Acontece nessa quinta-feira (3) em Mossoró e Natal, Missa de 7º Dia em lembrança do empresário Francisco Ferreira Souto Filho, “Soutinho”, falecido no último dia 24 (veja AQUI).
Em Natal, será na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, às 16h30.
Em Mossoró, essa liturgia ocorrerá na Catedral de Santa Luzia, às 17h.
Soutinho tinha 95 anos.
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Em evento do “Mérito Empresarial 2017” (CDL, Sindivarejo, Acim e Sinduscon), agora, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró, uma das principais homenagens foi ao empresário Francisco Souto Filho, “Soutinho”.
Aos 91 anos de idade, ele segue na ativa.
Continua sendo uma referência empresarial, com trajetória impecável em setores como bancário, salineiro, carcinicultura e outros focos.
Soutinho recebeu comenda “Porcino Fernandes da Costa”, concedida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Nota do Blog – Lembrança merecida, que se diga.
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“Vim aqui para mostrar nosso apoio à toda cadeia produtiva do sal”, disse o governador Robinson Faria (PSD) hoje em entrevista à imprensa de Mossoró, minutos antes de participar de reunião provocada pelo Sindicato das Indústrias da Extração de Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL), no auditório do Serviço Social da Indústria (SESI).
Rosalba, "Soutinho" e Robinson posam para fotografia (Foto: redes sociais)
Lembrou que trabalhou por mais de 30 anos no setor, com seu pai, o empresário já falecido Osmundo Faria, sabendo da importância do setor para a economia da região e do estado. “O que puder ser feito, dentro da lei, será feito’, assegurou.
Na reunião, ele recebeu apelo para que se engaje em luta para que segmento ganhe status de “interesse social”, além de empenho ao lado da bancada federal e estadual, para estancar punição milionária do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) ao setor.
Problema milionário
Desde 2013, após a deflagração pelo Ibama da operação denominada ‘Ouro Branco’, o setor salineiro está passando por sérias dificuldades. À época, 35 empresas salineiras foram punidas com 120 multas que ultrapassaram R$ 80 milhões, além de 19 áreas embargadas.
Em decorrência do fato, foi instaurado um procedimento investigatório pelo Ministério Público Federal (MPF), e após três anos, as empresas salineiras foram surpreendidas com pressão do Ministério Público Federal para assinarem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) sem tempo razoável para impugnar/contestar os relatórios apresentados. O setor quer ter meios para defesa, provando que tem importância social e procura obedecer a normas ambientais.
Essa situação compromete mais de 15 mil empregos diretos, de uma indústria responsável pela produção média de 97 por cento da produção nacional de sal.
Robinson recebeu documento reivindicatório do presidente do Siesal, empresário Francisco Ferreira Souto Filho, “Soutinho”. Também houve manifestações de outros políticos presentes (veja AQUI), como a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), senador Garibaldi Filho (PMDB) e outros políticos.
O evento teve baixa representatividade política, não obstante importância da indústria salineira e de suas reivindicações.
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O Sindicato da Indústria da Extração do Sal no Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL) vai realizar eleições entre os dias 6 de abril (próxima quinta-feira) e 6 de maio deste ano.
Escolherá Diretoria, Conselho Fiscal e delegados juntos à Federação das Indústrias do RN (FIERN).
O atual presidente é Francisco Ferreira Souto Filho, o “Soutinho”.
Ele será candidato à reeleição, assim como seu vice Airton Torres.
Compõem chapa única.
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O Sindicato da Indústria da Extração do Sal no Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL) vai realizar eleições entre os dias 6 de abril e 6 de maio deste ano.
Escolherá Diretoria, Conselho Fiscal e delegados juntos à Federação das Indústrias do RN (FIERN).
A entidade tem 15 empresas/grupos associados, num universo de produção que passa dos 95% de sal no país.
Mas o segmento tem mais de 60 pequenos produtores que não integram – estranhamente – a entidade.
O atual presidente é Francisco Souto Filho, o “Soutinho”.
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Quem está internado desde a última segunda-feira (15) em uma unidade especial de tratamento no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, é o empresário mossoroense Francisco Ferreira Souto Filho (Soutinho).
O blog acaba de receber a informação através de Rose Cantídio, que foi informada pela senhora Edite Souto, esposa de Soutinho.
Ele passou por cirurgia no estômago e está se recuperando muito bem.
Façamos votos de uma boa e rápida recuperação para que Soutinho volte logo para a sua querida e amada Mossoró.
Francisco Souto Filho, o “Soutinho”, ontem em sua casa, em festa de aniversário (Ricardo Lopes)
Por Carlos Santos
Ele quebra o conceito aristotélico, lá da antiguidade, que colocava o indivíduo diferenciado numa medida que tolerava o lado “b”, ou seja, talvez até o mal: “A virtude está no meio”. A moderação com Francisco Ferreira Souto Filho, o “Soutinho”, é diferente.
Não há nele essa composição para fazê-lo alguém “normal”. Soutinho é exageradamente do bem.
Discreto, trabalhador infatigável, polido, leal e acima de tudo decente. É assim o perfil inquestionável de Soutinho, que hoje aniversaria. Chega aos 83 anos.
Como antes, num passado de maior envergadura econômica de banqueiro e industrial, ele não se abre ao deslumbramento. Fecha-se no seu eu. Repete-se numa obviedade que mesmo assim não o faz comum. É acima de tudo um homem de bem, como fora à época em que muitos só o viam pela lente do ter. Pelos bens.
A frivolidade e a pompa nunca desmancharam sua espinha dorsal. Impassível sem se permitir passivo.
O poder, paixões e o radicalismo da política, que viveu ao lado da amada Edith, também não conseguiram desfigurá-lo na manada de contendores, Verdes contra Encarnados. Continuou assim: “souto”. Aqui o sobrenome é tratado intencionalmente como substantivo, extraído de sua origem latina, que significa “bosque espesso”.
Soutinho também não é diminutivo. Parece mesmo um aglomerado florestal. Uníssono, fonte de vida, multiplicador e base de um ecossistema que pode se renovar a partir de sua existência profícua, no sentido mais sublime desse termo, ou seja, a seiva moral.
Revela-se imperecível, inquebrantável, atemporal e umectado de honradez.
Imagino que alguém simultaneamente à leitura desta crônica se pergunte o porquê da homenagem que faço. É simples. É-me uma questão de crença.
Continuo devotado ao humano, não obstante deslealdades, ingratidões e leviandades comuns à natureza do bicho homem. Soutinho é um indivíduo real, em meio a postiços e tartufos, diante da ralé ou do aristocrata.
Recorro a Fernando Pessoa para enxergá-lo no todo, sendo apenas o que é: “Para ser grande, sê inteiro”.
Só isso.
* Texto originalmente publicado no Blog do Carlos Santos no dia 7 de agosto de 2009, em homenagem a Soutinho, que neste 7 de agosto de 2011 chega aos 85 anos.
Ele quebra o conceito aristotélico, lá da antiguidade, que colocava o indivíduo diferenciado numa medida que tolerava o lado “b”, ou seja, talvez até o mal: “A virtude está no meio”. A moderação com Francisco Ferreira Souto Filho, o “Soutinho”, é diferente.
Não há nele essa composição para fazê-lo alguém “normal”. Soutinho é exageradamente do bem.
Discreto, trabalhador infatigável, polido, leal e acima de tudo decente. É assim o perfil inquestionável de Soutinho, que hoje aniversaria. Chega aos 83 anos.
Como antes, num passado de maior envergadura econômica de banqueiro e industrial, ele não se abre ao deslumbramento. Fecha-se no seu eu. Repete-se numa obviedade que mesmo assim não o faz comum. É acima de tudo um homem de bem, como fora à época em que muitos só o viam pela lente do ter. Pelos bens.
A frivolidade e a pompa nunca desmancharam sua espinha dorsal. Impassível sem se permitir passivo.
O poder, paixões e o radicalismo da política, que viveu ao lado da amada Edith, também não conseguiram desfigurá-lo na manada de contendores, Verdes contra Encarnados. Continuou assim: “souto”. Aqui o sobrenome é tratado intencionalmente como substantivo, extraído de sua origem latina, que significa “bosque espesso”.
Soutinho também não é diminutivo. Parece mesmo um aglomerado florestal. Uníssono, fonte de vida, multiplicador e base de um ecossistema que pode se renovar a partir de sua existência profícua, no sentido mais sublime desse termo, ou seja, a seiva moral.
Revela-se imperecível, inquebrantável, atemporal e umectado de honradez.
Imagino que alguém simultaneamente à leitura desta crônica se pergunte o porquê da homenagem que faço. É simples. É-me uma questão de crença.
Continuo devotado ao humano, não obstante deslealdades, ingratidões e leviandades comuns à natureza do bicho homem. Soutinho é um indivíduo real, em meio a postiços e tartufos, diante da ralé ou do aristocrata.
Recorro a Fernando Pessoa para enxergá-lo no todo, sendo apenas o que é: “Para ser grande, sê inteiro”. Só isso.