Nascido em Niterói, Ernâni do Amaral Peixoto começou a subir na vida quando trocou o posto de ajudante-de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almirante.
Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de interventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos dirigentes partidários da história política brasileira.
Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambiciosos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. Sempre monitorado pelo sogro, foi sucessivamente eleito deputado federal, prefeito de Niterói e governador do Rio.
Só em 1989, quando chegaram simultaneamente ao fim a agonia do patriarca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante.
Depois da vitória de Leonel Brizola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos executivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregueses do departamento de propinas desmontado pela Lava Jato.
Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco.
Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguense militante começou a carreira de caçador de votos no colo do hoje vereador César Maia. Mas está na presidência da Câmara também por ter Moreira Franco como sogro.
Essa frondosa árvore genealógica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos desde a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Brasil da Lava Jato.
A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será triturada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht.
Augusto Nunes é jornalista, âncora do programa Roda Viva da TV Cultura
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), anunciou nesta quinta-feira (02), minutos após ser reeleito para o cargo, o nome do deputado federal Rogério Marinho (PSDB) como relator da reforma trabalhista.
Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (CSE), considerada uma das maiores do Congresso Nacional, Rogério é defensor intransigente da livre iniciativa.
Maia foi reeleito hoje (veja AQUI) com 293 votos, derrotando outros cinco candidatos.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) esteve na manhã da sexta-feira (06) no Rio Grande do Norte a convite do governador Robinson Faria (PSD). A bancada federal do RN, em sua maioria, participou do encontro.
Foi discutido leque de projetos que tramitarão na Câmara, as perspectivas para este ano no campo da política e economia e a possível reeleição de Maia à presidência da Casa.
Reunião hoje faz parte de costura política de Maia (Foto: cedida)
Na avaliação de Rodrigo Maia, a visita foi importante para ouvir os anseios da bancada potiguar em relação ao novo ano Legislativo. Segundo a imprensa nacional, Maia deverá ter apoio de maioria das legendas, como PR, PRB, PSD e PSB.
De acordo com o coordenador da bancada federal, Felipe Maia (DEM), a visita foi fundamental para pleitear assuntos de interesse do Rio Grande do Norte e do Brasil.
Presenças
“A bancada está unida e preocupada em debater temas relevantes para o país e o nosso estado. Neste dia, contamos com a presença ilustre do presidente da Casa em nosso encontro, que acredito ser reconduzido à presidência da Câmara no próximo biênio”, comentou o parlamentar potiguar.
A reunião também contou com a participação dos deputados Antônio Jácome (PTN), Fábio Faria (PSD), Rafael Motta (PSB), Rogério Marinho (PSDB) e Walter Alves (PMDB).
Já os deputados Beto Rosado (PP) e Zenaide Maia (PR) encaminharam comunicados com a justificativa de suas ausências.
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A revista IstoÉ teve acesso na noite desta sexta-feira 9 à integra das 82 páginas de um relato minucioso sobre a corrupção na política nacional. Trata-se do bombástico depoimento do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Em sua delação, Melo faz graves acusações contra integrantes da cúpula do PMDB, ministros do primeiro escalão do governo federal e envolve até o presidente Michel Temer.
Ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho: explosivo (Foto: Web)
Entre os nomes citados está o do senador José Agripino (DEM), identificado por codinomes como “Pino” e “Gripado”. Teria recebido R$ 1 milhão para repasse ao DEM, na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República em 2014.
O depoimento de Cláudio implica ainda o andar de cima do Congresso Nacional: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e se dedica a discorrer sobre o relacionamento da empreiteira com integrantes também do PSDB e outras legendas.
Nomes e codinomes
Consta ainda da documentação a lista dos que receberam propina da empreiteira e seus respectivos codinomes. Segundo o relato, os pagamentos eram feitos por meio de doações legais e caixa dois para que os parlamentares defendessem os interesses da empresa no Congresso Nacional.
Cláudio Melo Filho lista uma série de medidas provisórias e projetos no Congresso que obtiveram alterações favoráveis à Odebrecht graças ao bom relacionamento e, claro, à contrapartida financeira aos deputados federais e senadores.
Temer e Agripino: propinodutos (Fotomontagem)
IstoÉ publica com exclusividade também os documentos da delação.
Veja AQUI documento na íntegra sobre depoimento de Cláudio Melo Filho, envolvendo o presidente Michel Temer, ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ex-ministro Geddel Vieira, Renan Calheiros (Presidente do Senado), Rodrigo Maia (Presidente da Câmara Federal), Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara Federal), senador José Agripino, Jacques Wagner (ex-ministro de Dilma Rousseff), senador e ex-ministro Romero Jucá etc.
Ele também detalha como é o sistema de poder e corrupção no PMDB, que se divide em núcleos na Câmara Federal e Senado da República, com prepostos dos principais líderes atuando nas arrecadações das propinas.
Também não faltam os apelidos (codinomes) para os políticos, forma de identificação deles nas planilhas da corrupção.
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Após mais de sete horas de sessão, a Câmara dos Deputados concluiu na madrugada desta quarta-feira (30) a votação do pacote que reúne um conjunto de medidas de combate à corrupção. O texto segue agora para o Senado.
Ao longo da madrugada, os deputados aprovaram diversas modificações ao texto que saiu da comissão especial e incluíram temas polêmicos, como a punição de juízes e membros do Ministério Público por crime de responsabilidade. Essa previsão havia sido incluída pelo relator do texto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), mas retirada pelo próprio relator posteriormente.
Câmara Federal com Rodrigo Maia aprovou pacote anticorrupção que parece ter sentido inverso (Foto: Web)
A emenda foi apresentada pela bancada do PDT e lista as situações em que juízes e promotores poderão ser processados, com pena de seis meses a dois anos de reclusão. A legislação atual já prevê o crime de abuso de autoridade, mas é mais genérica.
Entre as condutas que passariam a ser crime estariam a atuação dos magistrados com motivação político-partidária e a apresentação pelo MP de ação de improbidade administrativa contra agente público “de maneira temerária”. Nesse caso, além de prisão, os promotores também estariam sujeitos a indenizar o denunciado por danos materiais e morais ou à imagem que tiver provocado.
Caixa 2
Os deputados também rejeitaram a proposta que previa que os acordos de leniência (espécie de delação premiada em que empresas reconhecem crimes em troca de redução de punição) fossem celebrados pelo Ministério Público.
Outro trecho retirado tornava crime o enriquecimento ilícito de funcionários públicos e previa o confisco dos bens relacionados ao crime.
A criminalização do caixa dois (doação de campanha não declarada à Justiça Eleitoral), que foi centro de polêmica nos últimos dias, foi aprovada sem qualquer tipo de anistia para eleições anteriores. Pelo texto aprovado, a prática passa a ser condenada com pena de dois a cinco anos de prisão e multa.
O caixa dois praticado em eleições passadas continuará sendo enquadrado na legislação eleitoral de hoje. Em tese, quem tiver recebido dinheiro eleitoral ilegal pode responder por crimes como falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Texto original
O texto original do pacote anticorrupção tinha dez medidas e foi apresentado pelo Ministério Público Federal com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas de cidadãos.
Na comissão especial que analisou o tema, porém, uma parte delas foi desmembrada e outras, incorporadas no parecer do relator Onyx Lorenzoni. As discussões foram acompanhadas pelo Ministério Público, que deu o seu aval ao texto construído.
No entanto, no plenário da Câmara, diversos itens acabaram sendo retirados do parecer e, das dez medidas originais, apenas quatro passaram, sendo que parcialmente.
Conheça abaixo os principais pontos do que foi decidido:
– Responsabilização dos partidos políticos e tipificação do caixa dois eleitoral
Os candidatos que receberem ou usarem doações que não tiverem sido declaradas à Justiça eleitoral irão responder pelo crime de caixa dois, com pena de dois a cinco anos de prisão. O texto prevê multas para os partidos políticos.
Se os recursos forem provenientes de fontes vedadas pela legislação eleitoral ou partidária, a pena é aumentada de um terço.
– Crime de responsabilidade a juízes e membros do Ministério Público
Entre as condutas que passariam a ser crime estariam a atuação dos magistrados com motivação político-partidária e a apresentação pelo MP de ação de improbidade administrativa contra agente público “de maneira temerária”. Nesse caso, além de prisão, os promotores também estariam sujeitos a indenizar o denunciado por danos materiais e morais ou à imagem que tiver provocado.
A pena prevista no texto aprovado é de seis meses a dois anos de reclusão.
– Prevenção à corrupção, transparência
Os tribunais terão que divulgar informações sobre o tempo de tramitação de processos com o propósito de agilizar os procedimentos.
– Aumento das penas e inserção de tipos na Lei de Crimes Hediondos
Eleva a pena para diversos crimes, incluindo estelionato, corrupção passiva e corrupção ativa. Esses delitos serão considerados hediondos quando a vantagem ou prejuízo para a administração pública for igual ou superior a dez mil salários mínimos vigentes à época do fato.
– Ações populares
Reforça as regras para a apresentação de ações populares, que já está prevista na legislação brasileira. O texto especifica que, se a ação for julgada procedente, o autor da ação terá direito a retribuição de 10% a 20% a ser paga pelo réu.
– Recursos
Estabelece regras para limitar o uso de recursos com o fim de atrasar processos.
A era PT quase dizimou um dos símbolos da direita no Brasil, o DEM, outrora PFL, filho do PDS, antecedido pela Arena, bisneto da UDN.
O partido mudou de nome e esteve a ponto de se fundir ao PSDB.
Ou simplesmente desaparecer no mapa partidário brasileiro.
Hoje, não.
Está todo prosa e revitalizado.
O mesmo PT conseguiu algo paradoxal, em relação aos seus discursos e ações: ressuscitou o DEM, seu arquirrival.
A eleição do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara Federal, com apoio maciço do PT (veja AQUI e AQUI), por puro ódio cego do afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é de uma estupidez sem dimensão.
Apesar de ter opções à esquerda, a grande maioria da sigla optou por Maia – parente do senador e presidente nacional do DEM, Agripino Maia.
Fazia mais de 20 anos que o DEM não tinha essa cadeira em suas mãos, ou nádegas, como queira.
Vá entender!
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A eleição do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), já à madrugada de hoje (veja AQUI), para presidir a Câmara dos Deputados, marcou mais uma fase confusa da relação entre o PT e outros partidos de esquerda, com sua “ideologia”.
O próprio Rodrigo admitiu que teve ajuda decisiva desse segmento ideológico para se eleger para o cargo (veja AQUI).
O senador petista Lindberg Farias (PT-RJ), ainda na madrugada de hoje, gravou um vídeo que viralizou na Internet, se dizendo cansado nessa luta.
– Tem gente nossa aplaudindo a vitória de Rodrigo Maia – choramingou, perplexo.
Decepcionado diante do apoio que testemunhou, assinalou que essa aliança pontual poderá trazer prejuízos enormes às bandeiras da esquerda e à cruzada para retorno de Dilma Rousseff (PT) ao Governo.
Nota do Blog – A obsessão da esquerda em “punir” Eduardo Cunha a desvia do foco que deveria ter. Termina, em seus atos, comungando com tudo que nega e combate.
Vá entender!
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Numa disputa decidida em 2º turno, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara para ocupar um mandato-tampão de seis meses, até 31 de janeiro de 2017. Maia teve 285 votos, contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF).
Rodrigo Maia fala após tomar posse como presidente da Câmara (Foto: Reprodução/TV Câmara)
Houve ainda 5 votos em branco entre os 460 deputados presentes.
Após a divulgação do resultado, parte dos deputados puxou um coro de “Fora, Cunha”.
Primeiro turno
Maia tentou angariar votos com o argumento de que seria o contraponto ao candidato preferido pelo centrão, Rogério Rosso, apontado como próximo a Cunha. Rosso tem rejeitado o rótulo e diz manter apenas uma relação “respeitosa” com Cunha.
No primeiro turno, Maia teve 120 votos, contra 106 de Rosso. O terceiro colocado foi o ex-ministro Marcelo Castro (PMDB-PI), com 70 votos.
Ao discursar pela segunda vez, Rodrigo Maia deu um tom emocional à sua fala. Ele lembrou que, quando era adolescente, acompanhava as discussões da Assembleia Constituinte, nos anos 1980.
Genoíno
Maia citou como exemplo de deputados constituintes, incluindo até o petista José Genoíno, condenado no processo de mensalão, os tucanos José Serra e Mário Covas, o peemedebista Ulysses Guimarães, e seu pai Cesar Maia. O PT é adversário histórico do DEM, partido de Maia.
“Só de chegar aqui para mim já é uma grande vitória. Nós vamos governar essa Casa juntos. Nós vamos devolver a soberania ao plenário”, afirmou Maia. “Vamos trabalhar para acabar com o império dos líderes. Os líderes são fundamentais, mas não podem ser os únicos a terem a palavra”.
Mais de 20 pretendentes, vários deles dentro do mesmo partido – como José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo Maia (RJ), ambos do DEM; ou Heráclito Fortes (PI) e Júlio Delgado (MG), do PSB. Articulações que colocam às vezes do mesmo lado tradicionais adversários. E um impasse que envolve até mesmo a data da realização da eleição. É nesse clima que a Câmara dos Deputados discute a sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ontem ao cargo.
Duas decisões conflitantes de instâncias diferentes da Câmara deixaram a Casa sem direção nesta sexta-feira (8). O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou a decisão do colégio de líderes que antecipou a eleição do sucessor de Eduardo Cunha, que renunciou ao posto nesta quinta-feira (7).
O colegiado de representantes das bancadas tinha sido convocado pelo coordenador do maior bloco partidário, Jovair Arantes (PTB-GO), mas sem a presença ou o conhecimento de Maranhão. Em retaliação, o presidente interino demitiu da função o secretário-geral da mesa, Sylvio Avelino, homem de confiança de Cunha e assessor da reunião informal de líderes.
Troca de data
A temperatura da crise aumentou no final da manhã quando terceiro secretário da mesa Diretora, Beto Mansur (PRB-SP), defendeu a troca na data alegando que o colégio de líderes é soberano e pode atropelar decisões do presidente da Casa. A convocação da eleição extraordinária é prerrogativa do presidente da Câmara que fica obrigado a marcar o dia em até cinco sessões do plenário a partir da oficialização da renúncia. A antecipação da votação foi decidida sem que Maranhão ficasse sabendo e mostra o clima de desmando na Casa.
A crise é tão profunda que mais de 20 deputados se lançaram candidatos ao mandato tampão de seis meses na presidência da Câmara. Todas as bancadas indicaram nomes, algumas com mais de um.
O PT, legenda da presidente afastada Dilma Rousseff e centro da crise política que envolve o impeachment, não vai lançar candidato. Os petistas querem identificar o mais eficiente anti Cunha para apoiar. O PCdoB formalizou uma preferência há pouco impensável, e apoia um nome do Democratas. Os comunistas simpatizam com Rodrigo Maia (DEM-RJ) e até admitem apoiar nomes do PPS e PSDB.
Palácio do Planalto
A disputa que antes os deputados diziam não ter interesse, se transformou no mais novo púlpito político. A nova vitrine televisionada que para uns pode ser a glória e mais votos em 2018 ou uma boa ajuda nas eleições municipais para emplacar vereadores e prefeitos, cabos eleitorais dos parlamentares federais.
O Palácio do Planalto está envolvido na sucessão, apesar dos desmentidos dos parlamentares de base de apoio ao governo do presidente interino Michel Temer. O PMDB não lançou nomes. Foi informado de que seria cargo demais para a legenda na atual situação de crise.
A gestão Cunha será fácil de bater. O discurso da moralidade é sempre mais conveniente. Mas em outra votação muito importante e com claque eletrônica, como a da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, esta vitrine toda virou tragédia eleitoral.