Algo bem démodé por essa época é a crença de que a política de Mossoró está sendo resolvida sob o sol de Tibau e em seus alpendres, em mais um veraneio.
Bobagem!
Foi-se o tempo em que por lá se definia quem seria e quem não seria candidato, acertos, conchavos, partilhas, vetos, ascensão ou amputação de nomes.
Agora é um pouco diferente: falta combinar com os russos.
Os russos estão em Mossoró.
Apenas uma parte deles veraneia em Tibau.
Mas em outubro próximo vão decidir a parada.
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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) fez o primeiro protesto público da atual greve que deflagrou no último dia 11, em frente sede da municipalidade (Palácio da Resistência). Mas enfrentou situação bastante adversa e pouco comum à manhã de hoje.
Polícia Militar e Guarda Civil Municipal foram acionadas. A porta de acesso ao prédio foi fechada no cadeado e os sindicalistas também foram impedidos de montar barracas ou lonas à calçada, como sempre faziam.
A presidente do Sindiserpum, Marleide Cunha, tentou entrar no prédio para protocolar o “quinto” ofício com pedido de audiência à prefeita. Foi impedida.
Manifestantes usaram guarda-chuvas como abrigo, pois foram impedidos de instalar lona/barraca (Foto: cedida)
Só com a presença e apelo pessoal da vereadora Isolda Dantas (PT), é que houve autorização à entrada de ambas, à apresentação do ofício.
Isolda e Marleide negociaram entrada (Foto: cedida)
No lado externo do Palácio da Resistência, com cartazes, faixas, discursos e outras formas de protesto, os manifestantes cobraram diálogo e respeito. Querem melhores condições de trabalho e reajuste salarial além do proposto pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP): 3,93%.
Intolerância
Muitos servidores e sindicalistas usavam guardas-chuvas, bonés e chapéus como proteção ao sol. Amanhã, prometem, estarão de volta com as mesmas adversidades.
“Não podemos permitir que se repita o que aconteceu hoje. Não podemos permitir que a intolerância reine nesse município”, disse Marleide Cunha.
“Ficamos sob o sol porque não permitiram sequer que colocássemos uma barraca, uma lona”, criticou.
Nota do Blog – Que tempos vivemos. Qual será o limite da intolerância? Parece algo que se generaliza na sociedade e não apenas nas relações entre poder estatal e servidores.
Cadeados e veto a barracas e lonas que protejam manifestantes do sol, certamente não são formas de diálogo.
Torço que reste um pingo de bom senso entre os litigantes.
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Meu Carnaval tem sido de descanso e trabalho em marcha lenta.
Estava precisando para recarregar baterias. Tenho um ano em movimento, que promete ser de grandes desafios.
Eu preciso deles, os desafios. São meu combustível.
Mas tirei um dia para mirar o sertão; sentir seu cheiro, ziguezaguear por suas estradas e veredas e falar com sua gente.
Comer arroz-de-leite, lavar o rosto com água geladinha da cisterna, procurar (sem sucesso) o camaleão mimetizado na folhagem e seguir em frente, sem a pressa de chegar.
Ouvir. Observar. Falar pouco (ô! Tentei).
São coisas que me fazem bem. Sou capiau da cidade, realimentado pela vida campesina.
Até neblinou ao longo de pouco mais de 400 quilômetros percorridos.
Eu pedia chuvas caudalosas, antes de viajar. Há-as permanentemente em meus sonhos. Vislumbro-as da casinha – imaginária – fertilizando o chão que dá cria à vida semeada.
O sertão verdinho, animais pastando, o sertanejo sorrindo, é como retempero para continuar a rotina que me empolga nesta página e outras tarefas.
Voltei olhando pela janela do carro e no retrovisor o que ia deixando para trás e ao largo: aquele sol engolido por nuvens densas, teimando em ficar.
Eu não me demorei. Mas trouxe todas as imagens e impressões em meus sentidos. Não ficaram para trás; carrego-as em mim.
Reencontrei-me para continuar minha marcha. Já no beicinho da noite avistei minha cidade.