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Passado Longino

Por Bruno Ernesto

Catedral de Santa Luzia em Mossoró (Foto: autoria não identificada/Blog de telescope)
Catedral de Santa Luzia em Mossoró (Foto: autoria não identificada/Blog Telescope)

Você já reparou que é crescente a prática de se rememorar algum acontecimento do dia?

Essa prática é especialmente adotada por uma enciclopédia digital muito conhecida, a Wikipedia, desde que iniciou as suas atividades.

Para mim, o dia 14 de julho é um dia bastante especial, pois é a data de nascimento do meu pai. Dia 14 de julho, também é a data que se comemora a queda da Bastilha, ocorrida em 1789, evento central que marcou a Revolução Francesa, ocorrida durante o reinado de Luis XVI e da famosa rainha Maria Antonieta, aquela a quem se atribui a famosa e controversa frase de que “Se não há pão, que o povo coma brioche.” A respeito de Maria Antonieta, reputo como melhor biografia a de autoria de Antonia Fraser.

Na primeira metade do Século XIX, havia em Mossoró um padre de nome Francisco Longino; nascido em Mossoró no dia 15 de março de 1802, batizado na então Capela de Santa Luzia, atual Catedral de Santa Luzia, em 04 de abril de 1802, e, depois de ordenado em novembro de 1826, exerceu o sacerdócio em Mossoró, e que, apesar de ser padre, colecionou muitas inimizades em Mossoró, em especial com a família dos Ferreira Butrago.

A situação se agravou tanto com o passar dos anos, que o padre Longino teve que arregimentar um grupo armado para não ser morto pelos seus inimigos. Chegando, inclusive, a renunciar ao mandato de vereador da cidade de Apodi, cargo a que foi eleito na época, após tantas emboscadas no trajeto de Mossoró a Apodi.

Tanto o padre Francisco Longino, quanto os Ferreira Butrago, se enfrentavam feroz e constantemente, no intuito de exterminar um a outro. Em bom vernáculo: um queria matar o outro por rixa pessoal, algo muito comum naquela época. E dessa rixa, de fato, muitos morreram na cidade de Mossoró. Tudo correu nas imediações da Catedral de Santa Luzia e do Mercado Público Municipal, no Centro da cidade.

Há um fato que ocorreu na noite do dia 14 de julho de 1841 na cidade de Mossoró, que reputo igualmente marcante. Embora pouco conhecido dos mossoroenses.

Num desses embates ocorridos entre o padre Francisco Longino e os Ferreira Butrago, o ocorrido no dia 14 de julho de 1841, foi um dos mais violentos. O fato se deu em frente à então Capela de Santa Luzia, onde se localizava a casa do padre Francisco Longino.

No intento de assassinar o padre, João Ferreira Butrago e seu grupo, por volta de catorze homens armados, na total escuridão daquela noite, deitaram-se no patamar da Capela de Santa Luzia e, de tocaia, atacaram logo que a porta de uma casa se abriu e, ao avistarem aquela pessoa, abriram fogo.

O infeliz que foi o primeiro a ser assassinado naquela noite, sangrenta, foi o sacristão da Capela de Santa Luzia, Felipe de Mendonça, que guardava o costume de orar toda noite na capela e acabou sendo confundido com o padre Francisco Longino. Estava no lugar errado e na hora errada.

Após esse primeiro assassinato, o grupo dos Ferreira Butrago avançaram em direção à casa do padre Longino, sitiando-a  e, durante a noite toda, travaram um feroz combate, trocando tiros uns contra os outros, havendo baixa de ambos os lados. Porém, o padre Francisco Longino sobreviveu ao feroz ataque.

Há registros de que a casa do padre Longino, que foi alvo daquele embate, e que anos depois passou a ser a morada do famoso Jeremias da Rocha Nogueira, fundador do primeiro jornal impresso de Mossoró, em 17 de outubro de 1872, preservava 63 marcas de tiros que foram disparados naquela noite de combate.

Decerto que muitos outros combates ocorreram após esse do dia 14 de julho de 1841, além de que o padre Francisco Longino não recuou em seus malfeitos, como a história tem registrado.

Assim, quando você estiver nos arredores da Catedral de Santa Luzia ou do Mercado Central, olhe em sua volta. Ali tem muito mais história do que você pode imaginar.

Ao que parece, nem só de fé e devoção o homem viveu na terra de Santa Luzia.

Bruno Ernesto é professor, advogado e escritor

Bolsonarista invade aniversário, mata petista, mas sai ferido à bala

Do Poder 360

O guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda, 50 anos, morreu na madrugada deste domingo (10.jul.2022), depois de ser atingido por tiros disparados pelo policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, em Foz de Iguaçu (PR). O ataque havia sido no final da noite de sábado (9.jul.2022), pouco antes da meia-noite, em Foz do Iguaçu (PR).

Marcelo Aloizio de Arruda e Jorge José da Rocha Guaranho tiveram confronto armado (Fotomontagem: Metrópoles)
Marcelo Aloizio de Arruda e Jorge José da Rocha Guaranho tiveram confronto armado (Fotomontagem: Metrópoles)

A motivação do crime é política, deixando Marcelo morto e o agressor Jorge gravemente ferido, em face do revide – também com arma de fogo – da vítima fatal.

O confronto deu-se durante festa de aniversário de 50 anos de Marcelo, que fez a celebração enfeitada com elementos que remetiam ao PT, em cores vermelhas. O aniversariante vestia uma camiseta com a foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Polícia Civil do Paraná disse que a Delegacia de Homicídios de Foz do Iguaçu está apurando o caso, para esclarecer a motivação do crime. Segundo a corporação, “tratou-se uma discussão em uma festa de aniversário”.

Conforme relatos de amigos de Marcelo aos quais o Poder360 teve acesso em grupos de mensagens, o policial penal federal teria parado com um carro por volta de 23h30 de sábado em frente ao local onde era realizada a festa –na sede social da Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (conhecida pela sigla Aresf).

“É Bolsonaro, seus filhos da puta!”

De dentro do carro, um Hyundai modelo Creta, branco, placa RHR2G14 (do Paraná), Jorge José da Rocha Guaranho, teria gritado contra os presentes na festa. Segundo relatos de amigos de Marcelo, Jorge José teria gritado: “É, Bolsonaro, seeus filhos da puta. Seus desgraçados. É o mito!”

Ao ouvir os gritos, Marcelo foi a até a porta do local para ver o que se passava. Jorge José teria então mostrado uma arma (uma pistola Taurus 24/7 calibre .40) pela janela do veículo e apontado para o aniversariante. Marcelo estava com um copo de chope na mão, jogou a bebida em José Jorge e se escondeu.

No carro também estava uma mulher e uma criança. A mulher faz um apelo e pediu que Jorge José saísse do local. O carro começou a se movimentar para sair do lugar, mas o motorista gritou –segundo relatos de amigos de Marcelo– que voltaria ao local para “matar todos vocês”.

Em cerca de 15 a 20 minutos depois, pouco antes da meia-noite de sábado, Jorge José voltou ao local. Marcelo nesse tempo já havia ido buscar sua arma que estava guardada no carro, no estacionamento do local. Era uma pistola Taurus PT 59 .380.

A partir daí houve o confronto, com tiros dos 2 lados. Há relatos de amigos de Marcelo afirmando que Jorge José deu o primeiro tiro, que teria atingido uma das pernas do aniversariante. Aproximou-se então e teria desferido outro tiro. Nesse momento, Marcelo virou-se e teria atirado 5 vezes em direção ao bolsonarista.

Segundo o boletim da ocorrência registrado por policiais de Foz do Iguaçu (leia a íntegra do BO (127 KB), ao chegar ao local foram encontrados 2 corpos no chão. O de Marcelo, “a princípio com duas perfurações de arma de fogo”, e o de Jorge José “a princípio com 3 perfurações de arma de fogo”.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Já escrevi, comentei em outras plataformas de mídia, repito: teremos um banho de sangue na disputa eleitoral que se aproxima. Esse caso é apenas uma mostra do que vem por aí, em decorrência do ambiente de intolerância, fanatismo, estupidez e insanidade que testemunhamos. Está ruim? Vai piorar.

Arruda era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, e foi candidato a vice-prefeito na cidade em 2020. Também era diretor do Sismufi (Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu). A Prefeitura de Foz do Iguaçu lamentou a morte de Arruda. Em nota de pesar, disse que ele foi da 1ª turma da Guarda Municipal, e que estava na corporação há 28 anos.

Saiba mais detalhes clicando AQUI, AQUI e AQUI.

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RN contabiliza o 18º policial assassinado este ano

Sipriano: outra perda lastimável (Foto: Web)

Mais um policial foi morto no Rio Grande do Norte. É o 18º só este ano.

Dessa feita, a vítima foi o sargento da Polícia Militar Jailson Sipriano da Silva, 56.

O fato ocorreu à noite de terça-feira (10) no bairro Quinta da Figueira, em Extremoz, município da Grande Natal.

O policial trocou tiros com dois assaltantes que tentaram assaltar uma loja pertencente a membros de sua família. Os marginais chegaram numa moto e ao anunciarem o assalto tiveram o contraponto armado de Sipriano.

Ele foi atingido por balas num dos braços e costela. Apesar de socorrido imediatamente, acabou falecendo. Até o momento, não se tem maiores informações oficiais sobre os bandidos, quanto a identidade deles e se saíram feridos.

Nota do Blog – Policial: profissão perigo no RN. Até quando?

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Policial civil é morto ao tentar evitar assalto em Natal

Newton Brasil: 17º (Foto: cedida)

Outro policial foi morto no Rio Grande do Norte.

Dessa feita, nesta quinta-feira (28), o policial civil Newton Brasil de Araújo Júnior (38 anos) foi a vítima.

Casado, pai de cinco filhos, ele interveio – ao lado de um colega – para evitar assalto que acontecia à madrugada de hoje no bairro de Lagoa Nova em Natal.

Mas acabou alvejado por um dos meliantes, na troca de tiros.

Ninguém foi preso.

Que descanse em paz.

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Vídeo mostra bandidos em fuga após assalto frustrado

Do Blog Carlos Santos e portal G1/RN

A tentativa de roubo de carros-fortes hoje no Parque das Colinas, à margem da BR-101, já área urbana de Natal, tem enredo apavorante. O fato ocorrido hoje pela manhã (veja AQUI), por pouco não termina em tragédia.

Os assaltantes chegaram a fazer algumas pessoas como reféns, deixando-os como escudos humanos, quando empreendiam fuga e estavam na mira da polícia e de vigilantes da Prossegur, empresa transportadora de valores e segurança.

Ocorreu em momento de intenso trânsito na BR-1o1, próximo à passarela de Neópolis, ponto bastante conhecido por existir posto de táxi e ser utilizado como ponto de parada de ônibus.

Vídeo

No local funcionam agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Vídeo gravado por um cliente da Caixa Econômica Federal mostra a ação dos criminosos durante um ataque a um carro-forte na manhã desta terça-feira (9).

Pelas imagens é possível ver quatro homens armados com fuzis, que levam um vigilante como escudo humano.

O autor do vídeo, que não quis ser identificado, está deitado no chão da CEF, que fica ao lado da agência do Banco do Brasil, alvo dos criminosos.

O áudio revela o pavor de algumas pessoas no interior da agência, diante da cena, todas deitados ao chão e procurando se proteger de balas.

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Bandidos tentam roubar carros-fortes e são rechaçados à bala

Do Portal da Abelhinha e Blog do Heitor Gregório (fotos)

A agência do Banco do Brasil,no Parque das Colinas, na BR-101, foi alvo da tentativa de assalto por homens fortemente armados. Os criminosos ainda atearam fogo em um carro utilizado para sua fuga, ao lado de um condomínio residencial vizinho.

Carro utilizado por quadrilha foi incendiado na fuga, após ataque frustrado em Natal

Funcionários da Caixa entraram em pânico, pois a agência é vizinha ao do BB. No momento a agência ainda não estava aberta e carros-fortes chegaram com dinheiro para abastecer os caixas.

Segundo funcionários da agência, os seguranças da Prossegur reagiram e houve intenso tiroteio. A polícia chegou a tempo.

Foto de um edifício próximo mostra área do confronto, carros da Prossegur, hoje pela manhã

Informações preliminares indicam que um assaltante foi preso e um segurança da empresa de transporte de valores ficou ferido.

Assaltantes abandonam um carro modelo Corolla branco em frente à passarela de Neópolis e fugiram em um carro Strada branco.

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