Arquivo da tag: Taís Aires – presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil no Rio Grande do Norte (ADEPOL/RN)

Governo e entidades da Polícia Civil não conseguem se entender

Polícia Civil - Logo IIO Governo do Estado e as categorias de trabalhadores da Polícia Civil do RN seguem sem falar a mesma língua. Não há entendimento sobre o Adicional por Tempo de Serviço (ADTS), que por força de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do Ministério Público do RN (MPRN), delegados, policiais e escrivães podem perder.

As entidades de classe da Polícia Civil do Rio Grande do Norte rejeitaram nessa segunda-feira (21), a quarta proposta apresentada pelo Governo do Estado de incorporação do ADTS. “A nova proposição, assim como as anteriores, assegura todos os direitos adquiridos por agentes de polícia, escrivães e delegados, conforme preconiza a Constituição Federal”, diz em nota o governo.

A proposta apresentada à Polícia Civil do Rio Grande do Norte “é semelhante à aplicada aos militares da União, conforme Medida Provisória 2.215/2001, que extinguiu o ADTS e aos militares estaduais do Ceará, por meio da lei estadual de 2011”, destaca.

“Mais do mesmo”

Os representantes das entidades apresentaram informalmente uma proposta que cria outros níveis na carreira, cuja evolução tem como parâmetro o tempo de serviço. Sobre isso, o governo disse que irá se manifestar quando a proposta for formalmente apresentada.

“A proposta que o Governo do RN apresentou é mais do mesmo, mostrou que eles não estão ouvindo o que estamos dizendo e continuam repetindo o mesmo texto que já foi descartado pela categoria por significar perdas para os delegados e demais policiais civis”, afirmou a presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil no Rio Grande do Norte (ADEPOL/RN), delegada Taís Aires.

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As mulheres poderosas da Polícia Civil do RN

Taís, Idílzia e Priscila comandam mobilizações contra perdas remuneratórias profundas (Fotomontagem do Canal BCS)
Taís, Edilza e Priscila comandam mobilizações contra perdas remuneratórias profundas (Fotomontagem do Canal BCS)

Num segmento dominado por homens, o sexo forte é mesmo o feminino. As entidades associativas da Polícia Civil do RN são dirigidas por mulheres.

Nas últimas semanas, elas comandaram um vigoroso movimento de paralisação e cobrança ao Governo do RN para resolução de um problema muito delicado: a perda iminente do Adicional por Tempo de Serviço (ADTS), em decorrência de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) desencadeada em 2019 pelo Ministério Público do RN (MPRN).

Taís Aires, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil no Rio Grande do Norte (ADEPOL/RN); agente de Polícia Civil Edilza Faustino, presidente do Sindicato dos Policiados Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (SINPOL/RN) e Priscila Vieira, presidente da Associação dos Escrivães de Polícia Civil do RN (ASSESP/RN) lideram centenas de profissionais do setor.

Estão no front das negociações e mantêm todos sob alerta, ao mesmo tempo que cobram do outro lado da mesa de negociações a presença da governadora Fátima Bezerra (PT).

Até aqui, ela tem se esquivado diretamente do diálogo, optando por delegar esse papel a auxiliares.

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