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Carlos Lacerda vive na politica dos ‘sem voto’ de Mossoró

Carlos Lacerda fez oposição feroz (Foto: Acervo da Folha Press/1968)
Carlos Lacerda fez oposição feroz (Foto: Acervo da Folha Press/1968)

“O senhor Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar.” Na iminência de vencer as eleições à presidência do Brasil em 1950, nos braços do povo, Getúlio Vargas recebia do feroz opositor, Carlos Lacerda, essa ameaça contra a legalidade, a legitimidade e a vontade da massa gente que se confirmou nas urnas.

Em Mossoró, o prefeito reeleito Allyson Bezerra (UB) enfrenta a reprodução desse sentimento primitivo. É exercitado por uma parte da oposição paroquial, mesmo com baixa representatividade popular e obtusa, diferentemente de Lacerda, um gênio político, catalizador de multidões e intelectual.

A cólera para ejetar Allyson Bezerra do poder, estranhamente, não parte de quem mais tomou prejuízo com sua ascensão: os Rosados. A oligarquia que desde 1948 pontificava em Mossoró desabou nas eleições de 2020 e 2024. Mas, nem assim, rosna e vomita ira. Tem sabido perder, mesmo que ainda estrebuche em seus estertores e insufle porta-vozes de baixa representatividade pública à disseminação de zunzunzum contra o prefeito.

Registre-se: antes mesmo da campanha municipal deste ano, quando foi vitorioso – veja AQUI – com 113.121 votos (78,02%), Bezerra já convivia com o oposicionismo do ‘quanto pior, melhor’. Normal, digamos. O agravante foi o surgimento da perfídia de aliados que viraram adversários ressentidos, casos do presidente da Câmara Municipal Lawrence Amorim (PSDB) e o ex-vereador Genivan Vale (PL), derrotados de forma vexatória à prefeitura. Amorim com 16.115 votos (11,11%) e Vale totalizando 11.019 votos (7,60%).

A avalanche de ações judiciais e denuncismo orquestrado contra Allyson Bezerra (veja AQUI) e seu vice eleito Marcos Medeiros (PSD) não foi parida agora – que fique claro. Bem antes da abertura do processo eleitoral, oposicionistas de carteirinha e esses aliados quintas colunas entraram em sintonia para tirá-lo de cena (veja AQUI). Até aqui, sem sucesso algum.

Contrariados em suas ambições pessoais e obcecados em derrotá-lo no campo judicial, haja vista que sabiam não ter condições mínimas de êxito nas urnas, eles não vão parar. Juntos na pré-campanha, corpo e alma na campanha, seguirão unidos após a posse dos vitoriosos. Seguem úteis às forças políticas estaduais que os recrutaram à essa missão. Mossoró em segundo plano. O que interessa é marcar posição para 2026.

Carlos Lacerda vive na política dos ‘sem voto.’

Garibaldi diz que vai tentar tirar votos de Henrique Alves

Em entrevista à FM 98 do Natal, programa 12 em Ponto dessa terça-feira (10), o ex-senador e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo MDB, Garibaldi Filho, foi enfático: onde encontrar intenções de voto para o primo e hoje adversário Henrique Alves (PSB), vai tentar tirar. Ele e seu filho, deputado federal e pré-candidato a vice-governador, Walter Alves (MDB), não desculpam Henrique.

“Walter e eu não perdoamos. Achamos que ele não deveria ter feito isso”, foi enfático.

Em 2018, Henrique Alves não concorreu à Câmara Federal e deu apoio ao ex-prefeito de Lajes, Benes Leocádio (PTC, hoje no PSDB).

Walter e Benes foram vitoriosos, mas a mágoa de pai e filho só aumentou nesse espaço de tempo, a ponto de sacramentarem ruptura política e familiar em relação a Henrique Alves.

O 12 em Ponto é apresentado pelos jornalistas Anna Karinna Castro e Túlio Lemos.

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A política sem rancor e ressentimentos

“Não se pode fazer política com o fígado, conservando o rancor e ressentimentos na geladeira.” Ulysses Guimarães, que faria 100 anos.

Quem me lembra dele é o jornalista Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”.

Visão política muito atual. Sempre.

Pena que muitos nem cérebro possuam.

“O Senhor Diretas”, como Ulysses ficou conhecido por sua luta pelo retorno de algo parecido como Estado Democrático de Direito, um Estado de Leis, faz falta ao país nesses tempos.

Conheça mais sobre Ulysses Guimarães em reportagem especial clicando AQUI.

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Servidor público é um poço de ressentimento no Estado

Carlos Santos,

Se pudesse ser feita uma pesquisa de satisfação com o Governo do Estado do RN entre seus servidores, como você acredita que estariam os percentuais de aprovação ou rejeição?

E até que ponto isso pode ser prejudicial ao Governo?

Ângelo Júnior – Acadêmico de Direito e webleitor

Nota do Blog – Meu caro Ângelo, seria muito interessante uma pesquisa para aferição científica, mas a olho nu a resposta à sua primeira pergunta, pode ser extraída ao circularmos por qualquer repartição estadual.

O Governo Rosalba não provoca apenas a insatisfação pelo desapontamento na relação com o servidor, mas o clima de ressentimento, mágoa e em certos casos de cólera.

No Centro Administrativo, em Natal, a atmosfera é de fim de governo e não de início do segundo ano de gestão. Há nítido desinteresse e manifestação de repulsa em claro pejuízo ao serviço público.

Na verdade, o grande prejudicado é mesmo o administrado, o cidadão, o contribuinte, que espera do Estado o cumprimento do elementar: a promoção do bem comum, da aspiração coletiva.

Em síntese: o servidor é um poço de ressentimento. Com razão. Até aqui, o Governo do Estado especializou-se numa relação Robin Hood pelo avesso: tira dos que ganham menos para encher as burras dos que empalmam melhores remunerações.

Cadê a cruzada contra os supersalários?

 

Ressentimento se volta contra patrimônio público

O ressentimento do servidor estadual, com seu governo, volta-se contra o próprio patrimônio público. São crescentes e continuados os casos visíveis de sabotagens de equipamentos e estruturas estatais.

– Um carro em minha secretaria quase bate o motor por falta de óleo e outros pequenos problemas que poderiam ter sido observados, com um simples cuidado do setor competente – comenta um graduado servidor comissionado do Estado, em conversa com o Blog.

Xerox constantemente quebradas, processos de pagamento extraviados ou emperrados, também fazem parte do repertório das sabotagens contra o governo, mas que atingem o Estado com bem comum.

– Cheguei na Secretaria (detalhe preservado em respeito à fonte) e testemunhei duas funcionárias de carreira dizendo textualmente, para que nós ouvíssemos, que não tinham pressa alguma em dar andamento a documentações, pois estavam com prejuízo financeiro causado pela governadora – relata um prefeito da região Oeste.

Nota do Blog – Esses e outros depoimentos me transferem para o período do Governo Geraldo Melo (1987-1990).

A história se repete numa escala ainda mais assustadora.

A conjuntura é outra e a propagação dessa insatisfação acontece em escala maior e online.

Ainda bem que esse não é o comportamento da maioria, mas sem dúvidas que o estímulo para mudança de postura simplesmente não existe.