalação de comissões processantes, coincide com a polêmica da CEI do Lixo, enterrada pela bancada governista no último dia 5 (Bancada de Rosalba Ciarlini acaba com a ‘Cei do Lixo’).
O sepultamento da CEI seguiu roteiro previsível, final antecipado, mas com argumentos pueris e contestáveis no campo judicial. Eis mais combustível para essa novela que envolve muitos milhões, exala odor insuportável e personagens intocáveis pela justiça.
Acesse o Regimento Interno da Câmara Municipal clicando AQUI.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.
Ainda não foi hoje (terça-feira, 5), mas está fechado. A menos que ocorra algum imprevisto, a Câmara Municipal de Mossoró marcha para mudar a Lei Orgânica do Município (LOM), revisada no final do ano passado, para permitir outra vez a reeleição do presidente da Casa e antecipar o pleito.
Na sessão dessa terça-feira (5), houve ausência de vários vereadores, comprometendo as votações no estilo vapt-vupt nesse poder.
A articulação procura garantir mais dois anos de presidência para a atual presidente Izabel Montenegro (PMDB), biênio 2019-2020.
O Blog já tinha antecipado numa série de postagens que havia essa costura política de bastidores, inclusive, detalhando necessidade de alterações legais em LOM e Regimento Interno da Casa.
Leia também: Mudanças eleitorais em Câmara exigem alterações legais AQUI.
Mas mesmo com tudo “decidido”, os bastidores fervem, principalmente após a sessão de hoje.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.
Izabel: reação pode viabilizá-la (Foto: Edilberto Barros)
Se a eleição antecipada para presidência da Câmara Municipal de Mossoró (biênio 2019-2020) fosse hoje, os nomes de Emílio Ferreira (PSD) e Francisco Carlos (PP) dividiriam preferência da bancada governista.
Mas na cúpula do governo Rosalba Ciarlini (PP), essa antecipação interessa, independentemente do nome. Os dois têm bons avalistas, com maior tendência pró-Francisco Carlos. Pelo menos por enquanto.
Paralelamente, há discussão para mudança do Regimento Interno da Casa, para permitir a reeleição presidencial, como ocorria no passado.
Reação
Sendo assim, seria uma forma de reação da presidente Izabel Montenegro (PMDB) a essas articulações, ensejando se manter na presidência por toda legislatura e não apenas até 31 de dezembro de 2018.
É possível? Sim, é possível.
Leia também: Mais um nome de olho na presidência AQUI.
Izabel pode fazer frente às articulações e provocar essa mudança, credenciando-se de imediato à disputa de pleito antecipado, contra possíveis pretendentes à cadeira que ocupa hoje.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.
A Câmara Municipal de Mossoró aprovou por unanimidade, Projeto de Resolução de autoria do vereador Francisco José Júnior (PSD) que pode ser um grande diferencial na atividade legislativa, além de produzir freio ao poder imposto pelo Executivo.
Francisco: projeto freia poder do Executivo
É o fim de aprovações de projetos do Executivo, em caráter “vapt-vupt”, ou seja, chegou – aprovou.
A matéria estabelece um prazo mínimo de 8 dias à tramitação na Casa Legislativa de projetos de qualquer natureza, sob regime de urgência. Modificou o artigo 119 do Regimento Interno da Câmara de Mossoró.
O autor da proposição – que é presidente da própria Câmara – justificou o projeto afirmando que a medida visa oferecer tempo suficiente para que os vereadores conheçam a fundo as matérias a serem votadas.
Contraditório
“É mais um avanço do Legislativo Mossoroense, garantindo a autonomia do Poder Legislativo, a moralidade e a oportunidade de debater e contribuir com os projetos que chegam a esta Casa”, afirmou Francisco José Júnior.
O vereador Alex Moacir (PMDB) – que a exemplo de Francisco José Júnior é da bancada governista – aparteou-o para destacar, mais ainda, a importância do projeto.
– A discussão possibilita a importante inserção do contraditório, que é removido quando da apresentação de projetos em urgência para votação imediata”, afirmou.
Outros vereadores também manifestaram apoio ao projeto de Francisco José Júnior. Tomaz Neto (PDT), da oposição, disse estar “orgulhoso” pela postura da Casa e parabenizou o autor da proposição pela iniciativa.
Nota do Blog – Veja adiante o que está por trás dessa decisão que misturou forças da oposição e do governismo numa aprovação por unanimidade na Casa.