Arquivo da tag: tarifaço

EUA retiram tarifa de 40% de café, frutas e outros produtos do Brasil

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do g1

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (20) a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A decisão foi publicada pela Casa Branca (veja a íntegra do documento).

A medida beneficia carne bovina, café, açaí, cacau diversos outros produtos. São mais de 200 itens que foram acrescentados à lista anterior de exceções do tarifaço imposto ao Brasil.

A retirada da tarifa vale para produtos que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro.

A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi discutido.

Na semana passada, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%.

Diferentemente da ordem executiva da semana passada, que era global, a decisão de hoje se aplica somente ao Brasil.

Na ordem desta quinta, Trump cita a conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de outubro, e afirma que a retirada das tarifas é resultado das negociações entre os dois governos.

“Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz Trump no documento.

“Também recebi informações e recomendações adicionais de diversos funcionários […] em sua opinião, certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional […] porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil“, acrescenta o presidente.

O governo do Brasil comemorou a retirada da tarifa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está “muito feliz porque o presidente Trump começou a reduzir a taxação de alguns produtos brasileiros”. “Essas coisas vão acontecer à medida que a gente conversa”, afirmou.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Presidente da Fiern vê resultados promissores de missão nos EUA

Delegação de lideranças empresariais espera reduzir tensões e conseguir avanços (Foto: divulgação)
Delegação de lideranças empresariais espera reduzir tensões e conseguir avanços (Foto: divulgação)

No segundo dia da missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos Estados Unidos, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, destacou os resultados promissores dos diálogos junto a autoridades e empresários americanos. A agenda da missão, liderada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, foi concluída nesta quinta-feira (4), com diálogos sobre os impactos comerciais do tarifaço norte-americano, em busca de caminhos para reordenamento da parceria econômica entre Brasil e EUA.

A missão desembarcou em Washington, capital dos EUA, para tentar reverter o chamado “tarifaço”, defender a indústria brasileira e preservar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. A comitiva reuniu líderes industriais, diplomatas e autoridades norte-americanas em encontros e reuniões estratégicos para reforçar que o Brasil não adota práticas que restringem o comércio americano.

Serquiz comenta que a agenda abrangeu aproximação com atores influentes nas tomadas de decisão do governo norte-americano. “Foram três dias intensos, uma jornada desafiadora, mas com resultados promissores. Tivemos encontros com a Embaixada brasileira, com a US Chamber, que é a maior federação empresarial do país, com o Parlamento, no Capitólio, e defendemos as boas práticas comerciais do Brasil, na audiência sobre a Seção 301, no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.”

“Isso é a indústria se apresentando, se manifestando em um gesto de que estamos dispostos a conversar com os parceiros americanos e, através do escritório de lobby, chegar ao governo americano”, ressalta o presidente da Fiern, que também é diretor da CNI.

Durante os diálogos, Serquiz colocou a pauta dos setores potiguares mais atingidos pelas tarifas: as indústrias do sal e da pesca oceânica. Ele esteve acompanhado do presidente Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (SINDIPESCA-RN), Arimar França.

“Transmitimos argumentos importantes dos reflexos das tarifas para o próprio mercado americano. Saímos com novas esperanças e reanimados no sentido de dar continuidade a um trabalho de diálogo permanente para se chegar a uma equação.”

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância da missão para reabrir as negociações e ampliar o diálogo técnico e racional. “Temos que comemorar os resultados. Não viemos com grandes ilusões de soluções imediatas, mas de um processo evolutivo de diálogo, de entendimentos e busca por convergências. Tivemos reuniões protocolares com autoridades, mas também apresentações técnicas para mostrar a importância das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, frisa.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

CNI lidera missão empresarial aos EUA; Fiern leva pauta do RN

Arte ilustrativa de balança comercial
Arte ilustrativa de balança comercial

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera, nos dias 3 e 4 de setembro, uma missão empresarial a Washington (EUA) com o objetivo de abrir canais de diálogo para reverter ou reduzir as taxas adicionais de importação sobre produtos brasileiros impostas pelo governo dos Estados Unidos. Cerca de 130 empresários e representantes de associações de setores industriais participam da missão.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, e o presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (SINDIPESCA/RN), Arimar França, integram a comitiva.

A agenda inclui reuniões com empresários e parlamentares norte-americanos, encontros bilaterais com instituições parceiras e uma plenária com representantes do setor público e privado dos dois países para fortalecer o diálogo e avaliar os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

Também está prevista reunião com a embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

O presidente da Fiern informa que levará aos EUA a pauta dos setores mais impactados pelas tarifas do RN.

“Integramos a comitiva da CNI em Washington, junto com o presidente do Sindipesca, Arimar França, levando a pauta dos setores que estão sofrendo maior impacto, em especial o pescado e o sal. Teremos reuniões com empresas que importam esses produtos, em busca de soluções que assegurem a competitividade da produção potiguar no mercado internacional”, destaca Roberto Serquiz.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Grandes grupos salineiros seguem angustiados com taxação dos EUA

Setor salineiro está asfixiado (Foto: Anderson Barbosa)
Setor salineiro perdeu competitividade nos EUA e o problema é seriíssimo (Foto: Anderson Barbosa/Arquivo)

Pelo menos cinco grandes grupos salineiros do RN estão maquinando saídas para a restrição imposta pelo tarifaço de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Problema é seriíssimo.

Os EUA respondem por 47% de todos os negócios que a indústria salineira tem com o exterior, sendo o maior importador de sal do mercado com participação de 27% dos embarques.

Estados Unidos consomem cerca de 16 milhões de toneladas de sal importado e têm um consumo total de aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais. O mercado brasileiro responde por ano com cerca de 7 milhões de toneladas.

Um exemplo desse problema é a logística pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto Ilha-Intersal. Um volume de 58% do sal embarcado tem destinação ao exterior, com 27% dele exportados para os norte-americanos.

O impasse político, com arroubos de lado a lado, compromete uma cadeia produtiva com cerca de 4 mil empregos diretos somente no RN, estado que responde por 98% do sal brasileiro. Sem competividade, essa commodity (produto primário) perde espaço para Chile, Egito, Namíbia e México no ‘gosto’ do governo do presidente Donald Trump, que os taxa com tarifas bem inferiores à imposta ao Brasil.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

EUA são contra prisão de Bolsonaro; Lula teme dificuldade sobre tarifaço

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do Canal Meio e outras fontes

O governo norte-americano condenou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que decidiu ontem impor prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – veja AQUI e em boxe no final desta postagem. O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou uma nota acusando Moraes de “silenciar a oposição e ameaçar a democracia”. O post destaca que os EUA irão responsabilizar o ministro e “aqueles que apoiarem e facilitarem as condutas sancionadas”.

Na publicação, o Departamento de Estado diz que a decisão de Moraes restringe a defesa de Bolsonaro. Agora, membros do governo Lula temem que as negociações sobre o tarifaço sejam prejudicadas pela prisão. (Folha)

A prisão de Bolsonaro não tem relação com o processo que investiga a trama golpista, pelo qual ele é réu e deve ser julgado até o fim de setembro. As medidas cautelares foram impostas em 18 de julho e estão relacionadas à investigação em curso no STF sobre as ações de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL) contra a soberania nacional.

Bolsonaro ainda pode ser condenado a até 40 anos de prisão pelo crime de tentativa de golpe de Estado. (Folha)

Jair Messias Bolsonaro é o quarto presidente a ser preso desde a redemocratização do Brasil. A lista inclui os ex-presidentes Fernando Collor de Mello, Michel Temer e o presidente Lula — todos acusados em casos de corrupção e abuso de poder.

Antes deles, outros presidentes brasileiros também foram presos, como Hermes da Fonseca (1910–1914), Washington Luís (1926–1930) e Arthur Bernardes (1922–1926). O ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956–1961) chegou a ser preso por alguns dias após a decretação do AI-5, durante a ditadura militar. (Poder360)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Resumo da decisão de Alexandre de Moraes

Arte do Poder 360
Arte do Poder 360

Lula e STF se unem em defesa de Moraes e reação ao tarifaço

Lula teve dia de intensa articulação política em Brasília (Foto: Sérgio Lima/AFP)
Lula teve dia de intensa articulação política em Brasília (Foto: Sérgio Lima/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O dia seguinte à oficialização do tarifaço americano e às sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes foi de muita avaliação e definição de estratégias sobre como o Brasil vai agir a partir de agora. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou a quinta-feira para debater com seus ministros e com os integrantes do Supremo, ouvir conselhos, traçar planos e definir formas de ação conjunta. O primeiro encontro foi com o núcleo duro do governo. Lula recebeu no Planalto os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Alexandre Padilha (Saúde), Rui Costa (Casa Civil) e o secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira. Alckmin não esteve presente por ter ido a São Paulo participar do programa Mais Você, da Rede Globo.

Lula decidiu que só vai anunciar as medidas econômicas na semana que vem. À noite, o presidente ofereceu um jantar aos ministros do STF para discutir quais estratégias serão adotadas na defesa do ministro Alexandre de Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky. (Estadão)

Lula fará pronunciamento

Lula já decidiu que fará, mais uma vez, um pronunciamento à nação por meio de cadeia de rádio e TV. O presidente quer se dirigir ao país para defender o ministro Alexandre de Moraes e ressaltar a importância de lutar pela soberania nacional. O presidente ainda não decidiu se a mensagem irá ao ar nesta sexta-feira ou no domingo. (Metrópoles)

O Brasil vai recorrer das tarifas de 50% que vão incidir sobre todos os produtos brasileiros que não entraram na lista de isenções. Mesmo com a Organização Mundial do Comércio sofrendo de inanição e sem capacidade concreta para alterar o rumo das coisas, o Brasil vai recorrer ao organismo internacional. A avaliação do governo é de que a OMC ainda tem representatividade internacional, ainda que simbólica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil também vai recorrer do tarifaço nos Estados Unidos, no que ele classificou como “instâncias devidas”.

Haddad considera que a isenção de quase 700 produtos brasileiros demonstrou interesse dos americanos em negociar. “Esta semana é o começo de uma conversa mais racional, mais sóbria, menos apaixonada”, disse o ministro. (Folha)

Abertura de negociações?

De Washington começam a chegar indícios de que o presidente americano Donald Trump vai abrir um canal de negociação com o Brasil, fechado desde que a Casa Branca anunciou sua nova e agressiva política tarifária. De acordo com empresários de setores estratégicos para os EUA, emissários do governo americano revelaram que o Brasil será chamado à mesa de negociação, mas não neste momento.

Segundo esses oficiais, Trump vai dar prioridade aos países que têm uma balança superavitária com os Estados Unidos, o que não é o caso do Brasil, que apresenta um déficit comercial antigo com os americanos. (Broadcast)

Erro 

As primeiras pesquisas de opinião pública mostram que a escalada americana contra o Brasil teve efeito profundamente negativo entre os brasileiros. De acordo com o Datafolha, 89% da população acredita que o tarifaço americano vai prejudicar a economia do país. O Datafolha ainda quis saber o que os brasileiros acham das sanções americanas contra Moraes.

Para 57% dos entrevistados, Trump erra ao tentar intervir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma pesquisa nas redes sociais, a Quaest detectou que o tarifaço e as sanções a Alexandre de Moraes tiveram 60% de postagens negativas. (Folha e UOL)

PL expulsa deputado

Na oposição, o dia seguinte à escalada americana foi confuso, com diferentes atores atuando de forma pouco coordenada. O governador de Minas Gerais e anunciado pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que o ministro Alexandre de Moraes “colheu o que plantou” e que o Brasil comete um erro ao fazer parte dos Brics. Em Brasília, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expulsou sumariamente o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), que havia criticado Trump na quarta-feira. (Globo)

Eduardo Bolsonaro promete mais

Já Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o principal articulador das sanções contra Moraes, enviou recados aos ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes de que eles podem ser os próximos a serem atingidos pelo governo americano. (Globo)

Corte dos EUA analisa tarifaço

Nos Estados Unidos, o tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump começa a ser analisado nos tribunais. Nesta quinta-feira, os 11 juízes de uma corte de apelações do circuito federal em Washington fizeram as primeiras arguições aos representantes do governo americano a respeito da legalidade da aplicação das tarifas sem aprovação do Congresso dos EUA.

A maior parte dos magistrados demonstrou ceticismo em relação às justificativas apresentadas pelos advogados do governo. Nenhuma decisão foi tomada. (Washington Post)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Exportações do RN são acertadas em cheio por tarifaço dos EUA

Salinor produz mais de 2,5 milhões de toneladas/ano de sal (Foto: Site da empresa)
Salinas exportadoras são acertadas em cheio por tarifaço (Foto: Site da Salinor)

Dos dez produtos mais exportados do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos no ano passado, só dois escaparam do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. São eles: óleos de petróleo e pedras de construção, como o granito. Os demais produtos passarão a ser submetidos a uma taxa de 50%, o que praticamente inviabilizará a entrada desses itens potiguares no mercado americano, diz reportagem do jornal Agora RN.

Os dois produtos que escaparam do tarifaço estão em uma lista de 694 exceções que o governo americano definiu para a sobretaxa sobre as mercadorias brasileiras. Fora esses itens, o restante vai receber uma tarifa adicional de 40%, elevando o valor total da sobretaxa para 50% —considerando os 10% anunciados em abril. As taxas devem entrar em vigor em 6 de agosto, segundo anúncio da Casa Branca.

Entre os principais produtos exportados do RN para os EUA que serão taxados, estão pescados, sal marinho, frutas e confeitos (como caramelos, pirulitos e pastilhas). A Casa Branca informou que a castanha-do-pará está entre as exceções – há uma dúvida se isso inclui castanha de caju, que está também entre os itens mais exportados do RN para os EUA.

Em 2024, no total, o RN exportou US$ 67,1 milhões em produtos para os Estados Unidos. Neste ano, antes do anúncio do tarifaço, as vendas estavam em alta. De janeiro a junho de 2025, segundo a Federação das Indústrias (Fiern), foram exportados US$ exatamente 67,1 milhões – ou seja, em apenas seis meses, o volume de exportação foi equivalente ao ano passado inteiro.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Tarifaço afeta setores importantes do Brasil, apesar de exceções

Bolsonaro e Trump já tiveram encontros administrativos e políticos (Foto: Alan Santos/arquivo)
Bolsonaro é citado como uma das razões para ordem executiva de Trump contra o Brasil (Foto: Alan Santos/arquivo)

Do G1

Alguns setores brasileiros conseguiram escapar da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, enquanto outros foram diretamente atingidos pela medida.

O decreto assinado nesta quarta-feira (30) pelo presidente Donald Trump elevou em 40 pontos percentuais a alíquota sobre produtos brasileiros, mas também trouxe uma lista de 700 exceções que beneficiam segmentos estratégicos como o aeronáutico, o energético e parte do agronegócio.

Já setores como o de café, carne bovina e frutas devem sentir o impacto com força.

A nova tarifa entra em vigor no dia 6 de agosto e pode afetar diretamente a balança comercial brasileira, já que os EUA são o segundo principal destino das exportações do país, atrás apenas da China.

Alguns produtos conseguiram escapar:

  • ✈️ Aeronáutico: a isenção cobre desde aeronaves completas até peças, motores, subconjuntos e até simuladores de voo.
    Isso é importante para empresas como Embraer e para toda a cadeia de fornecedores de componentes aeronáuticos, que exportam para montadoras e companhias aéreas americanas. A medida evita uma ruptura em contratos internacionais e protege empregos altamente qualificados no Brasil.
  • 🚗 Automotivo: veículos de passageiros — como sedans, SUVs, minivans e vans de carga — além de caminhões leves e suas respectivas peças e componentes, também foram isentos.
    A decisão preserva a competitividade de montadoras brasileiras que exportam para os EUA e evita um impacto direto sobre a indústria de autopeças.
  • 🔋 Energia e derivados: diversos produtos energéticos foram poupados da tarifa, incluindo carvão, gás natural, petróleo e derivados como querosene, óleos lubrificantes, parafina, coque de petróleo, betume, misturas betuminosas e até energia elétrica. A isenção desses itens evita distorções em um dos setores mais relevantes da balança comercial brasileira.
  • 🌾 Agronegócio (parcialmente): alguns produtos agrícolas escaparam da sobretaxa, como suco e polpa de laranja, castanha-do-brasil, mica bruta, madeira tropical serrada ou lascada, polpa de madeira e fios de sisal. Fertilizantes amplamente utilizados na agricultura brasileira também foram isentos, o que ajuda a conter custos de produção no campo.
  • ⚙️ Mineração e metais: produtos como silício, ferro-gusa, alumina, estanho (em diversas formas), ouro, prata, ferroníquel, ferronióbio e produtos ferrosos obtidos por redução direta de minério de ferro foram poupados. Também ficaram de fora itens semiacabados e componentes industriais de ferro, aço, alumínio e cobre.
  • 📱Eletrônicos: smartphones, antenas, aparelhos de gravação e reprodução de som e vídeo.
  • 📦 Outras exceções:
    I. Bens retornados aos EUA: Produtos enviados para reparo ou modificação e que retornam ao país.
    II. Bens em trânsito: Mercadorias que já estavam a caminho dos EUA antes da entrada em vigor da medida.
    III. Produtos de uso pessoal: Itens incluídos na bagagem de passageiros.
    Donativos e materiais informativos: Doações e conteúdos como livros, filmes, CDs e obras de arte.

Apesar da lista de exceções, a maior parte dos produtos e atingida.

Entre os afetados estão itens mais exportados:

  • ☕ Café: o Brasil exportou quase US$ 2 bilhões em café para os EUA em 2024, o equivalente a 16,7% do total embarcado.
    A tarifa de 50% deve comprimir as margens do setor e encarecer o produto para o consumidor americano. O Cecafé já prevê impacto direto no preço final nos EUA.
  • 🥩 Carne bovina: os EUA são o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. Em 2024, foram 532 mil toneladas exportadas, com receita de US$ 1,6 bilhão. A Minerva estima que a tarifa pode reduzir em até 5% sua receita líquida.
    Empresas com operações nos EUA, como JBS e Marfrig, podem mitigar parte dos efeitos, mas o impacto sobre o setor como um todo é significativo.
  • 🍍 Frutas: o setor exportou mais de 1 milhão de toneladas em 2023. A tarifa afeta diretamente 36,8 mil toneladas de manga, 18,8 mil toneladas de frutas processadas (principalmente açaí), 13,8 mil toneladas de uva e 7,6 mil toneladas de outras frutas.
    aumento de custo pode comprometer a competitividade das frutas brasileiras no mercado americano.
  • 👚 Têxteis: não houve isenção ampla para o setor. Apenas itens muito específicos, como fios de sisal para enfardamento e produtos destinados a aeronaves civis, escaparam da tarifa.
    A indústria têxtil brasileira, que já enfrenta forte concorrência internacional, deve ser duramente atingida.
  • 👠 Calçados: os calçados brasileiros não foram incluídos em nenhuma exceção específica e, portanto, estão sujeitos à tarifa integral.
    O setor, que depende fortemente das exportações para os EUA, deve enfrentar queda nas vendas e aumento de estoques.
  • 🪑 Móveis: apenas móveis classificados como “artigos de aeronaves civis” foram isentos. Isso inclui assentos utilizados em aviões e móveis específicos de metal ou plástico destinados a esse uso.
    O restante do setor será tarifado, afetando exportadores de móveis residenciais e comerciais.

Bolsonaro é citado

A decisão da taxação foi tomada pelo presidente Donald Trump, que assinou uma ordem executiva e declarou uma nova emergência nacional para justificar a medida.

O governo americano afirma que o Brasil adotou ações recentes que representam uma ameaça à segurança nacional, à economia e à política externa dos Estados Unidos. Por isso, decidiu aumentar em 40 pontos percentuais a tarifa que já existia, totalizando agora 50%.

A ordem executiva americana também traz duras críticas ao governo brasileiro. Segundo o texto, o Brasil estaria promovendo perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, além de adotar práticas que violam direitos humanos e enfraquecem a democracia.

O documento cita diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de emitir ordens secretas para obrigar empresas americanas a censurar discursos políticos, entregar dados de usuários e alterar suas políticas internas sob ameaça de sanções.

Um dos casos mencionados é o de Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos e estaria sendo processado criminalmente no Brasil por declarações feitas em solo americano.

Além da tarifa, o presidente Trump determinou, no último dia 18 de julho, o cancelamento dos vistos de Alexandre de Moraes, de seus aliados no STF e de seus familiares.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

EUA sinalizam isenção, mas governo Lula é inseguro quanto a diálogo

Produtos têm no elenco de exportações do Brasil, mas nada sinaliza abertura (Foto: Rafael Martins/AFP)
Produtos têm no elenco de exportações do Brasil, mas nada sinaliza abertura (Foto: Rafael Martins/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

A 72 horas da entrada em vigor do tarifaço americano de 50% contra os produtos brasileiros vendidos para os Estados Unidos, finalmente veio uma notícia oficial de Washington que animou os exportadores brasileiros. Em entrevista à rede americana CNBC, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que os produtos alimentícios que não são produzidos internamente no país podem ser isentos de tarifas de importação. Entre eles estariam alimentos estratégicos para os exportadores brasileiros, como café, frutas tropicais, sucos — como o de laranja — e óleo de palma. Lutnick, no entanto, não citou se o Brasil poderia se beneficiar dessa decisão. (Folha)

Seguem as tentativas do governo brasileiro de abrir um canal de diálogo com a Casa Branca. De acordo com interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há disposição de Brasília para realizar uma ligação direta com o presidente americano. Segundo diplomatas, Trump, no entanto, parece não se mostrar aberto a uma conversa com Lula.

Governo teme vexame

temor do Itamaraty é que o presidente americano trate o presidente brasileiro da mesma forma como tratou o ucraniano Volodymyr Zelensky ou o sul-africano Cyril Ramaphosa. A avaliação dos diplomatas é de que um contato direto só pode ser feito após um acerto prévio entre Brasília e Washington. (g1)

O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que está em Washington, considerou inviável o telefonema entre Lula e Trump antes da entrada em vigor das tarifas. “Não vamos resolver isso até o dia 1º. É sexta-feira. O encontro de dois presidentes da República não se prepara da noite para o dia”, disse ele. (Estadão)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou ontem a possibilidade de o Brasil retaliar os produtos americanos importados pelo país nas mesmas condições impostas por Donald Trump. De acordo com o ministro, devolver o tarifaço na mesma moeda não está no cardápio de opções do governo para responder ao imbróglio tarifário.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Dia D e Malvinas

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Sexta-feira, 1º, é o Dia D do Brasil na relação com os EUA.

Tarifaço de 50% pode solapar a vida nacional.

O nós contra eles é discurso inócuo à mesa. Serve à torcida interna.

Em clara inferioridade, somos a Argentina boquirrota na Guerra das Malvinas.

Ferrados.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Eduardo Bolsonaro diz que trabalha para frear diálogo entre Brasil e EUA

Eduardo foi entrevistado pelo SBT (Foto: Reprodução de vídeo)
Eduardo foi entrevistado pelo SBT (Foto: Reprodução de vídeo)

Do Canal Meio e outras fontes

A quatro dias da entrada em vigor do tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, o país enfrenta mais um entrave às negociações com Washington. Em entrevista ao SBT, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que está trabalhando para o fracasso da comissão de senadores brasileiros que está nos EUA para auxiliar o governo a abrir um canal de negociação com a Casa Branca.

“Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo”, disse, insistindo que qualquer revisão nas tarifas tem de passar pela exigência de fim do processo contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. “Se o Brasil der um primeiro passo para mostrar que está disposto a resolver essa situação, o Trump abre uma mesa de negociação”, afirmou.

Os parlamentares ainda não conseguiram se reunir com nenhuma autoridade americana, mas realizaram encontros com empresários de diferentes setores com interesses no Brasil e reconhecem que a situação é cada vez mais complicada, tanto pelo prazo exíguo quanto pelo fato de o país estar cada vez mais isolado. (Estadão)

Apesar da ação dos Bolsonaro, governo, empresários e parlamentares fazem os últimos esforços para tentar, ao menos, abrir um canal de negociação com os americanos. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro está dialogando pelos canais oficiais e também de maneira reservada com as autoridades americanas. Nos Estados Unidos, o chanceler Mauro Vieira tem buscado reforçar a mensagem, junto ao Departamento de Estado americano, de que o Brasil está aberto ao diálogo.

Lula refreia a própria língua

Enquanto isso, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou menos belicoso e disse esperar que Donald Trump reflita sobre a importância do Brasil. Lula declarou estar disposto a se sentar à mesa de negociação com Trump. (Globo)

Um dos caminhos que o governo busca é excluir do tarifaço produtos agrícolas e as aeronaves da Embraer. O Brasil é hoje o maior exportador de suco de laranja e café para os EUA. (Folha)

Na Escócia, onde se reuniu com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Donald Trump afirmou que a tarifa base para os países que não fizeram acordos comerciais com os Estados Unidos ficará entre 15% e 20%. O Brasil não foi citado pelo presidente americano, o que aumenta as incertezas sobre qual alíquota será aplicada aos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. (InfoMoney)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Trump fecha acordo com a União Europeia; tarifaço segue para o Brasil

Ursula von der Leyen e Donald Trump: entendimento ou mal menor (Foto: Brendan Smialowski/AFP)
Ursula von der Leyen e Donald Trump: entendimento ou mal menor (Foto: Brendan Smialowski/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram neste domingo (27) um acordo comercial preliminar que impõe tarifa-base de 15% sobre a maioria dos produtos do bloco, em linha com o modelo já adotado por Donald Trump em negociações com Japão, Indonésia e Vietnã. O pacto foi fechado após reunião entre o presidente americano e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na Escócia, e inclui compromissos da UE de comprar US$ 750 bilhões em energia dos EUA, investir mais US$ 600 bilhões no país e adquirir grandes volumes de equipamentos militares americanos.

Trump comemorou o acerto como “o maior de todos os tempos”, enquanto a Europa vê o acordo como um mal menor diante da ameaça anterior de tarifas de até 30%. (Globo)

O Brasil, no entanto, segue fora dessa rodada de acordos. Também no domingo Trump garantiu que não vai adiar o início do tarifaço aos parceiros comerciais a partir de 1º de agosto, nesta sexta-feira. A informação já tinha sido dada pelo secretário de Comércio americano. Em entrevista à Fox News, Howard Lutnick disse que o presidente está disposto a negociar, mesmo depois do prazo. (UOL)

Faltando tão pouco para a entrada em vigor de tarifas americanas de até 50% sobre produtos brasileiros, o governo Lula ainda não conseguiu avançar nas negociações com Washington. Chanceler Mauro Vieira está em Nova York para um evento da ONU, mas não há sinais de que vá ser recebido pelo governo americano. Sem diálogo formal aberto, a equipe econômica prepara um plano emergencial para mitigar os impactos sobre setores mais vulneráveis, como frutas, pescados e pequenas empresas exportadoras. (Folha)

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior (AEB), o Brasil tem pouco tempo e margem de manobra para evitar o impacto das medidas anunciadas por Trump. Para o especialista, os EUA não demonstram interesse em negociar no curto prazo, e o Brasil corre risco de prejuízos significativos.

Castro também considera que o governo brasileiro acabou dando algumas declarações “que não ajudaram muito”. “O fato de essas operações terem se tornado pessoais fez com que o Brasil, neste momento, não tenha condições de propor um acordo que seja aceito por Trump”, avalia. (Globo)

Eduardo Bolsonaro quer salvar o pai

Enquanto isso… Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ratinho Júnior (PR) por tratarem das negociações contra o tarifaço imposto pelos EUA sem mencionarem a anistia aos, segundo ele, “presos políticos” ou a carta de Trump que cita Jair Bolsonaro. Em um post no X, o deputado federal acusou Tarcísio de enganar a população e “jogar para a plateia”, ao falar da tarifa de 50% sem abordar a crise institucional.

Também rebateu declaração de Ratinho Júnior, que afirmou que Bolsonaro “não é mais importante que a relação comercial” entre Brasil e EUA. Acrescentou que ignorar o apoio de Trump ao ex-presidente só prolonga o problema. (UOL)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Traição, o maior crime possível numa nação democrática

Por Sylvio Costa

Radialista britânico William Joyce, mais conhecido como Lord Haw-Haw: a serviço do nazismo (Foto: Reprodução)
Radialista britânico William Joyce, mais conhecido como Lord Haw-Haw: a serviço do nazismo (Foto: Reprodução)

Bananinha, Bananão e seus bananas amestrados continuam insistindo em usar pressões ilegais e absolutamente injustificadas por parte do Laranjão para fugirem da lei brasileira. Sabemos como eles agem, né?

Planejam golpes de Estado. Fazem apologia da violência. Desrespeitam ordens judiciais. Usam dinheiro público para promover rachadinhas e outros expedientes indevidos. Perseguem jornalistas, professores e intelectuais. Empurram o povo para a ignorância e a morte, como vimos na pandemia. Inventam mentiras sobre tudo e todos. Militam, enfim, em favor das piores causas: em prol da ditadura, do rebaixamento de mulheres e negros, da opressão contra lgbts etc. etc. etc. Na hora de acertarem as contas com a Justiça, correm para debaixo da saia do Laranjão.

Declaram-se patriotas e há anos tentam tomar de nós — brasileiros e brasileiras decentes, de todos os credos e perfis — o verde-amarelo que nos orgulha. Mas vangloriam-se de terem contribuído para a chantagem que ora pesa sobre o Brasil. Acham razoável impor uma sobretaxa de 50% contra o seu próprio país para escaparem da prisão na qual, cedo ou tarde, certamente vão terminar.

Não tenho dúvidas de que Bananão, militar reformado, e Bananinha, policial de carreira, sabem muito bem o que estão fazendo. Chama-se TRAIÇÃO À PÁTRIA. É bom que os bananas amestrados entendam bem o que isso significa. Trata-se do único crime para o qual a Constituição democrática de 1988 prevê pena de morte (artigos 5º, inciso 47, e 84, inciso 19). É verdade que tal punição só se aplica em situação de guerra.

Nossa legislação é omissa quanto à forma de punir a traição em tempo de paz. Para situações de guerra, são muitos os crimes passíveis de guerra, segundo o Código Penal Militar. Entre eles, favorecer o inimigo com “informação ou auxílio que lhe possa facilitar a ação” (art. 359). Guerra comercial, mesmo deflagrada de modo repulsivo, não vale.

Vejam que punições severas contra o crime de traição são comuns a todas nações democráticas do mundo. Um caso célebre, disponível para consultas no site do Imperial War Museum, é o do radialista britânico William Joyce, mais conhecido como Lord Haw-Haw (ele aparece na foto que ilustra este post). De setembro de 1939 até 30 de abril de 1945, dia do suicídio de Hitler, William Jocye foi locutor de programas transmitidos pela rádio estatal alemã, então controlada pelos nazistas, para atingir a população do Reino Unido. Em janeiro de 1946, foi executado na cadeira elétrica após ser submetido a processo judicial.

Ao contrário dos neofascistas de hoje, sou contra a pena de morte. Mas deixo o alerta: traidores, tenham consciência do tamanho da violência que estão cometendo!

E não venham com desculpas esfarrapadas. “Ah, não gosto do Lula”. E daí? É o presidente eleito. A maior vítima do abusaço (a palavra me soa mais correta que tarifaço) não é ele, mas a sociedade brasileira. Estão em jogo a sobrevivência de empresas e empregos, o dinheiro das exportações e, sobretudo, a independência que conquistamos há mais de dois séculos. “Mas estar no Brics é cutucar a onça com vara curta”. Então, com todo respeito, cuidemos de aumentar o tamanho de nossa vara, pela via da unidade nacional, da solidariedade internacional e da revisão das nossas vulnerabilidades estratégicas. Estar junto com a China (nosso maior parceiro comercial), a Índia e as demais nações desse bloco econômico é vital para o nosso futuro. Não tem a ver com ideologia, mas com pragmatismo econômico e geopolítico.

O Brasil tem uma história de dois séculos de boas relações com o governo e o povo dos Estados Unidos. Estamos entre os países que mais geram resultados comerciais positivos para os EUA, comprando deles bem mais do que lhes vendemos. Cerca de 75% dos produtos estadunidenses que exportamos chegam aqui pagando tarifa zero. Como ousam aplicar contra nossa gente a maior tarifa hoje cobrada pelos EUA de outra nação? (Sim, a taxa de 50% é privilégio nosso).

Nem o Brasil, nem o governo brasileiro fizeram nada, absolutamente nada que justificasse as sanções e as ameaças cuspidas pelo Laranjão, ele próprio outro sério candidato a repousar algum dia atrás das grades. Um espanto que haja um só brasileiro ou brasileira que não se indigne com a chantagem! Mais espantoso é ver a conspiração montada à luz do dia pelos traidores.

Fundamental que a cidadania se levante contra essas aberrações! Como jornalista, sei muito bem o que é ser perseguido por um governo de extrema direita, como o do período 2019/22. Nos livramos, aleluia, do presidente que pretendia implantar uma ditadura para melhor servir aos ricos.

Falta enquadrar legalmente a família que só sabe fazer política plantando mentiras, chantagem e terror.

Lembrando sempre: quem está com Trump, está contra o Brasil!

Sylvio Costa é jornalista, com passagem pela Folha, IstoÉ, Correio Braziliense, Zero Hora e Gazeta Mercantil. Fundou e durante mais de 20 anos esteve à frente do site Congresso em Foco (Brasília)

Brasil contesta tarifaço de Trump e prepara defesa do Pix

Arte ilustrativa de Cris Faga-NurPhoto via AFP
Arte ilustrativa de Cris Faga-NurPhoto via AFP

Do Canal Meio e outras fontes

Um dia após enviar uma dura carta aos Estados Unidos em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump, autoridades brasileiras agora preparam uma estratégia de defesa para o sistema de pagamentos Pix, novo alvo de Washington. A ideia do governo é reiterar que o Pix é uma operação consolidada no país e que não será modificada por interferência externa. O Pix é um dos alvos da investigação comercial anunciada pelos Estados Unidos na terça-feira.

Segundo os americanos, o sistema de pagamentos brasileiro poderia ser enquadrado como uma prática desleal em relação a outros métodos de cobrança eletrônica. A resposta às acusações contra o Pix deve seguir o mesmo tom da carta enviada na noite de terça-feira ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira, a nota afirma que o Brasil “manifesta sua indignação” com o tarifaço de Trump. (Folha)

O Pix se tornou alvo do governo americano justamente por seu sucesso. Lançado em 2020, o modelo de pagamentos rapidamente se popularizou no Brasil. Só no ano passado, movimentou R$ 26,4 trilhões em transferências no país. Sem cobrar tarifas, o sistema afetou a receita de bancos, operadoras de cartões de crédito e modelos de pagamento digital como Google Pay e Apple Pay.

No relatório preliminar do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, o Pix aparece como uma ameaça desleal aos negócios de empresas americanas. Neste ano, um modelo similar de pagamentos da Indonésia também entrou na mira dos americanos. (Globo)

A investigação lista uma série de “atos, políticas e práticas” do governo brasileiro que poderiam onerar ou restringir o comércio dos EUA. Entre elas estão barreiras não tarifárias, desmatamento na Amazônia e concessões de subsídios a diferentes setores da economia. Os americanos chegam a citar a Rua 25 de Março, em São Paulo, como exemplo de que o Brasil não respeita o direito à propriedade intelectual. (Estadão)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Taxação norte-americana compromete cadeia produtiva salineira do RN

RN tem produção estelar no país que agora está sob interrogação (Foto: Arquivo)
RN tem produção estelar no país que agora está sob interrogação (Foto: Arquivo)

O Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL-RN) afirma que a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros “vai excluir o sal nacional do mapa de negócios com as empresas americanas.” Conclusão foi posta pelo sindicato em nota técnica emitida nessa segunda-feira (14). O estado é responsável por produzir 98% do sal brasileiro e deve, portanto, sofrer grandes consequências com a medida.

O tarifaço coloca em risco, portanto, 4 mil empregos diretos instalados em municípios do Semiárido Potiguar, além de postos de trabalho nas cadeias subjacentes, como venda, distribuição, frete rodoviário e frete marítimo. A perda dessa fonte de receita inviabiliza também a operação da concessão portuária do Terminal Salineiro Intersal, o Porto Ilha, que movimenta exclusivamente sal, aponta a nota. “O sal é estratégico e a derrocada da indústria salineira jogará o Brasil na dependência da importação”, afirma o documento.

O presidente do Siesal-RN, Airton Torres, destaca ainda que os EUA respondem por 47% de todos os negócios que a indústria salineira tem com o exterior, segundo dados dos últimos seis anos levantados pelo sindicato. “Os Estados Unidos são, notadamente, o maior importador de sal do mercado atingível pelo produto sal brasileiro, com participação de 27% dos embarques”, informa.

Torres aponta que os Estados Unidos consomem cerca de 16 milhões de toneladas de sal importado e têm um consumo total de aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais, valor expressivamente superior ao consumo interno. “A título de informação, o mercado brasileiro consome por ano cerca de 7 milhões de toneladas.”

A nota destaca também que 58% do sal embarcado pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto Ilha-Intersal, se destina ao exterior, e que 27% dos embarques totais são exportados para os Estados Unidos, gerando uma média de vendas de 530 mil toneladas de sal por ano.

Impactos na competitividade 

O sindicato aponta que a desvantagem competitiva do produto brasileiro se acentua à medida que todos os competidores estrangeiros, como Chile, Egito, Namíbia e México, são taxados pelo governo americano com tarifas inferiores.

Sobre a busca por possíveis novos mercados, o presidente Airton Torres afirma, em nota, que a possibilidade de exportar para outros destinos, como o mercado asiático, torna-se inviável devido aos altos custos logísticos. Outros mercados, como o europeu, que possui produção própria e importa seu déficit do Norte da África e do Oriente Médio, também são considerados fechados para a produção potiguar.

“Trata-se, pois, de produto com vendas regionalizadas e não globais, como é o caso de outras commodities. Logo, não há alternativas que possam receber o volume de sal brasileiro que deixará de ser enviado aos Estados Unidos”, afirma Torres.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Trump faz mais pressão contra o Brasil na defesa de Bolsonaro e família

Trump justifica a guerra comercial contra o Brasil? "Porque eu posso" (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)
Trump justifica a guerra comercial contra o Brasil? “Porque eu posso” (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu na noite dessa terça-feira (15) uma nova frente de conflito com o Brasil ao determinar uma investigação por “práticas comerciais desleais” que pode levar à adoção de novas sanções contra o país. No anúncio das investigações, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, citou genericamente “ataques do Brasil contra empresas americanas de mídia social”, sem apresentar detalhes ou evidências dessas práticas.

Na semana passada, ao anunciar a imposição de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros, Trump publicou uma carta criticando o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e a regulamentação pelo tribunal das redes sociais, muitas das quais apoiaram ativamente a campanha presidencial do republicano.

Mais cedo, perguntado por que abriu uma guerra comercial com o Brasil, Trump foi lacônico: “Porque eu posso. Ninguém mais seria capaz”. E voltou a defender Bolsonaro e seus familiares. “Acredito que há uma caça às bruxas, e isso não deveria estar acontecendo”, disse. (g1)

Enquanto isso, o governo brasileiro vai tentar reabrir os canais de negociação com os Estados Unidos apostando em uma pauta prioritariamente econômica e evitando entrar no debate sobre uma anistia a Bolsonaro. Na primeira rodada de encontros com representantes da indústria e do agronegócio, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo quer resolver a questão antes do dia 1º de agosto.

Os empresários pediram que o governo tentasse adiar a entrada em vigor da sobretaxa, alegando que o prazo é exíguo para negociações. Os empresários também pediram que o governo brasileiro busque uma saída sem retaliar os produtos americanos. (UOL)

O Itamaraty
 vai enviar uma carta a Trump, reforçando o teor da resposta dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Nela, o Brasil vai reafirmar que há uma separação de poderes no país. A missiva, que será assinada por Alckmin e pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também vai reforçar o argumento de que não há justificativa econômica para as sobretaxas. (Estadão)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Tarifaço reaproxima governo do Centrão e embaralha o bolsonarismo

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Do Canal Meio e outras fontes

A taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros anunciada por Donald Trump na última quarta-feira buscando, segundo o próprio Trump, encerrar os processos contra Jair Bolsonaro, está provocando um rearranjo nas forças políticas por aqui. O Palácio do Planalto e o Centrão, que vinham se estranhando havia meses e entrando em guerra aberta por conta do aumento do IOF, ensaiam uma reaproximação com base no discurso de defesa da soberania nacional — e dos interesses de setores empresariais prejudicados pelo tarifaço.

Alguns nomes do Centrão, porém, alegam que o alinhamento é pontual. Além disso, a Câmara tem nesta semana votações que podem reabrir o conflito com o Executivo: no plenário, a revisão do licenciamento ambiental; nas comissões, a PEC da segurança pública e a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil. (Globo)

Fora de Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca uma aproximação com outro setor que lhe é normalmente avesso: o empresariado. Ele se reuniu com ministros na noite deste domingo e anunciou a criação de um comitê para tratar da reação às tarifas, previstas para entrarem em vigor no próximo dia 1º. Além disso, pretende se reunir pessoalmente com líderes empresariais para discutir estratégias de defesa da produção brasileira e, de quebra, reforçar a imagem de que Bolsonaro é o responsável pelo tarifaço.

Nas redes, o governo e a esquerda intensificaram a campanha com foco na soberania, vendo a tensão com os EUA como uma oportunidade para acertar a comunicação e melhorar a imagem do presidente. (Folha)

Já na direita o cenário é de conflito e tentativa de reacomodação. Visto como potencial candidato conservador ao Planalto em 2026, já que Bolsonaro está inelegível, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teve um fim de semana de idas e vindas. Inicialmente, ele culpou o governo federal pela elevação das tarifas e chegou a almoçar com Bolsonaro em Brasília, mas mudou o tom e, durante evento com empresários, disse que era necessário “unir esforços” e defendeu a atuação diplomática do Planalto. (g1)

A mudança de rumo tem explicação. Prejudicados pelas tarifas, empresários paulistas que vinham apoiando as pretensões presidenciais do governador começaram a questionar sua independência em relação ao bolsonarismo. (Folha)

A virada expôs ainda mais o racha com o clã Bolsonaro. Na sexta-feira, após Tarcísio se encontrar com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenou qualquer tentativa de negociação que não inclua a anistia aos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar, que está nos EUA desde fevereiro fazendo lobby contra o processo a que o pai responde no STF, classificou qualquer acordo nessa linha como “caracu”, uma expressão pouco educada para um resultado em que só uma parte sai ganhando.

Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que as tarifas são “um empurrãozinho” para a anistia e que o Brasil não tem “poder de barganha” para enfrentar os EUA. (UOL)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Tarifaço com viés político de Trump tem desdobramentos no Brasil

Bolsonaro e Trump já tiveram encontros administrativos e políticos (Foto: Alan Santos/arquivo)
Bolsonaro e Trump tratam questões político-pessoais como questões de Estado e de economia (Foto: Alan Santos/arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes

No dia seguinte ao tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump, o clima no governo brasileiro foi de cautela, reafirmação pública da defesa da soberania nacional e nenhuma decisão concreta sobre como o Brasil pretende retaliar os Estados Unidos se, de fato, a sobretaxa aos produtos brasileiros entrar em vigor no dia 1º de agosto, como anunciou o presidente americano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que não tomará nenhuma decisão até que as novas tarifas passem oficialmente a vigorar. A ideia é usar os próximos 20 dias para voltar à mesa de negociações e, se não houver acordo, encontrar uma maneira menos danosa para a economia brasileira para responder ao que o Planalto vê como uma agressão unilateral, de caráter político e desprovida de qualquer razão econômica.

Lula disse que pretende criar um comitê com empresários brasileiros para analisar as melhores saídas para a crise. Além de simplesmente taxar os produtos americanos, o governo estuda a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio e quebrar patentes de medicamentos. O presidente, no entanto, disse que se não houver acordo o Brasil vai aplicar tarifas de 50% aos produtos americanos. (Valor)

Internamente, o Planalto reforçou o discurso de que a culpa pelo tarifaço americano é da família Bolsonaro, que estaria usando sua relação com Trump para pressionar o Judiciário brasileiro a conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no processo que investiga a trama golpista de 2022. Ontem, o presidente Lula disse que Bolsonaro deveria assumir a responsabilidade pelas medidas adotadas pelo governo americano.

Em entrevista à TV Record, Lula afirmou que a ação foi incentivada pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Foi o filho dele [Eduardo Bolsonaro] que foi lá fazer a cabeça do Trump”, disse o presidente. (Globo)

Após semanas de embates com o Planalto, o Congresso deu sinais de que, ao menos desta vez, está em consonância com o governo. Ontem, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgaram uma nota conjunta afirmando que o Congresso vai agir com “equilíbrio e firmeza” para defender os interesses nacionais. Os chefes do Legislativo defenderam que o Brasil deve responder “com diálogo nos campos diplomático e comercial”. De acordo com a nota conjunta, Motta e Alcolumbre afirmaram que a nova lei de Reciprocidade Econômica tem “mecanismos que dão condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”. (Estadão)

Nas redes, a estratégia do Planalto de responsabilizar os Bolsonaros ganhou adesão maior do que se esperava. De acordo com o cientista político Pedro Barciela, no dia seguinte ao anúncio das novas tarifas, entre 62% e 78% das postagens nas principais redes sociais exigiam reciprocidade, criticavam o “crime de lesa-pátria” e evocavam o nacionalismo como elemento em disputa contra o governo Donald Trump e seus apoiadores no Brasil. Segundo ele, a mobilização bolsonarista, que afirma que Lula foi o responsável pela ofensiva americana, teve pouco engajamento no país. (ICL Notícias)

Steve Bannon
, um dos principais ideólogos do movimento MAGA (Make America Great Again), afirmou à jornalista brasileira Marina Sanches, do UOL, que Trump retiraria as tarifas contra os produtos brasileiros se o STF encerrar os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Derrubem o caso, derrubamos as tarifas”, disse ele, um dos aliados mais próximos de Trump. (UOL)

Depois do silêncio inicial, o ex-presidente Jair Bolsonaro resolveu se manifestar. Por meio de uma nota, Bolsonaro disse que admira o governo de Donald Trump e que espera que os poderes da República resgatem a normalidade institucional. “Essa caça às bruxas — termo usado pelo próprio presidente Trump — não é apenas contra mim. É contra milhões de brasileiros que lutam por liberdade e se recusam a viver sob a sombra do autoritarismo”, afirmou o ex-presidente. (Metrópoles)

Nota do BCS – O clã Bolsonaro, que tanto se apresenta como “patriota”, é desmascarado de forma flagrante. Coloca suas necessidades acima da soberania nacional, dos interesses econômicos do país e da interdependência dos poderes. Os efeitos danosos desse intervencionismo de Trump e dos EUA vão respingar no próprio Jair Bolsonaro e seus aliados, fomentadores e cúmplices dessa aberração.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Trump dá um passo atrás no tarifaço, mas exclui a China

Trump: a cara dos EUA (Foto: Web)
Trump, um recuo estratégico para poder dar um freio de arrumação (Foto: Web)

O presidente americano Donald Trump anunciou no início da tarde desta quarta-feira uma pausa de 90 dias na cobrança de tarifas em todos os países que não retaliaram a cobrança. A medida não vale para a China, que terá sua alíquota de importados aumentada para 125%.

“Com base no fato de que mais de 75 países entraram em contato com representantes dos Estados Unidos — incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e o Representação Comercial (USTR) — para negociar uma solução para os temas em discussão relacionados a comércio, barreiras comerciais, tarifas, manipulação cambial e tarifas não monetárias, e que esses países, por minha forte recomendação, não retaliaram de forma alguma contra os Estados Unidos, autorizei uma PAUSA de 90 dias, e uma tarifa recíproca substancialmente reduzida, de 10%, também com efeito imediato”, afirmou Trump por meio de sua rede social, a Truth Social.

Para a China, que anunciou nesta manhã um aumento para 84% em importados americanos, a tarifa dos EUA sobre produtos chineses aumentará dos atuais 104% para 125%:

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, afirmou o republicano.

No Brasil, o dólar, que chegou a operar em alta de mais de 1% e encostou nos R$ 6,10 na manhã desta quarta, iniciou trajetória de queda e alcançou os R$ 5,87 na mínima do dia. Às 14h26, a moeda americana operava em baixa de 1,5%, aos R$ 5,89.

Trump também afirmou que limitará as tarifas, quando voltar a cobrar após 90 dias, em 10%. No caso do Vietnã, que sofreu cobrança de 46%, terá a partir de julho cobrança de apenas 10% sobre os preços.

Nota do BCS – Impressiona as piruetas e surtos desse senhor. Parece birra de criança mimada. Que coisa!

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Com informações de O Globo.

Tarifaço dos Estados Unidos assusta governo brasileiro

Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Sem avanço nas negociações com os Estados Unidos, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega pessimista ao dia do anúncio do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, previsto para esta quarta-feira (2), às 17 h (de Brasília).

Com poucos sinais de Washington, o Brasil teme que a possível tarifa linear se some a outras taxas já em vigor, como as aplicadas recentemente sobre o aço e o alumínio, gerando um efeito cumulativo.

Produtos semiacabados de aço, como blocos e placas, estão entre os principais itens exportados pelo Brasil aos EUA, ao lado de petróleo bruto, produtos semiacabados de ferro e aeronaves. Segundo dados do governo americano, o Brasil está entre os três maiores fornecedores de aço ao país (ao lado de México e Canadá), com US$ 2,66 bilhões vendidos no ano passado.

Recentemente, Trump também anunciou tarifas sobre automóveis importados, medida que pode impactar o setor de autopeças nacional. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,3 bilhão em componentes do tipo para os Estados Unidos.

Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto começou a trabalhar com a expectativa de um quadro mais extremo do que o inicialmente previsto. Além das já anunciadas taxas sobre aço e alumínio, o governo admitiu a possibilidade de ser afetado por um imposto linear sobre praticamente toda a pauta exportadora brasileira para os EUA.

Um integrante da Casa Branca confirmou essa expectativa ao dizer na semana passada que, se o Brasil for incluído na lista dos países alvo, as tarifas serão lineares e aplicadas a todos os bens.

Segundo um membro do governo brasileiro, não será surpresa se a medida anunciada pelos americanos for “a pior” possível para o Brasil. Essa pessoa admite que é alto o risco de o Brasil estar entre os países mais afetados pelo tarifaço, apesar dos esforços diplomáticos para esclarecer pontos da relação comercial. Entre esses pontos estão a tarifa efetiva média sobre produtos importados dos EUA e o fato de a balança comercial ser historicamente favorável aos americanos.

Na Esplanada, há a avaliação de que documentos e declarações da administração Trump sugerem que os EUA consideram o Brasil problemático devido à discrepância tarifária e demais barreiras não tarifárias.

Documento divulgado nesta segunda (31) pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) apontou que o Brasil impõe tarifas de importação relativamente altas a uma vasta gama de setores, como automóveis e suas peças, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, maquinário industrial, aço, têxteis e vestuário.

Negociação de cotas

Para dois membros do governo, o esforço feito em Washington na última semana focou principalmente na negociação de cotas para as tarifas aplicadas sobre aço e alumínio. Isso porque, como o governo não sabe quais sobretaxas “recíprocas” serão aplicadas ao país, não havia o que negociar.

Integrantes da administração Lula estão em um momento de extrema imprevisibilidade às vésperas do anúncio. A conversa que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teria nesta segunda com o chefe do USTR, Jamieson Greer, acabou cancelada. Por ora, não há perspectivas de nova reunião.

Por causa dessa incerteza, funcionários do governo dizem que o governo só saberá, de fato, o que vai enfrentar após o anúncio nesta quarta.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Com informações da Folha de São Paulo e outras fontes.