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Tibau, sempre Tibau

Por Odemirton Filho

“Só para olhar. Só para ver. Só para sentir. 

Só para viver”. (Clarice Lispector)             

Dia desses me bateu uma vontade danada de quebrar o isolamento social. Queria ir à cidade-praia de Tibau. Estava entediado de tanto ficar em casa.  

Há vários lugares que poderia ir. Areia Branca, na bela Ponta do Mel. À serra de Martins, curtir um frio gostoso. Quem sabe, Canoa Quebrada. Mas, por que Tibau? 

Porque Tibau faz parte de um passado que insiste em voltar à lembrança. Saudade de tomar banho de mar, às vezes sob a chuva. De atravessar a pedra do chapéu com o mar “cheio”. De nadar até os barcos ancorados. De brincar com os primos no morro do “labirinto”.

Saudade das festas do Creda e do Álibi. Das escadarias de Zé Félix. Do bar “de propósito”. Do campeonato de surf de “Bitonho”. Aliás, momentos que já relatei em outras oportunidades, mas que, volta e meia, visita-me a alma.

E mais: descer a ladeira da praia do Ceará, visualizando a bela paisagem dos coqueirais. Caminhar um pouco na areia. Sentir a água do mar bater nos meus pés e, no rosto, o carinho da brisa.

Depois, ir lá pelas bandas das praias das Emanuelas e de Gado Bravo, bem como a Barra, em Grossos. Na volta para casa, se não tiver fila, comprar pão na Padaria Jéssica.

Tentaria evitar, é claro, contato com as pessoas, pois nessa época de pandemia, temos que manter o distanciamento social. São tempos Difíceis.

Entretanto, queria apenas andar. Respirar o ar puro. E, em harmonia com a natureza, rogar a Deus que tenhamos dias melhores.

Não, não fui. O sentimento de responsabilidade social falou mais alto. Acredito que não me custa ficar um pouco mais em casa, em respeito à vida e à saúde das pessoas.

Vou esperar mais. Por mim e por todos. Vai passar.

Enfim, todos têm aquele lugar que nos faz bem. O meu é Tibau, sempre Tibau.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

“Francisco” se despede sorrindo, surfando e prometendo voltar

Como tem feito há vários meses, utilizando aplicativo de vídeo no Facebook (rede social) para se comunicar, o ainda prefeito de Mossoró – Francisco José Júnior (PSD), “Francisco” – postou mensagem de Ano Novo no final da manhã de hoje, dirigida à população mossoroense.

Em seu conteúdo de 2 minutos e 43 segundos, a postagem “patrocinada” (paga) oferece o prefeito em várias situações editadas, mas destacando o que teria sido sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró.

Diante da Câmera (que simula ser um espelho), o prefeito afrouxa a gravata e narra conteúdo em que assinala ter feito o melhor possível para agradar.

Ao final, depois de se apresentar em cenas à beira-mar e surfando sobre as ondas, ele manda um aviso, sorrindo:

– Ah,quem pensa que acabou… a nossa luta apenas começou. É hora de assumir novos papeis!

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Francisco volta ao surf e deixa inferno pros outros em Mossoró

Com a sucessão municipal mossoroense em efervescência e a Prefeitura soterrada por problemas homéricos, o prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, resolveu relaxar longe do tumulto. Tomou distância dos problemas e desembarcou na Grande Natal para uma folga autoconcedida.

Resolveu se reencontrar com o mar e com um esporte que cultua: o surf. Numa linguagem coloquial, ele relatou sua programação para internautas à noite noite dessa sexta-feira (23), em apenas 30 segundos.

Boa noite, galera. Estou terminando aqui uma tarde de surf – apresentou-se. Segunda-feira (19), Francisco anunciou desistência de sua candidatura à reeleição (veja AQUI), mas sem oficializá-la até o momento perante a Justiça Eleitoral.

Com uso – mais uma vez – do aplicativo Face Live na Internet, Francisco disse estar em Barra de Tabatinga (município de Nísia Floresta, a cerca de 40 quilômetros de Natal).

Sem camisa, ao lado do irmão Miguel Silveira e com a sinfonia do vai e vem das ondas como trilha sonora, o prefeito-surfista evitou falar em política e em gestão municipal, que ficaram a mais de 285 quilômetros de distância.

Surf e açaí

Aproveitando essa tarde aqui surfando com meu irmão Miguel, aqui em Tabatinga, comendo aqui um açaí, mais tarde jantar com toda família (sic) – destacou.

Em Mossoró, o prefeito deixou 184 candidatos a vereador, militância e dirigentes partidários surfando em dificuldades (veja AQUI) desde sua “desistência”.

Na Prefeitura, os desdobramentos de sua passagem como uma tsunami só poderão ser melhor medidos pelo sucessor. A população sentiu bem antes, a ponto de inviabilizá-lo eleitoralmente.

Enfim, “o inferno são os outros”.

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O esporte no Brasil

Do Blog do François Silvestre

O Brasil tem um esporte permanente e vários esportes de ocasião.

Lembra do Tênis? Maria Esther Bueno ganhou o torneio internacional de Wimbledon e vários outros dos mais de sessenta torneios internacionais que disputou.

O Tênis foi assunto de muita festa nos fins dos anos Cinquenta. Depois, entrou no limbo.

Quatro décadas depois de Maria Esther, surge Guga. O Tênis virou febre. Uma quadra em cada canto. Guga não deixou sucessor e o esporte foi recolhido ao esquecimento.

O mesmo com o Boxe. Éder Jofre campeão mundial de peso galo.

Pronto, todo mundo treinando Boxe. Até no Ginásio de Caicó transformaram uma pequena quadra cimentada, na saída da enfermaria, em ringue do esporte dos murros.

O treinador era um rapaz chamado Zé Maria que ensinava aos internos a técnica de por luvas e bater corretamente. Só que as luvas eram escassas e amarravam as mãos com gazes.

Cadê o Boxe?

O Voleibol, após o sucesso do Brasil nos torneios mundiais, virou coqueluche. Quadra e rede em todo canto. Sumiu.

E assim foi com o basquete.

Agora, num passe de mágica, viramos surfistas. O sucesso merecido e belo do Brasil e Rio Grande do Norte nesse torneio de surf produziu algumas pérolas. Uma delas ouvi da Globo. Sempre Ela.

“O Brasil agora é a pátria do Surf”. Me pelo de medo.

Como fazer para juntar água pro surfe no Seridó e Oeste?

Quantos carros-pipas serão suficientes pra fazer uma onda?

O esporte do Brasil foi, é e sempre será o futebol.

Quatro moleques, dois pares de chinelos e uma bola-de-meia fazem uma pelada.

Pode não ser tão belo, mas o resto é bonito e passageiro.